Registados 18 casos positivos em Cabo Verde, nesta quarta-feira

País conta ainda com 9 recuperados

Nesta quarta-feira, 15, foram registadas 18 novas infeções por Covid-19, em 568 amostras analisadas, anunciaram as autoridades de saúde.

Segundo os dados, os casos foram reportados na Praia, 4, São Domingos, 1, Santa Catarina de Santiago, 2, Porto Novo, 3, e Ribeira Brava de São Nicolau, 8.

O boletim epidemiológico revela ainda a existência de mais 9 recuperados, sendo, 3 na Praia, 3 em São Vicente, 1 no Maio, 1 no Porto Novo, e 1 em São Filipe.

O País passa a contabilizar 67 casos ativos, 38.084 casos recuperados, 351 óbitos, 16 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 38.527 casos positivos acumulados.

112 pessoas condenadas em 2021 por furto e fraude de energia elétrica

Informações foram avançadas pela Electra, sublinhando que esse número representa 59% do total de casos julgados até setembro deste ano. Da lista dos autuados estão pessoas de todas as camadas sociais, desde empregadas domésticas, passando por pedreiros, engenheiros, professores, advogados, administradores, pessoas da área da justiça, inclusive Juízes, da política, entre os quais Deputados, e da área da segurança

Em 2021, a Electa enviou para os Tribunal 532 processos-crimes por furto e fraudes de energia, dos quais 190 foram julgados. Destes, 112 resultaram em condenações, 13 absolvidos, 49 estão a aguardar a sentença e 7 viram o julgamento suspensos.

De acordo com o supervisor técnico da Unidade de Perdas e Dívidas da Electra, engenheiro Avelino Varela, em declarações à Agência Inforpress, de setembro de 2017 a setembro de 2021 a unidade enviou para os tribunais um total de 3.567 processos-crime por furtos e fraude de energia.

“Dos processos enviados aos tribunais 784 já foram julgados, sendo 523 na região Sul e 262 na região norte dos quais, só no ano de 2021, foram julgados 190 casos que resultaram em 112 condenações, representando 59% do total dos casos julgados até Setembro de 2021”, disse.

Desde 2017 até setembro deste ano, disse a mesma fonte, foram inspecionados na Ilha de Santiago, um total de 60 mil locais de consumo. “Mais de 60% dos grandes espaços comerciais inspeccionados foram apanhados com situações de furto e fraude de energia”, sustentou, indicando que entre os prevaricadores estão estabelecimentos de referência, localizados nos grandes centros como Palmarejo, Cidadela, Fazenda, Platô, Achada São Filipe, Prainha e Kebra Canela.

O engenheiro contou que da lista dos autuados estão pessoas de todas as camadas sociais, desde empregadas domésticas, passando por pedreiros, engenheiros, professores, advogados, administradores, pessoas da área da justiça, inclusive juízes, da política, entre os quais deputados, e da área da segurança.

Cidade da Praia “brindado com um dos maiores atropelos da história” do poder local em Cabo Verde

Posição é dos Vereadores do MpD na Câmara Municipal da Praia, que acusam Francisco Carvalho de criar “mais uma dezena de deliberações”, sem passar pelo crivo da Autarquia. Esses eleitos municipais ameaçam ainda levar a Assembleia Municipal ao Tribunal se tais deliberações forem aprovadas

Os Vereadores do Movimento para a Democracia, MpD, na Câmara Municipal da Praia, acusaram hoje, novamente, o Presidente Francisco Carvalho de atropelos à lei.

De acordo com Ednalva Cardoso, que foi a porta-voz do grupo, no dia em que se assinala os 30 anos do Poder Local em Cabo Verde, eis que o Município da Praia é “brindado com um dos maiores atropelos da história” do poder local no País.

Segundo disse, foi com “sentimento de espanto e estranheza” que receberam por parte da Assembleia Municipal da Praia, uma convocatória para III Sessão Ordinária com mais de uma dezena de Deliberações desconhecidas da maioria dos Vereadores, ou seja, dos quatro Vereadores do MpD e de dos dois do PAICV, curiosamente dos seis eleitos que sempre denunciaram os “abusos” de Francisco Carvalho.

Essas deliberações, denuncia Ednalva Cardoso, são do próprio Presidente, e não passaram pelo crivo da Câmara Municipal, ou seja, não foram analisadas pelos Vereadores, e só tiveram conhecimento das mesmas, “através da convocatória da Assembleia Municipal”.

A sessão da Assembleia está marcada para entre os dias 22 e 24 de dezembro, “com grandes atropelos e ilegalidades”, por isso alerta a Presidente da Assembleia Municipal e os eleitos municipais que no caso dessas deliberações serem aprovadas, eles (Mesa e Deputados Municipais) devem arcar com as suas responsabilidades políticas e jurídicas desses atos que “têm consequências diretas na vida dos Munícipes”.

