Última hora/Mundial 2026. CABO VERDE no caminho de Espanha, Arábia Saudita e Uruguai

Tubarões Azuis vão competir no primeiro mundial de sempre, inseridos no Grupo H. Dois jogos serão nos EUA e outro no México

CABO VERDE conheceu esta sexta-feira, 5, os seus adversários na fase de grupos para o primeiro mundial de futebol, a decorrer entre 11 junho e 19 de julho, em EUA, Canadá e México.

Os Tubarões Azuis vão competir inseridos no Grupo H. Têm pela frente a Espanha, Arábia Saudita e Uruguai.

No ranking da FIFA, a Espanha está em 1.º lugar, o Uruguai em 16.º e a Arábia Saudita na 60.ª posição.

A cerimónia do sorteio decorreu nos EUA, com um grande espetáculo.

Uma ampla delegação nacional testemunhou o sorteio. Paulo Santos, Vice-Presidente da FCF, o Selecionador nacional, Bubista, o Ministros dos Negócios Estrangeiros, José Luís Livramento, o Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro para a Juventude e Desporto, Carlos Monteiro, de entre outros, estão no ato.

O Vice-Presidente da FCF, Paulo Santos, confirmou que Cabo Verde joga dois jogos nos EUA, em Miami ou Houston, e terá apoio da nossa Comunidade, e um outro jogo no México, na Cidade de Guadalupe.

Igreja Católica na Guiné-Bissau consagra País ao Sagrado Coração de Maria

Ato acontece amanhã, sábado, em antecipação à solenidade da Imaculada Conceição

As duas Dioceses da Igreja Católica na Guiné-Bissau realizam amanhã, sábado, um ato de consagração do País ao Sagrado Coração de Maria. A cerimónia terá lugar na Catedral de Bissau e reunirá fiéis de todas as Paróquias Católicas, num momento marcado pela oração e pela unidade da comunidade cristã.

A iniciativa acontece num contexto de elevada tensão política no País desde o dia 26, após a suspensão da Constituição da República na sequência de um golpe militar. Segundo confirmou ao OPAÍS.cv uma fonte em Bissau, a celebração terá início às 8h00 e contará com ampla participação do clero e dos movimentos eclesiais das duas Dioceses.

A solenidade da Imaculada Conceição, que no calendário litúrgico se assinala a 8 de dezembro, será antecipada para este sábado. Em consequência da atual situação sociopolítica, fica cancelada a tradicional peregrinação ao Santuário de Cacheu, que anualmente reúne milhares de fiéis.

A Igreja apela à participação dos cristãos e todos os cidadãos no ato de consagração e à oração pela paz, estabilidade e proteção da Guiné-Bissau.

PM propõe geminação entre Marselha e uma Cidade Cabo-verdiana

Proposta de Ulisses Correia e Silva foi acolhida com entusiasmo pelo Autarca de Marselha

O Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva realizou uma visita de cortesia ao Presidente da Câmara de Marselha, Krehmeier Anthony, no âmbito da sua missão de trabalho em França.

O encontro foi marcado por elogios à comunidade Cabo-verdiana residente na Cidade, destacada como trabalhadora, bem integrada e com forte contributo económico, cultural e social.

Durante a reunião, o Chefe do Governo sublinhou as excelentes relações entre as autoridades locais e a representação diplomática de Cabo Verde em França, destacando o papel do embaixador e do cônsul honorário em Marselha. Recordou ainda as recentes comemorações da Independência de Cabo Verde, que incluíram a homenagem à cantora Cesária Évora, eternizada com uma rua em seu nome.

Ulisses Correia e Silva aproveitou a ocasião para propor a criação de um quadro formal de cooperação, através da geminação de Marselha com uma Cidade Cabo-verdiana, proposta que foi acolhida com entusiasmo pelo Autarca Francês.

O encontro permitiu também discutir a possibilidade de uma cooperação tripartida entre Marselha, Dakar e Cabo Verde, com foco em áreas como juventude, saúde, igualdade de género e direitos das mulheres.

