Vereador do PAICV acusa Edil da Capital de “adulterar e inventar” deliberações da Autarquia

Acusação partiu do Vereador Samilo Moreira, eleito pela lista do PAICV, sublinhando que a Câmara Municipal da Praia está “refém” do seu Presidente. Tais declarações foram feitas durante a sessão extraordinária especial da Assembleia Municipal para discutir o estado do Município da Capital

É mais um episódio da “telenovela”, que tem como protagonista o Presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, e os seus Vereadores. Nesta segunda-feira, 6, a Assembleia Municipal da Praia está reunida para discutir o estado do Município, que está envolto em muitas polémicas.

Durante a sessão, o Vereador Samilo Moreira, acusou o Presidente da Câmara Municipal, Francisco Carvalho, de “usurpação de poderes, de adulterar e inventar deliberações”. Para o Vereador do PAICV, entretanto desprofissionalizado há mais de seis meses, por alegadamente ter questionado as atitudes do Edil, que deu corpo à sua atitude de “eu quero, eu posso e eu mando”.

“O Presidente da Câmara Municipal é uma pessoa que não pode ser questionado. Ele quer um Vereador zumbi e eu nunca vou aceitar”, disse, em declarações reproduzidas pela Agência Inforpress, salientando que de entre os motivos da discórdia está a adulteração de duas deliberações que foram aprovadas nas reuniões da Autarquia logo no início do mandato. “A primeira vez que questionei o senhor Presidente foi por causa de uma deliberação em que aprovamos o nome da Vereadora Dúnia para o Conselho de Administração da SEPAMP e o documento publicado no boletim oficial já veio com o nome do próprio Presidente como Presidente do Conselho de Administração”, precisou indicando que a outra deliberação tem que ver com a que autoriza o Presidente à celebração de um contrato para seis meses, e quando publicado no Boletim Oficial a duração já era de 12 meses. “O Presidente tem estado a adulterar as deliberações da Câmara, está a inventar deliberações que não existem e temos provas que já partilhamos com várias instituições a solicitar um inquérito à gestão de Francisco Carvalho”, vincou, salientando que a Câmara Municipal da Praia está “refém” de Francisco Carvalho e seu assessor jurídico.

De sublinhar que ao ouvir as acusações de Samilo Moreia, Francisco Carvalho abandonou a sala de sessão.

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O estado do município (da Praia) é mau, devido às políticas erradas do senhor Francisco Carvalho

Estamos aqui e agora para debater o estado do Município. É um momento importante que nos irá permitir passar em revista o estado do nosso município na certeza de que deste debate saíam ideias, projectos e propostas para melhorar o maior município de Cabo Verde.

Viemos para este debate com o espírito aberto e democrático. E queremos fazer deste momento um palco de discussão, de diálogo, de crítica e de transparência.

Somos oposição responsável. Vamos demonstrá-la agora com ideias e alternativas a esta governação camarária que já perdeu o norte.

A bem dizer, perdeu o norte muito cedo mesmo. A decadência a que o município chegou está bem visível. Todos os praienses o vêem. Menos o Presidente Francisco Carvalho.

O estado do município começou com a falsificação por parte do presidente da Câmara Francisco Carvalho da deliberação que aprova o número de pelouros aprovada pela Assembleia Municipal.

De seguida, o Município da Praia conheceu o maior golpe da sua história aquando da aprovação de dois instrumentos de gestão: o Orçamento e o Plano de Atividades para o ano económico de 2021. Depois da sua aprovação pela Assembleia Municipal, os mesmos foram falsificados pelo sr. Presidente da Câmara Francisco Carvalho com a conivência da sra. Presidente da Assembleia que mandou publicar.

Significa isto que o Município da Praia no ano de 2021 foi gerido por um orçamento que não foi aprovado pela Assembleia Municipal.

Implica perguntar como foram pagos as despesas, o salário dos diretores colocados pelo Presidente e com implicação de, até o presente momento, a Câmara não dispor da Orgânica.

