PJ detem cinco suspeitos de tráfico de drogas na Praia e em São Vicente

Na sequência do cumprimento de um mandado de busca à residência de um dos detidos, foram, ainda apreendidas oito munições, uma das quais antiaérea

Cinco indivíduos foram detidos, entre segunda e terça-feira, 25 e 26, em flagrante delito, na Praia e São Vicente, suspeitos de tráfico de drogas.

De acordo com informações remetidas ao OPAÍS.cv, quadro destes indivíduos foram detidos em São Vicente, e um na Praia. Todos são do sexo masculino e com idades compreendidas entre os 21 e 45 anos.

Os quatro dos indivíduos detidos em São Vicente, residentes em Cruz João Évora, Chã de Alecrim e Monte Sossego, segundo a PJ, foram detidos na segunda-feira, 25, na posse de Cannabis. Na sequência do cumprimento de um mandado de busca à residência de um desses detidos, foram, ainda, apreendidas oito munições, uma das quais antiaérea.

Já o quinto indivíduo, residente em Achadinha, na Praia, foi detido na terça-feira, 26, também na sequência do cumprimento de um mandado de busca à sua residência, na qual foi apreendida uma certa quantidade de Cannabis.

Os detidos foram presentes, no tempo legal, às autoridades judiciárias competentes, tendo sido aplicado TIR a um dos detidos em São Vicente e Apresentação Periódica, ao detido da Praia, e aos restantes três detidos de São Vicente, o Ministério Público promoveu o julgamento em Processo Especial Sumário.

Incêndio consome “toda economia” de uma Munícipe na Cidade da Praia

 Viúva pede apoio de todos para poder reerguer-se e poder sobreviver condignamente  

Um incêndio deflagou esta quarta-feira, 27, numa residência de uma viúva, Munícipe da Cidade da Praia, consumindo a pouca economia que tinha.

Natália, que falava ao OPAÍS.cv, conta que tudo aconteceu quando decidiu cozinhar à lenha, depois de ficar sem gás.

O seu marido faleceu há 8 meses. Por causa de falta de gás, ela decidiu cozinhar à lenha, num local aberto. “Infelizmente o vento estava forte e o pior aconteceu”, contou-nos.

Viúva, e com dois filhos mortos, e na casa dos 60 anos, Natália, diz-se sem forças para reerguer o que lhe mantinha ativa, já que perdeu muitas galinhas nesse incêndio. “Morreram mais de 10 galinhas queimadas. Eu tinha uma barraca cheia de palha para os meus animais, (cabra), tinha também outros bens que já não me recordo”, lamentou.

A vítima, entre lágrimas, disse-nos também que os seus animais era o seu sustento, “era a minha economia”. Segundo disse, criava-as para depois vender, assim como porcos que tinha, estes não foram prejudicados, entretanto, já não tem onde os colocar, assim como outras 5 galinhas que restaram e uma cabra, que também não tem mais palha para se alimentar.

Depois da morte do marido, Natália, moradora no Palmarejo, frente da Uni-CV, ficou sozinha em casa, a “labutar com a vida” para poder sobreviver.

Beneficiente da pensão social, a mesma diz que os 5.890$00 que recebe, não chega para as despesas, como água, energia, alimentação e saúde, já que a mesma sofre de uma doença crónica.

A casa onde reside, encontra-se degradada, com os tetos a cair. Natália pede, entretanto, ajuda de todos para poder reerguer-se, sustentando que “o pouco que for será bem-vindo”.

Portugal atinge novo máximo de mortes em 24 horas

Desde o início da pandemia, morreram 11.305 pessoas no País

Depois de ter contabilizado, na passada quarta-feira, 20 de janeiro, 14.647 casos de infeção por SARS-CoV-2, Portugal regista hoje mais 15.073 infetados e 293 vítimas mortais. O número de mortes atingiu um novo máximo em 24 horas, depois de ontem terem falecido 291 pessoas com o novo coronavírus.

