Covid-19. Cabo Verde fecha mês de março com 6 casos ativos

Nas últimas 24 horas, foram registados dois casos positivos e dois recuperados

Neste último dia do mês de março, Cabo Verde registou dois casos positivos de Covid-19 e dois recuperados, mantendo-se assim com os mesmos seis casos ativos, sendo, dois na Praia e quatro no Sal.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, os casos novos foram diagnosticados na Ilha do Sal e os dois casos recuperados na Praia.

O País já registou, desde o início da pandemia, 55.493 casos recuperados e 401 óbitos em 55.952 casos positivos acumulados.

 

NATO. Oito países já atingiram meta de despesa em Defesa

Oito países da NATO atingiram em 2021 o objetivo de consagrar 2% do respetivo PIB a despesas em defesa, contra apenas três em 2014

Os dados constam do relatório anual da Organização do Tratado do Atlântico Norte, apresentado esta quinta-feira no quartel-general da Aliança, em Bruxelas, pelo Secretário-geral, Jens Stoltenberg, que se congratulou com o facto de 2021 ter sido o sétimo ano consecutivo de aumento das despesas com a defesa entre os aliados Europeus e no Canadá, com uma subida de 3,1% em termos reais comparativamente a 2020.

O relatório anual de 2021 revela que, no ano passado, Grécia (3,59% do Produto Interno Bruto em despesas no setor da defesa), Estados Unidos (3,57%), Polónia (2,34%), Reino Unido (2,25%), Croácia (2,16%)e os três países bálticos, Estónia (2,16%), Letónia (2,16%) e Lituânia (2,03%), já ultrapassaram a fasquia dos 2% acordada entre os aliados em 2014, sendo que os Estados Unidos foram responsáveis por 51% do PIB combinado dos aliados.

Lembrando que, na cimeira extraordinária da líderes da NATO celebrada na semana passada, em Bruxelas, os aliados concordaram que é necessário “redobrar os esforços para investir mais, e mais rapidamente, na defesa” da Aliança, Stoltenberg comentou que “há um novo sentido de urgência” face à “nova realidade de segurança”, designadamente à luz da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Economia Cabo-verdiana recupera em 2021 com crescimento de 7%

Dados provisórios divulgados hoje pelo INE apontam que a economia nacional cresceu 7,0% no ano passado

De acordo com o relatório das Contas Nacionais Trimestrais do INE, o PIB de Cabo Verde cresceu 13,2% no quarto trimestre de 2021, face ao mesmo período de 2020, variação que “resultou de um aumento no consumo final e nas exportações”.

Com este desempenho, a que se soma o recuo de 15,5% no primeiro trimestre e os crescimentos de 30,1% no segundo trimestre e de 9,4% no terceiro trimestre, o INE aponta para uma taxa de variação acumulada que reflete um crescimento anual do PIB de 7,0%, em volume, no ano de 2021.

No quarto trimestre de 2021, o consumo final em Cabo Verde registou uma variação homóloga positiva de 28,1%, o consumo privado aumentou 27,5%, em termos reais, e o consumo público cresceu 29,9%, enquanto o investimento caiu 33,4% face ao mesmo período de 2020, segundo o relatório do INE.

O Governo previa um crescimento económico entre 6,5 e 7,5% do PIB em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística, que se verificou sobretudo no último trimestre, e de 6% em 2022.

Polícias baleados. Autoridades no encalce de um quarto suspeito

Até ontem, 3 suspeitos já tinham sido detidos, 2 ficaram em prisão preventiva após serem ouvidos em Tribunal

São os novos desenvolvimentos ao caso que ocorreu no último fim-de-semana na Cidade da Praia, em que dois Agentes da Polícia Nacional foram atingidos por bala, em Fonton,
Até ontem, a PN já tinha identificado 3 suspeitos, 2 ficaram em prisão preventiva. Uma quarta pessoa está a ser procurada pelas Autoridades.

O Ministro da Administração Interna garante que a PN “reagiu bem”, tendo sido imediatamente detidos duas pessoas “que já estão em prisão preventiva”.

Um terceiro suspeito ficou de ser levado ao Juiz ontem, após detenção na terça-feira. Uma quarta pessoa está a ser procurada.

