Covid-19. Adolescentes de 12 aos 17 anos começam a ser vacinados em meados de dezembro

Informação foi hoje avançada pelo Primeiro-Ministro, à margem da receção das cerca de 65 mil doses da vacina Pfizer, primeira remessa do donativo de mais de 200 mil doses, pelos EUA

O Primeiro-Ministro confirmou hoje que a vacinação para adolescentes dos 12 aos 17 anos, começa em meados deste mês de dezembro. Ulisses Correia e Silva fez essa revelação à margem da receção das cerca de 65 mil doses de vacinas da Pfizer, primeira remessa das mais de 200 mil doses que estão previstas para chegar este mês, oriundo dos Estados Unidos da América. “O arranque da vacinação vai depender do programa da Direção Nacional de Saúde, mas nós estamos convencidos que ainda em meados deste mês a vacinação irá começar particularmente nas escolas” precisou.

Cabo Vede tinha recebido, também do Governo dos EUA, 100 mil doses da vacina Moderna, e esta nova doação do fármaco Pfizer é o sinal e que a relação entre os dois países está cada vez mais solidificada.

O Chefe do Governo agradeceu o gesto dos EUA, salientando que as vacinas chegaram num momento importante. “Estamos a receber os primeiros lotes de vacina Pfizer, que vai permitir que possamos alargar a vacinação para crianças, adolescentes dos 12 aos 17 anos, porque assim aumentamos o nível de proteção e garantimos que a imunização da nossa população seja aumentada”, referiu.

De realçar que a segunda remessa de 70.200 doses deve chegar ao País no próximo dia 10 e no dia 12 chegarão as restantes doses.

PAICV deve apresentar suas propostas sobre OGE2022 na Comissão Especializada

Posição é do líder Parlamentar do MpD, João Gomes, que explicava porque o Partido que sustenta o Governo não aceitou a proposta do PAICV para a criação de uma comissão paritária para discussão do agravamento fiscal em 2022

O líder do Grupo Parlamentar do MpD disse hoje que o PAICV deve apresentar as suas propostas sobre o Orçamento Geral do Estado, OGE, para 2022, na Comissão Especializada. João Gomes que falava à Imprensa, estava a explicar porque o seu Partido não aceitou a proposta do PAICV para a criação de uma comissão paritária para discussão do agravamento fiscal em 2022.

Conforme explicou, a Comissão Especializada, é um órgão da Assembleia Nacional onde estão representados os grupos parlamentares, é onde qualquer Deputado, mesmo que não faça parte da Comissão, tem assento. “Nós fizemos a proposta de que os líderes Parlamentares tivessem assento nessa Comissão Especializada, cujo objetivo era o PAICV apresentar as suas propostas para o Governo e o grupo Parlamentar ter acesso a essas propostas em concreto para as poder analisar, para saber se deveria ou não aceitar”, precisou.

Segundo João Gomes, o PAICV tinha e não tem vontade para que as suas propostas sejam aceites, porque se realmente quisessem, disse, apresentá-las-ia no referido espaço.

“Não basta em cima da hora apresentar uma proposta que pode alterar todo o conteúdo do Orçamento, por isso, estando as partes de boa fé era o local exato”, vincou.

Neste momento, o MpD, disse Gomes, está focado em aprovar na especialidade Orçamento do Estado.

O Parlamento reúne-se esta quarta-feira, 8, para a primeira sessão do mês de dezembro para de entre outros assuntos discutir e aprovar na especialidade o OGE 2022, bem como o Orçamento Privativo da Assembleia Nacional para 2022.

Portugal com mais 21 mortes por Covid-19

Dados desta terça-feira confirmam ainda mais 3.417 novas infeções

Os dados são da Direção Geral de Saúde que aponta que 7 das mortes das últimas 24 horas ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, 6 no Norte, ao passo que a região Centro tem uma morte, o Algarve 4 e Madeira 3 mortes. Entre os óbitos, 13 são pessoas com mais de 80 anos.

