Olavo Correia defende consolidação das finanças públicas com administração tributária mais digital e sem aumento de impostos

Vice-Primeiro-Ministro destacou o investimento de 9 milhões de Dólares na aquisição de equipamentos modernos de escaneamento para acelerar os processos alfandegários, reforçar a segurança e aumentar a competitividade dos portos nacionais

O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, afirmou que a consolidação das finanças públicas de Cabo Verde passará por uma administração tributária mais eficiente, digital e orientada para resultados, capaz de garantir o funcionamento do Estado sem aumento de impostos.

Falando à imprensa, esta quinta-feira, 8, à margem de uma visita à Alfândega da Praia, o Governante destacou que o País enfrenta um novo contexto marcado pela transição climática e digital e pela redução da ajuda pública internacional, exigindo maior mobilização de recursos internos.

Olavo Correia sublinhou que, entre 2016 e 2026, as despesas públicas quase duplicaram, com especial destaque para os custos com pessoal, reforçando a necessidade de melhorar a cobrança fiscal dentro do quadro legal, sem agravamento de impostos. Pelo contrário, lembrou que o Governo tem reduzido taxas, nomeadamente para as empresas, com a ambição de baixar o IRC para 15%.

Segundo o Ministro, o reforço da arrecadação passa pela formalização da economia, combate à evasão fiscal e pela construção de uma máquina tributária mais inteligente e digitalizada, assente na interoperabilidade dos serviços públicos e no uso da inteligência artificial.

Entre as medidas em curso, destacou o investimento de nove milhões de dólares na aquisição de equipamentos modernos de escaneamento para acelerar os processos alfandegários, reforçar a segurança e aumentar a competitividade dos portos nacionais.

O Governante defendeu ainda que estas reformas se inserem numa visão mais ampla de construção de um Estado digital, com serviços públicos mais eficientes, previsíveis e centrados no cidadão, reforçando a confiança nas instituições e criando melhores condições para o crescimento económico.

Inauguração do Monumento à Democracia e Festival “Liberdade & Democracia” marcam as comemorações do 13 de Janeiro

Cabo Verde celebra no próximo dia 13 de janeiro o 35.º aniversário da realização das primeiras eleições livres e democráticas, assinalando o Dia da Liberdade e da Democracia, uma data histórica que marcou a consolidação do Estado de Direito e da democracia pluralista no País

Para assinalar a efeméride, as comemorações oficiais terão lugar na Cidade da Praia, com um programa que conjuga momentos institucionais e atividades culturais.

Um dos pontos altos das celebrações acontece às 16h00, com a cerimónia solene de inauguração do Monumento à Democracia e à Liberdade, na rotunda de Achada Grande Frente, um marco simbólico destinado a perpetuar a memória da conquista democrática e a homenagear todos os que contribuíram para este processo histórico.

A partir das 17h00, as festividades prosseguem no Espaço da FIC, no antigo Aeroporto da Praia, com o Festival “Liberdade & Democracia”, que reunirá vários artistas e grupos nacionais. Estão previstas atuações de Ferro Gaita, Beto Dias, Arlindo Rodrigues, Buguin Martins e Banda Cartel, Mindela Soares, BigZ, Hélida Camacho, Trakinuz, Banda Manel Candinho, Mark Delman, Loreta, bem como grupos de Batuku.

O 13 de janeiro de 1991 representa um momento decisivo na história Cabo-verdiana, ao pôr fim ao regime de partido único e abrir caminho ao multipartidarismo, à alternância política e ao reforço das liberdades fundamentais. As eleições legislativas realizadas nessa data permitiram aos Cabo-verdianos escolher livremente os seus representantes, inaugurando uma nova era de participação cívica, respeito pelos direitos humanos e fortalecimento das instituições democráticas.

Venezuela

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em 303 mil milhões de barris, o que representa cerca de 17 % das reservas globais e corresponde historicamente a cerca de 90 % das exportações do país.

Dispõe ainda de quantidades expressivas de gás natural, consideradas entre as maiores da América do Sul. O país é também rico em minerais estratégicos e terras raras, com destaque para:

Ouro – uma das maiores reservas do mundo;

Níquel, em volumes significativos;

Minério de ferro, bauxita (alumínio), cobre e columbita-tantalita.

A Venezuela possui uma vasta rede hidrográfica, com enorme potencial hidrelétrico, além de condições favoráveis para a agricultura, pesca e turismo.

Estima-se que os recursos naturais venezuelanos possam atingir cerca de US$ 14 trilhões no subsolo, colocando o país entre os mais ricos do mundo em termos de recursos naturais.

