Violência contra mulheres é um ultraje a Deus

Afirmação é do Papa Francisco, que condenou esses atos, durante uma Missa, realizada hoje, na Basílica de São Pedro, no Vaticano

O Papa Francisco condenou hoje a violência contra as mulheres, considerando um ultraje a Deus, na sua primeira Missa de 2022 desde a Basílica de São Pedro, no Vaticano. “Quanta violência se faz contra as mulheres. Chega. Ferir uma mulher é ultrajar a Deus, que tomou a humanidade de uma mulher”, disse Francisco.

O Papa dedicou a sua homília às mulheres e mães, e disse que elas “conseguem manter juntos o sonho e o concreto, evitando desvios do pragmatismo assético e da abstração”.

As mães, continuou, “sabem manter juntos os fios da vida” e, por isso, são essenciais no mundo de hoje, porque são “capazes de tecer fios de comunhão, que se contrapõem aos arames farpados das divisões, que são tantos”.

Francisco enviou também uma mensagem à Igreja Católica ao referir que a “igreja é mãe, é mulher, por isso não se pode encontrar um lugar para a mulher na Igreja sem refleti-la nesse coração de mãe. Este é o grande lugar da mulher na Igreja, do qual derivam outros secundários”.

 

Funeral de Desmond Tutu decorre hoje com honras de Estado

O funeral do arcebispo emérito Sul-africano Desmond Tutu, que morreu no passado domingo, decorre hoje na Cidade do Cabo, com honras de Estado

O corpo do líder religioso esteve em câmara ardente nesta cidade da África do Sul desde quinta-feira, depois de as autoridades terem antecipado o ato, previsto inicialmente para sexta-feira, na expectativa de que um grande número de pessoas pretendesse homenagear o arcebispo naquela que foi a sua catedral, a Catedral de São Jorge.

Conforme a vontade expressa por Desmond Tutu, o ato de hoje não contará com os habituais “elementos cerimoniais” das Forças Armadas Sul-africanas característicos dos funerais de Estado, limitando-se à apresentação da bandeira nacional à viúva do arcebispo, Nomalizo Leah Tutu.

Ainda de acordo com os desejos de Desmond Tutu, o seu corpo será cremado e as suas cinzas colocadas na catedral, um símbolo da democracia no País conhecido como a “catedral do povo” durante o regime racista do ‘apartheid’, que governou desde 1948 até ao início dos anos 90 na África do Sul.

Prémio Nobel da Paz em 1984 pela sua luta contra a brutal opressão do ‘apartheid’, Desmond Tutu é considerado uma das figuras-chave da história contemporânea da África do Sul.

A sua carreira foi marcada por uma constante defesa dos direitos humanos, algo que o levou a distanciar-se em numerosas ocasiões da hierarquia eclesiástica para defender abertamente posições como os direitos dos homossexuais ou a eutanásia.

Nos últimos anos, afastou-se da vida pública devido à sua idade avançada e aos problemas de saúde de que sofria, incluindo um cancro da próstata.

Após o fim do ‘apartheid’ em 1994, quando a África do Sul se tornou uma democracia, Tutu presidiu à Comissão Verdade e Reconciliação, instituição que documentou as atrocidades durante o regime de segregação racial e procurou promover a reconciliação nacional.

Tutu ganhou ainda enorme visibilidade enquanto um dos líderes religiosos mais proeminentes do mundo na defesa dos direitos LGBTQ.

Mais 994 casos de Covid-19 registados em todo o País, neste 31 de dezembro

Cabo Verde termina 2021 com novo recorde de casos positivos, com destaque para o Município da Praia que registou mais 314 casos, seguido da Ilha de São Vicente, 273 e Sal com 218

O Ministério da Saúde anunciou esta sexta-feira, 31, a existência de mais 994 casos de Covid-19, em Cabo Verde, em 2890 amostras analisadas.

Os casos, de acordo com os dados, foram diagnosticados na Ilha de Santiago, 380, com destaque para Praia com 314; São Vicente, 272; Sal, 218; Fogo, 34; Santo Antão, 46; São Nicolau, 9; Boa Vista, 9; e Maio, 25.

Foram ainda identificados mais 59 recuperados, no País. Praia teve 10, Santa Cruz 1, São Lourenço 1, Porto Novo 11, São Vicente 4, Sal 18, Ribeira Brava
2 e Boa Vista 12.

O País passa a contabilizar 3.064 casos ativos, 38.291 casos recuperados, 351 óbitos, 17 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 41.732 casos positivos acumulados.

