Portugal entra na reta final da campanha presidencial para eleições de domingo

Campanha entra na sua fase final com um cenário fragmentado e altamente competitivo, onde nenhum dos candidatos aparenta ter garantido uma vitória em primeira volta

Nos últimos dias, as sondagens mais recentes mostram um empate técnico entre vários nomes, com o líder do partido Chega, André Ventura, ligeiramente à frente, seguido de perto pelo Socialista António José Seguro e pelo liberal João Cotrim de Figueiredo.

Este equilíbrio nas intenções de voto tem marcado uma campanha em que os candidatos intensificaram apelos ao voto útil e tentativas de atrair apoios de outros setores políticos, num quadro em que a possibilidade de uma segunda volta em 8 de fevereiro se assume praticamente certa.

Temas sociais, como a crise de habitação e custo de vida, têm estado presentes nos debates e nas agendas de campanha, com propostas divergentes sobre soluções e prioridades.

Até agora, a campanha tem sido marcada por sérios esforços de mobilização, com caravanas de candidatos pelo País e apelos diretos aos eleitores, tanto urbanas como rurais, enquanto as últimas sondagens continuam a agitar o debate político sobre possíveis alianças e a estratégia de voto no domingo.

A poucos dias da votação, a campanha segue aberta e imprevisível, com a possibilidade de que o resultado final só seja conhecido após um segundo escrutínio.

PJ detém cidadão estrangeiro com 538 gramas de cocaína no Aeroporto da Praia

Suspeito foi detido no momento em que desembarcava de um voo proveniente de Marrocos, transportando droga no interior do organismo

A Polícia Judiciária, através da Direção Central de Investigação Criminal e da Secção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes e Criminalidade Organizada, deteve, na madrugada de sábado, 11 de janeiro, um cidadão estrangeiro, de 23 anos, no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Cidade da Praia, por tráfico de droga.

Segundo a PJ, o suspeito foi detido no momento em que desembarcava de um voo proveniente de Marrocos, transportando droga no interior do organismo. No total, foram apreendidos cerca de 538 gramas de cocaína, dissimuladas em 50 cápsulas, tendo os testes laboratoriais confirmado um elevado grau de pureza da substância.

De acordo com as autoridades, a quantidade apreendida seria suficiente para a produção de cerca de 5.380 doses individuais, caso tivesse chegado aos circuitos ilícitos de distribuição.

Além da droga, a PJ apreendeu 950 Euros em numerário, um telemóvel, documentos pessoais e de viagem, bem como outros elementos considerados relevantes para a investigação.

O detido foi presente às autoridades judiciais para o primeiro interrogatório, tendo o Tribunal da Comarca da Praia decretado a medida de coação mais gravosa, prisão preventiva. O arguido ficará a aguardar os restantes trâmites processuais na Cadeia Central da Praia.

Novo acidente com guindaste faz duas vítimas mortais na Tailândia

Este acidente aconteceu um dia depois de um outro guindaste ter caído sobre um comboio de passageiros causando pelo menos 32 mortos e mais de 50 feridos

Duas pessoas morreram e uma ficou ferida após a queda de um guindaste sobre uma estrada, esta quarta-feira, nos arredores de Banguecoque, na Tailândia, informaram as autoridades locais.

O acidente ocorreu num estaleiro de obras na autoestrada Rama II, na província de Samut Sakhon, quando o guindaste colapsou por razões ainda desconhecidas, atingindo dois automóveis.

Este incidente aconteceu apenas um dia depois de um outro acidente grave, em que um guindaste caiu sobre um comboio de passageiros no nordeste do País, provocando pelo menos 32 mortos e mais de 50 feridos.

Segundo o Ministro dos Transportes, Phiphat Ratchakitprakarn, ambos os projetos estavam ligados à empresa Italian-Thai Development, que poderá ver as suas operações temporariamente suspensas, caso se repitam falhas de segurança.

As obras integram o projeto ferroviário de alta velocidade que pretende ligar Banguecoque ao sul da China, apoiado por Pequim no âmbito da iniciativa Uma Faixa, Uma Rota.

As autoridades continuam a investigar as causas do acidente.

Sismo de magnitude 2,1 sentido no norte de Portugal sem causar danos

O abalo foi sentido na noite de quarta-feira em vários concelhos dos distritos do Porto e de Braga

Um sismo de magnitude 2,1 na escala de Richter foi sentido na noite de quarta-feira em vários concelhos dos distritos do Porto e de Braga, sem registo de danos pessoais ou materiais, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O abalo ocorreu às 23:21, com epicentro localizado a cerca de seis quilómetros a oeste de Paços de Ferreira, e foi sentido com intensidade máxima III na escala de Mercalli Modificada, considerada fraca.