Do espanto ao auto deslumbramento assim se caracteriza o desfile de outdoors mandados colocar na Cidade para comemorar um ano de mandato de Francisco Carvalho. Depois de uma abstenção elevadíssima lhe ter dado a vitória fraquinha na Praia, quando ninguém esperava, o senhor Francisco Carvalho passou a maior parte da sua gestão a reclamar e a lamuriar a “passagem de pasta”, não obstante ter passado durante uma semana em reuniões com os vereadores da equipa cessante e dois encontros com ex-presidente, Óscar Santos. Apesar de tudo, não percebeu que pastas não são papéis físicos que podem ser transportados de um lado para outro, mas sim informações e conhecimentos distribuídos em várias unidades orgânicas da Câmara Municipal da Praia.

Mas, o tempo cronológico de lamúrias e reclamações do senhor Carvalho ficou, ainda, marcado neste um ano de mandato pelas incompatibilidades com a sua própria equipa, o que levou à suspensão de mandato da segunda vereadora da lista, responsável pela pasta das finanças e desprofissionalização de mais dois vereadores, por birra política e suspeições, numa de: “se estás comigo tens tudo. Se não és contra mim, logo ficas de fora”.

Em face deste silogismo, tendo ficado sozinho e sem maioria no colégio camarário, começa o rosário de atropelo sistemático das leis, sobretudo, dos Estatutos dos Municípios e da Lei de Finanças Locais. A não realização obrigatória de reuniões da Câmara Municipal é disso um exemplo acabado.

Com isso, começa a ostentar uma atitude absolutista e apócrifa de decidir tudo sozinho: contratação de camaradas e amigos, de empresas, alteração na orgânica, despesas feitas sem enquadramento orçamental, enfim, a lista enorme de ilegalidades.

Sobre as dívidas encontradas na Câmara Municipal, dívidas essas com resultados palpáveis e reconhecidas por todos, o Senhor Francisco Carvalho não foi capaz de aproveitar a moratória concedida pelo Governo para amortizá-las. Se tivesse aproveitado esta oportunidade, teria reduzido as dívidas com as empresas em 300 mil contos e desta forma e ao mesmo tempo impactá-las, numa altura de crise profunda por causa da pandemia da COVID-19. Ao invés disso, resolveu deixar mais de cinco dezenas de obras paralisadas com prejuízos claros para a tesouraria das empresas e empregos que essas proporcionariam no Município da Praia.

Quando olhamos para a situação do ordenamento do território, deparamos com um aumento exponencial de construções clandestinas, por toda a parte da cidade e, se nada for feito, o governo vai ter que suportar os custos de realojamento de pessoas em dimensão maior, como foram os casos da Boa Vista e Sal.

A postura e a urbanidade, estas hoje são uma quimera. Pois, os passeios foram, literalmente, tomados de assalto pelas vendas ambulantes de tal sorte que reverter a situação vai ser muito difícil. Tudo numa lógica de uma “PRAIA PARA TODOS”. Até onde a demagogia e o populismo podem levar-nos?

O saneamento está numa fase crítica e calamitosa. O senhor Francisco Carvalho já anunciou muitas medidas revolucionárias e mostra contentores de plástico como medida revolucionária para o setor de saneamento.

Com o seu populismo de baixar as taxas nos mercados levou a SEPAMP à falência. Hoje, a CMP é obrigada a pagar os salários dos funcionários desta empresa responsável pela gestão dos mercados, quando antes era, perfeitamente, sustentável. Quando é criticado, pela gestão danosa e incompetência, acha que há forças de concertação do MPD contra ele, não se coibindo, inclusive, de insultar o ex-presidente da República e o Primeiro-ministro.

O balanço de governação de FC é isso mesmo uma Praia a andar para trás.

No dia 19 e 20 deste mês, vimos o Presidente da Câmara Municipal, Francisco Carvalho, na sua saga populista, maquiavélica e demagógica, a comemorar um ano de mandato, numa clara tentativa de ludibriar os incautos, como se este período, na perspetiva do atual edil da Praia, fosse de áurea e felicidade para os praienses.

Ao invés de obras estruturantes e impactantes para a vida dos munícipes da Praia, a capital do país foi transformada num mostruário de outdoor sob o signo: “UMA PRAIA PARA TODOS – OS ‘GANHOS’ DE UM ANO DE MANDATO”, tendo como figura central o senhor Francisco Carvalho, tentando persuadir, de forma falaciosa, os praienses com recurso às imagens em outdoor de alegadas obras e medidas paliativas que terão tomadas, numa narrativa inócua e inútil.