Última hora. Combustíveis e derivados mais baratos em janeiro

Gás Butano passa a ser vendido a granel por 157,90$00; sendo que as garrafas de 3Kg passam a custar 450$00; as de 6Kg, a 948$00; as de 12,5Kg, a 1974$00 e as de 55Kg passa a valer 8.686$00

Os combustíveis e derivados vão estar mais barato a partir das 00h00 deste primeiro de janeiro de 2022, informou a ARME, Agência Reguladora Multissetorial da Economia.

De acordo com a nova atualização dos preços máximos dos combustíveis, a ARME precisa que o Gasóleo Normal passa a ser vendido a 107,7$00/L; a Gasolina passa a 134,8$00/L; o Petróleo a 92,9$00/L; o Gasóleo para a Eletricidade a 92,5$00/L; Gasóleo Marinha a 78,4$00/L; o Fuel 380, a 88,9$00/Kg e o Fuel 180, a 91,7$/Kg.

Já o Gás Butano passa a ser vendido a granel por 157,90$00; sendo que as garrafas de 3Kg passam a custar 450$00; as de 6Kg, a 948$00; as de 12,5Kg, a 1974$00 e as de 55Kg passa a valer 8.686$00.

A ARME justifica essa baixa de preço com o facto dos preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais, cotados em USD/ton, terem sofrido quedas generalizadas durante o mês de dezembro (8,14%), relativamente ao mês de novembro. “Assim, as cotações do Butano, da Gasolina e do Jet A1 diminuíram em 11,65%, 6,73% e 5,99% respetivamente, enquanto o Gasóleo ULSD e o Fuelóleo 0,5% tiveram quedas de 8,26% e 8,10%, respetivamente”, lê-se na nota da ARME remetida ao OPAÍS.cv.

Outrossim, avança a mesma fonte, a evolução dos preços dos produtos petrolíferos no mercado internacional determinou um decréscimo dos preços de venda dos combustíveis no mercado nacional, descida que foi suavizada com a depreciação do Euro.

PR promulga Orçamento de Estado de 2022

JMN destaca aspetos positivos, tais como “importantes medidas” de incentivo ao setor turístico e ao da restauração, ao sistema nacional de saúde, bem como em matéria de “proteção das camadas sociais menos possidentes e mais vulneráveis”

O Presidente da República, José Maria Pereira Neves, promulgou esta manhã o diploma do Orçamento de Estado para 2022, tendo enviado ao Parlamento uma mensagem em que destaca aspetos positivos, tais como “importantes medidas” de incentivo ao setor turístico e ao da restauração, ao sistema nacional de saúde, bem como em matéria de “proteção das camadas sociais menos possidentes e mais vulneráveis”.

José Maria Pereira Neves cita a redução da taxa do IVA de 15 para 10%, registando ainda, com “particular agrado”, as medidas de redução da taxa do IVA na eletricidade e água, de 15 para 8%, de aumento da comparticipação do Estado, no valor da fatura de consumo da eletricidade para as famílias beneficiárias da tarifa social, de 30 para 50%, e da gratuitidade do Ensino até ao 12º ano de escolaridade.”

Na sequência, o Chefe de Estado diz-se consciente da dificuldade da atual conjuntura pandémica e “das complexas condições da sua elaboração”, e que torna ainda mais difícil conseguir o “equilíbrio entre a consolidação orçamental e a necessidade de políticas públicas consistentes e orientadas para a mitigação das impactantes consequências da atual crise pandémica”.

Porém, o Presidente Neves não pode deixar de constatar alguns aspetos “menos positivos no OE2022”. Desde logo, sublinha, “a ausência de medidas mais vigorosas visando a tão necessária quanto vital racionalização e contenção das despesas públicas”. Isso porque, “não obstante uma forte redução das receitas, as despesas correntes reduziram-se apenas em 2,2% face ao Orçamento Retificativo de 2021, que compara com uma relativa forte contração do investimento público, na ordem dos 6,3%”, conclui o Presidente da República.

Com Presidência da República

 

Pandemia, violência e eleições marcam mensagem de Ano Novo do PR

JMN congratulou-se com “extraordinário trabalho” do Governo na vacinação contra a Covid-19, agradeceu o apoio da comunidade internacional e elogiou o Sistema Nacional de Saúde. Chefe De Estado considerou anda de “vergonha nacional” as violências baseadas no género e da violência contra menores

A pandemia da Covid-19, a violência de género e sexual contra menores e as duas eleições realizadas em 2021 marcaram a primeira mensagem de Ano Novo do novo Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, hoje divulgada.

O chefe de Estado Cabo-verdiano começou por sublinhar o ano “extremamente difícil”, por causa da pandemia da Covid-19 e seus “efeitos devastadores”. “A pandemia teve um forte impacto em Cabo Verde, com efeitos desestruturantes na economia, mas na sociedade no seu todo também”, notou, acrescentando que apesar disso o País resistiu, graças também ao apoio da sua diáspora e da comunidade internacional.