Segundo o IPMA, o sismo foi percecionado em concelhos como Vila Nova de Famalicão, Gondomar, Maia, Paredes, Santo Tirso, Valongo e Trofa, sendo descrito como uma vibração ligeira, semelhante à passagem de veículos pesados.

As autoridades confirmaram que não houve quaisquer danos ou ocorrências associadas ao fenómeno.

Ministro da Educação destaca recuperação dos resultados escolares na Ilha do Maio

Amadeu Cruz revelou que os dados do primeiro trimestre do ano letivo 2025-2026 apontam para uma inversão de tendência, com destaque para o 12.º ano, que atingiu uma taxa de aprovação de 95%

O Ministro da Educação, Amadeu Cruz, afirmou esta quarta-feira, 14, que a Ilha do Maio está a registar uma recuperação significativa nos resultados escolares, após um ano letivo de 2024-2025 marcado por desempenhos abaixo da média nacional.

Em declarações durante uma visita de três dias à Ilha, o Governante revelou que os dados do primeiro trimestre do ano letivo 2025-2026 apontam para uma inversão de tendência, com destaque para o 12.º ano, que atingiu uma taxa de aprovação de 95%. Segundo explicou, os avanços refletem os efeitos das reformas curriculares, da valorização dos docentes e da melhoria das infraestruturas educativas.

“Genericamente, os resultados são positivos, mas no Maio quero sinalizar avanços extraordinários”, afirmou Amadeu Cruz, sublinhando que a Ilha está a convergir com os padrões nacionais de sucesso educativo.

De acordo com os relatórios oficiais, o aproveitamento escolar situa-se nos 89% no Ensino Básico e nos 90% no Ensino Secundário, confirmando uma melhoria transversal em todos os níveis de ensino.

O Ministro destacou ainda que estes resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Governo, os professores, os agentes educativos e as autarquias locais, reforçando que a parceria institucional tem sido determinante para a evolução registada.

A visita do Ministro da Educação à Ilha do Maio incluiu encontros com a equipa da Delegação local, o Presidente da Câmara Municipal e uma visita à Escola Secundária Horace Silver.

Olavo Correia defende investimento no capital humano como resposta ao desafio do emprego jovem

Vice-Primeiro-Ministro sublinhou que o desafio do emprego, particularmente entre os jovens, exige respostas “céleres e transformadoras”, ajustadas às profundas mudanças em curso no mundo

O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, presidiu, na quarta-feira, 14, ao encerramento da Conferência “Mercado de Trabalho em Cabo Verde: Competências para uma Nova Economia”, onde sublinhou que o desafio do emprego, particularmente entre os jovens, exige respostas “céleres e transformadoras”, ajustadas às profundas mudanças em curso no mundo.

Na sua intervenção, Olavo Correia alertou que, na próxima década, milhões de jovens irão procurar oportunidades num mercado global cada vez mais competitivo, realidade da qual Cabo Verde não está à margem. Para o Governante, as respostas não podem assentar em “soluções do passado”, mas sim num investimento sério e estruturado no capital humano.

“O caminho passa por garantir acesso universal e qualidade em toda a cadeia do sistema educativo e formativo, preparando jovens Cabo-verdianos para serem cidadãos do mundo, com domínio de línguas, tecnologias, ciência e conhecimento”, afirmou.

O Ministro das Finanças defendeu ainda a construção de uma economia capaz de criar mais e melhores empregos, melhor remunerados, assentes na inovação, na economia digital, nas energias renováveis, na saúde, na agricultura moderna e no empreendedorismo. Segundo explicou, este objetivo exige um ambiente de negócios mais competitivo, com menos burocracia, maior interoperabilidade, serviços públicos digitais eficientes e um Estado orientado para resultados e impacto.

Olavo Correia destacou igualmente que a transição energética e digital, o reforço das conectividades, as infraestruturas de qualidade, a valorização do turismo, uma política migratória regulada e a mobilização da Diáspora constituem aceleradores decisivos para o crescimento económico e para a retenção de talentos no País.

O Governante sublinhou que todos estes esforços assentam num ativo estratégico construído ao longo de décadas: a estabilidade macroeconómica, política e social, aliada à previsibilidade, à boa governação e a instituições fortes. “É essa confiança que atrai investimento privado, gera oportunidades e permite transformar desafios em soluções concretas”, frisou.

