PAICV destaca setor primário no arranque da campanha em Santiago Norte

O cabeça de lista afirmou que a candidatura pretende dar maior atenção ao setor primário

O PAICV iniciou a campanha eleitoral em Santiago Norte com foco nas áreas da agricultura e pesca, apontadas pelo partido como setores prioritários para o desenvolvimento da região.

O cabeça de lista pelo círculo eleitoral, João Brito, afirmou que a candidatura pretende dar maior atenção ao setor primário, defendendo investimentos que possam impulsionar o emprego e a economia local.

Durante as primeiras ações de campanha, o candidato destacou o acolhimento recebido nos diferentes concelhos de Santiago Norte, considerando que existe uma expectativa de mudança por parte da população.

João Brito sustentou ainda que o partido quer apresentar propostas voltadas para o desenvolvimento inclusivo da região, com medidas direcionadas especialmente para os jovens e para o fortalecimento das atividades ligadas à agricultura e pesca.

O candidato reforçou que a campanha do PAICV em Santiago Norte será centrada no contacto com as comunidades e na apresentação de soluções para os principais desafios económicos e sociais da região.

 

UCID inicia campanha em Santiago Norte com foco na proximidade e equilíbrio político

Partido destacou que a candidatura pretende centrar a campanha no debate de propostas e no contacto direto com a população, sob o lema “Mais equilíbrio, melhor governação”

A UCID arrancou hoje a campanha eleitoral em Santiago Norte, defendendo uma maior proximidade com os eleitores e um parlamento mais equilibrado após as legislativas de 17 de maio.

A cabeça de lista pelo círculo eleitoral, Adelgisa Monteiro, afirmou que a candidatura pretende centrar a campanha no debate de propostas e no contacto direto com a população, sob o lema “Mais equilíbrio, melhor governação”.

As primeiras atividades decorreram na Cidade de Assomada, com ações de organização interna e distribuição de materiais de campanha envolvendo representantes dos municípios de Santiago Norte.

No plano das propostas, a candidata destacou medidas ligadas ao emprego jovem, educação, saúde, transportes e dinamização da economia, além de iniciativas voltadas para a Diáspora e para o reforço da descentralização.

Adelgisa Monteiro defendeu ainda uma campanha marcada pelo civismo e respeito entre as forças políticas, garantindo que a UCID irá privilegiar ações de proximidade junto dos cidadãos ao longo do processo eleitoral.

MpD aposta no contacto direto com eleitores no arranque da campanha em Santiago Norte

O porta-voz da lista pelo círculo eleitoral afirmou que a campanha será conduzida com base no diálogo, respeito e debate de ideias, através de equipas distribuídas pelos diferentes municípios da região

O MpD iniciou hoje a campanha eleitoral em Santiago Norte com ações de proximidade junto das populações e foco na apresentação das propostas do partido para as legislativas de 17 de maio.

O porta-voz da lista pelo círculo eleitoral, Angelino Coelho, afirmou que a campanha será conduzida com base no diálogo, respeito e debate de ideias, através de equipas distribuídas pelos diferentes municípios da região.

As primeiras atividades decorreram nas localidades de Nhagar e Achada Lém, no âmbito das ações de mobilização e contacto direto com os eleitores.

Durante a intervenção, o responsável destacou que o partido pretende abordar temas ligados à economia, saúde, educação e transportes, considerando que estas eleições representam um momento importante para o futuro do País.

Angelino Coelho sublinhou ainda os desafios enfrentados por Santiago Norte, especialmente nas áreas da agricultura e pesca, defendendo uma campanha próxima das comunidades e centrada na confiança no processo democrático.

PM garante que Cabo Verde continua a ser “um País de liberdade de imprensa”

Cabo Verde caiu da 30.ª para a 40.ª posição no índice de liberdade de imprensa de 2026, divulgado esta quinta-feira pela RSF

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou hoje que Cabo Verde continua a dispor de condições legais e institucionais que garantem a liberdade de imprensa, reagindo à descida do País no ranking mundial dos Repórteres Sem Fronteiras.

Cabo Verde caiu da 30.ª para a 40.ª posição no índice de liberdade de imprensa de 2026, divulgado esta quinta-feira pela RSF.

Em declarações aos jornalistas, na Ilha do Fogo, o Chefe do Governo considerou que não se deve “dar festa” quando o País sobe nos rankings nem “ficar triste ou deprimido” quando desce.

Ulisses Correia e Silva contestou ainda algumas observações do relatório, sobretudo no que diz respeito à nomeação dos responsáveis da Radiotelevisão Cabo-verdiana, afirmando que atualmente os cargos são preenchidos através de concurso público.

O Primeiro-Ministro rejeitou também a existência de pressões sobre jornalistas no exercício da profissão, defendendo que Cabo Verde continua a ser “um País de liberdade de imprensa”.

