Partido que suporta o Governo diz que “é redondamente falso” que os armadores nacionais foram administrativamente afastados e nos transportes aéreos a privatização da TACV e o surgimento da Cabo Verde Airlines foi um “grande sucesso”
O MpD reiterou esta sexta-feira, 23, que 49% do capital social da companhia Cabo Verde Interilhas, CVII, que opera os serviços de transporte marítimo, é detido pela “maioria” dos armadores nacionais e lembrou que mais de dez armadores aderiram ao novo projeto marítimo, que já está a operar viagens entre as ilhas, desde o passado dia 15.
“É redondamente falso que os armadores nacionais foram administrativamente afastados” da CVII. “Continuar a insistir nesta falsidade é pura má fé”, refere o Partido, em comunicado emitido ao início da noite de ontem.
O Partido que suporta o Governo da república, reafirmou que a nova Companhia, tal como planeado, “vai, sim, entrar com cinco navios” nas operações entre as ilhas, e que a substituição dos navios “far-se-á de forma faseada”.
Já em outubro, indica o MpD, um primeiro “barco novo” estará a operar nas rotas nacionais.
“Vamos continuar a reformar sem medo”, reitera o MpD.
Transportes aéreos
A privatização da TACV e o surgimento da Cabo Verde Airlines foi um “grande sucesso”, pontua a nota do Secretariado Geral do MpD, observando que já se começa a sentir “efeitos positivos” na economia nacional da medida do Governo do MpD, nomeadamente, novas oportunidades de emprego qualificado, inclusive para pilotos que estavam em casa sem voar durante períodos extensos e para pessoal de cabine. “Começa também a ficar mais evidente que é possível fazer de Cabo Verde um verdadeiro Hub de transportes aéreos. Com muito trabalho, certamente”, refere o mesmo documento.
“É falso dizer que a Cabo Verde Airlines não estará interessada em gerar lucros. Só quem não entende absolutamente nada dos objetivos das empresas privadas pode proferir uma afirmação com este conteúdo. Ou é ignorância ou é má fé. Gerar lucro é sempre um objetivo fundamental das empresas privadas”, sustenta, recordando que o próprio PCA da CVA, numa entrevista a um jornal, em março, afirmara, claramente, esperar ter lucro em dois anos.
O MpD cataloga como “falso” que não houve investimentos da parte do parceiro estratégico. “Este investiu no aumento do capital social da empresa e garantiu, também, o financiamento de 22 milhões de euros que a empresa precisa para desenvolver o plano de negócios”, esclareceu, lembrando que o Estado enquanto for acionista “tem de assumir as suas responsabilidades” na percentagem da sua participação no capital social da empresa. Entretanto, notou que o Estado deve sair do capital social da CVA ainda este ano.