Quanto aos novos casos, este é o segundo pior dia da pandemia em Portugal: no passado sábado,23 de janeiro, houve um recorde de 15.333 infetados.

O número de doentes internados nos hospitais Portugueses continua a ser galopante: há mais 131 pessoas a precisar de cuidados médicos, 6.603 no total e mais 18 em cuidados intensivos, 783 no total. Num dia há mais 5.512 casos ativos, sendo que há 172 893 pessoas neste momento com o vírus da SARS-CoV-2.

Médico suspeito de matar doentes com Covid-19 para libertar camas em UCI

Caso aconteceu em Itália, em março do ano passado. Profissional de saúde só foi detido agora

Um médico Italiano, de 47 anos, foi detido na madrugada de terça-feira, 26, por suspeitas de ter assassinado dois pacientes com Covid-19, com doses letais de um anestésico, para libertar camas da Unidade de Cuidados Intensivos, UCI, do Hospital de Montichiari, onde trabalhava como coordenador de urgência e emergência.

De acordo com o jornal Italiano Corriere de La Sera, o caso aconteceu na Lombardia, em março de 2020, quando Itália era considerada o epicentro da Covid-19 na Europa.

Passados alguns meses, perante a suspeita de algumas mortes terem sido provocadas conscientemente, durante o caos da pandemia, as autoridades começaram a investigar e chegaram a Carlo Mosca.

Depois de analisar o histórico médico de vários pacientes constatou-se que alguns tinham sofrido uma súbita deterioração da saúde, difícil de explicar, três corpos foram exumados para autópsias e investigações toxicológicas. Posteriormente, chegou-se à conclusão que os tecidos e órgãos de dois deles tinham presença excessiva de anestésico e relaxante muscular, utilizado em doses específicas, para entubar os doentes e que este medicamento não constava do prontuário médico dos mesmos.

Durante as investigações, as autoridades descobriram ainda mensagens de WhatsApp entre duas enfermeiras que estavam a cargo de Carlos Mosca e que denunciaram o profissional de saúde. “Não vou matar doentes só porque o médico quer liberta UCIs”, escreveu uma enfermeira. “Concordo contigo. É uma loucura”, respondeu a colega.

Carlo Mosca é assim suspeito de matar intencionalmente Natale Bassi, de 61 anos, e Angelo Paletti, de 80 e ainda de tentar intimidar a sua equipa para estes não denunciarem o caso.

O médico já foi suspenso e aguarda agora julgamento, em prisão domiciliária, por homicídio voluntário.

Cabo Verde vai investir 8,2 Milhões de Euros para levar turismo às aldeias rurais

Enquadrado num programa de valorização turística e ambiental das aldeias rurais, o projeto tem duração de cinco anos, visando diversificar a oferta turística, além do habitual “sol e praia”

Cabo Verde vai investir 8,2 milhões de Euros para levar o turismo às aldeias rurais, de acordo com o programa de valorização turísticas e ambiental das aldeias rurais aprovado por Resolução do Conselho de Ministros.

Nessa Resolução, reproduzida pela Agência Lusa, o Governo admitiu que a pandemia de Covid-19 provocou “praticamente a paralisação” do turismo em 2020 no País, condicionando a estratégia nacional, que apontava à meta de um milhão de turistas anuais.

Entretanto, com a descoberta das vacinas, prevê-se o recuo da pandemia em 2021 e a recuperação da normalidade, retomando-se o crescimento da economia, mormente no que tange ao turismo. Nesta perspetiva, acrescenta o Executivo, torna-se “muito pertinente” acelerar a diversificação dos segmentos turísticos (…), criando mais oportunidades no meio rural.

De sublinhar que o turismo garante 25% do PIB, com um recorde de quase 820.000 turistas em 2019.

