Megaoperação da PJ e PN resulta em nove detenções na Praia e São Domingos

Durante a operação foram apreendidas drogas, munições de guerra, armas brancas e componentes de armas de fogo

Megaoperação da PJ e PN resulta em nove detenções na Praia e São Domingos

Durante a operação foram apreendidas drogas, munições de guerra, armas brancas e componentes de armas de fogo

A Polícia Judiciária informou hoje que, na sequência de uma megaoperação nos municípios da Praia e de São Domingos, foram detidos fora de flagrante delito oito indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e os 26 anos. São suspeitos da prática dos crimes de associação criminosa, motim e posse de armas de fogo e armas brancas.

Segundo a PJ, a operação foi levada a cabo pela Secção de Investigação de Crimes Contra Pessoas, da própria PJ, em colaboração com a Polícia Nacional, e ocorreu na manhã de terça-feira, 27 de maio.

A operação decorreu nas localidades de Achada Eugénio Lima, Safende e no Município de São Domingos.

Na sequência, foram detidos oito indivíduos fora de flagrante delito e um em flagrante delito. O nono detido, de 30 anos, foi detido em flagrante delito, suspeito da prática do crime de tráfico de droga, tendo sido encontrado, no momento da detenção, na posse de 4,286 gramas de canábis.

As autoridades informam ainda que, para além da droga, foram apreendidas munições de guerra, armas brancas e peças de armas de fogo, entre outros elementos de relevância probatória para a investigação.

Os nove detidos, todos de nacionalidade Cabo-verdiana, foram presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial, na quarta-feira, dia 28 de maio, tendo o Tribunal da Comarca da Praia decretado, na quinta-feira, 29, prisão preventiva para oito dos detidos fora de flagrante delito e apresentação periódica às autoridades policiais para o nono detido, que já se encontrava sujeito a esta medida de coação.

Portugal. Autocarro com 37 crianças cai em ravina e faz sete feridos ligeiros

Autocarro que transportava 41 pessoas caiu numa ravina após colisão com um pesado de mercadorias

Um autocarro que transportava 41 pessoas, incluindo 37 crianças, caiu esta segunda-feira numa ravina após colisão com um pesado de mercadorias na A8, na zona de Alfeizerão, concelho de Alcobaça.

O acidente, ocorrido ao quilómetro 94 no sentido Norte-Sul, provocou sete feridos ligeiros: seis crianças e o condutor do camião. As vítimas foram encaminhadas para os hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Leiria.

As restantes crianças foram assistidas no local e serão transportadas para o quartel dos bombeiros de São Martinho do Porto.

Foram mobilizados 73 operacionais e 33 viaturas para o local.

As autoridades garantem que as crianças estão estáveis e fora de perigo.

BVC realiza hoje Bolsa Awards 2025 para assinalar 27 anos de existência

Evento tem início marcado para as 16h00, no espaço Nice Kriola, em Achada Santo António, na Cidade da Praia

A Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) comemora 27 anos de existência com a realização da cerimónia Bolsa Awards 2025, marcada para hoje as 16h00 no espaço Nice Kriola, em Achada Santo António, Cidade da Praia.

O evento, de carácter anual, visa distinguir Emitentes, Empresas Cotadas, Operadores de Bolsa, Jornalistas e outros parceiros que mais se destacaram durante o ano de 2024, pelo seu contributo para a promoção e dinamização do mercado de capitais Cabo-verdiano.

Conforme um comunicado da BVC, o programa da cerimónia inclui a abertura institucional pelo Presidente do Conselho de Administração da BVC, Miguel Monteiro, e a apresentação dos principais dados de desempenho do mercado em 2024, a cargo de Henriette Évora, técnica de operações de mercado.

Segue-se a entrega dos prémios, o encerramento oficial e um momento de convívio e networking ao pôr-do-sol.

A BVC reafirma, assim, o seu papel como promotora do desenvolvimento financeiro em Cabo Verde, destacando os agentes que ajudam a tornar o mercado de capitais cada vez mais atrativo e funcional.

Fundada a 11 de maio de 1998, a BVC tem-se consolidado ao longo dos anos como uma instituição-chave no fortalecimento de um mercado de capitais sólido, inclusivo e ajustado às necessidades da economia nacional.

Cabo Verde e Banco Mundial lançam nova estratégia de cooperação

Esta nova parceria estratégica “servirá de base para o desenvolvimento de Cabo Verde na próxima década”

O Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva anunciou, a partir de Washington, o lançamento de uma nova parceria estratégica entre Cabo Verde e o Banco Mundial, que servirá de base para o desenvolvimento do país na próxima década. A

declaração foi feita após um encontro com o Presidente do Grupo Banco Mundial, Ajay Banga, no âmbito da “Semana de Cabo Verde” na Capital Norte-americana.

