Última Hora. Navio Kriola retoma operações e realiza ligação Praia–Maio ainda hoje

Navio está operacional desde a ultima terça-feira, após concluir com sucesso todas as inspeções necessárias

O navio Kriola, operado pela CV Interilhas, voltou a navegar esta quarta-feira, após ter concluído com sucesso todas as inspeções obrigatórias na última terça-feira. A embarcação já se encontra em direção ao Porto da Praia e retomará as ligações com as Ilhas do Sotavento, nomeadamente, Santiago, Maio, Fogo e Brava.

Ainda hoje, o Kriola fará a rota Praia–Maio–Praia, com partida prevista para as 17 horas.

A partir de amanhã, quinta-feira, 10, a CV Interilhas retoma o modelo operacional habitual na região de Sotavento, com 3 ligações semanais entre os portos da Praia, Porto Inglês no Maio, Vale dos Cavaleiros no Fogo e Furna, na Brava, reforçando a previsibilidade e a continuidade dos serviços marítimos.

Confira abaixo a programação completa

Tribunal embarga obra na Quebra Canela e revela como CMP põe em risco milhões e centenas de empregos

Gestão danosa da Câmara Municipal da Praia leva a embargo que ameaça milhões em investimentos e centenas de empregos.

 

Ensino Superior em Cabo Verde: Entre a Demagogia e a Sustentabilidade

O debate sobre o ensino superior em Cabo Verde exige mais do que meros discursos populistas sobre a gratuidade universal no sistema público.

É necessário ter uma visão estratégica, garantir a sustentabilidade financeira e alcançar um equilíbrio entre o setor público e o privado.

O Plano Estratégico do Ensino Superior (2021-2030) já estabelece eixos claros para a modernização do setor, visando a sua transformação e alinhamento com padrões internacionais, o aumento da sua relevância para a economia e a promoção da interação com o setor produtivo.

No entanto, a imposição abrupta da gratuidade no ensino superior público (UNICV), sem considerar o seu impacto no ecossistema educacional, pode pôr em risco conquistas de décadas e agravar as desigualdades.

Falar da gratuidade do ensino superior generalizado na principal universidade pública (UNICV), sem considerar o impacto desta medida nos estabelecimentos de ensino não públicos, pressupõe, de forma automática, o desmantelamento completo da rede de universidades privadas criada em Cabo Verde.

Fruto do esforço e dedicação de muitos indivíduos, foram edificados projetos como o ISCEE, o Instituto de Ciências Jurídicas, a Uni-Mindelo, a Universidade Jean Piaget, a Universidade de Santiago, a Lusófona e a Única, que oferecem cursos altamente especializados em diversas áreas, como Direito, Contabilidade, Economia e Engenharia, em que haverá perda de qualidade caso se concentrem na própria UNICV – uma das consequências da medida.

A rede de universidades privadas não é um mero complemento do sistema, mas sim uma parte vital do desenvolvimento do país.

As consequências poderão ser ainda mais graves quando pensamos na perda de vários postos de trabalho que esta medida poderá provocar a curto e médio prazo.

Famílias e profissionais que dependem do bom desempenho dessas instituições para auferirem, no final do mês, um salário digno e justo serão diretamente afetados.

Com a migração em massa de estudantes para a UNICV, as instituições privadas perderão receitas e poderão encerrar, eliminando a concorrência e a diversidade académica.

O desemprego em cadeia afetará professores, funcionários e fornecedores, que perderão rendimentos, com consequências para as famílias que dependem desses salários.

Ao ouvir o promotor da proposta numa entrevista na TCV, fica evidente que ainda não fez bem os cálculos: diz que falta somente mobilizar mais 700 mil contos para garantir o funcionamento da UNICV e que o restante iria buscar na famosa rubrica “estudos e consultorias”.

Entretanto, esqueceu-se de que a maioria dos custos na UNICV são custos variáveis, que aumentam com a capacidade da instituição.

No pressuposto da UNICV gratuita, pressupõe-se mais alunos e, automaticamente, haverá aumento dos custos com consumíveis, honorários (porque será preciso contratar mais professores), energia elétrica, água e toda a estrutura administrativa da UNICV.

O ensino superior em Cabo Verde é algo sério e deve ser pensado de forma sustentável, criando um ambiente competitivo em torno dos recursos disponibilizados pelo Estado.

Não basta propor soluções mal concebidas, pouco elaboradas ou simplistas, que poderão pôr em causa a sobrevivência da rede de universidades privadas criada ao longo de quase três décadas em Cabo Verde.