Entretanto, apesar de toda essa riqueza e do enorme potencial de crescimento económico e exportador, o salário mínimo na Venezuela é de apenas 130 bolívares por mês, o que equivale a cerca de 40 centavos de dólar, ou aproximadamente CVE 40$00 a 50$00 cabo-verdianos.

CABO VERDE:

Cabo Verde é um país onde raramente chove. Até ao presente momento não se sabe se existem recursos naturais no seu subsolo.

Não produz um único litro de petróleo, não possui minerais de terras raras, nem no Vulcão do Fogo, nem nas terras altas de Santa Catarina de Santiago, nem nas montanhas íngremes de Santo Antão.

Não temos praticamente recursos naturais exploráveis.

Ainda assim, o salário mínimo nacional é de:

CVE 17 000$00 para trabalhadores por conta de outrem (≈ US$ 170 por mês);

CVE 19 000$00 para os funcionários públicos (≈ US$ 190 por mês).

QUE LEITURA COMPARATIVA PODEMOS FAZER PERANTE ESTES DADOS?

A comparação é clara e perturbadora:

Um país extraordinariamente rico em recursos naturais, como a Venezuela, apresenta um dos salários mínimos mais baixos do mundo.

Um país pobre em recursos naturais, como Cabo Verde, garante salários mínimos incomparavelmente mais elevados, dentro das suas limitações económicas.

Aqui sou obrigado a recordar o que a MARGARET THATCHER disse:

Os países não são medidos pela quantidade de recursos naturais que possuem, mas sim pelas políticas públicas que adoptam, pela qualidade das suas instituições e pela boa governação.

Como afirmou MARGARET THATCHER (tradução livre):

“A verdadeira riqueza de um país não está nos seus recursos naturais, mas nas políticas que escolhe e na forma como é governado.”.

[Esta matéria comparativa, com os dados expostos acima entre os dois países, poderiam servir para uma boa tese de DOUTORAMENTO.].

Última hora. Obras do Monumento à Democracia e Liberdade entram na fase final

Este monumento assume um profundo significado histórico e simbólico para o País

A obra do Monumento à Democracia e Liberdade (MDL), em construção na rotunda de Achada Grande, no acesso ao aeroporto Nelson Mandela, na Cidade da Praia, encontra-se na sua fase final de execução e será concluída e entregue até a próxima segunda-feira, garantindo a sua inauguração no dia seguinte, conforme previsto. A garantia foi dada pela Estradas de Cabo Verde (ECV), entidade gestora da construção, em declarações ao OPAÍS.cv.

Este monumento assume um profundo significado histórico e simbólico para o País, constituindo uma homenagem solene à realização das primeiras eleições livres e democráticas em Cabo Verde, ocorridas a 13 de janeiro de 1991, marco decisivo na consolidação da democracia Cabo-verdiana e na afirmação das liberdades fundamentais.

De acordo com a ECV, toda a estrutura metálica do monumento já se encontra integralmente fixada no local, estando neste momento em curso apenas os trabalhos finais de arranjos exteriores, retoques técnicos e acabamentos, necessários para a conclusão plena da obra.

O MDL surge como um espaço de memória, reflexão e afirmação dos valores democráticos, celebrando a maturidade política do povo Cabo-verdiano e a transição pacífica para o multipartidarismo, que abriu um novo ciclo na história nacional.

Com a conclusão iminente da obra, o País prepara-se para assinalar este importante legado histórico com um monumento que simboliza a liberdade, a participação cívica e o compromisso permanente de Cabo Verde com a democracia e o Estado de Direito.

Programa de Transição Energética é reforçado com extensão de 18 meses e mais 5,8 milhões de Euros

Ministro da Indústria, Comércio e Energia sublinhou que a extensão do programa reforça o Luxemburgo como parceiro estratégico de Cabo Verde na transformação estrutural do setor energético

O Ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, presidiu na tarde de quinta-feira, 8, à 5.ª Reunião do Comité de Pilotagem do Programa de Apoio à Transição Energética, realizada pela primeira vez na Ilha da Boa Vista.

O encontro serviu para fazer o balanço das atividades desenvolvidas em 2025 e apresentar as ações previstas para a extensão do programa por mais 18 meses, com um orçamento adicional de 5,8 milhões de Euros, no âmbito da cooperação com o Luxemburgo.

Na abertura, Alexandre Monteiro sublinhou que a extensão do programa reforça o Luxemburgo como parceiro estratégico de Cabo Verde na transformação estrutural do setor energético, destacando as metas de ultrapassar 30% de eletricidade renovável em 2026, 50% em 2030 e alcançar 100% até 2040.

O Governante realçou ainda os progressos alcançados, nomeadamente o aumento da capacidade renovável instalada, que ronda atualmente os 90 MW e deverá atingir os 110 MW nos próximos meses, bem como o reforço das infraestruturas de armazenamento e a digitalização do sistema elétrico.