Nessa Resolução, é realçada a necessidade de “integrar melhor” a conservação da biodiversidade no turismo, para “atender” às vulnerabilidades dos ecossistemas existentes e, ao mesmo tempo, “assegurar” a beneficiação ambiental das zonas rurais, tornando-as “mais qualificadas e atrativas” para a atividade do turismo, e é nesse contexto que o Governo optou pela implementação do referido programa, visando maior rendimento para as famílias, maior resiliência das comunidades e um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.

O programa, de sublinhar, será implementado em aldeias rurais das Ilhas de Santo Antão, São Nicolau, Maio, Santiago, Fogo e Brava, com “caraterísticas privilegiadas” em termos de valores naturais, como biodiversidade ou paisagens, socioculturais ou históricos, tendo a meta final de “diversificação da oferta turística, a melhoria do saneamento básico e o aumento do rendimento e da qualidade de vida da população no meio rural”.

Cerca de 900 sobreviventes do Holocausto morreram com Covid-19

As vítimas da Covid-19 representam 5% dos 17.000 sobreviventes do Holocausto que morreram no ano passado em Israel

Cerca de 900 sobreviventes do Holocausto morreram no ano passado com Covid-19 em Israel, divulgou o departamento central de estatística a propósito do Dia Internacional em Memória das Vítimas que se assinala hoje.

Em Israel vivem 179.600 sobreviventes do Holocausto, todos com mais de 75 anos, grupo que registou 5.300 casos do novo coronavírus em 2020.

As vítimas da Covid-19 representam 5% dos 17.000 sobreviventes do Holocausto que morreram no ano passado em Israel, segundo uma organização que os representa.

Para assinalar o dia, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) vai pedir hoje aos Governos de todo o mundo que se mobilizem em iniciativas para combater o negacionismo e o antissemitismo.

O apelo será feito numa cerimónia organizada pela ONU em parceria com a Associação Internacional de Recordação do Holocausto que contará com a participação do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

Segundo um comunicado da UNESCO, esta agência da ONU, o Congresso Judaico Mundial e a rede social Facebook têm colaborado para garantir que não se espalhada pelas redes sociais a negação, distorção e desinformação sobre o genocídio de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

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É preciso recordar o Holocausto porque “pode acontecer outra vez”

É preciso recordar o Holocausto porque “pode acontecer outra vez”

Papa Francisco fez essa declaração no final da audiência geral, na biblioteca do Palácio Apostólico, realizada com transmissão online e sem fieis devido à pandemia

O Papa Francisco assinalou hoje o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, alertando para o risco de voltar a acontecer. “Tenham atenção, vejam como começou esta estrada de morte, de extermínio, de brutalidade”, disse Francisco, no final da audiência geral, na biblioteca do Palácio Apostólico, realizada com transmissão online e sem fieis devido à pandemia.

O líder da Igreja Católica adicionou que lembrar é uma expressão de humanidade e um sinal de civilização. “Lembrar é condição para um futuro melhor de Paz e fraternidade. Lembrar é necessário porque essas coisas podem acontecer novamente”, afirmou, alertando para a necessidade de se ter cuidado face às propostas ideológicas que ameaçam a humanidade.

Por outro lado, o Papa Francisco dedicou também a sua catequese de hoje à Bíblia e pediu que a sua leitura “fosse acompanhada de oração” porque “não pode ser lida como um romance”.

“Fico um pouco incomodado quando ouço cristão recitando versículos da Bíblia como papagaios. Mas você já encontrou o Senhor com esse versículo? Não é apenas uma questão de memória, mas de coração”, acrescentou.

Em 27 de janeiro de 1945, tropas Soviéticas descobriram o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, o maior da Europa ocupada pela Alemanha nazi e onde foram mortos cerca de 1,1 milhões de pessoas, dos quais perto de um milhão de Medir.