Apesar da descida no ranking, a RSF reconhece que o ambiente de trabalho para jornalistas em Cabo Verde permanece favorável e que a liberdade de imprensa é garantida pela Constituição.

Habitação, transportes e equilíbrio político marcam arranque da campanha dos Presidentes dos Partidos

A campanha eleitoral para as legislativas de 17 de maio arrancou com os líderes partidários a apresentarem prioridades distintas, num primeiro dia marcado por propostas nas áreas da habitação, transportes, saúde e governação, enquanto intensificam o contacto direto com os eleitores

Pelo PP, Amândio Barbosa Vicente destacou a habitação como prioridade central, criticando o papel de empresas privadas no setor. O Partido defende a disponibilização de terrenos a preços acessíveis pelas Autarquias, complementada com regimes de aforamento e crédito jovem. A campanha decorre sob o lema “o voto da diferença”.

Na UCID, o líder João Santos Luís centra a sua ação na Ilha do Fogo, onde pretende eleger um Deputado e assumir-se como “porta-voz do povo” no Parlamento. A UCID aposta no lema “mais equilíbrio e melhor governação”, promovendo ações de proximidade junto das comunidades.

Pelo MpD, Ulisses Correia e Silva destacou medidas para a mobilidade e saúde, nomeadamente a criação de uma ligação marítima dedicada entre Brava e Fogo, prevista para breve, e o arranque iminente das obras da nova Delegacia de Saúde na Brava. O líder democrata sublinhou ainda a importância de reforçar a dinâmica económica do Fogo e participou na apresentação da nova rota aérea da TACV para os EUA.

Por sua vez, o PAICV, através do seu Presidente Francisco Carvalho, colocou os transportes no centro do discurso, prometendo ligações diárias marítimas e aéreas entre todas as Ilhas. Na educação, defende o acesso gratuito ao ensino superior público e bolsas para o privado, enquanto na saúde propõe gratuitidade generalizada.

Já o PTS, liderado por Jónica Brito, iniciou a campanha em São Vicente, com atividades nos bairros de Vila Nova e Lombo Tanque. O arranque foi também marcado por uma homenagem a Onésimo Silveira, fundador do Partido, reforçando a ambição de representar a Ilha na Assembleia Nacional.

Neste arranque, os diferentes Partidos evidenciam propostas diversificadas e estratégias de proximidade, num contexto de mobilização crescente rumo às eleições.

UCID abre campanha no Sal com apelo à sobriedade e foco no debate político

O cabeça de lista Aldirley Gomes destacou que a UCID irá focar a sua mensagem na defesa da democracia

A UCID iniciou hoje a sua campanha eleitoral no círculo do Sal para as legislativas de 17 de maio, com um apelo a uma disputa centrada em propostas e debate de ideias.

O cabeça de lista, Aldirley Gomes, defendeu que o atual momento político pode representar uma “grande transformação” para o País, destacando a necessidade de maior responsabilidade no processo eleitoral.

Na abertura das atividades, o candidato sublinhou que a UCID pretende conduzir uma campanha marcada pela sobriedade e pelo reforço da confiança dos cidadãos na política, evitando práticas que, segundo afirmou, desviem a atenção do debate central.

Aldirley Gomes alertou ainda para o que considera ser um afastamento dos eleitores da vida política, defendendo a valorização da participação cidadã e o combate à abstenção.

O candidato garantiu que a UCID irá focar a sua mensagem na defesa da democracia e na apresentação de propostas orientadas para mudanças estruturais no País.

 

MpD abre campanha no Sal com discurso de continuidade e aposta em indicadores económicos

O cabeça de lista destacou que a campanha do MpD será centrada no contacto direto com a população

O Movimento para a Democracia iniciou hoje a sua campanha eleitoral na Ilha do Sal, no âmbito das legislativas de 17 de maio.

O cabeça de lista pelo círculo eleitoral do Sal, Carlos Santos, assinalou o arranque da campanha destacando a confiança do partido no trabalho realizado nos últimos dois mandatos e na continuidade das políticas em curso.

Na ocasião, o candidato sublinhou que o crescimento económico registado no País tem impacto direto na Ilha do Sal, referindo que os resultados obtidos em áreas como o emprego e o investimento social demonstram, segundo disse, a eficácia da governação.

Carlos Santos apontou ainda intervenções realizadas no setor da habitação e em infraestruturas básicas, bem como investimentos em áreas como eletricidade, água e saúde, destacando o papel da Ilha no contexto nacional.

O candidato reforçou que a campanha do MpD será centrada no contacto direto com a população, com foco na divulgação dos resultados alcançados e na continuidade das políticas públicas em curso.

PAICV arranca campanha no Sal com abertura de sede e foco em propostas sociais

Partido destacou que a campanha será centrada na proximidade e na apresentação de propostas

O PAICV iniciou hoje a sua campanha eleitoral na Ilha do Sal com a abertura simbólica da sede, no âmbito das legislativas de 17 de maio.