Os Agentes baleados estão a “recuperar-se bem”, confirmou o MAI.

O alto preço de viver longe da terra mãe. Vida de imigrante (reportagem, parte 1)

A imigração é um labirinto. Um labirinto de concreto cujo céu não se vê. Seguir em frente é o único sentido e até mesmo voltar para trás significa seguir em frente

Reportagem de Edeneise Monteiro, em Portugal

“Nos perguntamos se realmente vale a pena viver longe das pessoas que amamos. Apesar de conhecer a realidade e dos motivos que nos levaram a partir, nos questionamos se é isso mesmo que queremos. Se vamos passar a vida toda longe de casa. Mas ao mesmo tempo nos orgulhamos de ter partido, pois não é uma decisão fácil e requer muita força de vontade e foco nos nossos objetivos”.

É também viver uma relação de amor e ódio com o tempo. É desejar que ele passe voando em alguns dias e pedir que ele passe devagar em outros. É, algumas vezes, ver a data da passagem de volta muito longe e, em outras, perceber que parece que foi ontem que você desembarcou. E fazer com que isso te motive, te impulsione a dar o seu melhor para fazer tudo, incluindo a saudade que vem no pacote…”

A imigração é um labirinto. Um labirinto de concreto cujo céu não se vê. Seguir em frente é o único sentido e até mesmo voltar para trás significa seguir em frente. Decidir tirar os pés do próprio chão, cujo solo é conhecido, cujo terreno está medido, onde se planta, onde não se planta, onde é possível colher ou não, é um ato de coragem.

Como disse a Manuella Bezerra de Melo, poeta e investigadora, é importante perceber que emigrar “é algo que mexe profundamente com as estruturas do ser humano, com as questões identitárias, com a nossa noção de ser, de existir como ser humano, como pessoa, como cidadão”.

Pergunta-se então porque faz-se isto se é um ato tão duro?

As respetivas respostas são de caráteres variáveis e de explicações intermináveis.
Às vezes conhece-se o próprio solo, mas está exausto da espera pela colheita. Outrora, ainda que se saiba sobre o teor do solo, da terra abaixo do seu corpo, é preciso que o grão brote, e se não brotar, a sobrevivência leva os humanos, que tem pernas, a se movimentarem. Assim constituiu-se o mundo, a Sociedade, as civilizações. Homens e mulheres com pernas caminharam, deslocaram-se para onde já estavam deslocados os seus sonhos.

Uma vez dentro do labirinto e feita esta escolha, não há mais voltas a dar. Algumas pessoas passam uma vida inteira no mesmo lugar, no mesmo sítio, na mesma aldeia. É respeitável, é uma escolha. Mas são as que se movimentam aquelas que transformaram a humanidade desde o início da nossa história. Quando alguém se desloca ela transforma tudo dentro e também à sua volta.

O movimento, a deslocação em si não é danosa, pelo contrário, é importante e produtivo, somos aqui residentes por uma série de motivações conhecidas apenas por cada um dos imigrantes, uns vieram de milhas de distância, atravessaram céu e mares, outros até um pouco mais perto, entretanto, todos com o mesmo destino, Portugal.

Este País de território pequenino na ponta da Península Ibérica, é pela história conhecido por sua essência exploratória, curiosa e desbravadora. Para sustentar esta reportagem cujo foco é retratar sobre a vida e percurso dos imigrantes, vê-se a necessidade de remetermos um pouco ao passado, à história.

Uma população imigrante visível, com um número significativo de imigrantes é um fenómeno recente em Portugal. De facto, até meados dos anos de 1970, o número de estrangeiros residentes em Portugal era aproximadamente de trinta mil e a maioria ou era de nacionalidade Espanhola ou era descendente de emigrantes Portugueses.

Esta situação mudou drasticamente a seguir à Revolução de 1974 e subsequente independência das colónias Portuguesas em África. Durante este período de transição, aproximadamente meio milhão de nacionais Portugueses regressaram a Portugal. Ao abrigo da Lei 308 – A/75 (24 de junho), uma parte desta população “retornada”, de ancestralidade Africana, perdeu a nacionalidade Portuguesa.