Entre as prioridades do período de extensão estão o alargamento do sistema SCADA à Boa Vista, estudos para a interligação elétrica das ilhas e a avaliação do potencial eólico em quatro Zonas de Desenvolvimento de Energias Renováveis (ZDER).

Segundo o Ministro, o programa continuará a contribuir para consolidar os avanços alcançados e responder aos desafios futuros da transição energética em Cabo Verde.

Ditadura? Nunca mais!

O apagamento de um dos feitos mais importantes dos cabo-verdianos ao longo de toda a sua existência consubstancia uma violência contra a sua historia e a sua identidade!

Sem a liberdade não há a dignidade da pessoa humana. A libertação, em eleições livres e democráticas, das amarras da ditadura do partido único foi um acto liberdade, de reconquista da nossa dignidade e da restauração da igualdade de todos os cabo-verdianos perante a lei!

Não há hierarquia entre as datas e os momentos históricos da nossa trajetória como um povo. Todos, mas todos, com altos e baixos, com coisas boas e coisas más, fazem parte da nossa história comum!

A nossa história é uma só, indivisível e inapagável!

Todas as datas são nossas e de cada um de nós e carregam o selo da nossa identidade e da caboverdianidade!

Nenhuma ideologia, nenhum grupo político, nenhuma força económica ou social tem o poder para extinguir a memória de um povo ou silencia-la!

Pode-se retirar do calendário político-administrativo a comemoração do dia da liberdade, mas jamais se apagará na memória da esmagadora maioria dos cabo-verdianos o dia em que, livremente, disseram sim a liberdade e não a ditadura!

É muito grave e inacreditável que instituição democrática, que um grupo político por razões estritamente partidária e ideológica impeça o povo de celebrar numa manifestação desportiva de comunhão e de festa o dia em que foram realizadas as eleições fundadoras da liberdade e da democracia:

13 de janeiro de 1991!

Na diferença, continuaremos unidos para fazermos de cabo verde uma grande nação, democrática, tolerante, solidária e feliz!

A liberdade não aconteceu por decreto, tão-pouco por decisão de quem um dia se sentiu cansado e arrependido de ter submetido, durante 15 anos, o seu “povo” a um regime de repressão!

A liberdade brotou dos corações e de um desejo profundo dos cabo-verdianos. nasceu na sociedade, nas ruas, sem pedir licença aos então donos do poder e de forma pacífica!

Vamos sim celebrar o dia da liberdade, fazendo-a correr nas nossas mentes, nas nossas artérias e veias para que nos nossos corações batam a força e a determinação de continuarmos a ser livres na nossa terra!

Viva o 13 de janeiro!

Ditadura? nunca mais!

IMP interdita saída para o mar de pequenas embarcações devido ao agravamento do tempo

Prevê-se uma intensificação significativa do vento, um agravamento do estado do mar e a redução da visibilidade causada por bruma seca

Instituto Marítima e Portuária (IMP) anunciou a interdição temporária da saída para o mar de embarcações de pesca local, botes e pequenas embarcações de boca aberta, devido ao agravamento das condições meteorológicas no Arquipélago nas próximas 48 horas.

De acordo com o comunicado da Autoridade Marítima, prevê-se uma intensificação significativa do vento, um agravamento do estado do mar e a redução da visibilidade causada por bruma seca, fatores que representam riscos elevados para a navegação e para a segurança dos marítimos.

Perante este cenário, a IMP apela a todos os armadores, proprietários, patrões e pescadores para o cumprimento rigoroso da medida, que se manterá em vigor enquanto persistirem as condições adversas, reforçando que a decisão visa salvaguardar vidas humanas no mar.

FCF vai a votos amanhã com duas candidaturas e clima de forte disputa interna

Quando tudo indicava um consenso em torno da continuidade da atual liderança, o surgimento de uma lista adversária acabou por dividir as associações regionais de futebol

A Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) realiza amanhã, sábado, dia 10, as suas eleições, num ato que promete marcar um momento decisivo para o futuro do futebol nacional. A corrida à presidência conta com duas listas, lideradas pelo atual Presidente Mário Semedo e por Eliseu Cardoso, quebrando o cenário inicialmente apontado de uma candidatura única do atual líder da Federação.

Mário Semedo, que tem dirigido os destinos da FCF nos últimos anos, apresenta-se à reeleição com um percurso amplamente associado aos maiores sucessos recentes do futebol Cabo-verdiano. Sob a sua liderança, Cabo Verde alcançou feitos históricos, com destaque para o apuramento da Seleção Nacional Feminina para a CAN e da Seleção Nacional Masculina para o campeonato do Mundo, resultados que projetaram o País a um novo patamar no panorama futebolístico internacional.