Sobre as empresas, José Maria Neves lembrou que foram intensamente atingidas e considerou que precisam de “medidas concretas” de apoio à recuperação, tal como o tecido social, que considerou exigir mais investimentos em domínios como a saúde, habitação e emprego.

JMN congratulou-se com “extraordinário trabalho” do Governo na vacinação contra a Covid-19, agradeceu o apoio da comunidade internacional e elogiou o Sistema Nacional de Saúde. “Temos de manter os esforços nesta frente, vacinando mais e mais, convencendo a vacinar-se os que ainda resistem, mas igualmente mantendo firmes as regras de segurança sanitária”, apelou.

“Temos de proteger-nos uns aos outros. Temos de cuidar dos mais idosos, dos mais vulneráveis. A batalha contra a pandemia ainda não está ganha, pelo que não devemos baixar os braços. É importante que cada um faça a sua parte”, prosseguiu o Presidente.

A nível internacional, o chefe de Estado Cabo-verdiano chamou atenção para a “vergonha” que constitui o facto de muitos países ainda estarem numa fase “muito atrasada” da vacinação e criticou a “grande mancha” que é a “flagrante desigualdade” no acesso às vacinas.

Na sua primeira mensagem de Ano Novo enquanto Presidente da República dirigida ao País, José Maria Neves voltou a chamar a atenção para as “marcas chocantes” de violência baseada no género e da violência contra menores, reafirmando que se trata de uma “vergonha nacional”. “É chegada a hora de dizer basta! Um basta! do lado da sociedade e igualmente do lado dos poderes públicos”, vincou, exigindo igualmente uma cultura do trabalho, da produtividade e da poupança à sociedade Cabo-verdiana.

Ainda assim, destacou alguns “momentos muitos bons” no ano que agora termina, como o facto de o Ppaís ter realizado duas eleições em ambiente de pandemia, primeiro as legislativas e depois as Presidenciais. “Ambos os pleitos eleitorais decorreram da melhor forma e permitiram aos eleitores Cabo-verdianos exercer o seu direito de escolha democrática, dando uma vez mais provas de maturidade e elevado sentido do interesse comum. Não tenho dúvidas em como a Democracia é já um costume em Cabo Verde”, sublinhou.

O Presidente previu que 2022 vai ser um ano difícil, mas desafiou a todos os Cabo-verdianos a encará-lo com “espírito positivo, destemido e ganhador”. “Podemos e sempre vamos longe, muito longe quando somos um só. Um único Cabo Verde”.

Novo máximo. Portugal regista 30.829 novos casos e mais 18 mortes

Boletim epidemiológico desta sexta-feira, último dia do ano, dá conta de uma diminuição do número de internados. Estão hospitalizadas 1.024 pessoas, menos 10 do que na véspera. Em Unidades de Cuidados Intensivos estão 145 doentes, mais um do que no dia anterior

Nas últimas 24 horas, Portugal diagnosticou 30.829 casos de infeção pelo novo coronavírus – um novo recorde – e 18 mortes atribuídas à Covid-19, indica o relatório epidemiológico divulgado esta sexta-feira. No total, o País acumula 1.389.646 contágios desde o início da pandemia e 18.955 óbitos.

Nas últimas 24 horas, o número de casos ativos aumentou  para 178.712 (mais 20.288 do que no dia anterior). No mesmo período, recuperaram da doença mais 10.523 doentes, aumentando para 1.191.979 o total de pessoas que recuperaram da infeção.

Uni-CV passa a exigir certificado de vacinação aos docentes, funcionários e estudantes

Informação foi avançada pela própria instituição e enquadra-se, no âmbito do cumprimento do disposto na Resolução do Governo nº 116/2021 de 28 de dezembro, que declara a situação de Contingência em todo o País

A Universidade de Cabo Verde passa a exigir certificado de vacinação ou teste RT-PRC ou de antigénio válido, com resultado negativo, realizado até no máximo de 48 horas antes, a todos os docentes, funcionários e estudantes e visitantes, à entrada de qualquer estabelecimento da Uni-CV, nos seus três polos: na Praia, na Assomada e no Mindelo.

Essa medida foi comunicada a toda comunidade académica, nesta quinta-feira, no âmbito do cumprimento do disposto na Resolução do Governo nº 116/2021 de 28 de dezembro, que declara a situação de Contingência em todo o País.