A Diplomacia Cabo-verdiana “é credível e respeitada”

Posição foi defendida, esta manhã, no Parlamento, pelo Primeiro-Ministro. Ulisses Correia e Silva advertiu que a política externa “não é uma soma” de processos ou de procedimentos

Na abertura do debate sobre Política Externa de Cabo Verde, que acontece esta quarta-feira, 27, na Assembleia Nacional, o Chefe do Governo observou que a diplomacia Cabo-verdiana “é credível e respeitada”, e assegurou que tanto o Governo como o MpD, Partido que suporta a governação “são pessoas de bem” e que como tal “guiam-se” por princípios e valores plasmados na Constituição da República de 1992.

Ulisses Correia e Silva advertiu que a política externa “não é uma soma” de processos ou de procedimentos, mesmo que pontualmente alguns sejam “criticáveis”.

A política externa do País “é consistente e assente em princípios e opções claras” que constam do Programa do Governo, sufragado nas urnas, nas eleições Legislativas de 2016.
O PM observou, no entanto, que a continuidade institucional não quer dizer necessariamente continuidade de políticas do governo anterior. “Caso fosse assim, não haveria alternâncias”, disse.

Com um novo Governo, uma “nova abordagem exige uma política externa diferente, que se liberte de amarras ideológicas e faça Cabo Verde se afirmar no mundo pelas suas 3 especificidades históricas, culturais, insulares, sem qualquer tipo de complexos existenciais” disse o PM, observando que o Arquipélago é um País “respeitado” no mundo pela sua “credibilidade externa” assente no estado de direito democrático, estabilidade, Paz social e segurança, boa governação e resiliência. “São estes ativos que distinguem Cabo Verde no concerto das Nações.

São estes ativos que colocam Cabo Verde como o País mais livre da África, a 3.ª democracia em África, o segundo País com melhor boa governação em África e a terceira posição no ranking de percepção de corrupção em África. É uma construção consistente de décadas, fortemente estruturada e entranhada na vida social dos Cabo-verdianos, mas que deve ser protegida, cuidada e aprimorada”, enfatizou, para de seguida considerar que “toda tentativa” de manchar a credibilidade de Cabo Verde “é um mau serviço” ao País e aos Cabo-verdianos. “É anti-patriótico”, ajuntou, para de seguida observar que “essa tentativa é visível no comportamento da Oposição”, atingindo mesmo “o ponto alto no esforço titânico” de ligar o seu Governo à extrema-direita. “Esta tentativa de ligação do Governo e do MpD à extrema-direita e a financiamentos obscuros, para além de ridícula, é de uma grande irresponsabilidade”, acusou o PM.

UCS diz ser necessário “separar e distinguir” entre o desejo de manchar a reputação do Governo e a realidade e as evidências, e argumenta que a verdade é que a diplomacia nacional “é credível e respeitada”.

Abordagem win-win

Durante a sua comunicação, o PM observou que a nova abordagem da diplomacia Cabo-verdiana exige uma política externa “ajustada” à nova era de relações win-win e num mundo que já não é o do movimento dos não alinhados.

“É assim” no novo quadro UE/África, pós Cotounu, nas relações com a China orientadas pelo FOCAC, com o Japão orientadas pelo TICAD, mas também com os EUA e outros multilaterais e bilaterais. “É assim também” que a África está a posicionar-se através das iniciativas de Livre-Comércio Continental Africano e do Mercado Único de Transportes Aéreos Africanos, para “ganhos mútuos” entre os países Africanos e inserção mais vantajosa na economia mundial. “Isto quer dizer que não é viável pensar apenas em receber ajudas e ao mesmo tempo praticar o xenofobismo económico”, sublinhou, para de seguida assegurar que as relações “são baseadas” na cooperação e parceria para o desenvolvimento, mas também no comércio, no investimento e na segurança cooperativa.