Nesses outdoors podemos ver imagens de contentores e viaturas de gestão da anterior equipa camarária, em que o senhor Francisco chama de medidas revolucionárias, ou ainda reclama para si o sucesso de vacinação do Governo sem ter o mínimo de cuidado para o número de vacinados na Praia.

Outrossim, este senhor assinala um ano de mandato, inaugurando obras deixadas prontas pela anterior equipa de que antes tinha apelidado de obras “Txapa Txapa;”

Ademais, as obras estruturantes deixadas pela anterior gestão e que deveriam terminar em 2020 foram deixadas ao abandono, nomeadamente:

1. Drenagem de Safende,
2. Drenagem de Fundo Calabaceira,
3. Eco ponto da Avenida dos Combatentes,
4. Pedonal Paiol,
5. Mercado Paiol,
6. Drenagem Moinhos,
7. Miradouro Ponta D`Agua
8. Asfaltagem Calaceira
9. Asfaltagem rua principal de Pensamento
10. Drenagem Encosta de Pensamento e Achadinha
11. Mercado Coco
12. Drenagem Fundo Tira Chapéu
13. Pedonal Cantinho S. Tomé na Terra Branca
14. Miradouro ASA- Perola
15. Pedonal Rua Tabanca-ASA
16. Calcetamento de vias nos bairros de: Achada S. Filipe, Ponta D´Agua- Zona 4, Achada Grande frente e Achada Grande Traz;
17. Projeto desportivo Boca Bala, financiado pela AIMF.

Mas esta saga de autopromoção da imagem do senhor Presidente da Câmara Municipal, com recurso aos impostos e taxas pagas pelos munícipes, é de tal sorte narcísica que o obrigou a assaltar de forma virulenta a página institucional da CMP para transformá-la numa autêntica galeria de imagens do senhor Francisco Carvalho.

Senão vejamos:

O programa de vacinação do Governo foi transformado em ação de Francisco Carvalho. Inaugurou obras da gestão anterior, que outrora chamara de “txapa txapa”, e que inclusive recusou inclui-las no Plano de Atividades de 2021. Não tendo sido executada nenhuma obra do orçamento de 2021, o presidente da CMP limitou-se a anunciar o lançamento de concursos de obras que estão no Plano de Atividade e Orçamento de 2022.

Esta é uma estratégia de gestão populista urdida pelo Senhor Carvalho, assente em inaugurações de obras (ao fim de cada ano) lançadas e algumas até concluídas pela anterior equipa camarária, que só não foram inauguradas em 2020, devido ao impedimento legal, em virtude do período eleitoral que se vivia. Tudo para enganar os praienses, até terminar o seu mandato.

No seu orçamento de 2021, tem 87 mil contos para a construção de Casas de Banhos. Nem uma casa de banho foi construída. Ainda no orçamento 2021, tem inscrito uma verba de 100 mil contos para a reabilitação de tectos em avançados estado de degradação, às famílias mais vulneráveis. Resultado? Nem um tecto foi reabilitado. Basta consultar os balancetes trimestrais da CMP.

O Presidente Francisco Carvalho anunciou em julho deste ano, perante os holofotes da comunicação social, o montante de 96.000.000,00 (noventa e seis mil contos) para o Plano das Chuvas. Entretanto, nem 100 contos usou, como demonstram os balancetes trimestrais. O desassoreamento das ribeiras anunciado pela CMP foi financiado pelo Governo, via Infraestruturas de Cabo Verde, no Programa Retoma Praia, da gestão anterior.
Ainda nessa altura, o Presidente Francisco Carvalho anunciou à comunicação social que “a câmara dispõe no orçamento 76 mil contos que serão canalizados ainda no decorrer deste ano, sendo que 30 mil contos são destinados a projectos de requalificação da rotunda de Vila Nova, 20 mil para requalificação do terminal do Sucupira, 20 mil para sinalização e pintura de passadeiras e seis mil contos para manutenção das vias”. Passado todo esse tempo sobre este anúncio, perguntamos: o que é que foi feito para materializar estas obras anunciadas? E nós respondemos, nada!

Também anunciou que a dívida aos empreiteiros é de 840 mil contos e que já pagou 80%. Os empresários perderam confiança neste presidente e na cidade. Não são anunciados grandes projetos para a Praia que tenha a chancela do atual Presidente;

As declarações do edil Francisco Carvalho motivaram que os vereadores do MpD na CMP procurassem saber junto do Presidente Francisco Carvalho, arauto e farol da transparência da coisa pública, sobre a veracidade destas informações, porém, sem sucesso. Como pudemos confirmar que nos balancetes de 2021 não existe qualquer informação sobre este assunto, aguardamos pelo orçamento de 2022 para aquilatar como e quando pagou estas dívidas.