Cheias na Ásia já provocaram mais de 1.600 mortes e milhões de desalojados

A situação mais grave verifica-se na Indonésia, onde o número de óbitos subiu para 862

Pelo menos 1.608 pessoas morreram devido às cheias que continuam a atingir Indonésia, Sri Lanka e Tailândia, uma crise humanitária que poderá agravar-se esta sexta-feira com a previsão de chuvas fortes.

A Tailândia regista até agora 276 mortos e cerca de quatro milhões de pessoas afetadas, com sete províncias do sul ainda submersas. O OCHA indica que 367 pessoas estão desaparecidas no País.

A situação mais grave verifica-se na Indonésia, onde o número de óbitos subiu para 862, com 571 desaparecidos, quase 2.700 feridos e 3,5 milhões de pessoas afetadas. O ciclone Senyar provocou chuvas intensas, deslizamentos e inundações, deixando 1,1 milhões de desalojados e danificando milhares de casas.

No Sri Lanka, morreram 486 pessoas, enquanto 341 continuam desaparecidas.

Mais de 1,1 milhões de habitantes destes três países foram obrigados a abandonar as suas casas.

O Vietname também registou novos episódios de inundações, com danos em cerca de 2.000 casas na província de Lam Dong.

Especialistas alertam que a atual severidade da época de tempestades tropicais está associada ao aquecimento dos oceanos, agravada por desflorestação e falhas no planeamento urbano.

BCV lança moeda de 500 Escudos

Esta emissão assinala o 50.º aniversário da instituição

O Banco de Cabo Verde (BCV) anunciou hoje a entrada em circulação de uma moeda comemorativa de 500 Escudos, assinalando o 50.º aniversário da instituição e simbolizando “meio século de compromisso com a estabilidade macroeconómica e o progresso do País”.

Segundo o comunicado, a nova moeda apresenta três versões — acabamento normal, “brilhante não circulada” e “prova numismática” — todas com elementos que retratam a história e evolução do banco central.

No anverso, destacam-se as inscrições “Banco de Cabo Verde” e “50 Anos de Crescimento e Estabilidade”, acompanhadas de uma representação gráfica dos edifíciossede do BCV ao longo das últimas cinco décadas.

Já o reverso apresenta as datas 1975 e 2025, as três argolas das Armas da República e a imagem do tradicional Pano di Terra, além de símbolos que representam diferentes formas de pagamento, incluindo referências a meios digitais.

O centro da moeda incorpora ainda o brasão nacional em alto-relevo.

A instituição sublinha que esta emissão celebra o crescimento do BCV e reforça a soberania monetária, a inclusão financeira e a confiança no sistema financeiro Cabo-verdiano.

Governo lança projeto para criação do Centro Cultural Cabo-verdiano em França

Inspirado no modelo já existente em Portugal, o futuro centro pretende reforçar as relações bilaterais com a França e promover a identidade Cabo-verdiana, especialmente entre as segundas, terceiras e quartas gerações da Diáspora Europeia

A Secretária de Estado das Comunidades, Vanuza Barbosa, anunciou hoje, em Amiens, o lançamento do projeto para a criação do Centro Cultural Cabo-verdiano em França, uma iniciativa inserida na estratégia de diplomacia cultural do Governo.

Inspirado no modelo já existente em Portugal, o futuro centro pretende reforçar as relações bilaterais com a França e promover a identidade cabo-verdiana, especialmente entre as segundas, terceiras e quartas gerações da diáspora europeia.

O plano inclui também a criação de “Casas de Cabo Verde” em cidades com forte presença Cabo-verdiana, como Marselha, Nice, Lyon e Amiens, que funcionarão de forma articulada com o Centro Cultural.

“O Centro Cultural Cabo-Verdiano em França será um espaço de promoção da nossa cultura e identidade, além de simbolizar a presença de Cabo Verde em França e na Europa”, afirmou Vanuza Barbosa.

Durante a deslocação a Amiens, a governante reuniu-se com membros da comunidade local, num momento de diálogo e partilha.

