Estrada Santa Maria-Espargos será inaugurada em dezembro

Garantia foi dada pelo Ministro das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação durante sua visita à Ilha do Sal

O Ministro das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Victor Coutinho, assegurou hoje, durante uma visita à Ilha do Sal, que a nova estrada entre Santa Maria e Espargos estará pronta para servir a população em dezembro deste ano.

“Está é uma infraestrutura de grande impacto por isso ela é excessivamente exposta, também por ser uma obra dessa envergadura, que atravessa quase a Ilha e que garante verdadeiramente um desenvolvimento sustentável”, sublinhou.

Segundo o Governante, apesar dos atrasos devido à reformulação do projeto, a obra está a avançar dentro dos novos prazos.

Com um investimento de 1,7 milhões de contos, a estrada deveria ser concluída em abril, mas ajustes técnicos motivaram o adiamento da inauguração.

Victor Coutinho reforçou o compromisso do Governo em garantir uma infraestrutura de qualidade para beneficiar a população e dinamizar a economia local.

Primeiro-Ministro inaugura Fórum de Investimento da África Lusófona

Evento acontece amanhã e sexta-feira, num dos hotéis em Santa Maria, na Ilha do Sal

Acontece amanhã, quinta-feira, e na sexta-feira, 14, em Santa Maria, o Fórum de Investimento da África Lusófona, evento que começa pelas 9 horas de amanhã, uma iniciativa que reúne líderes governamentais, investidores, instituições nacionais e internacionais de capacitação de investimentos, como Agências de Promoção de Investimentos, Câmaras de Comércio e especialistas de diversos setores e servirá para discutir oportunidades estratégicas de investimento e desenvolvimento sustentável nos países lusófonos.

Segundo nota enviada às Redações, o fórum organizado pela International Finance Corporation, IFC, membro do Grupo Banco Mundial, abordará temas importantes como turismo sustentável, transição energética, agronegócio, parcerias público-privadas e financiamento de projetos, com destaque para a promoção do investimento direto estrangeiro na região.

O fórum visa promover oportunidades de investimento nos países Africanos de língua Portuguesa, e durante o qual serão assinados acordos estratégicos para fortalecer as relações comerciais e económicas na comunidade lusófona.

Acordo de Pesca com UE segue princípios de transparência e sustentabilidade

Afirmação é do Deputado do MpD, Paulo Veiga durante a interpelação ao Governo sobre o Acordo de Pesca entre Cabo Verde e a União Europeia 

Paulo Veiga, defendeu hoje, durante o debate parlamentar sobre o Acordo de Pesca entre Cabo Verde e a União Europeia, a importância da transparência e do rigor na discussão do tema.

O Parlamentar destacou a necessidade de esclarecer possíveis falsas declarações e insinuações sobre o acordo, garantindo que a opinião pública tenha acesso a informações precisas.

Segundo Paulo Veiga, o Acordo de Parceria no domínio da Pesca entre Cabo Verde e a União Europeia, em vigor desde 2007, representa um instrumento essencial para o desenvolvimento sustentável do setor pesqueiro nacional.

O Deputado salientou que o acordo segue princípios de transparência, sustentabilidade e partilha equitativa de benefícios, permitindo que embarcações Europeias pesquem na Zona Económica Exclusiva de Cabo Verde mediante contrapartida financeira.

“O nosso mar é um ativo estratégico fundamental para o desenvolvimento do País. Este acordo proporciona investimentos no setor, modernização da fiscalização marítima e melhoria das condições para os pescadores Cabo-verdianos”, afirmou, realçando que a compensação financeira recebida contribui diretamente para o orçamento do Estado.

O Parlamentar destacou ainda que a política externa de Cabo Verde, baseada na Constituição, visa reforçar a soberania nacional, consolidar relações internacionais e fomentar a diplomacia económica para atrair investimentos estratégicos. “O Governo tem trabalhado para garantir uma exploração responsável dos nossos recursos e criar oportunidades que beneficiem as comunidades costeiras”, acrescentou.

Paulo Veiga assegurou que a interpelacão ao Governo visa dissipar qualquer dúvida sobre o acordo, reforçando o compromisso com os princípios de accountability e transparência, essenciais para uma governação responsável e democrática.

Praia Food Fest 2025 acontece em abril

Evento que acontece no Largo Amílcar Cabral, vai reunir 20 restaurantes da Capital e diversos expositores

A edição 2025 do Praia Food Fest, que acontecerá de 1 a 6 de abril no Largo Amílcar Cabral, “promete ser um marco na gastronomia Cabo-verdiana e internacional”.