Os enunciados ardilosos do senhor Francisco Carvalho à imprensa não ficaram por aí. Vejam só: este senhor orçamentou 40 mil contos no seu Plano de actividades de 2021 para a “aquisição de carros de lixo compactador de grande dimensão” e, como se isso não bastasse, em agosto, confrontado pelo descalabro e incapacidade na política de recolha e tratamento de resíduos sólidos na cidade, prometeu, alto e bom som, que até ao final de dezembro estariam na capital do país 20 camiões para recolhas de lixo. Bem, como estamos a escassos dias de dezembro, continuamos à espera que estes camiões cheguem para que a Praia, de facto, possa reviver os tempos áureos em que não se vivia, paredes-meias com punhados de lixos, por todo quanto são as artérias da nossa urbe.

Mas, toda a falácia do Presidente Francisco Carvalho é prova de que as obras inauguradas pelo Presidente são da gestão anterior e podem ser comprovadas nos planos de atividades do ano 2020 e 2021, da atual gestão. Mais ainda, da análise dos balancetes do 3.º trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020, constata-se a diferença de competência de gestão em termos de “eficiência na execução e eficácia nos resultados”.
Relativamente à análise que se pode fazer da “execução de despesas de investimentos por programas e projetos”, constata-se que em 2020, em “Coesão Social”, no mesmo período, a gestão anterior investiu 106.101.381,00 (cento e seis mil contos), correspondendo, a uma taxa de execução de 60,2%, quando em 2021, a gestão de Francisco Carvalho investiu, pouco mais de 37.185.273.00 (trinta e sete mil contos), o que corresponde a uma taxa de execução de apenas 15,25%.

Ao nível de competitividade, em 2020, antes das eleições, a equipa camarária anterior tinha investido mais de 14.039.570,00 (catorze mil contos), uma taxa de execução de 5,7%, enquanto a gestão de Francisco Carvalho investiu pouco mais de 3 884 367.00 (três mil contos), uma taxa de execução de apenas 1,61%. Quando se fala em níveis de investimento no Transversal, em 2020, a gestão anterior investiu 6.625.481,00 (seis mil contos), tendo atingido uma taxa de execução de 6%, quando comparado com a gestão de Presidente Francisco Carvalho que apenas investiu pouco mais de 3.059. 172,00 (três mil contos), tendo ficado pela taxa de execução de 1,69%.

Na rúbrica: “Infraestruturas”, a gestão anterior deixou a estrada da Jamaica, faltando apenas o calcetamento. Entretanto, este senhor como prova do populismo para esconder a sua incompetência, durante um ano nada fez e que se tivesse chovido com abundância, seria um desastre para as populações daquela localidade. Demorou um ano para lançar um concurso de uma obra de calçamento de três semanas.

Quando olhamos para os dados dos balancetes, em 2020, verificamos que a gestão anterior investiu 458.773 865,00 (quatrocentos e cinquenta e oito mil contos), com uma taxa de execução de 53,7%, quando a gestão do Presidente Francisco Carvalho investiu apenas 46.316.172,00 (quarenta e seis mil contos), tendo alcançado uma taxa de execução de apenas 9,7%.

Portanto, a média da execução de despesas de investimentos por programas e projetos, em 2020, da gestão anterior é de 40,2%, sendo certo que, em 2021, a média de execução, sob a batuta do senhor Francisco Carvalho, é de apenas 7,9%.

O senhor Francisco Carvalho é, de facto, um menos-valia para a cidade da Praia. Não conseguiu imprimir, tampouco acrescentar nada à cidade.

Enfim, o estado do Município é crítico quando vemos, não poucas vezes, o Presidente da Câmara a tentar governar o Município com dois vereadores.

Perdendo a maioria, o sr Francisco Carvalho toma medidas sozinho, uma vez que, há mais de seis meses, a Câmara não se reúne para deliberar. Não tendo a maioria dos vereadores, o Presidente, em claro desespero, tenta a todo o custo enviar para Assembleia Municipal o Orçamento e o plano de atividades sem serem aprovados em reunião da Câmara, conforme impõe os estatutos dos Municípios.