Em relação aos novos casos, o maior aumento diário verifica-se entre os 40 e 49 anos, com mais 591 infeções, nesta terça-feira.

A taxa de incidência nacional é de 410,4 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes e no Continente de 413,9 casos. O Rt nacional é de 1,10 e no Vontinente de 1,11.

Pelo menos 936 pessoas estão internadas nos hospitais.

Cabo Verde está a rastrear variante Ómicron

Autoridades nacionais contam com apoio da OMS e do Instituto Pasteur de Dakar nesta missão

A informação é confirmada pela Presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública, que garante que não existe “nenhum caso positivo suspeito” desta variante no Arquipélago.

Maria da Luz Lima assegurou, no entanto, que a vigilância tem sido “muito ativa”, sobretudo após se registar um “ligeiro aumento” do número de casos da Covid-19 nos últimos dias.

Aquela responsável garantiu, ainda, que Cabo Verde já dispõe de kits de teste PCR que permitem “suspeitar da circulação de algumas variantes de preocupação”, incluindo a Ómicron, mas tranquilizou dizendo que “ainda não houve nenhum caso positivo” desta nova variante.

Navio Dona Tututa retomou viagens esta manhã

Embarcação que esteve imobilizada na semana passada, ligou esta manhã Mindelo ao Tarrafal de São Nicolau, e ainda hoje regressa a Mindelo para depois viajar ao Sal

Após cerca de uma semana, sem ligações, alegadamente devido ao estado do tempo, e depois por questões técnicas, o navio Dona Tututa, da Cabo Verde Interilhas, CVI, operou, esta manhã, uma primeira viagem na rota Mindelo/Tarrafal de São Nicolau, onde aportou por volta das 13 horas. O navio regressa por volta das 15 horas a São Vicente, para logo à noite, 21horas, fazer uma viagem direta São Vicente/Sal, onde deve chegar por volta das 6 horas da manhã.

Ainda manhã, o navio vai ligar os Portos da Palmeira, Sal Rei e Praia.

Por sua vez, o navio Interilhas que ontem retomou viagens, está hoje a ligar Brava, Fogo e Praia, ao passo que o 13 de Janeiro opera entre Vale dos Cavaleiros e Furna.

O Praia d’ Aguada e o Kriola continuam inoperacionais devido a avarias. Em escala aparece, entretanto, o Liberdadi com viagem anunciada para as 7 horas da manhã de hoje, no trajeto São Vicente/São Nicolau/Santiago mas esta viagem não se efetivou porque o Liberdadi ainda está a aguardar aval do IMP para substituir o Kriola.

Confira a programação da CVI

Banco Mundial disponibiliza 26,5 milhões de Euros a Cabo Verde

Verba destina-se ao fortalecimento de políticas e conseguir uma recuperação sustentável, equitativa e mais ecológica após a crise provocada pela Covid-19

O Diretor Nacional do Banco Mundial para Cabo Verde, Nathan Belete, refere que esta operação vem apoiar ações de políticas públicas para lançar as bases para uma recuperação económica que passe por reduzir riscos fiscais e melhorar a transparência das dívidas, fortalecer a resiliência dos agregados familiares mais pobres e vulneráveis, em particular para as mulheres, e promover uma retoma sustentável da parte do setor privado.

Esta doação do Banco Mundial, de disponibilizar 26,5 milhões de Euros a Cabo Verde, ocorre numa altura em que o nosso País se recupera da maior contração económica da história e se busca aproveitar o momento para embarcar numa agenda de reformas ambiciosas.

Uma nota do Banco Mundial, citado pela Agência Lusa, refere que a verba é para apoiar os esforços do Governo de Cabo Verde no fortalecimento de políticas para uma recuperação sustentável, equitativa e mais ecológica, após a crise da Covid-19 em Cabo Verde. Esta operação é a primeira de duas que estão alinhadas com as prioridades do Governo, delineadas na sua estratégia de recuperação, Cabo Verde Ambição 2030.