“Seria um atentado claro à democracia ao mais alto nível”, precisou Cardoso, sustentando que estariam a usurpar de todos os poderes e competências dos eleitos municipais.

De realçar que Samilo Moreira, Vereador do PAICV, também denunciou a falsificação de deliberações da Câmara Municipal da Praia.

Vereador Samilo Moreira denuncia falsificação de deliberações da Câmara Municipal da Praia

Denuncia pública acaba de ser feita em mensagem enviada às redações. Vereador eleito pelo PAICV na Autarquia da Capital acusa os Presidentes da Câmara e da Assembleia de orquestrarem as falsificações de um conjunto de deliberações

“O Sr. O Presidente da CMP, Francisco Carvalho, em parceria com a Presidente da Assembleia Municipal da Praia, a Sr.ª Clara Marques, pretende aprovar 10 Deliberações falsificadas/inventadas (ainda desconheço 29 deliberações da Câmara Municipal criadas pelo Presidente), que inclui 7 deliberações datadas no dia 29 de julho, que a convocatória desse dia desmente, mais o Plano de Atividades e o Orçamento para o ano económico de 2022”. Assim começa a denuncia do Vereador que diz acreditar que esta “minuciosa e intencional decisão”, tem a sua crença na morosidade das instituições, “em particular da Justiça, que acreditam que lhes dão garantia de impunidade, através da prescrição (não haverá tempo útil)”.

O Vereador recorda ser competência “exclusiva” da Câmara Municipal elaborar, apresentar e executar o Plano de Atividades, mas informa, mais uma vez, que este processo “não aconteceu” no Município da Capital. “Também é competência da Câmara Municipal apreciar e aprovar a proposta e o projeto do Orçamento. E é competência exclusiva da Câmara Municipal submeter qualquer proposta à Assembleia Municipal”, acentuou.

Samilo Moreira até refere que no Plano de Atividade e o Orçamento para o ano de 2022, aparece escrito “(falsamente)” “sob a proposta da Câmara Municipal”, mas observa que a única assinatura nos documentos é do Presidente e nunca aparece a assinatura dos Vereadores. “Estamos claramente perante um atentado contra o Estado de Direito”, denuncia.

“Acresce ainda que, a Assembleia Municipal deveria ter na sua posse a minuta ou as atas das reuniões, que comprovam que tais decisões podem ser executadas, nos termos legais e, não tomar decisões Administrativas, a margem do que determina o art.º 147º/1/2 da Lei n.º 134/IV/95, de 03 de Julho, e o Decreto-Legislativo n.º 15/97 – de 10 de novembro”, alerta.

Moreira denuncia que na série de documentos enviados por Francisco Carvalho para a deliberação da Assembleia Municipal, agendada para decorrer entre os dias 22,23 e 24 próximos, “e aceite” pela Presidente, mas “sem a aprovação” da Câmara Municipal, enquanto órgão executivo colegial constam” 12 deliberações, mas o Vereador eleito pelo PAICV observa que há falsidade nos documentos. Garante, taxativamente, que o Presidente Francisco Carvalho “criou ilegalmente e a socapa”, 9 gabinetes, querendo agora acrescentar mais 4 assessores no seu gabinete, quando na verdade a lei permite 5 no máximo. Há, ainda, 6 novas Direções e 4 delegações.

Uma outra deliberação sobre a criação de uma Plataforma de Investimento da diáspora Cabo-verdiana no Município da Praia é segundo o Vereador desconhecido do Executivo. Diz mesmo que o Edil que esteve entre Portugal, Luxemburgo e Holanda em nenhum momento mencionou tal assunto e “nunca” informou a Câmara Municipal sobre esta matéria. “E já têm em carteira 360 mil Euros em obrigações para vir a ser emitidas, para 6 projetos que sequer foram incluídos no Plano de Atividades de 2022”, denuncia.

Governo quer apostar na base para quebrar o ciclo de pobreza

Afirmação é do Primeiro-Ministro e foi proferida à margem do lançamento do Programa MAIS, que visa dar mais autonomia às pessoas

O Primeiro-Ministro disse hoje que o Governo quer apostar na base para quebrar o ciclo de pobreza, que se transmite de pais para filhos. “Apostamos na base, através da universalização do ensino pré-escolar, da gratuitidade do ensino básico e secundário, de cuidados e da proteção das crianças e dos adolescentes para quebrar o ciclo da pobreza que se transmite de pais para filhos, para acabar com a lógica de filhos pobres de pais pobres por falta de oportunidades”, precisou Ulisses Correia e Silva.