Para Francisco Carvalho, a Câmara é ele e não um órgão colegial em que se decide por deliberações aprovadas pelo mesmo.

Em conclusão, podemos, com rigor, afirmar que o estado do município é mau, devido às políticas erradas do senhor Francisco Carvalho.

São Vicente. Tribunal manda para prisão dois suspeitos de crimes de roubo

Trata-se de dois jovens de 18 e 22 anos, residentes em Ribeira Craquinha

O Tribunal da Comarca de São Vicente mandou para prisão dois suspeitos da prática de crimes de roubo, ocorridos nos dias 1 e 2 de dezembro, nas localidades de Ribeira Julião e Ribeira Craquinha.

Os suspeitos, de 18 e 22 anos, residentes em Ribeira Craquinha, foram detidos, na passada quinta-feira, 2, em flagrante delito pela Polícia Judiciária.

Cidade da Praia. O caos na construção clandestina em um ano de Francisco Carvalho

Entre março de 2020 e abril de 2021, pelo menos, “mais de 200.000 m2” de terreno foram ocupados em construções ilegais. Área ocupada equivale a, aproximadamente, mais de 25 campos de futebol. A Câmara Municipal, entretanto, acompanha tudo impávida

A imagem do Google Earth que ilustra esta peça informativa é esclarecedora. A linha azul ilustra o nível de construções clandestinas em março de 2020, e a linha amarela refere ao período de abril de 2021. Ou seja, num intervalo de 13 meses, registou-se um avanço abismal de construções clandestinas, apenas em Alto da Glória, na Cidade da Praia.

Um observador refere que em um ano de mandato, o Presidente Francisco Carvalho e sua equipa não conseguiram estancar as construções ilegais, na linha da ação do anterior Executivo da Capital.

A área ocupada em construções clandestinas, num intervalo de um ano, só em Alto da Glória, equivale a 20 hectares de terreno.

Enquanto ocorre esta ilegalidade que pode perigar a segurança de pessoas e da própria zona e Cidade, o Presidente da Câmara Municipal da Praia anuncia a colocação de pilaretes como “medida revolucionária” para travar o avanço das construções clandestinas, que afinal estão a avançar de forma “muito confrangedora”.

O que a imagem ilustra é uma “total falta de autoridade” municipal nesta matéria algo que pode sair caro ao País, não somente pelo crescimento desorganizado da Cidade e surgimento de “bidonvilles”, com as suas consequências sociais e económicas previsíveis mas o mais grave é o impacto ambiental pois a acumulação de escombros na parte alta da Cidade põe em perigo a parte baixa da Cidade em caso de chuvas fortes e enxurradas que bloqueando os canais de drenagem causam inundação na parte baixa da Cidade.

A nossa fonte questiona mesmo a “passividade” das autoridades nacionais face ao problema, e indaga mesmo os Ministérios da Administração Interna e da Coesão Territorial, com responsabilidade em matéria de Proteção Civil, se nada podem fazer “ao menos para chamar a capítulo” as autoridades municipais. “Não seria desejável uma catástrofe para as autoridades acordarem para o problema que é real quer em Alto da Glória como noutras zonas da Praia”, reagiu.

Noutras ocasiões, OPAÍS.cv alertou para o perigo das construções clandestinas. Na edição do dia 12 de agosto denunciamos inclusivé a proliferação de construções em Palha Sé.

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Proliferam construções clandestina em Palha Sé

MpD-Praia realiza fórum para assinalar 30 anos das primeiras eleições Autárquicas

Primeira sessão deste fórum, a prolongar-se até dezembro de 2022, arranca no dia 13 do corrente mês, no Salão de Banquetes da Assembleia Nacional, sob o lema “Trajetória e Desafios do Poder Local Democrático”

A Comissão Política Concelhia da Praia, do Movimento para a Democracia, MpD, realiza um fórum subordinado ao tema “Trajetória e Desafios do Poder Local Democrático”, para assinalar os 30 anos da realização das primeiras eleições Autárquicas, ocorridas a 15 de dezembro 1991. Com a iniciativa, o MpD-Praia quer levar à tribuna temas como Ordenamento do Território, Urbanismo e Habitação; Gestão Local e Governança Territorial; As Cidades Perante as Mudanças Climáticas; Transição Ecológica, Energética e Digital; Economia Verde, Mobilidade Urbana, Democracia Local e Participação Cidadã; Desenvolvimento Económico e Emprego; e Economia Social e Solidária, entre outros.