O cabeça de lista pelo círculo eleitoral do Sal, Carlos Monteiro, apresentou o arranque como um momento de mobilização e reforço da ligação com a população local, enquadrando a iniciativa no início oficial da corrida eleitoral.

Na ocasião, o candidato destacou que a campanha será centrada na proximidade e na apresentação de propostas, sublinhando a importância de colocar os cidadãos no centro das políticas públicas.

Carlos Monteiro apontou ainda que a lista pretende responder a desafios sociais e económicos da Ilha, com especial atenção para questões como habitação, custo de vida e emprego, defendendo a necessidade de medidas para enfrentar estas dificuldades.

O candidato do PAICV garantiu que a campanha será orientada pelo debate de ideias e contacto direto com a população, evitando o confronto pessoal entre candidatos.

Francisco Carvalho mentiu ao País!

Ele regressou à Praia no dia do debate, terça-feira, dia 28 de Abril, por volta das 18 horas. Ele tinha tempo suficiente para ir ao debate marcado para as 21 horas. Isto destrói a justificação de que não podia participar no debate da televisão por razões de viagens pelas ilhas.

Toda a gente já sabia que Francisco Carvalho é um demagogo e populista. Agora ficou claro que é também um grande mentiroso: esteve na Praia no voo das 17h30 de terça-feira e teve tempo mais do que suficiente para participar no debate. Ainda assim, justificou a sua ausência com o argumento de que se encontrava em viagem pelas ilhas.

Francisco Carvalho é para esquecer! Destruiu o Paicv, destruiu a Praia Maria e agora quer destruir Cabo Verde.

O povo cabo-verdiano, todos os democratas do país, não vão permitir essa onda diabólica de destruição!

Vamos parar o Killer político em série!

Entre factos e narrativas: quando a realidade é negada

Pode-se discordar politicamente de Ulisses Correia e Silva.

Aliás, numa democracia saudável, o desacordo é não só legítimo — é necessário.

Mas há uma linha que não deve ser ultrapassada:

a que separa a crítica séria da negação sistemática da realidade.

Ao longo de cerca de uma década de governação, Cabo Verde conheceu transformações relevantes em vários domínios. Não se trata de afirmar que tudo foi perfeito — longe disso. Governar é uma atividade humana, sujeita a erros, decisões discutíveis e contextos adversos. Reconhecer isso é um sinal de maturidade democrática.

Mas também é um facto que o país registou progressos concretos.

A economia cresceu de forma consistente, com vários anos acima do seu potencial. O desemprego atingiu níveis historicamente baixos, ultrapassando largamente as metas inicialmente definidas. As finanças públicas revelaram maior autonomia, com uma parte significativa das despesas a ser financiada por recursos internos.

No plano social, houve reforço de políticas públicas, aumento de salários na função pública, expansão do acesso gratuito ao ensino até ao 12.º ano e aposta clara na formação profissional. Paralelamente, multiplicaram-se iniciativas empresariais, dinamizando a economia e diversificando oportunidades.

Também no combate à pobreza se registaram avanços, com reduções significativas tanto na pobreza extrema como na pobreza absoluta.

Importa ainda sublinhar a aposta estratégica em áreas estruturantes como as energias renováveis e a dessalinização da água, fundamentais para um país com limitações naturais como Cabo Verde.

A nível internacional, o país consolidou a sua imagem como um Estado estável, credível e bem governado, sendo reconhecido por instituições multilaterais e rankings independentes.

Perante este quadro, é legítimo perguntar:

onde estão os indicadores consistentes de degradação estrutural que sustentem o discurso da “catástrofe”?

A crítica política não pode assentar apenas em perceções ou construções narrativas. Deve apoiar-se em factos, em dados verificáveis, em análise séria.

Um dos argumentos mais recorrentes é o de que “o crescimento não chega às pessoas”. Trata-se de uma questão relevante, mas que exige rigor. Quando milhares de cidadãos beneficiam de políticas públicas, programas de formação, estágios, emprego e apoio ao empreendedorismo, torna-se difícil sustentar a ideia de um crescimento desligado da sociedade.

Por outro lado, é inegável que a própria sociedade cabo-verdiana mudou. As novas gerações não procuram apenas emprego — exigem oportunidades, autonomia e realização pessoal. Esse novo paradigma eleva naturalmente o nível de exigência sobre qualquer governação.

O problema surge quando a análise política deixa de ser crítica para se tornar negacionista.

Quando, independentemente dos resultados, se insiste numa narrativa única de fracasso, ignorando dados, indicadores e evidências, estamos perante uma escolha — não de opinião, mas de postura.

Uma democracia forte precisa de oposição.

Mas precisa, acima de tudo, de uma oposição credível, responsável e intelectualmente honesta.

Negar a realidade pode ser politicamente conveniente.

Mas nunca será um serviço ao país.