“A nova estratégia plurianual permitirá alinhar investimentos e projetos com as prioridades nacionais: aumento da capacidade de produção de riqueza, promoção de empregos decentes, especialmente para os jovens, e melhoria contínua da qualidade de vida dos cabo-verdianos”, afirmou o Chefe do Governo, destacando o compromisso com um crescimento económico inclusivo e sustentável.

Ulisses Correia e Silva sublinhou ainda que o Banco Mundial continuará a ser “um parceiro transformador e confiável neste percurso de desenvolvimento sustentável e inclusivo”.

Durante a reunião, Ajay Banga reconheceu os avanços de Cabo Verde desde a independência, elogiando a boa governação, a estabilidade, os progressos na redução da pobreza extrema e o crescimento consistente do turismo.

“Cabo Verde está a caminho de se tornar um País de rendimento médio-alto. O nosso papel é ajudar a projetar esse crescimento de forma resiliente e sustentável”, afirmou, acrescentando que a instituição pretende usar o exemplo Cabo-verdiano como referência para outros pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

De acordo com o Executivo Cabo-verdiano, como resultado deste encontro, será elaborado um plano de transição específico para os próximos quatro a cinco anos, com o objetivo de assegurar o acesso a financiamento e assistência técnica adequados a esta nova etapa de desenvolvimento, à medida que Cabo Verde ultrapassa o limiar de País de rendimento médio-alto.

O momento ganha também simbolismo por coincidir com as celebrações dos 50 anos da independência de Cabo Verde, uma data que o Banco Mundial fez questão de assinalar, reforçando a confiança nas perspetivas do País.

Conviva mais com os pobres para teres mais informação da sua vida

Talvez o problema não seja a falta de políticas públicas, mas sim a falta de convivência com quem realmente precisa delas — e a dificuldade de enxergar além da bolha social que nos cerca

Aqui na Tapadinha, a vida dos humildes ligeiros — essa nova espécie de patriotismo saloio — é uma correria. Entre um chazinho no Seven, na Kebra Kanela, e um prato orgânico de quem tem opções para comer, é mesmo difícil acompanhar o que acontece fora do feed das redes sociais. Lá fora, no mundo dos humildes de verdade, muitas batalhas silenciosas e pequenas conquistas têm sido vencidas, e essas vitórias não são quantificadas; até parecem um universo paralelo para muita gente.

Tanto que fiquei surpreso! Só agora alguns “humildes de etiqueta” descobriram que, desde 2021, em Cabo Verde, a Formação Profissional é totalmente gratuita para as famílias inscritas no Cadastro Social de Nível 1 e 2.

Sim, gratuita. De graça. Sem custos. Zero, tipo “mô na bolsu” das rodadas de beer pagas pelo amigo pagador. Para tu que só queres tirar fotografia de pobres para postar no Facebook, a gratuitidade da Formação Profissional não é pouca coisa: essa política pública tem como objetivo principal reduzir as desigualdades sociais, combater o desemprego juvenil e preparar jovens e adultos para o mercado de trabalho, oferecendo uma verdadeira porta de entrada para a autonomia e a dignidade.

Esse benefício faz parte da política de inclusão social e promoção do emprego jovem do Governo de Cabo Verde, com implementação pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em parceria com centros públicos e privados em todas as ilhas. De acordo com dados do IEFP, entre 2021 e 2023, mais de 8.000 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social foram beneficiados por programas de formação profissional financiados pelo Estado — sobretudo nas áreas de hotelaria, construção civil, eletricidade, TICs e cuidados sociais — o que aumenta significativamente as chances de inserção no mercado formal de trabalho.

Enquanto milhares de cabo-verdianos em situação de vulnerabilidade aproveitam essa oportunidade para adquirir competências, melhorar suas condições de vida e entrar no mercado de trabalho com mais dignidade, ainda há quem repita que “ninguém faz nada pelos pobres”. Talvez o problema não seja a falta de políticas públicas, mas sim a falta de convivência com quem realmente precisa delas — e a dificuldade de enxergar além da bolha social que nos cerca.

Fica a dica: antes de reclamar da falta de oportunidades para os outros, talvez seja bom conhecer os outros. Pode ser difícil — exige desligar o ar condicionado do carro e, veja só, ir ter com os pobres.