Entretanto, o ensino superior em Cabo Verde enfrenta grandes desafios, e não basta propor o acesso gratuito à universidade pública.

Dentre esses desafios, o sistema de financiamento e sustentabilidade do ensino superior é, sem dúvida, o mais relevante, dado que muitas instituições privadas dependem das propinas dos alunos, o que limita os investimentos em infraestruturas, investigação e formação docente.

O sistema de financiamento deve ser pensado de forma a haver uma participação competitiva tanto do setor público quanto do privado, e não numa perspetiva de assegurar o setor público promovendo o desmantelamento do setor privado.

Ao refletir sobre o ensino superior em Cabo Verde, considero também a reduzida produção científica e a dificuldade em integrar redes internacionais de investigação, que exigem orçamento e recursos para esse efeito.

Refletindo mais, penso na concentração de instituições na Praia e no Mindelo, o que dificulta o acesso das pessoas que residem nas outras ilhas.

Quando se promete educação para todos, é necessário considerar as ilhas de Maio, Brava, Boa Vista e São Nicolau, que necessitam de medidas de discriminação positiva para garantir o acesso e a equidade, bem como a forma de o fazer de maneira sustentável.

EDEC alerta para riscos de deposição de lixo em infraestruturas elétricas

Empresa chama a atenção para o risco elevado de incêndio e outros perigos associados a esta situação

EDEC voltou a alertar para a deposição indevida de resíduos nas suas infraestruturas, prática que, segundo a empresa, representa sérios riscos para a segurança pública e compromete a operação dos serviços.

De acordo com a EDEC, a presença de lixo em áreas técnicas dificulta o acesso das equipas às instalações, impedindo intervenções urgentes e necessárias.

A empresa chama a atenção para o risco elevado de incêndio e outros perigos associados a esta situação.

A EDEC apela às instituições competentes e à comunidade em geral para que redobrem a atenção e colaborem na resolução do problema, sublinhando que “a segurança de todos depende do cuidado de cada um”.

A empresa reafirma o seu compromisso com a segurança operacional e pede o engajamento de todos para evitar práticas que coloquem em risco a integridade das instalações e a continuidade do fornecimento de energia.

UE financia reforço das Forças Armadas de Cabo Verde com 12 milhões de Euros

Iniciativa visa reforçar a capacidade militar do País, com destaque para a proteção da soberania marítima e o fortalecimento da segurança regional

A União Europeia aprovou esta terça-feira uma medida de assistência às Forças Armadas de Cabo Verde, no valor de 12 milhões de Euros, para um período de dois anos.

A iniciativa visa reforçar a capacidade militar do país, com destaque para a proteção da soberania marítima e o fortalecimento da segurança regional.

O apoio é concedido ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz e inclui a entrega de um navio de patrulha oceânica, equipamentos para vigilância e patrulhamento, bem como atividades de formação.

Segundo o Conselho da UE, a medida também irá reforçar a cooperação entre Cabo Verde e as marinhas dos Estados-Membros da União, no quadro da Presença Marítima Coordenada.

O Mecanismo Europeu de Apoio à Paz foi criado em 2021 e destina-se a financiar ações de política externa e de segurança comum para a prevenção de conflitos e promoção da paz e estabilidade internacionais.

MpD destaca avanços na saúde e garante que Hospital Nacional “vai ser uma realidade”

Grupo Parlamentar do Partido destacou os “avanços notáveis” no setor, como a certificação do País como livre de paludismo, a redução da mortalidade materno-infantil e a cobertura universal de cuidados de saúde, que já atinge mais de 90% da população

O Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia afirmou esta terça-feira, 8,  que a saúde em Cabo Verde “está a avançar e de boa saúde”, apontando os resultados alcançados pelas políticas implementadas pelo Governo.

Em declarações à imprensa de balanço das jornadas no quadro da preparação para a primeira sessão plenária de julho, que decorrerá nos dias 9, 10 e 11, o Deputado José Eduardo Moreno, eleito por Santiago Norte, destacou os “avanços notáveis” no setor, como a certificação do País como livre de paludismo, a redução da mortalidade materno-infantil e a cobertura universal de cuidados de saúde, que já atinge mais de 90% da população.

O Parlamentar realçou ainda os investimentos em infraestruturas, incluindo novos centros de saúde, aquisição de equipamentos modernos, fábricas de oxigénio e incineradores hospitalares.

Sublinhou também a valorização dos profissionais com o novo Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR), com aumentos salariais, subsídios de risco e isenção de taxa moderadora em vários serviços.