Segundo as novas instruções, quem não apresentar o certificado de vacinação (duas doses ou dose única), ou de recuperação, à entrada de qualquer estabelecimento da Uni-CV, nos seus 3 polos, na Praia, na Assomada e no Mindelo, não terá acesso às instalações.

Segundo o despacho da Reitora ficam ainda suspensas as sessões presenciais em todos os cursos oferecidos pela Uni-CV, a partir do dia 3 de janeiro até 7 de janeiro de 2022, permitindo aos docentes e estudantes prepararem-se para a retoma das sessões presenciais, a partir do dia 10 de janeiro, em condições de segurança.

“Todas as atividades pedagógicas (aulas, atendimento, orientação, etc.) devem manter-se ativas com recurso às Tecnologias de Comunicação e de Informação (TIC)”, lê-se no comunicado da Uni-CV, indicando que “os estudantes que não têm condições de acesso devem contatar os Serviços de Ação Social e os Serviços Técnicos, para que soluções sejam encontradas. Todos os serviços devem manter-se ativos, recorrendo ao Plano de contingência setorial, no sentido de garantir a segurança e bem-estar dos seus colaboradores”.

Em relação aos residentes, no ato de check-in após o recesso, entre os dias 2 e 4 de janeiro, das 8 às 17 horas, eles deverão apresentar teste de covid-19 com resultado negativo, realizado até no máximo 48 horas antes, assim como o certificado de vacinação, disponível em www.nhacard.gov.cv

A Reitora apela a todos os membros da Comunidade Académica que cumpram rigorosamente as medidas difundidas pelas autoridades responsáveis, mormente no que concerne às medidas individuais de distanciamento social e cuidados especiais de higiene.

 

Última hora. Assaltante de polícia sai em liberdade

Agentes indignados, tendo o suposto assaltante afirmado “Nhos ka tem nada fazi ku mi, nha madrinha é juíza”

Agentes da PN dizem estar “super indignados” com libertação do suposto assaltante de policia, em Achada Grande Trás.

Juiz mandou para casa o principal suspeito de ter assaltado e roubado a arma do agente da PN e ainda, ao que tudo indica há um processo contra um dos agentes que deteve Swag, por “tortura e maus-tratos”.

Suposto assaltante teria dito “Nhos ka tem nada fazi ku mi, nha madrinha é juíza”. OPAÍS.cv apurou junto de fontes bem posicionadas que um grupo de agentes da Polícia Nacional estão “super indignados” com a decisão de um juiz em deixar em liberdade um indivíduo “super perigoso e temido por todos”, que teria assaltado um agente da Polícia Nacional, em Achada Grande Trás, na companhia de outros “meliantes”, munidos de 4 armas de fogo, e levado a arma de serviço do agente.

Segundo informações apuradas  depois de ouvido ontem pelo juiz, Swag teria reclamado de lesão num dos pés, sendo que o juiz determinou a sua observação médica. Na sequência  o auto médico, constou que o suspeito só teria alguns hematomas nos pés, mas nada de grave. “Tudo isto foi uma manobra para ver se conseguiria escapar e fugir”,  informou a nossa fonte, precisando que depois de observado, foi novamente levado ao Tribunal sendo que o juiz lhe aplicou como medida de coação apresentação periódica, para o estupefacção dos agentes. Um outro suspeito, Ailton, foi ouvido antes de ontem e também ficou em liberdade.

Como se não bastasse, um dos agentes que procedeu a detenção de Swag em flagrante, na sequência do referido assalto ao agente, vai responder por “tortura e maus-tratos”.

Segundo uma outra fonte, que confirmou toda a história e que testemunhou a perseguição e detenção do suspeito, Swag teria durante a perseguição caído duas vezes e pode ser na sequência dessas quedas que teve as lesões.

A nossa primeira fonte, continuou dizendo que no momento de detenção o suspeito teria dito que “Nhos ka tem nada fazi ku mi, nha madrinha é juíza”, em ar de deboche aos agentes da PN, convencido de que sairia livres mais uma vez.

Recorde-se que Marcos Garcia Ribeiro, mais conhecido por Swag de 20 anos, tinha sido detido em setembro, e há menos de um mês saiu em liberdade.

De acordo com o auto de detenção, que OPAÍS.cv teve acesso, no dia 27 de dezembro, por volta das 21h00, na localidade de Achada Grande Trás, Swag, Ailton Patrick Tavares e outros indivíduos, surpreenderam o Agente Artur Jorge Santos de Afonseca e a senhora Eunice Tavares da Veiga, mais conhecida por Nixe, e levando os seus pertences.

Nas imagens, abaixo, o leitor pode confirmar o auto da detenção, os objetos subtraídos das vítimas e as armas apreendidas que foram utilizadas no Assalto.

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