Olavo Correia afirmou que Cabo Verde tem razões para um “orgulho inteligente” no percurso realizado, realçando que o País dispõe de capacidade, confiança e determinação para construir, de forma conjunta, um futuro com mais oportunidades para os jovens e para o desenvolvimento nacional.

EDITORIAL: Justiça, política e responsabilidade: uma reflexão imprescindível no seio do PAICV 

A recente constituição como arguido do Presidente da Câmara Municipal da Praia e do PAICV, num momento politicamente sensível e a poucos meses das eleições legislativas, introduz novos desafios ao debate público e à própria vida interna do Partido, coloca o PAICV perante um momento de particular exigência. Independentemente do desfecho judicial – que compete exclusivamente às instâncias judiciais – esta situação projeta implicações políticas e éticas inevitáveis, que não podem ser ignoradas por uma força política com vocação governativa e sentido de Estado.

Desde logo, o PAICV passa a carregar um risco reputacional indireto, ainda que não seja parte direto no processo judicial. Esse risco traduz-se na maior dificuldade em sustentar, com a mesma autoridade moral, discursos centrais da sua identidade política, como os da ética pública, da boa governação e do combate à corrupção. Não por ausência de fundamentos programáticos, mas porque a perceção pública tende a associar processos judiciais individuais ao projeto coletivo do Partido.

Acresce o perigo real de a próxima disputa eleitoral ser progressivamente judicializada, com o debate político a deslocar-se do terreno das ideias e das soluções para o País para o campo dos autos, das diligências e das narrativas de confronto institucional. Esse desvio comporta riscos evidentes: a personalização excessiva da campanha, a diluição do projeto coletivo e, sobretudo, a erosão da imagem histórica do PAICV enquanto “Partido de Estado”, referência de responsabilidade e maturidade democrática.

É neste quadro que se inscrevem algumas das reflexões neste Editorial. Não como julgamento, nem como tomada de posição precipitada, mas como contributo crítico, sereno e construtivo para um debate que o Partido e a Sociedade Cabo-verdiana não podem adiar.

O PAICV aproxima-se de um novo ciclo eleitoral num contexto social exigente, marcado por um natural desgaste governativo, frustrações acumuladas e uma clara expectativa de mudança.

O Partido surge, legitimamente, como alternativa para muitos Cabo-verdianos. Esse é um ativo político real, construído tanto a partir da avaliação crítica do desempenho das políticas do Governo como da memória histórica do Partido enquanto força de Estado, de responsabilidade e de visão estratégica.

É neste contexto que emerge, com elevado impacto político, o processo judicial envolvendo Francisco Carvalho. A pergunta que se impõe não é simples: estamos perante um caso de politização da Justiça ou de judicialização da política?

A presunção de inocência é um pilar do Estado de direito e não é negociável. Ninguém deve ser condenado na praça pública nem afastado da vida política apenas por ser arguido. Mas seria igualmente errado confundir presunção de inocência com suspensão do juízo político e ético.

À luz dos fatos conhecidos, não há base sólida para afirmar que a Justiça esteja a ser instrumentalizada politicamente. As investigações decorrem no quadro institucional normal. O argumento da perseguição política pode mobilizar setores populares, mas não pode substituir a análise racional nem servir como único eixo de leitura da realidade.

O que se observa é, muito provavelmente, um fenómeno de judicialização de um percurso político fortemente exposto. E esse fenómeno coloca desafios sérios aos Partidos que aspiram a governar. Quando a ação política se cruza diretamente com investigações por crimes graves contra o Estado, o problema deixa de ser apenas jurídico e passa a ser profundamente político.

O PAICV não pode permitir que o debate eleitoral seja capturado por um processo judicial individual. Um Partido com a sua história não pode reduzir o seu projeto coletivo à defesa permanente de um dirigente, por mais relevante que seja. Não se trata de abandono nem de julgamento antecipado; trata-se de preservação institucional.

A democracia vive de legalidade, mas também de legitimidade. E a legitimidade política exige padrões mais elevados do que o mínimo legal. Quando o espaço público discute mais autos e mandados do que propostas e soluções, algo está profundamente desalinhado, para o Partido e para a democracia.

Esta reflexão torna-se ainda mais exigente quando se coloca a hipótese de uma candidatura ao elevado cargo de Primeiro-Ministro. Aqui, o critério não pode ser o mínimo legal, mas o máximo político e ético. O Primeiro-Ministro não é apenas um líder partidário: é o chefe do Governo, o responsável pela coordenação da Administração Pública e o garante político da legalidade, da probidade e da boa governação. Uma reserva moral, diga-se.