“É com este enquadramento que relacionamos com os nossos parceiros de desenvolvimento e com os investidores. É neste enquadramento que estamos a elevar a parceria especial com a UE para parceria estratégica com foco nas relações económicas, na mobilidade, na segurança e estabilidade e no desenvolvimento sustentável”, vincou.

Na ocasião, o PM anunciou que um novo quadro financeiro para o horizonte 2021-2027, com as alocações financeiras e áreas temáticas “está a ser ultimado”, e que a parceria para a mobilidade “vai ser melhorada” com o Acordo de Simplificação das Regras de Facilitação de Vistos proposto pela Comissão Europeia ao Conselho Europeu, aguardando a deliberação deste.

O Plano de Ação para a Segurança e a Estabilidade e a sua execução são reconhecidos positivamente pela UE. “Refletem o engajamento e o compromisso” de Cabo Verde na luta contra o tráfico de droga e contra a pesca ilegal. “Refletem também” a tomada de medidas para a cibersegurança e o alinhamento de Cabo Verde com as melhores práticas a nível internacional em matéria de transparência fiscal.

A cooperação e parceria para o desenvolvimento “têm sido reforçadas” com o Sistema das Nações Unidas, Portugal, Luxemburgo, China, EUA, Brasil e outros parceiros bilaterais, em crescendo e engajados com o PEDS e com a Agenda 2030 de Cabo Verde. “A aposta na integração regional tem sido forte a nível do reforço da participação em todas as instâncias da CEDEAO e da União Africana”, reforçou, lembrando que pela primeira vez Cabo Verde tem um Embaixador em São Tomé e Príncipe e “brevemente” terá Embaixadores na Guiné-Bissau, na Nigéria, junto da CEDEAO e junto da União Africana. “Isto é o resultado de uma diplomacia que foi para além de declaração de intenções e concretiza”, precisou, assegurando que depois de “vários anos de tentativas”, foi o seu Governo que concretizou a isenção de vistos com Angola.

Novíssimas confusões de JMN: um “up-grade” formidável!

Tenho dito e explicado que o PAICV continua a ser um partido altamente perigoso e revolucionário, inimigo das liberdades fundamentais e, claro está, das conquistas civilizacionais trazidas pela II República.

O PAICV traz o veneno da utopia marxista na sua essência, tentando, depois, através de métodos gramscianos, estender esse manto tenebroso sobre toda a sociedade cabo-verdiana. Conspurca tudo.

A mui recente entrevista do dr. José Maria Neves a um semanário da praça é mais uma prova, no meio de tantas outras, da natureza perversa desse partido e dessa gente.

O sorriso é, por vezes, mefistélico, mas a alma é podre e radicalmente totalitária.

É realmente perturbador ouvir um homem que já foi Primeiro-Ministro deste país a dizer, publicamente, que o Partido Único (1975-1990), esse monstrengo inventado pelo bolchevique Lenine, “…não era, na sua essência, um partido ditatorial” (sic).

Porca miséria, diria Marx.

Isso revela, de uma vez por todas, que o sr. José Maria Neves não tem um pingo de compromisso com a II República e com o Estado de direito democrático.

É apenas um tosco propagandista que, apesar de algum verniz circunstancial, não se libertou dos mitos da ditadura e dos símbolos que absorveu, tant bien que mal, nos tempos da JAAC-CV. Mais nada.

José Maria mente descaradamente. Parece uma doença.

Afirma, no meio de tantos absurdos, que o PAICV “não era um partido marxista-leninista”. É redondamente falso.

Para começar, o modelo de Partido Único é uma criação de Lenine.

Isso mostra, à saciedade, que o nosso “estadista” não sabe realmente o que diz.

Karl Marx deixou mais ou menos pronta a “filosofia” comunista, mas quem se encarregará, historicamente, de a implementar são os revolucionários russos, através dos métodos brutais bem retratados nesse filme inesquecível intitulado Doutor Jivago, inspirado no romance de Boris Pasternak.