Caboverdeanos!

Talvez tenhamos estado errados. Talvez, em certa medida, tenhamos feito uma leitura equivocada da história – sobretudo da história de África. Nós, caboverdeanos, seguramente, embora com algum atraso, optámos pela vida em liberdade e democracia. Mas foi a nossa escolha. Uma decisão tomada pelo povo livre destas ilhas. E sabemos que nem sempre, aqui, foi assim.

Também sabemos que houve caboverdeanos que lutaram nas matas da Guiné-Bissau, seguindo a doutrina e escola de Amílcar Cabral, e que durante muito tempo não acompanharam a opção do povo das ilhas. Isto é facto. Mas nós quisemos seguir a nossa realidade, seguimos a nossa cultura, e isso permitiu-nos assumir a escolha que fizemos: livre, democrática e pacífica.

Mas… quem nos garante que a nossa escolha teria de ser também a escolha do continente africano? Talvez neste ponto sejamos diferentes. Com certeza que os povos de África não tenham que seguir os nossos caminhos nem copiar as nossas opções culturais. E não têm mesmo!

A nossa cultura, forjada no bem-aventurado cruzamento de povos africanos e europeus é a matriz da identidade que Deus nos deu. Por isso, seria um atrevimento querer impor aos outros aquilo que é nosso.

Deixemos a África em paz!

Deixemos a Guiné-Bissau em paz!

Apesar de laços históricos e vidas entrelaçadas, nada temos a impor aos povos africanos, e em particular ao povo guineense.

Podemos compreender o ideal de quem, no passado, sonhou com a unidade entre Guiné-Bissau e Cabo Verde. Mas isso acabou – e acabou porque nunca poderia ter sido. Em vez de sonhos continentais, deveríamos estar a promover e a reforçar a unidade das nossas ilhas e do nosso povo.

Assuntos não nos faltam. Problemas também não. Temos muito para cuidar das nossas vidas e deixar que cada povo cuide das suas vidas. O nosso dever é apenas respeitar a África e as decisões africanas. Nada mais. O grande contributo que podemos dar, neste quadro, é respeitar a liberdade dos outros povos. Mesmo que não concordemos com as suas opções e escolhas de regimes.

Se um dia eles nos pedirem uma flor dos nossos jardins, ah aí, sim, dar-lha-emos com amor, amizade e solidariedade. Mas, na minha opinião, nem o primeiro-ministro nem o Presidente da República de Cabo Verde, nem ninguém têm o direito de sequer sugerir qualquer visão ou caminhos à Guiné-Bissau ou aos povos de África.

É preciso entender-se a que liberdade e democracia não são a escolha universal. A história já o demonstrou, com total clareza.

Câmara do Tarrafal reforça compromisso com ecoturismo sustentável

Durante o encerramento do workshop do projeto EcoRaízes, Neivo Araújo destacou a importância do ecoturismo responsável e da sustentabilidade para o desenvolvimento de São Nicolau

O Presidente da Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau, Neivo Araújo, encerrou esta quinta-feira o workshop do projeto EcoRaízes, realizado na localidade da Fajã, destacando a importância do ecoturismo responsável e da sustentabilidade para o desenvolvimento da Ilha.

O evento serviu para apresentar estudos e propostas estratégicas sobre diagnóstico do ecoturismo, marketing sustentável e valorização das áreas protegidas. Neivo Araújo sublinhou que estes contributos são essenciais para reforçar capacidades locais, gerar novas oportunidades económicas e preservar o património natural e cultural de São Nicolau.

O Autarca destacou o EcoRaízes como um parceiro estratégico, pela produção de conhecimento rigoroso e pela visão integrada alinhada ao modelo de desenvolvimento defendido pela Autarquia. Enalteceu ainda o forte envolvimento das comunidades, instituições locais, operadores turísticos e parceiros nacionais e internacionais ao longo do processo.