Formavam-se assim e de uma forma retroactiva, as primeiras comunidades imigrantes com algum significado numérico, comunidades que, devido ao processo de reunificação familiar e de formação de novas famílias, registaram um crescimento ininterrupto nos anos seguintes. Deste modo, em 1985, o número de estrangeiros legalmente residentes no País era de 79.594, dos quais 44% tinha a nacionalidade de um País Africano de língua oficial Portuguesa, PALOP.

Em 1986, Portugal entrou para a Comunidade Económica Europeia, CEE, factor que, no quadro dos fundos estruturais de coesão, promoveu a transferência de avultados montantes financeiros para Portugal. Nos anos seguintes a maioria destes fundos foram aplicados em infraestruturas de comunicação viária e ferroviária, edifícios e equipamentos públicos e recuperação urbana. Todo este investimento em obras públicas e na construção civil provocou um continuado aumento da procura de mão-de-obra para este setor o que atraiu novos imigrantes dos PALOP, particularmente de Cabo Verde.

Apesar do crescimento verificado no setor da construção civil e obras públicas, que gerou um número significativo de novas oportunidade de emprego para trabalhadores não qualificados ou pouco qualificados e do marcado crescimento económico em atividades do terciário, como seja por exemplo a banca, o imobiliário, o marketing e a informática, que atraiu sobretudo imigrantes altamente qualificados provenientes da Europa Ocidental e do Brasil, o número de imigrantes em Portugal permaneceu relativamente baixo até à viragem do milénio. De facto em 1999, viviam em Portugal, 190.896 estrangeiros com residência legal, o que representava menos de 2% do total da população residente.

Segundo a nossa recente pesquisa, a maior parte dos imigrantes do leste Europeu que entraram em Portugal entre 2015 e 2018, ou já regressaram ao seu País de origem ou reemigraram para um outro País.

A prolongada recessão económica que desde 2004/2005 se instalou no setor da construção civil e obras públicas em simultâneo com o fraco crescimento da economia Portuguesa, significou a perda de emprego para muitos destes imigrantes o que na maioria dos casos levou ao abandono do País.

Como é sabido, todos os fluxos migratórios deixam resíduos, isto é, independentemente da evolução económica há sempre alguns imigrantes que se fixam de forma permanente no País de acolhimento, dando origem a novos fluxos migratórios de cariz familiar. Assim por exemplo, os Ucranianos residentes em Portugal, que em 2011 eram aproximadamente 65 mil e mais de 90% homens, em 2015 tinham descido para 39 mil, sendo que 24 mil, 62%, eram homens e 15 mil, 38%, eram mulheres (SEF, Estatísticas, 2016).

Nesta mesma linha de pensamento, a questão da pandemia é um dos fortes fatores relacionado à questão migratória.

A pandemia provocada pela Covid-19 levou muitos imigrantes a abandonar os seus países de origem e também grande quantidade dos que aqui encontravam deixaram Portugal de mala e cuia rumo a procura por melhores trabalhos, mas o País continua a ser atrativo e procurado, tanto pelos que vêm pela primeira vez, como entre os que saíram e estão a regressar.

Em declarações à Agência Lusa, o Coordenador da Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes — Solidariedade Imigrante, Solim, salientou que estas pessoas, e dentro delas as mulheres, são “os excluídos dos excluídos da Sociedade” e que, por isso, “foram bastante afetados pela pandemia”.

“Nesta situação, os imigrantes saíram à procura de melhores condições de vida, saíram à procura de trabalho, o pão nosso de cada dia, foi o que as pessoas fizeram. Foram para outros países da Europa, aqueles que foram afetados pela situação de pandemia, ganhar, trabalhar e remediar a situação”, apontou Timóteo Macedo.

No entanto, segundo o responsável, a situação está agora a alterar-se e diz haver quem esteja a regressar, ao mesmo tempo que continua a haver quem venha pela primeira vez, com a diferença de serem provenientes de “outras paragens que Portugal não estava habituado”.

Segundo Timóteo Macedo, há agora muitos imigrantes da África Francófona, como a Gâmbia, Senegal ou outros países limítrofes, como o Mali, que estão a trabalhar na agricultura, por exemplo.

Opinião semelhante tem a Presidente e fundadora da Associação de Imigrantes Mundo Feliz, Cecília Minascurta, segundo a qual há registo de novos fluxos de migrantes, ainda que não tão grandes como há dois anos.

