Presidente da Gâmbia reeleito para segundo mandato

O Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de sábado, anunciou hoje a comissão eleitoral

Numa declaração à imprensa, o Presidente da comissão eleitoral, Alieu Momarr Njai, anunciou que Adama Barrow foi eleito “para servir como Presidente da República da Gâmbia”, num segundo mandato de cinco anos.

As eleições decorreram no sábado, quando cerca de um milhão de eleitores – de uma população de dois milhões – foi chamado às urnas para votar entre seis candidatos.

Estas eleições foram consideradas cruciais para uma jovem democracia que procura superar um passado ditatorial recente e os efeitos da covid-19 sobre uma economia muito frágil.

Quando venceu as eleições no primeiro mandato, Adama Barrow, 56 anos, antigo promotor imobiliário, derrotou Yahya Jammeh, um ditador que durante mais de vinte anos conduziu um Governo caraterizado por inúmeras atrocidades cometidas pelo Estado, nomeadamente assassinatos, desaparecimentos forçados, violações e tortura.

Jammeh, que se recusou a reconhecer a derrota eleitoral, foi forçado ao exílio na Guiné Equatorial, onde ainda vive, sob a pressão de uma intervenção militar da África Ocidental.

A possibilidade de Yahya Jammeh vir a ser responsabilizado por crimes que lhe foram atribuídos e aos seus agentes entre 1994 e 2016 – assassinatos, desaparecimentos forçados, atos de tortura, detenções arbitrárias, violações – foi uma das principais questões em jogo nestas eleições, a par da crise económica.

Última hora. Fraude em São Miguel. Eleições internas no PAICV anuladas e mandadas repetir

Comissão Nacional de Jurisdição e Fiscalização do PAICV deu como provados que, entre outros, ativistas que não são militantes conseguiram votar, carro da candidata, Deputada da Nação, Carla Carvalho(na foto), foi utilizado para transportar urnas e boletins de voto e que houve número de eleitores maior que número de inscritos

Numa deliberação de 22 páginas do processo instruído ao pedido de impugnação das eleições regionais do PAICV, realizadas em São Miguel e Santa Cruz, Santiago Norte, a Comissão Nacional de Jurisdição e Fiscalização, CNJF, do Partido, não hesitou em mandar anular e repetir as eleições em São Miguel, bem como repetir as eleições em algumas mesas em Santa Cruz “derivado de graves irregularidades no decorrer de todo o processo”.

Acusações de parcialidade, descargas, organização deficitária do pleito de forna deliberada, dado a experiência política dos intervenientes estiveram na base do pedido de impugnação que foi atendido e instruído dentro do prazo legal pela CNJF do PAICV,

No caso de Santa Cruz, onde também houve irregularidades, a decisão, entretanto, é para repetição do pleito em apenas algumas mesas onde foram comprovadas irregularidades.

Situação caricata também a destacar foi a existência de cadernos em que se desconhecia a sua localidade e que foram classificados de “indefinido” e distribuídos por 2 mesas distantes entre si e que teriam de se comunicar por telefone quando houvesse uma votação para que fosse dada descarga na outra mesa, no sentido de se evitar dupla votação.

A decisão da impugnação das eleições pela CNJF do PAICV foi tomada por deliberação 05/2021 que se partilha na íntegra no link para consulta de interessados.

Constante da deliberação, entre outras advertências, a CNJF relembrou o estipulado no Artigo 57.º da Constituição da República, no seu n.º 7:

“Os Partidos políticos regem-se por princípios de organização e expressão democráticas, devendo a aprovação dos respetivos programas e estatutos e a eleição periódica dos titulares dos órgãos nacionais de direção serem feitas diretamente pelos seus filiados ou por uma assembleia representativa deles”.

Covid-19. Cabo Verde volta a ultrapassar os 100 casos ativos, neste domingo 05-12

Nas últimas 24 horas, foram reportadas mais 11 casos positivos em 592 amostras e 4 recuperados

Cabo Verde registou nas últimas 24 horas mais 11 casos de Covid-19 e 5 recuperados, indicaram os dados do Ministerio da Saúde.

Os casos foram diagnosticados na praia, 3, Porto Novo, 5, e Sal  3.

Já os recuperados foram reportados em São Vicente, 2, Sal e Ribeira Brava.

Neste domingo, o País passa a contabilizar 102 casos ativos 37.972 casos recuperados, 351 óbitos, 16 óbitos por outras causas e 9 transferidos, em 38.450 casos positivos acumulados.