Segundo informações avançadas pelo Presidente da Comissão Política Concelhia da Praia do MpD, Alberto “Beta” Mello, a primeira sessão arranca já no dia 13 de dezembro, no Salão de Banquetes da Assembleia Nacional, no período entre as 15 e as 19h00, constando de duas comunicações: uma da responsabilidade do Professor e ex- Vereador da Câmara Municipal da Praia, António (Tober) Lopes da Silva, e uma outra da responsabilidade do Sociólogo e Professor Universitário Redy Lima. A moderação, segundo a mesma fonte, está a cargo do Psicólogo e co-fundador do MpD, José António dos Reis, contando ainda com uma intervenção de abertura de Alberto Mello e uma intervenção de encerramento do vice- Presidente do MpD, Fernando Elísio Freire.

De sublinhar que o Poder Local significa proximidade com os cidadãos, autonomia de decisão em cada Município e um grande avanço para a liberdade e a democracia no nosso País. Este Fórum Poder Local, acrescentou Beta, irá prolongar-se até dezembro de 2022, com sessões mensais.

Apoiantes acreditam que Zemmour é “o homem providencial” para travar imigração em França

Jornalista de profissão, o candidato de direita recolhe apoios de todos os estratos sociais da população

Milhares de pessoas acorreram este domingo ao encontro do candidato às presidenciais Francesas Éric Zemmour, entre os quais muitos antigos partidários de Marine Le Pen, para apoiar a nova sensação da política Francesa que tem como prioridade travar a imigração. “Viemos hoje apoiar o candidato que melhor representa a França, que é Eric Zemmour. Ele fala de forma honesta, ele não faz parte de um sistema, quer uma França unida. É o homem providencial que vai salvar a França e que vai permitir reinstaurar um verdadeiro regime republicano”, disse Joseph, um notário de 30 anos, em declarações à agência Lusa.

Joseph segue há algum tempo a carreira de Éric Zemmour e veio hoje até Villepinte, nos arredores de Paris, para ouvir o candidato de 63 anos, na sua primeira grande reunião pública desde que se tornou candidato oficial às eleições presidenciais.

Os Franceses conheceram primeiro Éric Zemmour como jornalista, tendo escrito para jornais como Le Figaro e, depois, como comentador político, tendo um grande protagonismo nos últimos anos no canal CNews, tendo encontrado também sucesso como escritor com títulos como “Suicídio Francês”, “Destino Francês” ou “A França ainda não disse a sua última palavra”.

 

São Miguel. Localidade de Pilão Cão de cara nova

A obra financiada pelo Governo, no âmbito do PRRA, abrangeu calcetamento, construção de passeios, espaços verdes e de lazer

A localidade de Pilão Cão, no Município de São Miguel está de cara nova, com as intervenções feitas, pela Câmara Municipal, com financiamento do Governo, através do PRRA.

Ontem, domingo, o Presidente Herménio Fernandes inaugurou as obras de requalificação de daquela localidade, num investimento de mais de 14 mil contos, atendendo assim as revindicações antigas dos moradores locais.

A obra, além do calcetamento e construção de passeios, abrangeu uma “profunda intervenção” ao longo da extensão da capela local já reabilitada com espaços verdes e de lazer.

A Edilidade e o Governo estão a trabalhar de mãos dadas para levar nova centralidade ao Concelho, para melhorar a vida e a autoestima dos Munícipes e essa localidade em particular não é exceção.

Preço combustíveis. Depois de Cabo Verde, tambem descem em Portugal

Novos preços vigoram a partir de hoje em Portugal

De acordo com os dados publicados no Platts European Marketscan e LPGasWire, os preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais, cotados em USD/ton, tiveram quedas generalizadas durante o mês de novembro (4,19%), relativamente ao mês de outubro. Assim, as cotações do Butano, da Gasolina e do Jet A1 diminuíram em 3,98%, 5,09% e 3,76% respetivamente, enquanto o Gasóleo ULSD e o Fuelóleo 0,5% tiveram quedas de 4,09% e 3,97%, respetivamente.

