Denuncia pública acaba de ser feita em mensagem enviada às redações. Vereador eleito pelo PAICV na Autarquia da Capital acusa os Presidentes da Câmara e da Assembleia de orquestrarem as falsificações de um conjunto de deliberações
“O Sr. O Presidente da CMP, Francisco Carvalho, em parceria com a Presidente da Assembleia Municipal da Praia, a Sr.ª Clara Marques, pretende aprovar 10 Deliberações falsificadas/inventadas (ainda desconheço 29 deliberações da Câmara Municipal criadas pelo Presidente), que inclui 7 deliberações datadas no dia 29 de julho, que a convocatória desse dia desmente, mais o Plano de Atividades e o Orçamento para o ano económico de 2022”. Assim começa a denuncia do Vereador que diz acreditar que esta “minuciosa e intencional decisão”, tem a sua crença na morosidade das instituições, “em particular da Justiça, que acreditam que lhes dão garantia de impunidade, através da prescrição (não haverá tempo útil)”.
O Vereador recorda ser competência “exclusiva” da Câmara Municipal elaborar, apresentar e executar o Plano de Atividades, mas informa, mais uma vez, que este processo “não aconteceu” no Município da Capital. “Também é competência da Câmara Municipal apreciar e aprovar a proposta e o projeto do Orçamento. E é competência exclusiva da Câmara Municipal submeter qualquer proposta à Assembleia Municipal”, acentuou.
Samilo Moreira até refere que no Plano de Atividade e o Orçamento para o ano de 2022, aparece escrito “(falsamente)” “sob a proposta da Câmara Municipal”, mas observa que a única assinatura nos documentos é do Presidente e nunca aparece a assinatura dos Vereadores. “Estamos claramente perante um atentado contra o Estado de Direito”, denuncia.
“Acresce ainda que, a Assembleia Municipal deveria ter na sua posse a minuta ou as atas das reuniões, que comprovam que tais decisões podem ser executadas, nos termos legais e, não tomar decisões Administrativas, a margem do que determina o art.º 147º/1/2 da Lei n.º 134/IV/95, de 03 de Julho, e o Decreto-Legislativo n.º 15/97 – de 10 de novembro”, alerta.
Moreira denuncia que na série de documentos enviados por Francisco Carvalho para a deliberação da Assembleia Municipal, agendada para decorrer entre os dias 22,23 e 24 próximos, “e aceite” pela Presidente, mas “sem a aprovação” da Câmara Municipal, enquanto órgão executivo colegial constam” 12 deliberações, mas o Vereador eleito pelo PAICV observa que há falsidade nos documentos. Garante, taxativamente, que o Presidente Francisco Carvalho “criou ilegalmente e a socapa”, 9 gabinetes, querendo agora acrescentar mais 4 assessores no seu gabinete, quando na verdade a lei permite 5 no máximo. Há, ainda, 6 novas Direções e 4 delegações.
Uma outra deliberação sobre a criação de uma Plataforma de Investimento da diáspora Cabo-verdiana no Município da Praia é segundo o Vereador desconhecido do Executivo. Diz mesmo que o Edil que esteve entre Portugal, Luxemburgo e Holanda em nenhum momento mencionou tal assunto e “nunca” informou a Câmara Municipal sobre esta matéria. “E já têm em carteira 360 mil Euros em obrigações para vir a ser emitidas, para 6 projetos que sequer foram incluídos no Plano de Atividades de 2022”, denuncia.