Sob a gestão do Grupo Brugil, o festival traz um “conceito inovador”, combinando “sabores autênticos” de Cabo Verde com influências internacionais.

Conforme a organização, o evento reunirá 20 restaurantes da Capital e diversos expositores, oferecendo ao público degustações, concursos gastronómicos e música ao vivo.

Além de promover o turismo e a economia local, o festival pretende consolidar Cabo Verde como um destino gastronómico de referência.

O Grupo Brugil adianta que pretende expandir o evento para outras partes da Ilha de Santiago e futuramente para outras ilhas do País.

Mais de 4.300 alunos beneficiados pelo programa Bolsa de Acesso à Cultura 2025

Montante global disponibilizado para o programa BA-Cultura 2025 é de 32.000.000$00 ECV

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas informa que no âmbito da candidatura ao financiamento do programa Bolsa de Acesso à Cultura, foram selecionadas 124 escolas/associações/ONG’s em todo o território nacional.

Conforme o MCIC, no âmbito deste programa serão beneficiados para o ano económico 2025 4.374 alunos bolseiros, sendo 2.340 do sexo feminino 2.034 do sexo masculino.

O montante global disponibilizado para o programa BA-Cultura 2025 é de trinta e dois milhões de Escudos.

Ao todo, estão abrangidos neste programa 20 municípios.

Santo Antão – 12 escolas selecionadas (Porto Novo – 8, Paul – 2, Ribeira Grande – 2); São Vicente – 7 escolas selecionadas; São Nicolau – 4 escolas selecionadas (Tarrafal de São Nicolau); Sal – 4 escolas selecionadas; Boa Vista – 6 escolas selecionadas; Maio – 3 escolas selecionadas; Santiago – 77 escolas selecionadas (Ribeira Grande de Santiago – 1, Praia – 49, São Domingos – 10, São Lourenço dos Órgãos – 3, Santa Cruz – 7, São Miguel – 2, Santa Catarina de Santiago – 2, Tarrafal – 3); Fogo – 10 escolas selecionadas (São Filipe – 3, Mosteiros – 4, Santa Catarina – 3); e Ilha Brava escola selecionada – 1 escola selecionada.

“Língua Kabuverdianu” não existe – ela é inconstitucional e divide a nação!

A Constituição não diz que Crioulo de Santiago é “língua kabuverdianu”!

A oficialização da “língua kabuverdianu” (LK) voltou a estar na ordem do dia, tendo por suporte gráfico o ALUPEC, um alfabetu sufragado por decreto do governo de José Maria Neves em 2009. O tempo urge, dizem-nos os fervorosos adeptos da oficialização: “tem que ser agora, para marcar os 50 anos da independência”, proclamam. Parece que os “alupecadores” (como lhes chamava jocosamente o falecido José “Zizim” Figueira) querem reduzir o crioulo a um mero item numa agenda comemorativa!

E, juntando o gesto à palavra, eis que acabam de dar à estampa uma… “Konstituison di Repúblika di Kaboverdi”! Mais uma brincadeira dos “alupecadores” que, com esta tradução, tentam impingir crioulo de Santiago por “língua kabuverdianu”! Ora, essa “Konstituison” é inconstitucional, e explico porquê:

A Constituição da República, no seu artigo 9°, estipula: “O Estado promove as condições para a oficialização da língua materna cabo-verdiana, em paridade com a língua portuguesa” – certo, mas a Constituição não diz que o crioulo de Santiago (ou de outra ilha) é “língua kabuverdianu” (E nenhum político, nenhum jurista ou constitucionalista, viu isto, foi preciso um simples jornalista, diplomata jubilado, para vir lançar esta pedrada no charco!)

O mesmo é dizer que:

1) FAZER PASSAR O CRIOULO DE SANTIAGO (OU DE OUTRA ILHA) POR “LÍNGUA KABUVERDIANU” É UM ARDIL POLITICO E UMA IMPOSTURA INTELECTUAL;

2) QUALQUER TENTATIVA DE OFICIALIZAR O CRIOULO DE UMA ILHA COMO “LINGUA KABUVERDIANU” É UM ATROPELO À CONSTITUIÇÃO;

3) É um desrespeito pela diversidade linguística das ilhas;

4) divide os caboverdeanos e exclui os filhos da dáspora.