 

Leonardo Rocha vence concurso Todo Mundo Canta

Jovem natural da Ilha de Santo Antão foi o escolhido entre os 11 concorrentes desta 8.ª edição do concurso

Leonardo Rocha, natural de Santo Antão, venceu, na última noite, a 8.ª edição do concurso Todo Mundo Canta nacional, disputado por 11 concorrentes, no Auditório Nacional, na Cidade da Praia.

O vencedor, escreve a Agência Inforpress, cativou o jurado ao interpretar uma Morna, Cola Son Jon, da sua originalidade, e a sua forma de encarar a música e a cultura da sua terra.

O concurso já revelou vários artistas e anualmente faz o casting para eleger os finalistas para a final nacional, que acontece na Cidade da Praia, para escolher a melhor voz das Ilhas.

Todo Mundo Canta nacional é um projeto musical que promove a música tradicional Cabo-verdiana, promovendo jovens talentos da música de nacional.

Já é oficial. Marcelo dissolve Parlamento

No período em que o Parlamento se encontra dissolvido funciona a Comissão Permanente da Assembleia da República

O Presidente da República de Portugal assinou hoje o decreto que procede à dissolução da Assembleia da República e à convocação de eleições legislativas para o dia 30 de janeiro de 2022. “O Presidente da República assinou hoje o decreto que procede à dissolução da Assembleia da República e à convocação de eleições legislativas para o dia 30 de janeiro de 2022”, lê-se numa nota publicada no síte oficial da Presidência da República.

Nos termos da Constituição, no período em que o Parlamento se encontra dissolvido funciona a Comissão Permanente da Assembleia da República, composta pelo Presidente, pelos vice-Presidentes e por Deputados indicados por todos os partidos, de acordo com a respetiva representatividade parlamentar.

Esta é a oitava dissolução da Assembleia da República desde o 25 de Abril de 1974 e acontece na sequência do chumbo do Orçamento do Estado para 2022, na votação na generalidade, em 27 de outubro, com votos contra de PSD, BE, PCP, CDS-PP, PEV, Chega e Iniciativa Liberal.

Filomena Fortes reeleita Presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano

No universo de 32 votantes, a lista de Filomena Fortes teve 30 votos favoráveis e dois brancos. Este é o seu terceiro mandato consecutivo

Filomena Fortes foi, este sábado, reeleita Presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano, COC, durante a Assembleia-Geral electiva realizada na sede desta organização, em Achada de Santo António.

A lista única, liderada por Filomena Fortes, cujo lema é “Consolidação, união e progresso”, mereceu 30 votos favoráveis e dois brancos, num universo de 32 votantes.

Este é o terceiro mandato consecutivo de Filomena Fortes a frente do COC.

 

Cabo Verde pede condições à África para atrair investimento privado

Posição é do vice Primeiro-Ministro, que defendeu a estabilidade institucional, bem como a transparência no Continente e da atuação dos seus líderes. Olavo Correia falava, ontem, durante o seu discurso de encerramento da Conferência Económica Africana

O vice Primeiro-Ministro, Olavo Correia, defendeu, ontem, a necessidade atrair investimento privado para África e assim financiar as necessidades de infraestruturas, face ao endividamento do Continente. “É preciso dar ao Continente uma nova oportunidade”, afirmou Olavo Correia, no discurso de encerramento da Conferência Económica Africana, que decorreu em Santa Maria, Ilha do Sal.

Olavo Correia que defendeu a estabilidade das instituições bem como a transparência no Continente e da atuação dos seus líderes, afirmou que o setor privado “pode fazer a diferença” no processo de desenvolvimento Continente e na “dinamização do crescimento inclusivo”.

Reconheceu que África precisa de instituições “sólidas e comprometidas” com o interesse do Continente, indicando que os Africanos e os seus Governantes têm de fazer o seu trabalho de casa que criar condições para o chamamento do setor privado. “Se não fizermos o nosso trabalho de casa, nada do que estamos aqui a falar será realidade, ou será realidade num contexto muito restritivo que não será condizente com os desafios com os quais o continente está confrontado”, afirmou, em declarações reproduzidas pela Agência Lusa.

O também Ministro das Finanças e do Fomento Empresarial precisou que os “próximos tempos serão críticos” para o Continente, devido os impactos da pandemia, por isso defendeu, “é tempo para tomarmos decisões fortes, corajosas e para mudarmos o rumo”.