Para o Chefe do Governo, hoje é um dia marcante, porque marcou-se na agenda pública do País, “o forte compromisso para a eliminação da pobreza extrema”.

De acordo com UCS, eliminar a pobreza extrema pressupõe fazer sair as pessoas dessa situação de uma forma sustentável e terem acesso à dignidade, ou seja, sem assistencialismo, e dar-lhe a oportunidade de serem autónomas. “Pressupõe proteger e ao mesmo tempo construir soluções para a autonomia e ascensão social e económica das famílias”, vincou.

O Programa MAIS irá receber, nos próximos 5 anos, investimentos de 24 milhões de contos, e visa também dar às pessoas necessitadas o acesso a rendimentos através do Rendimento Social de Inclusão, alargamento do acesso à pensão social do regime não contributivo, acesso a cuidados dirigido a crianças, idosos, pessoas com deficiência e doentes crónicos, alargamento da cobertura da isenção da taxa moderadora de saúde, uma política de habitação, uma especial atenção à mulher através da inclusão produtiva.

O Programa Mais, continuou o PM, pretende engajar o País e contar com parcerias e compromissos fortes das associações comunitárias, das ONG’s, das empresas, das Igrejas, das Câmaras Municipais, da Diáspora, e dos cidadãos em geral.

15 de dezembro 1991 – 15 de dezembro 2021

30 anos se passaram sobre a data da realização das primeiras eleições gerais e universais para a escolha dos eleitos municipais: Presidentes e Vereadores das Câmaras Municipais e os membros das Assembleias Municipais.

A implantação do Poder Local Democrático, elemento constitutivo da nossa Democracia e do Estado de Direito Democrático é um dos feitos mais bem conseguidos da nossa ainda jovem democracia.

Os Municípios muito fizeram para a satisfação das necessidades das populações que representam, muitas transformações tiveram lugar, muitas inovações foram introduzidas e avanços significativos em vários domínios das suas atribuições e competências foram alcançados.

Parte intrínseca de um Pequeno Estado Insular em desenvolvimento, os Municípios cabo-verdianos enfrentam muitas vulnerabilidades, de ordem económica, financeira, técnica, tecnológica, de planeamento urbanístico e de gestão do território, assim como na realização da democracia local.

Ao longo desses trinta anos, o “sistema” autárquico adotado tem sido resiliente e capaz de viabilizar todas as soluções políticas dos munícipes/eleitores através do voto popular e resolvido todos os conflitos políticos, no quadro do princípio da separação e interdependência de poderes entres os órgãos executivo ( singular e coletivo) e deliberativo (Assembleia Municipal) e de autonomia em relação à Administração Central e demais órgãos de soberania.

Contudo é preciso uma nova vaga da descentralização, com o foco no reforço do municipalismo- elemento base do nosso sistema autárquico- e na implementação de um novo nível de governação pública territorial, entre a Administração Central e os Municípios, conferindo às ilhas o poder de auto-governo de base autárquica, descentralizando a responsabilização política, assegurando que, pela via de eleições periódicas, as populações possam escolher os seus representantes e exercer o controlo democrático do processo de desenvolvimento das ilhas.

Só com uma descentralização política e administrativa efetiva serão criadas as bases institucionais democráticas para o combate à redução das assimetrias regionais e ao estancadamento da sangria de recursos humanos de que são vítimas as ilhas e os espaços territoriais do interior das mesmas!

Esta é uma reforma política que não pode ser adiada: a reconfiguração da organização do Estado, coerente com a nossa condição de um Pequeno Estado Insular, num justo equilíbrio entre a centralização necessária para garantir a unidade do Estado e uma desecentralizacao de natureza territorial centrada nas ilhas, espaço onde tudo começa!

Luso-Cabo-verdiano procurado pela Interpol detido no Brasil

Homem de 37 anos, foragido deste 2017, “seria responsável por um esquema grandioso e sofisticado de tráfico internacional de drogas entre Europa e diversos outros países, incluindo o Brasil”

A informação é avançada hoje pela Agência Lusa, que cita a Polícia Federal Brasileira, sublinhando que o traficante internacional luso-cabo-verdiano, de 37 anos, que se encontrava na lista de difusão vermelha da Interpol, foi detido preventivamente, a pedido de Portugal.

Em comunicado, a PF informou que a prisão ocorreu na sexta-feira, em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro.

Segundo as autoridades Portuguesas, citadas pela polícia Brasileira, o cidadão estava foragido desde 2017 e “seria responsável por um esquema grandioso e sofisticado de tráfico internacional de drogas entre Europa e diversos outros países, incluindo o Brasil”.

“O pedido de prisão preventiva para fins de extradição foi formulado pelo escritório central nacional da Interpol em Brasília, com base nas informações da difusão vermelha incluídas pelas autoridades de Portugal”, diz o comunicado da corporação.