Num Estado democrático em que a transparência é um princípio estruturante, a simples possibilidade de alguém exercer essa função sob o peso de investigações criminais graves levanta questões que não podem ser ignoradas.

Coloca-se, desde logo, um problema de legitimidade ética. Mesmo sem condenação, a acumulação de investigações por crimes contra o Estado, alegações de violação da legalidade administrativa e conflitos com órgãos de fiscalização fragiliza seriamente a autoridade moral necessária para liderar o Governo. A confiança política não se constrói apenas nos tribunais, mas também na perceção pública de integridade e exemplaridade.

Surge ainda um problema de governabilidade, que não pode ser relativizado. Um Primeiro-Ministro arguido governaria sob escrutínio judicial permanente, arrastando o Executivo para uma lógica contínua de defesa política e jurídica, com impactos diretos na estabilidade institucional. Relações com magistraturas, parceiros internacionais e investidores tenderiam a ficar condicionadas por uma incerteza política evitável, num momento em que Cabo Verde precisa de foco, confiança e previsibilidade. Normalizar esta situação significaria baixar o patamar de exigência democrática. Politicamente e eticamente, não é compatível com uma aspiração credível ao cargo de Primeiro-Ministro, ainda que juridicamente possível.

Dizer isto não é fazer o jogo do adversário. Pelo contrário: é assumir que o PAICV deve ser mais exigente consigo próprio do que exige aos outros Partidos. É reconhecer que a sua força histórica sempre residiu na capacidade de colocar o interesse coletivo acima das trajetórias individuais.

Os Partidos erram mais quando evitam enfrentar as suas próprias contradições. Este é um momento que exige coragem: para separar o essencial do acessório, distinguir solidariedade partidária de captura institucional e afirmar que a alternância democrática não pode ser construída sobre ambiguidades éticas evitáveis.

O PAICV tem quadros, história e maturidade suficientes para encontrar soluções responsáveis. Pode fazê-lo sem humilhar ninguém, sem rachas artificiais e sem negar direitos individuais. Mas não pode fazê-lo fingindo que o problema não existe.

No fim, a questão decisiva não é se a Justiça deve atuar – porque deve – nem se os direitos políticos devem ser respeitados – porque são inalienáveis. A questão é outra: que padrões de responsabilidade se querem afirmar para quem aspira a governar Cabo Verde em nome do PAICV?

Responder a essa pergunta com lucidez e coragem será, talvez, a maior prova de maturidade democrática do Partido neste ciclo político.

Senegal e Marrocos confirmam força e vão disputar final da CAN

As duas seleções demonstraram solidez tática, maturidade competitiva e ambição clara pelo título continental, cuja decisão está marcada para o próximo domingo, 18

Senegal e Marrocos garantiram, esta quarta-feira, o apuramento para a grande final da Copa Africana de Nações, CAN, após vencerem os respetivos jogos das meias-finais hoje.
As duas seleções demonstraram solidez tática, maturidade competitiva e ambição clara pelo título continental, cuja decisão está marcada para o próximo domingo, 18.

O Senegal foi o primeiro a carimbar o passaporte para a final, ao vencer o Egito por 1–0, num jogo marcado pelo equilíbrio e pela intensidade. A equipa Senegalesa mostrou grande organização defensiva e eficácia nos momentos-chave da partida, controlando a reação Egípcia e confirmando o seu estatuto de uma das seleções mais consistentes do torneio.

Com uma base experiente e um coletivo bem trabalhado, os “Leões da Teranga” voltam a uma final Africana determinados em acrescentar mais um troféu ao seu palmarés.

Na outra meia-final, Marrocos precisou de recorrer às grandes penalidades para ultrapassar a Nigéria, depois de um empate sem golos no tempo regulamentar. A seleção Marroquina revelou personalidade, equilíbrio emocional e segurança defensiva, mantendo-se firme mesmo sob pressão. Nos penáltis, a eficácia foi decisiva, permitindo aos “Leões do Atlas” alcançar a final e confirmar a evolução sustentada que o futebol Marroquino tem apresentado nos últimos anos.

A final da CAN, marcada para domingo, dia 18, colocará frente a frente duas seleções que combinam talento individual, disciplina tática e forte identidade coletiva.