África, reconheceu tem “elevados níveis de dívida pública” e as “perspetivas incertas ao nível da ajuda internacional pública, limitam as potencialidades de crescimento económico” e “a capacidade de África realizar investimentos estruturais”. “É por isso que o setor privado terá de cumprir um papel cada vez mais preponderante no desenvolvimento económico do Continente Africano, para que os países Africanos e o Continente Africano possam ter uma recuperação robusta e para que possamos evitar a estagnação económica e o do aumento da pobreza”, justificou.

O financiamento ilícito no Continente também foi mencionado no seu discurso de encerramento. Olavo Correia precisou ser uma “grande contradição” o Continente continuar a “estender a mão” ao financiamento e ajudas internacionais, ao mesmo tempo que permite o “financiamento ilícito”.

“Dez anos de financiamento ilícito em África, no montante que estimamos hoje, dá para financiar toda a dívida pública Africana. É por isso que África é um credor líquido. Então, temos de nos esforçar para em primeiro lugar fazer aquilo que está ao nosso alcance enquanto Africanos, enquanto governantes, enquanto líderes. Vamo-nos esforçar para pôr fim ao financiamento ilícito e criar as condições para que esse financiamento possa servir as pessoas”, apelou, sublinhando que este é o “momento do tudo ou do nada”, porque “ninguém vai fazer por nós o que só a nós compete fazer”.

Erupção do vulcão na Indonésia faz 13 mortos

O Centro Consultivo de Cinzas Vulcânicas emitiu um alerta este sábado após a nuvem de cinzas vulcânicas ter chegado a cerca de 12 mil metros, caindo sobre os residentes. 57 pessoas ficaram feridas, 41 das quais sofreram queimaduras

O número de mortos da erupção do vulcão Semeru da Indonésia aumentou de um para 13, disse hoje a agência de gestão de catástrofes, numa altura em que os socorristas continuam a revistar a área.

“O número de mortos é agora 13. Os socorristas recuperaram mais corpos”, disse o porta-voz da agência Abdul Muhari.

As imagens mostraram uma vasta pluma de fumo cinzento a subir da cratera do vulcão depois das 15:00 locais de sábado desencadeando o pânico entre os residentes das aldeias próximas que fugiram enquanto a área mergulhava na escuridão durante a tarde.

A aldeia de Lumajang estava coberta por uma espessa camada de lava e cinza fria, segundo os repórteres da AFP, e os residentes de uma dúzia de aldeias tiveram de ir para abrigos e mesquitas para passar a noite.

Pelo menos 57 pessoas foram feridas na erupção, 41 das quais sofreram queimaduras, disse a agência de gestão de catástrofes num comunicado.

O Monte Semeru, o pico mais alto de Java, situa-se a 3.676 metros. Imagens da agência meteorológica e geofísica da Indonésia mostraram cinzas a cair no Oceano Índico.

A última grande erupção da Semeru foi em dezembro de 2020. Também provocou a fuga de milhares de pessoas e cobriu aldeias inteiras.

A Indonésia situa-se no “Anel de Fogo” do Pacífico, onde o encontro de placas continentais causa uma elevada atividade sísmica. O arquipélago do sudeste asiático tem quase 130 vulcões ativos dentro das suas fronteiras.

No final de 2018, a erupção de um vulcão entre as ilhas de Java e Sumatra provocou um deslizamento de terra subaquática e um tsunami, matando cerca de 400 pessoas.

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Alemanha ultrapassa as 103 mil mortes por Covid-19

Dados são inferiores ao do dia anterior

A Alemanha regista este domingo mais 42.055 casos de Covid-19 e 94 óbitos.

Com estes novos dados, a Alemanha ultrapassa hoje as 103 mil vítimas mortais da doença, que surgiu, pela primeira vez, na China. São, mais precisamente, 103.040.

Em termos do total de casos, são hoje 6.158.125 os infetados.

A incidência semanal é de 439,2 por 100 mil habitantes a sete dias, valor que baixou relativamente a ontem (442,7).

Cabo Verde regista mais 13 casos de Covid-19, neste sábado

País passa a contabilizar 95 casos ativos, 37.968 casos recuperados, 351 óbitos, 16 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 38.439 casos positivos acumulados

Cabo Verde registou neste sábado, 4, mais 13 casos positivos de Covid-19, em 555 amostras analisadas e 5 recuperados.

De acordo com os dados atualizados pelo Ministério da Saúde,  os casos foram reportados na Praia, 8, Sal, 3, e Porto Novo e São Miguel com 1 cada.

Quanto aos recuperados, o Município da Praia teve 4 e Maio, 1.