O mandado de prisão preventiva para fins de extradição, expedido pelo Supremo Tribunal Federal Brasileiro, acabou cumprido e o luso-Cabo-verdiano será encaminhado ao sistema prisional do Rio de Janeiro até à sua extradição definitiva para território Português.

MP pede pena suspensa para Rui Moreira e perda do atual mandato

O pedido foi feito pelo magistrado Luís Carvalho esta quarta-feira de manhã durante as alegações finais do caso Selminho, no Tribunal de São João Novo, no Porto

O Procurador do Ministério Público que tem a cargo o caso Selminho acaba de pedir pena suspensa pelo crime de prevaricação para o Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira. Mas o magistrado Luís Carvalho pede também uma pena acessória: a perda do atual mandato.

Embora reconheça que esta sanção acessória pode ser controversa, por haver quem possa considerar que o crime foi cometido na vigência de anteriores mandatos não podendo, por isso, a pena aplicar-se ao atual, o Ministério Público entende que Rui Moreira não tem condições para manter o mandato para o qual foi eleito em Setembro deste ano.

O pedido foi feito por Luís Carvalho esta quarta-feira de manhã durante as alegações finais do caso Selminho, no Tribunal de São João Novo, no Porto. O julgamento do autarca independente começou já depois das eleições, no dia 16 de Novembro de 2021.

 

 

“Casa dos Avós” abre portas na Ilha do Sal

Abertura está programada para as 13 horas de sexta-feira, 17, e na ocasião será servido um almoço de Natal

A “Casa dos Avós” construída pela Câmara Municipal do Sal vai finalmente entrar em funcionamento, após algum tempo fechado devido à pandemia da Covid-19 e que impediu a sua entrada em funcionamento logo a seguir à sua conclusão há cerca de 2 anos.

A abertura da casa está marcada para as 13 horas da próxima sexta-feira, durante um almoço de Natal que deverá ser servido a um grupo de cerca de 60 idosos de Espargos e Pedra de Lume.

Os primeiros hóspedes deste novo Lar de Idosos, a funcionar em Morro de Curral, são os idosos que frequentavam o Centro de Dia nas instalações da Cruz Vermelha, em Ribeira Funda.

A Casa dos Avós dispõe de 3 quartos com capacidade para albergar 4 camas cada, 1 consultório médico, 4 casas de banho, 1 cozinha equipada e 1 espaço de convívio.

Com a sua abertura, o espaço entra em funcionamento e vai estar aberto de segunda-feira a sexta-feira, entre as 9 e 15 horas, com capacidade para responder às necessidades de 25 idosos, que terão à sua disposição atividades lúdicas, de lazer e recreação, acompanhamento médico e de fisioterapia, acompanhamento psicológico   e ainda   duas 2 refeições diárias.

Em termos de recursos humanos, a “Casa dos Avós” irá funcionar com duas técnicas sociais, uma cozinheira e um serviço-geral.

Para o futuro, a Autarquia admite que a “Casa dos Avós” poderá ter uma valência de lar e acolherá, em regime de permanência, 12 idosos internos, que estejam em situação de isolamento ou de vulnerabilidade social.

Jorge Santos recebido em Itália pelo Secretario de Estado dos Negócios Estrangeiros

Agenda do encontro centrou num conjunto de temas levados pelo Ministro das Comunidades de Cabo Verde

O Ministro das Comunidades Jorge Santos foi recebido em audiência na passada segunda-feira, 13, em Roma, pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros Italiano, com quem dialogou num encontro “muito frutífero”.

O Ministro das Comunidades conversou com Della Vedova sobre um conjunto de temas visando o reforço das relações diplomáticas de cooperação entre os dois países. Jorge Santos referiu-se em concreto à dupla tributação; o reconhecimento da Carta de Condução de Cabo-verdianos em território Italiano; a proteção civil e efeito da portabilidade da proteção social dos Cabo-verdianos que trabalharam em Itália e que pretendem regressar temporária ou definitivamente a Cabo Verde; reclassificação de Cabo-verdianos no ranking de País seguro com Certificado Digital, onde os turistas e os cidadãos no regresso a Itália não precisam fazer a quarentena; e a criação da Câmara de Comércio Itálo-Cabo-verdiano.

Segundo uma publicação no Facebook do Ministério das Comunidades, foi um encontro “muito frutífero”, tendo o anfitrião congratulado com a visita e prometido “transmitir” as questões levadas pelo MdC ao Governo do seu País.

Cabo Verde estima haver em Itália mais de 20 mil Cabo-verdianos e descendentes.

Jorge Santos visitou as cidades de Milão e Roma entre sábado e segunda-feira, e manteve dois encontros com comunidades Cabo-verdianas nas duas cidades.