“Sob o alto patrocínio do Presidente da República”!

Com a Constituição não se brinca! O Sr presidente da República deveria mostrar-se mais circunspecto em vez de estar a patrocinar a corrente “alupecadora” e o seu líder Manuel Veiga. Ficava-lhe bem guardar distância como tem feito, e bem, na guerra fratricida pela liderança dentro do seu partido, sabendo ele que a questão da “língua kabuverdianu” é bem mais controversa porque importa à Nação e não a um partido político. “Não me envolvam”, diz ele aos seus correligionários políticos, mas ao mesmo tempo arvora-se em patrono dos “alupecadores”! Que alguém de bom-senso aconselhe o PR, para que ele não continue a pilotar este “Titanic”… pois em caso de naufrágio a tripulação vai pular borda fora, e quem vai pagar são os inocentes passageiros!

O ALUPEC/LK divide os caboverdeanos e exclui os emigrantes

Aprovar uma variedade do crioulo como “língua kabuverdianu” não é só atentar contra a nossa diversidade dialectal, semeando a divisão entre os caboverdeanos. É mais grave do que isso, senão vejamos: quem pensou nos nossos emigrantes? O projeto veigo-neviano exclui e discrimina os filhos da diáspora; separa os caboverdeanos da terra-longe e da terra-mãe. Haja em vista que o Crioulo não precisou do ALUPEC para ser um idioma internacional! Foram os nossos emigrantes que o levaram para Luanda, Pawtucket, S. Tomé, Rotterdam, Roma, Luxemburgo, Dakar e Paris… e a língua que ensinaram aos seus filhos, agora têm que reaprendê-la porque um punhado de iluminados tomou conta dela! E os nascidos na diáspora, em que escolas irão aprender o Alupec?! E para quê? Que serventia terá para eles, nos países onde vivem e trabalham, um alfabeto “nôs ku nôs”? Como poderão interagir, sem erros de ortografia, com quem ficou nas ilhas?

A quem aproveita uma língua oficial que não respeita as diferenças, divide a Nação e exclui os emigrantes? Voltarei a este assunto numa outra crónica.

O ALUPEC é um ardil para nos impingir o crioulo de Santiago como “língua kabuverdianu”!
Pretendem os “oficialistas” que o ALUPEC é um alfabeto padrão que se acomoda às díspares variantes do crioulo. Confesso que o ALUPEC não me incomoda. Mas, convenhamos uma coisa é o alfabeto, outra coisa é uma “língua oficial” fonético-fonológica em que cada qual é livre de escrever tal qual se exprime! E nôs linga’Snonton, ê k’mênêra sej t’ta pensá xkrêvêl? Linga d’Snonton ê um sóbura flod nó moda d’nh’ôvô, no n’da mxtê ALUPEC pa xkrêvêl! Sej n’benj k’bsot flestria d’ALUPEC prei”.

Isto, numa outra ilha, seria dito e escrito de outra maneira! Afinal onde está a padronização? Que língua caboverdeana nos querem servir? Como é possível conceber uma língua (oficial ou não) que dá liberdade a cada falante de escrever na sua própria pronuncia e sotaque, conforme lhe der na real gana? Que raio de cacofonia é esta, quem responde por este desatino?

A questão do ALUPEC/LK é complexa e continua envolta numa polémica enviesada em que uns têm direito à palavra e outros não. Não há debate, nos media só é dada a palavra a uma corrente de opinião, desprezando aqueles que não alinham pelo mesmo diapasão.

Todo o barulho vem das hostes do ALUPEC/LK, tanto mais barulhentas face a uma opinião pública sem voz nem voto na matéria. Em boa verdade, o ALUPEC/AK não diz nada à sociedade caboverdeana, de resto mal informada. O ALUPEC/AK tem os “seus” políticos, os “seus” linguistas, os seus fãs… mas, para além deste círculo restrito, não convence. Mesmo em Santiago, a ilha-berço, o povo é sábio e tem consciência que o ALUPEC é conversa para boi dormir.

A sociedade mais letrada queda-se, também ela, expectante, entre indiferença e cepticismo, mas não menos preocupada. Intelectuais e pessoas de menos letras são unânimes em dizer que a nossa diversidade dialectal está em perigo, e que o crioulo de Santiago, com todo o respeito, não é “língua kabuverdianu”!