“O programa apoia reformas para reduzir riscos fiscais e melhorar a transparência de dívidas, através do fortalecimento da gestão de riscos fiscais, e melhorar a qualidade, frequência e cobertura dos relatórios de dívida pública, incluindo das Empresas Estatais”, refere a mesma fonte.

O apoio vai ser direcionado ainda ao programa de resposta à Covid-19, ao fortalecimento do sistema de proteção social, com vista a permitir uma resposta mais rápida e bem delineada a choques externos.

“Por fim, a operação promove investimentos privados com responsabilidade social e ambiental no turismo e na aquacultura”, terminou o Banco Mundial, esperando que o programa de reformas apoiado pela operação tenha “efeitos positivos sobre a pobreza, o impacto social e ambiental e no aumento da resiliência da economia face a choques externos.

Nota-se que o Banco Mundial tem em curso outros apoios ao nosso País, através de nove projetos, num compromisso total de 186 milhões de Dólares, um projeto regional no montante de 15 milhões de Dólares, juntamente com um programa abrangente de serviços analíticos, atividades que “contribuem” para o crescimento e desenvolvimento económico global do País, por via da implementação de reformas económicas relacionadas com os transportes, a governança, o desenvolvimento do setor privado, a diversificação e competitividade do turismo, a inclusão social e produtiva, a capacidade de gestão da dívida, o desenvolvimento humano e a transformação digital”, enumerou.

Refira-se que a pandemia da Covid-19 teve grandes impactos em Cabo Verde, que registou uma recessão económica histórica de 14,8% em 2020, dívida pública ultrapassou os 150% do PIB e o turismo, o grande motor da economia, teve uma redução de mais de 60%.

Ministro da Saúde inaugura hoje obras de remodelação do Posto Sanitário de São João Baptista

As obras contemplaram reparação da estrutura física, nova casa de banho e pintura, estimadas em cerca de 500 mil Escudos, financiados pela Cruz Vermelha de Cabo Verde e equipamentos do Ministério da Saúde estimados cerca de mil contos

As obras de remodelação do Posto Sanitário de São João Batista, no Município de Ribeira Grande de Santiago será inaugurada esta terça-feira, 7, pelo Ministro da Saúde, Arlindo do Rosário.

Segundo informações do Ministério da Saúde, remetida ao OPAÍS.cv, as obras de remodelação contemplaram reparação da estrutura física, nova casa de banho e pintura, estimada em cerca de 500.000 Escudos, financiadas pela Cruz Vermelha de Cabo Verde e equipamentos do Ministério da Saúde estimados cerca de mil contos.

O Posto Sanitário de São João Baptista é uma estrutura de saúde da atenção primaria que funciona como extensão intermediária do Centro de Saúde de Ribeira Grande de Santiago e abrange as comunidades de Chã de Igreja, Alfarroba, Alto Gouveia, Gouveia, Beatriz Pereira e Chã Gonçalves. Cobre também uma população de 1.063 habitantes e tem diariamente a presença de um agente sanitário e brevemente irá beneficiar de um enfermeiro.

Neste Posto Sanitário, acrescenta a mesma fonte, são realizadas atividades como visitas domiciliares, planeamento familiar, curativos, injeções, consultas médicas e vacinação periódicas, ações de promoção da saúde, entre outras.T

Moçambique. 600 mulheres desaparecidas, outras vendidas por 550 Euros

Sob a ameaça de uma metralhadora, uma mulher teve de indicar aos rebeldes em Cabo Delgado, norte de Moçambique, as casas da aldeia de Diaca onde moravam raparigas

Por entre cerca de 200 meninas com idades entre 12 e 17 anos, escolheram quem queriam sequestrar, enquanto as mães imploravam para que as levassem a elas próprias e deixassem as crianças e jovens para trás. Mas os homens armados diziam que não queriam as mais velhas e investigações indicam porquê: as vítimas de Cabo Delgado terão servido a rebeldes para fornecer redes de tráfico de mulheres que se estendem da Europa ao Golfo Pérsico.