Senegal e Marrocos chegam à decisão com percursos sólidos e prometem um duelo de alto nível, onde estará em jogo a supremacia do futebol Africano.

Última hora: EUA suspendem vistos de imigração para cidadãos de 75 países

Cabo Verde incluído em nova medida dura da Administração Trump

Os Estados Unidos da América vão suspender, a partir de 21 de janeiro, o processamento de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, entre os quais Cabo Verde, numa decisão que aprofunda o endurecimento da política migratória da Administração de Donald Trump.

O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado dos EUA, liderado pelo secretário de Estado Marco Rubio, que instruiu os consulados e embaixadas norte-americanas a interromperem a tramitação de vistos de residência permanente para cidadãos de países considerados de “alto risco” em termos de dependência futura de apoios sociais.

Medida baseada no conceito de “carga pública”

Segundo Washington, a decisão executa uma orientação emitida em novembro, que reforça o princípio de que imigrantes não devem tornar-se “carga pública” após a sua entrada nos EUA.
“O sistema de imigração americano não pode ser usado por quem venha extrair riqueza dos contribuintes”, lê-se no comunicado oficial do Departamento de Estado.

A suspensão não afeta vistos temporários — turismo, negócios, estudos ou missões de curta duração — que representam a maioria dos pedidos. Pelo contrário, o próprio Governo norte-americano admite que a procura por vistos não-imigrantes deverá aumentar significativamente, sobretudo devido ao Mundial de Futebol de 2026 e aos Jogos Olímpicos de 2028, ambos com os EUA como país anfitrião ou coanfitrião.

Avaliação mais rígida e intrusiva

A nova diretiva obriga os oficiais consulares a uma avaliação alargada e mais intrusiva dos candidatos a visto de imigração, considerando fatores como:

  • idade e estado de saúde

  • situação financeira e historial de apoios sociais

  • nível de escolaridade e competências profissionais

  • composição familiar

  • domínio da língua inglesa (incluindo entrevistas em inglês)

Especialistas alertam que esta abordagem reduz drasticamente o acesso à imigração legal, sobretudo para cidadãos de países em desenvolvimento, em África, Ásia e América Latina.

Cabo Verde na lista

A inclusão de Cabo Verde na lista levanta preocupações relevantes, sobretudo tendo em conta:

  • a forte diáspora cabo-verdiana nos EUA

  • os processos de reagrupamento familiar

  • a mobilidade histórica entre os dois países

A suspensão não significa cancelamento definitivo, mas pausa indeterminada enquanto os EUA “reavaliam procedimentos”. Na prática, milhares de processos ficam congelados, sem prazo claro para retoma.

Lista extensa e impacto global

Além de Cabo Verde, a medida atinge países como Afeganistão, Brasil, Rússia, Irão, Nigéria, Senegal, Gana, Marrocos, Haiti, Cuba, Colômbia e Somália, entre outros — um universo que cobre várias regiões estratégicas do globo.

Uma decisão política com efeitos humanos

Embora apresentada como medida técnica e administrativa, esta suspensão tem efeitos humanos profundos, separando famílias, travando projetos de vida e reforçando um modelo de imigração cada vez mais seletivo, económico e excludente.

Num contexto internacional já marcado por tensões, guerras e desigualdades, a decisão de Washington volta a colocar a imigração no centro do debate político — não como fenómeno humano, mas como risco a conter.

Suspeito de matar família Alemã em São Vicente entregue às autoridades do seu País

Transferência ocorreu enquanto o jovem de 19 anos se encontrava em prisão preventiva em Portugal

Um jovem Alemão de 19 anos, suspeito do triplo homicídio de uma família Alemã em Chã de Alecrim, São Vicente, foi hoje entregue às autoridades da Alemanha, informou a Polícia Judiciária de Portugal.

A transferência ocorreu enquanto o suspeito se encontrava em prisão preventiva em Portugal, após ter sido detido no dia 25 de dezembro, na sequência de um mandado de detenção Europeu emitido pelas autoridades Alemãs, com base na cooperação entre a Polícia Judiciária de Cabo Verde, a Interpol e a PJ Portuguesa.

Segundo a Polícia Judiciária Cabo-verdiana, o crime aconteceu na madrugada de 23 de dezembro e vitimou o pai do suspeito, de 58 anos, a madrasta, de 45, e a enteada, de 20 anos, que se encontravam no Arquipélago para passar as festas.

O presumível autor terá deixado Cabo Verde poucas horas após o crime, num voo com destino a Lisboa, onde acabou por ser localizado e detido.