Contrariamente à informação inicialmente difundida, a Justiça não ordenou o encerramento da Câmara Municipal da Praia nem do Mercado Municipal. A revelação é feita por fonte de alto nível da Justiça, que desmonta a narrativa de alegada perseguição judicial promovida pelo Presidente da Câmara Municipal da Praia.
Segundo as informações apuradas, a Polícia Judiciária e a Procuradoria da República deslocaram-se apenas ao edifício municipal da Fazenda para solicitar documentação. Perante a recusa de entrega voluntária dos documentos, a Justiça avançou, como a lei prevê, com buscas judiciais nesse edifício específico.
Durante o decurso das diligências, terá sido dada uma ordem — atribuída ao Presidente da Câmara, que se encontra fora do país — para que os funcionários abandonassem os edifícios municipais, criando deliberadamente um cenário de paralisação institucional.
A situação agravou-se quando começaram a acorrer ao local várias pessoas externas, incluindo dirigentes partidários, o que levou as autoridades a determinar, por razões de segurança e ordem pública, que ninguém entrasse ou saísse temporariamente do edifício.
Fontes judiciais são perentórias:
👉 não houve ordem judicial para fechar a Câmara Municipal do Plateau nem o Mercado Municipal;
👉 o encerramento desses espaços resultou de uma decisão política interna, com o objetivo de criar vitimização pública e mobilizar apoio popular, nomeadamente das vendedoras do mercado, contra a Justiça.
A manobra, segundo a mesma fonte, visa transformar um procedimento judicial normal numa crise política artificial, colocando a Justiça no banco dos réus e desviando o foco do essencial: a investigação em curso.
A Justiça limita-se a cumprir a lei. A encenação não partiu dela.
Notícia atualizada às 13:37