José Neves alega também que o Partido Único trouxe a “decência” na governação e, pasmem-se!, a “liberdade” (com e, já que ele, consabidamente, só consegue dizer “leberdade”…).

A liberdade, acrescenta o nosso pequeno génio, enquanto “não subjugação”!!!

A pantomima é extraordinária.

As “organizações de massa” atreladas ao Partido recebiam directamente do Orçamento do Estado e não havia nenhum tipo de prestação de contas.

E havia um artigo 4.º na Constituição de 1980 que conferia, à boa maneira soviética, poderes absolutos ao PAIGC-CV, consagrado, formalmente, como “a força dirigente da sociedade e do Estado”.

Espelho meu, espelho meu, haverá regime político mais decente no mundo?!

Um regime que aplicava, regularmente, choques eléctricos como método de obtenção de “prova” tem alguma coisa a ver com a LIBERDADE?

Só na cabeça do dr. Neves.

Os juízes, no tempo da ditadura do PAICVeram nomeados directamente pelo Ministro da Justiça. É uma vergonha incomparável.

São estes os preciosos “valores de esquerda” referidos na lengalenga nevesiana.

Seria fastidioso estar aqui a recomendar dezenas de livros (acerca do comunismo e da sua natureza intrinsecamente totalitária) ao propagandista-mor JMN.

Basta, todavia, indicar-lhe um único livro: O Livro Negro do Comunismo, editado, em 1997, por Stéphane Courtois e outros autores.

Trata-se, aliás, de um livro de leitura obrigatória, que explica, com meridiana clareza, o mecanismo perverso de funcionamento da utopia marxista e as consequências que essa coisa demoníaca trouxe ao planeta Terra, cifrando-se em mais de 100 milhões de mortos durante o século XX, em tempos de paz.

Ditadura, miséria, genocídio e opressão, eis o resultado dessa terrível experimentação.

É uma maldade indescritível, descomunal, que começa, todavia, pela propagação de pequenas mentiras e pela suave falsificação das palavras.

A corrupção da linguagem é o sinal, antes de tudo, de uma vasta doença espiritual, e isso já tinha sido bem explicado pelo psicólogo Viktor Frankl, o célebre fundador da “logoterapia”.

É por isso que devemos ter muito cuidado com os pequenos demagogos, os sofistas de esquina e, enfim, os esbirros da ditadura, os quais, orwellianamente, tomam o totalitarismo como sinónimo de liberdade.

Sistema Hidroagrícola da Ribeira de Tabugal inaugurado amanhã

Evento reúne o PM e a Presidente da Autarquia de Assomada, no mesmo dia que Ulisses Correia e Silva vai manter um encontro com hiacistas de Santa Catarina

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, é esperado amanhã, quinta-feira, 28, no Município de Santa Catarina de Santiago, onde inaugura, o Sistema Hidroagrícola da Ribeira de Tabugal.

Segundo informa a própria Edilidade, esta é uma “velha aspiração” da população daquela zona que, por via da construção da Barragem de Saquinho, ficou sem acesso a água para rega.

A inauguração está prevista para as 10 horas, sendo o PM acompanhado da Ministra das Infraestruturas, Eunice Silva, e da Presidente Jassira Monteiro.

Na oportunidade, a delegação do PM efetua visitas às obras da estrada Chã de Tanque-Palha Carga-Entre-Entre Picos de Reda-Lagoa, da estrada Cruz de Picos-Boa Entradinha-Chã Formoso-Gil, bem assim, da estrada Tomba Touro-Charco-Achada Leite-Ribeira da Barca.

No período da tarde, o Chefe do Governo tem programado, para as 16 horas, um encontro com hiacistas de Santa Catarina, numa oportunidade para um diálogo olhos nos olhos sobre os problemas que afetam a classe. É seguro que UCS vá partilhar com essa classe um conjunto de medidas de política que o Executivo tem em curso, no quadro do Orçamento de Estado para 2021.