Comparar o incomparável: Modo de salvar promessa patética

Alguns escribas da nossa praça, num esforço de credibilizar a patética proposta de Francisco Carvalho, de estabelecer a gratuitidade do ensino universitário (que existe na Finlândia e Alemanha, e em mais 3 ou 4 países do mundo desenvolvido, compararam a extensão da gratuitidade da formação profissional, que já existia 100% para os níveis 1 e 2 do cadastro social e em 80% para os níveis 3 e 4, à “promessa” de Francisco Carvalho. O apoio a este pode até ser cego, mas a cegueira deve ter limites, sob pena de ridículo.

No caso de extensão da gratuitidade (pois esta já existia desde 2021, na decorrência da pandemia), foi estudado o impacto, foram feitos cálculos e medidas todas as consequências financeiras da solução e chegou-se à conclusão que alargar a isenção para os 2 níveis que ainda pagavam parcialmente as propinas era perfeitamente sustentável, pois que ancorado não só em recursos próprios, mas sobretudo num sistema financiado por parceiros externos tradicionais e que prontamente expressaram o seu alinhamento. Aliás, o parceiro mais robusto do sistema esteve representado na cerimónia do anúncio da extensão da gratuitidade aos níveis 3 e 4.  Portanto, estudou-se primeiro a viabilidade da medida e anunciou-se depois. Inverter o método é perigoso e é próprio dos populistas. Prometem tudo sem medir consequências, a não ser nos votos que vão arrebanhar. Não tencionam cumprir.

[Neste mundo, minha gente, nada é dado de graça. As ajudas e apoios externos de solidariedade estão reduzidos e praticamente no fim.].

Toda a gente percebe que o impacto financeiro da medida, como refere o Paulo Santos no seu post, não é minimamente comparável com aquele que resulta de qualquer simulação da gratuitidade no ensino superior, facto demonstrado pela circunstância de raríssimos países do mundo desenvolvido terem ousado fazer tal opção. Raríssimos mesmo. Existe, pois, um mundo inteiro de diferença entre uma coisa e a outra coisa, como às vezes se diz. Não são, pois, realidades minimamente comparáveis. Os formandos que pagavam no máximo 3 contos eram menos de metade do total. Durante 7 meses, metade dos formandos sem pagar 3 contos é uma coisa. Outra coisa é uma média de 9.000 estudantes (por efeito de acumulação de ingresso na universidade durante uma licenciatura de 4 anos) com subsídio médio de propinas de 15 contos durante 4 anos. Basta fazer as contas! É um mundo enorme de diferença, exatamente entre a sustentabilidade e a desgraça financeira.

As pessoas talvez por falta de estudo confundem tudo! Na verdade, nenhum país do mundo, mesmo os que se tomam agora como exemplo, segue a política de “dar tudo de graça aos seus cidadãos”. Nesses países a realidade é particular e diferente: têm uma estrutura económica altamente desenvolvida e têm recursos naturais poderosos e nessa base podem praticar um sistema diverso. Contudo, o sistema que eles praticam é o seguinte: os cidadãos pagam normalmente metade do seu salário através de uma alta taxa de imposto e em contrapartida recebem determinadas prestações na educação e saúde. É, por exemplo, o caso da Noruega. Portanto, nada é realmente de graça. Trata-se de outro modelo de sistema. Paga-se um alto imposto e em troca recebem determinadas compensações sociais. Vejamos! E em Cabo Verde as pessoas consentiriam pagar metade do salário que recebem mediante algumas contrapartidas sociais?

Sidi Ould Tah eleito novo Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento

Mauritano venceu na terceira ronda com 72,37% dos votos Africanos e 76,18% dos votos totais

O Mauritano Sidi Ould Tah foi eleito como novo Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), após votação do Conselho de Governadores, que reúne os 81 países membros, incluindo Cabo Verde.

Ould Tah venceu na terceira ronda com 72,37% dos votos africanos e 76,18% dos votos totais, superando os outros candidatos: Amadou Hott (Senegal), Samuel Maimbo (Zâmbia), Abbas Tolli (Chade) e Bajabulile Tshabalala (África do Sul).

Com 60 anos, o novo líder do BAD presidiu durante uma década o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África (BADEA) e foi Ministro da Economia da Mauritânia.

No seu programa, destacou a necessidade de uma reforma interna profunda do BAD, com foco na descentralização e transformação digital.

A presidência de Sidi Ould Tah inicia-se em setembro, num contexto de queda global da ajuda ao desenvolvimento e com o desafio iminente de uma nova recapitalização do Fundo Africano de Desenvolvimento, estimada em 25 mil milhões de Dólares.