A entrada de uma candidatura alternativa, liderada por Eliseu Cardoso, até aqui Presidente nacional da Arbitragem, introduziu uma nova dinâmica no processo eleitoral e trouxe à superfície um clima de concorrência interna que não era esperado.

Quando tudo indicava um consenso em torno da continuidade da atual liderança, o surgimento de uma lista adversária acabou por dividir as associações regionais de futebol, criando um ambiente de disputa e debate sobre os rumos da FCF.

As eleições decorrem num contexto em que o futebol Cabo-verdiano vive um momento de elevada visibilidade externa, mas também enfrenta desafios estruturais e de governação, o que aumenta a expectativa em torno do desfecho do ato eleitoral de amanhã.

Com duas visões em confronto, as associações filiadas são chamadas a decidir entre a continuidade de um ciclo marcado por resultados desportivos históricos ou a abertura de uma nova etapa na liderança da FCF. O resultado das urnas será determinante para o futuro da modalidade mais popular do País.

Governo espera redução do overstay para retirar Cabo Verde da lista Norte-americana

Ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a medida dos EUA penaliza a generalidade dos cidadãos por comportamentos individuais, explicando que cerca de 14 em cada 100 Cabo-verdianos que entram nos Estados Unidos com visto legal acabam por permanecer além do tempo permitido

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional e Ministro das Comunidades, José Luís do Livramento, considerou que a nova exigência dos Estados Unidos da América, que impõe uma caução de até 15 mil Dólares para a concessão de vistos de turismo e de negócios a cidadãos Cabo-verdianos, vai dificultar a vida de muitas pessoas que pretendem visitar aquele País.

Segundo o Governante, a medida penaliza a generalidade dos cidadãos por comportamentos individuais, explicando que cerca de 14 em cada 100 Cabo-verdianos que entram nos Estados Unidos com visto legal acabam por permanecer além do tempo permitido. “Por falhas de alguns, muitos outros vão ver as suas vidas um pouco mais dificultadas quando quiserem visitar os Estados Unidos”, afirmou.

José Luís do Livramento sublinhou que a decisão insere-se numa política mais restritiva da administração Norte-americana, que tem vindo a apertar as regras com o objetivo de reduzir o número de emigrantes em situação ilegal. “Cada vez mais se vão endurecendo as medidas para diminuir a imigração irregular”, destacou.

O Ministro explicou ainda que os dados constam do relatório do Departamento de Segurança Interna dos EUA referente a 2024 e que, ao analisar as tabelas comparativas entre países, Cabo Verde “salta logo à vista” pelo nível da taxa de overstay. No entanto, admitiu que existe a possibilidade de os números terem melhorado em 2025, o que poderá dar ao Governo Cabo-verdiano alguma margem para dialogar com as autoridades Norte-americanas no sentido de retirar o País da lista.

Cabo Verde integra atualmente um grupo de 38 países cujos cidadãos passam a estar sujeitos à exigência de uma caução elevada para obtenção de vistos de curta duração para os Estados Unidos, uma medida que o Governo acompanha com preocupação, apelando à responsabilidade individual dos viajantes Cabo-verdianos.

 

Economia do mar já representa 20,1% do PIB e quase 20% do emprego em Cabo Verde

Os dados foram apresentados hoje pelo Ministro do Mar no Parlamento

O Ministro do Mar, Jorge Santos, afirmou hoje no Parlamento que as pescas são um setor estratégico em Cabo Verde, não apenas pelo seu peso económico, mas também pela sua relevância social, cultural e pela contribuição para a segurança alimentar da população.

O Governante destacou que a economia do mar já representa 20,1% do Produto Interno Bruto (PIB), correspondente a 254,9 milhões de Escudos, registando um crescimento de três pontos percentuais em relação a 2016. Segundo explicou, o setor é igualmente responsável por 19,5% do emprego nacional, um aumento de 2,3 pontos percentuais.

Jorge Santos sublinhou o contributo de subsetores como o turismo marítimo, os transportes e logística marítimos, a pesca e a transformação e comercialização dos produtos do mar.

Na área da formação, informou que a Escola do Mar realizou, desde 2021, 160 ações de formação, beneficiando 3.556 formandos, prevendo para 2026 mais 42 ações que deverão abranger cerca de 1.200 pessoas.

O Ministro destacou ainda o investimento na sustentabilidade das pescas, com reforço da gestão e fiscalização, combate à pesca ilegal, uso de tecnologias inovadoras, acesso ao financiamento, capacitação dos pescadores e melhoria das condições de segurança, equipamentos e infraestruturas de apoio à atividade pesqueira.