Cerrar fileiras

A nossa lingua materna é rica da sua diversidade. Por isso a maioria dos caboverdeanos encara a oficialização da chamada “língua kabuverdianu”, aliás crioulo de Santiago, como um acto de prepotência e uma insensatez, porque em detrimento das variedades das outras ilhas. Tanto nas ilhas como na diáspora existe uma real apreensão sobre as consequências que advirão da aventura veigo-neviana.

Eu também me preocupo com os tortuosos caminhos que a nossa lingua materna está a trilhar. Eu sempre evito ter opinião formada à priori, costumo FORMAR a minha opinião analisando a razão dos outros e o porquê das coisas. Se alguém me convencer que este caminho é o melhor, quem falou já não está.

Senão, olim! Quem quiser, nô bai! Nem sempre tem razão quem fala mais alto, mas é hora de dar voz ao silêncio: que os artistas, académicos, jornalistas, poetas, escritores e caboverdeanos em geral façam uso da palavra, assim possamos travar os artesãos do caos que querem construir uma “Torre de Babel” nestas ilhas e marginalizar a nossa diáspora!

Qualificação Mundial 2026. Cabo Verde enfrenta Maurícias e Angola em março

Bubista divulga na sexta-feira, 14, os convocados da Seleção nacional

A Seleção nacional de futebol A disputa, neste mês de março, as jornadas 5 e 6 do Grupo D de qualificação para o Mundial 2026.

No primeiro jogo, Cabo Verde recebe a Seleção das Maurícias no dia 20 de março no Estádio Nacional, na Cidade da Praia, às 15h00.

Já na 6.ª jornada, a equipa Cabo-verdiana desloca-se a Luanda para enfrentar Angola no Estádio 11 de Novembro, também às 15h00 (horário de Cabo Verde).

O Selecionador nacional de futebol Bubista divulga na sexta-feira,14, os convocados de Cabo Verde.

Queda de Governo em Portugal. PR ouve Partidos políticos e reúne Conselho de Estado

Governo de Luís Montenegro caiu na terça-feira, 11. País vai a novas eleições

O Presidente Português convocou todos os Partidos políticos com assento na Assembleia da República na sequência da queda do Governo ontem, terça-feira. Marcelo Rebelo de Sousa vai também reunir amanhã, quinta-feira, 13, o Conselho da República antes de marcar as novas eleições antecipadas.

O primeiro Partido a ser ouvido é o PSD que lidera a Aliança Democrática, que governava até ontem Portugal.

Por ordem, segue o PS, o Chega, a Iniciativa Liberal, o Bloco de Esquerda, o PCP, o Livre, o CDS e o PAN.

É forte expetativa que as eleições antecipadas possam ocorrer a meio de maio, próximo.

TACV transporta mais de 5.600 passageiros durante período Carnavalesco

Companhia realizou um total de 98 voos entre os dias 22 de fevereiro e 9 de março para São Vicente e São Nicolau

Entre os dias 22 de fevereiro e 9 de março, a TACV Cabo Verde Airlines realizou um total de 98 voos para as ilhas de São Vicente e São Nicolau, transportando mais de 5 mil e 600 passageiros, satisfazendo assim o aumento substancial de procura de voos durante este período festivo com a inclusão de vários voos extras.

Segundo a TACV, foram operados 82 voos para a Ilha de São Vicente, transportando 4.804 passageiros, enquanto para São Nicolau foram realizados 16 voos, com um total de 841 passageiros embarcados.

A companhia aérea destaca que os números registrados refletem seu papel na dinamização da agenda cultural do País. “Este reforço da operação demonstra o compromisso da TACV em responder de forma eficiente às necessidades da população, proporcionando opções de viagem que acompanham o ritmo das festividades e promovem o turismo interno”, afirma a empresa.

Victor Coutinho visita obras da estrada Espargos/Santa Maria

Visita decorre esta manhã. Governante deverá fazer o ponto da situação desta empreitada

O Ministro das Infraestruturas, Habitação e Ordenamento do Território cumpre, hoje, a sua primeira visita de trabalho à Ilha do Sal, onde visita as obras em curso da nova estrada Espargos/Santa Maria.

O governante deverá fazer o ponto da situação desta empreitada, num momento que a obra regista um atraso na sua conclusão.

Victor Coutinho está no Sal esta quarta-feira, informa o seu gabinete.

A estrada que liga as duas cidades do Sal tem um orçamento de cerca de 18 milhões de Escudos, sendo financiada pelo Banco Mundial, e está a ser realizada pela Empreitel-Engenharia e Construção.