Segundo Cecília Minascurta, estas pessoas têm encontrado trabalho nos setores da limpeza, restauração, hotelaria, mas também no cuidado de idosos ou condução de pesados.

Analisando a situação desde o início da pandemia, e como possíveis causas para a falta de mão de obra relatada recentemente por alguns setores de atividade, a responsável admite que alguns imigrantes tenham regressado aos seus países de origem, outros imigraram para outros e houve ainda quem tenha encontrado outros trabalhos.

“Sei de muita gente que saiu da hotelaria e foi para a Uber, por exemplo”, apontou, lembrando que a restauração foi dos primeiros setores a fechar e deixou muita gente no desemprego.

Por outro lado, disse ter conhecimento de quem tenha regressado ao País de origem, dando como exemplo o caso de cidadãos Brasileiros que com a pandemia deixaram de ter meios de subsistência.

Por isso, durante a recolha das entrevistas, sendo a maior fonte da construção desta reportagem tivemos o prazer de falar com uma jovem Brasileira, Nicole Nascimento, cujo teor divulgamos na próxima parte desta reportagem.

Presidente da Tunísia dissolve Parlamento

O Presidente da Tunísia, Kais Saied, dissolveu hoje o parlamento, oito meses depois de o ter suspendido para assumir plenos poderes, decisão que é vista como um revés democrático no País

Kais Saied anunciou a decisão durante uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, horas depois dos Deputados terem desafiado a suspensão do Parlamento e realizado uma sessão virtual, onde votaram o cancelamento das medidas excecionais implementadas pelo Chefe de Estado.

“Anuncio hoje, neste momento histórico, a dissolução da Assembleia de Representantes do Povo (Parlamento) para preservar o Estado e as suas instituições, para preservar o povo Tunisino”, destacou.

Depois de suspender o Parlamento eleito e demitir o Governo em julho de 2021, o Presidente Saied dissolveu em 5 de fevereiro o CSM, órgão independente criado em 2016 para nomear juízes, a quem acusa de “parcialidade” e de estar sob a influência do Partido islamita-conservador Ennahdha, o seu principal inimigo político.

Em 22 de setembro o Chefe de Estado já tinha assumido plenos poderes, através de “medidas excecionais” que prolongavam a suspensão do Parlamento e permitiam legislar por decreto, presidir ao Conselho de Ministros e alterar leis.

Ontem, quarta-feira, 120 Deputados Tunisinos desafiaram a suspensão do Parlamento, organizando uma sessão virtual onde cancelaram as medidas excecionais decididas por Saied em 25 de julho, alegando que está a bloquear o processo democrático e a estabelecer um regime autocrático, numa votação com 116 votos a favor.

Os Deputados pediram ainda a organização de eleições legislativas e presidenciais antecipadas, para combater a crise política e socioeconómica.

Durante o discurso a anunciar a dissolução do Parlamento, Kais Saied classificou a sessão promovida pelos Deputados como “uma tentativa de golpe que fracassou”.

O Chefe de Estado tunisino acusou os participantes de “conspirarem contra a segurança do Estado”.

200 contos para cada um dos quatro grupos de Tabanka de Santiago

Governo assina hoje, quinta-feira, um contrato programa com os quatro grupos de Tabanca da Ilha de Santiago

A presidir o ato de assinatura dos referidos contratos vai estar o Ministro da Cultural e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente. “O Governo de Cabo Verde, reconhecendo o papel facilitador e promotor das condições para que os criadores tenham infraestruturas e financiamento e, também, para que a população possa usufruir da cultura de forma livre, tem vindo a criar, desde o anterior mandato, vários mecanismos para garantir a sustentabilidade dos mesmos”, assegura uma fonte governamental.

E é assim que o Executivo criou, desde 2017, o projeto de valorização da Tabanca que teve como um dos propósitos o financiamento das atividades dos grupos de Tabanca formalmente reconhecidos, num montante de 200 mil Escudos por grupo.

Para além disso, e porque a salvaguarda da Tabanca vai além do mero financiamento monetário, garante o Ministro da Cultura, o projeto de valorização da Tabanca empreendeu ao longo dos anos, ações diversas nos quesitos documentação e salvaguarda, começando pelo inventário com todos os grupos das Ilhas de Santiago e Maio.