Assim sendo, depois de Cabo Verde, agora é Portugal a ver descer os preços de combustíveis

Segundo o Jornal de Negócios, os preços do combustível devem cair a partir desta segunda-feira, em Portugal, depois do preço do petróleo também ter caído nos mercados na semana que passou. Segundo a projeção a gasolina deverá cair mais que o gasóleo, face aos preços praticados na semana anterior.

Tendo em conta a evolução dos dois derivados (gasolina e gasóleo) do petróleo e do Euro, bem como o preço médio praticado na semana anterior segundo os dados da Direção Geral de Energia e Geologia, o jornal indica que o gasóleo simples deverá cair cerca de 5 cêntimos por litro, para os 1,47 Euros por litro, e a gasolina simples 95 deverá registar uma queda de cerca de 8 cêntimos por litro, para os 1,636 euros por litro.

Fundo do ambiente ao serviço dos municípios

Recentemente foi feito um ato público de assinatura de contratos-programas entre o governo e os municípios de Cabo Verde onde foram disponibilizadas as verbas do fundo do ambiente para financiar vários projetos de desenvolvimento em todos os municípios do país, sem qualquer discriminação e com total transparência.

Esta é já uma prática que vem desde 2016, altura em que o MpD, liderado pelo Dr. Ulisses Correia e Silva, voltou ao poder. É uma prática normal, porém que contrasta com aquilo que era a prática do paicv.

Nunca é demais recordar que ao longo de vários anos a gestão do fundo do ambiente foi tudo menos transparente. O fundo era “fatiotado” entre os camaradas do paicv, usando as associações comunitárias, algumas sem existência legal, dirigidas por destacados militantes e dirigentes do paicv, desde secretários dos comités de setor aos deputados da nação, como instrumentos para dilapidar o fundo e proceder a sua distribuição de forma fraudulenta, ilegal e imoral entre os seus, enquanto os municípios padeciam de recursos para acudirem os seus munícipes. Os gritos de revolta vinham, inclusive, dos autarcas do paicv.

Ora, foi o próprio Tribunal de Contas que disse haver utilização de mais 500 mil contos que não foram justificados. A Procuradoria-Geral da República disse que há indícios de práticas de vários crimes na gestão do fundo, alguns destes crimes, no entanto, já prescreveram e os seus autores não serão responsabilizados criminalmente, mas há outros que ainda os processos decorrem.

Isto tudo é para mostrar a diferença abismal que existe entre o MpD e o PAICV na gestão dos recursos públicos. O MpD pauta pela transparência e põe os recursos do fundo do ambiente ao serviço do povo, através das Câmaras Municipais, eleitos democraticamente para trabalhar para o povo. O paicv usava o fundo em seu benefício, através de associações camaradas.

Todavia, são os mesmos que praticaram atos ilícitos e que estiveram na mira da da Justiça que agora sentem os donos da moral e das boas práticas. Com direito, inclusive, de estar sempre a apontar o dedo ao governo, levantar todo o tipo de suspeição, sem nunca apresentar provas nos tribunais para serem investigados, como foi feito pelo MpD em 2014, no caso fundo do ambiente.

Cada um que tire as suas conclusões.

 

Insuficiência de registos civis pode deixar milhões sem vacinas em África

Mais de 50% das crianças nascidas em África não tem existência legal por falta de registo, serviços que foram perturbados ou interrompidos durante uma pandemia

A insuficiência dos registros civis em África pode excluir milhões de pessoas da vacinação contra a Covid-19 por falta de acesso a documentos e serviços de saúde, indica um estudo da Fundação Mo Ibrahim publicado hoje.

Segundo o estudo “Covid-19 na África: um caminho difícil para a recuperação”, mais de 50% das crianças nascidas em África não tem existência legal por falta de registo, serviços que foram perturbados ou interrompidos durante uma pandemia.

As estimativas dos autores indicam que o número ultrapassará 100 milhões de crianças sem registo até 2030 se não houver investimento neste serviço público.

Atualmente, o registo de nascimento é gratuito em apenas quatro dos 24 países da África Ocidental e Central, pelo que os custosos podem desincentivar o seu uso e prejudicar a campanha de vacinação contra a covid-19.

Sem registo civil, os cidadãos não têm documentos de identificação nem acesso aos serviços de saúde públicos, o que, por consequência, pode inviabilizar o acesso à imunização.