O relato de Diaca diz respeito a um dos ataques ao distrito de Mocímboa da praia em 2020 e foi divulgado hoje pela organização não-governamental Human Rights Watch, HRW, num comunicado em que estima ainda haver 600 mulheres desaparecidas em Cabo Delgado.

Segundo relatos de sobreviventes à HRW, houve mulheres obrigadas a “casar” com os sequestradores, outras foram escravizadas e vítimas de abuso sexual, outras ainda foram vendidas a “combatentes estrangeiros” por valores equivalentes a entre 550 e 1.600 Euros.

“Mulheres e meninas estrangeiras sequestradas, em particular, foram libertadas depois de as famílias pagarem resgates”, acrescentou a ONG.

Boa Vista. PN apreende e destrói mais de uma tonelada de aguardente

Produto, que foi apreendido no Porto de Sal Rei, num navio proveniente da Ilha de Santiago, foi transportado em recipientes impróprios, mal-acondicionados e outros dissimulados em caixotes

Cerca de 1.591 litros de aguardente foram apreendidos no Porto de Sal Rei, na Ilha da Boa Vista, e mais tarde destruídos, informou a Polícia Nacional da Ilha, que contou com apoio da Polícia Judiciária, nessa operação.

Segundo o Comandante da Esquadra da Boa Vista, Evandro Souza, o produto apreendido chegou a Ilha num navio proveniente de Santiago, e foi transportado em recipientes impróprios, mal-acondicionados e outros dissimulados em caixotes

A PN identificou a proprietária de 120 litros, mas da restante quantia não foi possível identificar os responsáveis, uma vez que, conta Evandro Souza, demarcaram-se do porto de Sal Rei, quando se aperceberam da presença da Polícia Nacional.

 Supremo mantém condenação de Chega e Ventura no caso da família a quem chamaram “bandidos”

É a segunda instância a confirmar a condenação do partido e do seu líder no processo que lhes foi movido pela família Coxi. Agora segue-se, de acordo com a advogada dos Coxi, a execução da sentença: vai exigir a Ventura o pagamento de 20 mil Euros por ter, já após condenado, reiterado as ofensas 4 vezes

É a terceira vez que o caso que opõe a família Coxi, residente no Bairro da Jamaica, a André Ventura e ao Chega é apreciado em tribunal, desta vez na instância mais alta.

A decisão da justiça continua a ser a mesma: o Partido e o seu líder permanecem condenados por “ofensas ilícitas ao direito à honra e à imagem”, por terem usado, na campanha das Presidenciais, uma fotografia de sete membros da família com Marcelo Rebelo de Sousa – captada numa visita deste, em fevereiro de 2019, ao bairro da Jamaica, para os caracterizarem como “bandidos” e “bandidagem” e o oposto de “Portugueses de bem”.

A decisão do Supremo Tribunal de Justiça, foi conhecida ontem, segunda-feira, 6, veio confirmar a sentença de 24 de maio dada pelo Tribunal Criminal de Lisboa.

No entender de Leonor Caldeira, advogada da família Coxi, Ventura começou a desobeder ao tribunal logo a seguir ao exarar da sentença, quando a 25 de maio afirmou à TSF: “Nunca deixarei de dizer que são bandidos. Por isso, não tenciono pedir desculpa.” Acabaria no entanto, menos de cinco meses depois, a seguir à decisão do Tribunal da Relação que confirmava a condenação, por publicar, tal como o Chega, aquilo que apresentou como uma retratação, negando que se tratasse de um pedido de desculpas e afirmando que só o fazia por ser obrigado.

Em causa no processo está o facto de André Ventura ter exibido, num debate televisivo com Marcelo Rebelo de Sousa, a foto deste com sete membros – todos negros – da família Coxi no bairro da Jamaica, onde residem, para acusar o candidato incumbente às Presidenciais de ter estado”com bandidos” e “com a bandidagem”, insultos que reiterou depois num programa da TVI. Já o Chega usou a mesma imagem numa publicação no Twitter em que a opunha a uma foto de Ventura com membros do movimento zero, com a legenda “Eu prefiro os Portugueses de bem”.

Com DN