Cabo Verde empata com Malásia em primeiro de dois jogos amigáveis

As duas Seleções voltam a encontrar-se no próximo dia 3 de junho

A Seleção Cabo-verdiana de futebol empatou hoje, 1-1, frente à sua congénere da Malásia, no Estádio Kuala Lumpur, no primeiro de dois jogos particulares agendados entre as duas equipas no espaço de cinco dias.

O único golo dos Tubarões Azuis foi marcado por Sidny Cabral logo aos 8 minutos da primeira parte.

Cabo Verde e Malásia voltam a encontrar-se no próximo dia 3 de junho, às 21:00 locais (12:00 em Cabo Verde), desta vez no Estádio Bukit Jalill e com o jogo a decorrer à porta fechada.

A Seleção nacional prossegue a sua digressão internacional e tem já marcado novo compromisso para o dia 8 de junho, em Kutaisi, onde defrontará a seleção da Geórgia, no Estádio Ramaz Shengelia, às 20:00 locais (17:00 em Cabo Verde).

Mais que populismo: ação social com foco e responsabilidade

Trata-se de uma medida de grande alcance, pois a educação, no seu todo, é um bem excludente, e a exclusão ao seu acesso pode ocorrer, por exemplo, por meio da cobrança de taxas e propinas, o que pode automaticamente afastar quem não tenha rendimento.

O Governo de Cabo Verde acaba de anunciar o alargamento da isenção de pagamento de propinas no acesso à Formação Profissional aos jovens do Cadastro Social 3 e 4, uma vez que os jovens do Cadastro Social 1 e 2 já tinham isenção de 100% desde 2021.

No entanto, é importante esclarecer a opinião pública que esse grupo do Cadastro Social 3 e 4, que agora beneficia de isenção total, já usufruía de 80% de isenção desde 2021. O que foi feito agora foi estender essa isenção de 80% para 100%. Trata-se de uma medida de grande alcance, pois a educação, no seu todo, é um bem excludente, e a exclusão ao seu acesso pode ocorrer, por exemplo, por meio da cobrança de taxas e propinas, o que pode automaticamente afastar quem não tenha rendimento.

Este Governo é um governo social e tem um rosto humano. É de conhecimento público que o ensino básico e fundamental passou a ser obrigatório para todas as crianças com este Governo, que também assumiu a gratuitidade até ao 12.º ano.

Para quem esteja a comparar esta nossa medida no sistema de ensino de formação profissional com as medidas populistas de ensino superior gratuito que têm sido ventiladas nos últimos tempos, há uma diferença enorme. A nossa medida no ensino profissional tem sido implementada desde 2021 e é direcionada para grupos vulneráveis, inscritos nos quintis 1, 2, 3 e 4 do sistema de Cadastro Social. Ou seja, quem não está no Cadastro Social não é isento. Desde 2021, apenas os jovens dos quintis 1 e 2 usufruíam do benefício integral, enquanto os dos grupos 3 e 4 já beneficiavam de 80% e passam agora a ter isenção total com esta medida anunciada pelo Governo.

Comparar a Formação Profissional, com duração média de sete meses e custos médios de formação a partir de 5 mil escudos, com o Ensino Superior, que dura quatro anos e tem um custo médio de 14 mil escudos, é, no mínimo, brincar com coisa séria.

Entretanto, ao nível do ensino superior, é utilizado um sistema de financiamento através da FICASE, e o Governo de Cabo Verde tem garantido o acesso para grupos vulneráveis em todo o território nacional.

Uma coisa é garantir o acesso a grupos vulneráveis; outra, bastante diferente, é assegurar a provisão pública para todos, independentemente da condição financeira dos pais, o que traz sérios riscos ao Tesouro e outra consequências, como a própria sobrevivência dos estabelecimentos de ensino superior privados.

TACV retoma rota sazonal Porto–Sal–Porto

Esta operação conta com parceria de operadores turísticos Solférias, Abreu e Soltrópico. Lançamento oficial da rota está previsto para este sábado, 30

A TACV Cabo Verde Airlines, em parceria com os operadores turísticos Solférias, Abreu e Soltrópico, anunciou a retoma da rota sazonal ligando Porto–Sal–Porto, reforçando a sua presença estratégica no mercado Português.

Segundo um comunicado da companhia aérea, esta operação visa promover Cabo Verde como destino turístico no mercado Português e reforçar a atuação da transportadora nacional no fluxo de turistas de e para Portugal.

O lançamento oficial desta nova rota da companhia de Bandeira está previsto para sábado, 30, no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, marcando, assim, o início oficial da operação.