O inventário conduziu à classificação da Tabanca como Património Cultural Imaterial Nacional, em 2019.

Chegados a 2022, após dois anos marcados pela pandemia em que a crise global com reflexos a nível nacional fez perigar o financiamento e a realização das atividades da Tabanca, retomaram-se as ações constantes no projeto de valorização, com um novo fulgor já que se perspetiva elevar a Tabanca a um patamar internacional com a promoção do processo de candidatura a Património da Humanidade.

Cabo Verde sem casos de Covid-19, nesta quarta-feira, 30

Há mais 3 recuperados, nas últimas 24 horas. Casos ativos baixam para 6

Cabo Verde não teve registo de nenhum caso positivo de Covid-19, nesta quarta-feira, 30, em 289 amostras analisadas, segundo os dados do Ministério da Saúde.

O boletim epidemiológico indica ainda a existência de mais três recuperados, sendo 1 no Paúl e 2 na Boa Vista.

Neste momento o Arquipélago conta com seis casos ativos, sendo 4 na Praia e 2 no Sal.

Desde o início da pandemia, o País já registou 55.491 casos recuperados, 401 óbitos, 43 óbitos por outras causas e 9 transferidos, em um total de 55950 casos positivos acumulados.

Governo quer continuar a dar combate à criminalidade

Ministro da Administração Interna reconheceu a existência de “alguma insegurança” em Cabo Verde com destaque para a Cidade da Praia

Paulo Rocha disse que numa “democracia, o cidadão tem de se sentir seguro para poder viver em tranquilidade, seja onde for.

O MAI falava na abertura do Seminário “Operações Especiais de Prevenção Criminal – OEPC”, realizada na Cidade da Praia.

“Numa era em que a visão da realidade das coisas é exponenciada, torna-se premente a necessidade de se aprimorar a nossa capacidade de intervenção sobre os focos de intranquilidade e insegurança pública”, sublinhou o Ministro .

Para o Governo mitigar o problema da insegurança, do sentimento de impunidade, e de intranquilidade, implica por um debate à volta das medidas especiais de prevenção criminal talvez num que contemplem o conjunto dos intervenientes nesta matéria.

Essa ampliação dos horizontes de análises e esta procura por soluções cada vez mais ajustadas à evolução dos fenómenos, no entender de Paulo Rocha, é fundamental para combater por exemplo o sentimento de apropriação territorial, que se ouve falar, muito nesta cidade, que constitui um risco para a democracia e que restringe a liberdade individual e dos cidadãos em geral.

“Este seminário deverá contribuir para um debate mais amplo para definir estratégias e opções para prevenções de fenómenos como as que verificamos no dia a dia com destaque para a Cidade da Praia, com violência armada entre grupos de jovens, de roubos armados, de agressões armados com armas de fogo”, realça o MAI.

O seminário insere-se no âmbito do XVI Conselho de Comandos, em que se reúne as autoridades e chefias da PN, magistrados do Ministério Público e dos Tribunais, onde as autoridades policiais e judiciais de Portugal irão partilhar a suas experiências de combate à criminalidade.

PN regista diminuição de ocorrências em 5 Ilhas

Fogo, Sal, Boa Vista, Maio e São Nicolau são as regiões onde as ocorrência baixaram no último ano

A informação foi avançada, esta quarta-feira, 30, pelo Diretor Nacional da Polícia Nacional, na abertura da reunião dos Comandos da PN e do seminário sobre “operações especiais de prevenção criminal”.

Emanuel Estaline Moreno precisou que as 5 Ilhas onde se registou diminuição de ocorrências são o Fogo -8%; Sal -16%; Boa Vista -5%; Maio -19% e São Nicolau -26%, por esta ordem.

Santiago, São Vicente, Santo Antão e Brava estão em sentido contrário.

Em 2021, os crimes contra património foram na ordem dos 56,8%, os crimes contra pessoas representaram 43,1%, os roubos aumentaram 61,7% e os furtos 46,4%.

Os dados do DN da PN indicam ainda que no ano passado a criminalidade no geral aumentou 33%, comparativamente a 2020.