No seu apelo final, defendeu que projetos estruturantes, como os miradouros de Hortelã e Carbeirinho, a Casa da Morna, o acesso a Carbeirinho e a valorização do ponto turístico de Cimentinho, continuem a receber atenção e colaboração do EcoRaízes, dada a sua relevância comunitária.

A Câmara reafirmou total disponibilidade para continuar a cooperar com o projeto, confiando que os resultados do workshop se traduzirão em ações práticas e benefícios duradouros para a Ilha.

Mundial 2026. Bubista quer Cabo Verde a jogar nos EUA para estar mais perto da Diáspora

Presente em Washington D.C. para acompanhar o sorteio, o Selecionador nacional garantiu que, independentemente do grupo que o sorteio ditar, Cabo Verde está preparado para enfrentar qualquer adversário

O Selecionador nacional, Bubista, manifestou hoje, nos Estados Unidos, o desejo de que Cabo Verde jogue a fase de grupos do Mundial 2026 em solo Norte-americano, para permitir que a numerosa Diáspora Cabo-verdiana possa apoiar a equipa de perto.

Presente em Washington D.C. para acompanhar o sorteio, Bubista afirmou que seria “muito especial” disputar os jogos nos EUA, sublinhando que a presença da Diáspora pode fazer a diferença.

“A única coisa que desejo é que Cabo Verde possa jogar os seus jogos nos EUA, porque vamos dar oportunidade à nossa Diáspora de estar por perto e nos apoiar”, disse o Selecionador.

Bubista garantiu que, independentemente do grupo que o sorteio ditar, Cabo Verde está preparado para enfrentar qualquer adversário. “Estamos aqui por mérito próprio e queremos competir, sabendo que no Mundial não existe jogo fácil. Respeitamos todas as equipas, mas vamos participar com humildade, confiança, capacidade de trabalho e organização”, sublinhou.

O sorteio realiza-se em Washington D.C., no Centro de Artes John F. Kennedy, às 16h (hora de Cabo Verde)

Na véspera do sorteio, a delegação Cabo-verdiana marcou também presença num encontro oficial promovido pela FIFA, que reuniu representantes das seleções participantes.

Governo autoriza aquisição de novo navio para garantir ligação marítima Brava/Fogo

Novo navio, do tipo RORO PAX ou equivalente, deverá cumprir todas as normas nacionais e internacionais de segurança marítima, assegurando viagens mais regulares, eficientes e previsíveis

O Governo aprovou, esta quarta-feira, a resolução n.º 136/2025 que autoriza a aquisição de um novo navio de carga e passageiros para assegurar, de forma permanente e segura, a ligação marítima Brava/Fogo/Brava — considerada um serviço público essencial para as populações das duas ilhas.

A decisão surge após fragilidades operacionais na rota, que é fundamental para a mobilidade de pessoas, o abastecimento de bens essenciais, o escoamento da produção agrícola e pesqueira, o turismo e a evacuação de doentes.

Segundo o Executivo, garantir a continuidade desta ligação é determinante para a coesão económica, social e territorial, bem como para a integração da importante Diáspora Bravense e Foguense.

O novo navio, do tipo RORO PAX ou equivalente, deverá cumprir todas as normas nacionais e internacionais de segurança marítima, assegurando viagens mais regulares, eficientes e previsíveis. Caberá ao Ministério do Mar, em coordenação com os Ministérios das Finanças e do Turismo e Transportes, definir o caderno de encargos.

O processo de aquisição seguirá a legislação da contratação pública, garantindo transparência e concorrência. A avaliação das propostas será conduzida por uma Comissão Técnica coordenada pela Enapor, enquanto o financiamento será assegurado pelo Orçamento do Estado, podendo incluir outras fontes admissíveis.

A gestão do futuro navio será atribuída por concessão através de concurso público, com o objetivo de reforçar a eficiência e profissionalização do serviço.

Com esta decisão, o Governo reafirma o compromisso de assegurar mobilidade digna e contínua entre Brava e Fogo, impulsionando uma nova dinâmica socioeconómica e melhorando as condições de vida das comunidades locais.