O Deputado garantiu que o projeto do Hospital Nacional está em curso e será uma realidade, explicando que o modelo de parceria público-privada exige trâmites mais complexos.

José Eduardo Moreno reiterou que a prioridade do Governo é consolidar o sistema nacional de saúde e promover um pacto de regime que garanta um sistema “mais forte, inclusivo e resiliente para todos os Cabo-verdianos”.

Avaria em cabo subterrâneo causa corte de energia em Tarrafal de Santiago

EDEC assegura que o fornecimento já foi restabelecido na maior parte das localidades, permanecendo ainda algumas áreas pontuais sem energia

A EDEC informou que uma avaria num cabo subterrâneo de média tensão provocou, na segunda-feira, 7, uma interrupção no fornecimento de energia elétrica no Município do Tarrafal, na Ilha de Santiago.

Segundo a empresa, o incidente ocorreu no centro da Cidade e afetou várias zonas do Município.

A EDEC assegura, no entanto, que o fornecimento já foi restabelecido na maior parte das localidades, permanecendo ainda algumas áreas pontuais sem energia.

As equipas técnicas estão no terreno a trabalhar na resolução do problema com a maior brevidade possível.

A empresa agradeceu a compreensão da população e reafirmou o seu compromisso com a segurança e a continuidade do serviço de distribuição de energia.

Luxemburgo tem sido parceiro essencial no desenvolvimento de Santo Antão

Afirmação é do Presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, que destacou que décadas de uma cooperação “sólida e fraterna” com Luxemburgo tiveram um impacto profundo no desenvolvimento da Ilha

O Presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão afirmou que a visita do Grão-Duque do Luxemburgo à Ilha representa uma celebração de uma aliança transformadora e duradoura.

Armindo da Luz sublinhou que décadas de cooperação “sólida e fraterna” foram “profundamente impactantes” no desenvolvimento da Ilha.

Em comunicado, o Presidente da Câmara Municipal de Ribeira Grande destacou os impactos profundos da cooperação Luxemburguesa ao longo de décadas, com ações decisivas como a eletrificação de zonas rurais, a construção do Hospital Regional João Morais, o apoio a internatos estudantis e o reforço do sistema de abastecimento de água potável.

Armindo da Luz salientou ainda os investimentos recentes na gestão dos recursos hídricos através da empresa intermunicipal Águas de Santo Antão, realçando que cada iniciativa tem gerado oportunidades concretas e melhorias reais na qualidade de vida das populações.

“A visita do Grão-Duque é vista como um tributo a uma relação marcada pelo respeito mútuo, solidariedade e valores universais como a justiça social e o direito ao desenvolvimento”, afirmou líder autárquico que expressou ainda profunda gratidão a todos os que têm contribuído para o fortalecimento desta “parceria exemplar”.

O Grão-Duque de Luxemburgo está de visita à ilha de Santo Antão, no âmbito da sua deslocação oficial a Cabo Verde para participar nas celebrações dos 50 anos da independência, acompanhado por uma importante delegação do seu País.

Primeiro-Ministro recebe delegação do Estado de Rhode Island

Durante a reunião, foram discutidas parcerias nas áreas da economia azul, mobilidade universitária e preservação da memória histórica da Diáspora Cabo-verdiana nos EUA

O Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva recebeu esta segunda-feira, 7, uma delegação do Estado Norte-americano de Rhode Island, que se encontra em Cabo Verde no âmbito das celebrações do 50.º Aniversário da Independência.

O encontro teve como foco o reforço das relações entre Cabo Verde e a sua Diáspora nos Estados Unidos.

A comitiva incluiu figuras de destaque da esfera política e comunitária, como a Vice-Governadora Sabina Matos, o Senador Estadual Robert Britto, o Presidente da Câmara Roberto DaSilva, bem como representantes de instituições culturais e da sociedade civil Cabo-verdiana em Rhode Island, como Corsino Delgado, Silas Pinto, Isadore Ramos e Joseph Moniz.

Segundo o Chefe do Governo, o encontro foi “produtivo e significativo”, permitindo abordar questões prioritárias para a comunidade Cabo-verdiana residente em Rhode Island, com destaque para os temas da emigração e deportação.

Durante a reunião, foram discutidas também parcerias nas áreas da economia azul, mobilidade universitária e preservação da memória histórica da Diáspora Cabo-verdiana nos EUA, com vista à musealização dessa história em Cabo Verde.

“Este momento reafirma o papel fundamental da nossa Diáspora no desenvolvimento nacional e reforça os laços históricos de amizade, solidariedade e cooperação entre Cabo Verde e o Estado de Rhode Island”, sublinhou.