Em causa, abaixo assinado contestando construção de placa desportiva, o que levou a Edilidade, presidida por Francisco Carvalho, a suspender a recolha do lixo, no condomínio, por alegado incumprimento de pagamento da taxa de recolha
O Condomínio Atlântico, localizado na Cidade da Praia, tem sido palco de uma série de eventos que colocam em xeque a atuação da Câmara Municipal da Praia, presidida por Francisco de Carvalho. Após a entrega de um abaixo-assinado por parte dos moradores, questionando uma decisão recente da CMP, a resposta recebida gerou inquietação.
Segundo os condôminos, a CMP alegou que a decisão contestada foi “colegial”, o que significa que o assunto necessitaria de consultas adicionais antes de uma resposta definitiva. No entanto, os moradores afirmam que, mesmo aguardando essas consultas, as obras cuja legitimidade está sendo questionada continuam em andamento. Para eles, essa situação demonstra uma falta de seriedade na gestão municipal, já que, se o assunto ainda está sob análise, a obra deveria ser suspensa até que se tomasse uma decisão clara.
A situação tomou um rumo ainda mais complicado quando o serviço de recolha de lixo no condomínio foi subitamente interrompido, obrigando os residentes a percorrer longas distâncias para depositar os seus resíduos em contentores de lixo mais distantes.
Os moradores relatam que a interrupção do serviço ocorreu logo após a entrega do abaixo-assinado, o que gerou especulações sobre uma possível ligação entre os dois eventos.
“Será coincidência?”, questiona um dos condôminos que prefere não ser identificado.
“É estranho que, depois de questionarmos uma decisão da Câmara, o nosso condomínio tenha sido deixado sem um dos serviços públicos mais básicos”, ajuntou, em jeito de questionamento.
O incidente gerou preocupações entre os moradores, que consideram a situação uma afronta aos seus direitos como cidadãos.
“Em pleno Cabo Verde democrático, não podemos acreditar que a simples reivindicação de direitos possa resultar em represálias desta natureza”, desabafou outro morador.
A CMP ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, deixando os moradores do Condomínio Atlântico aguardando esclarecimentos enquanto lidam com o acúmulo de lixo nas suas portas.
A comunidade continua a exigir uma resposta clara da Autarquia e a normalização dos serviços de recolha de lixo, ao mesmo tempo em que questiona o papel das autoridades locais na proteção dos direitos dos cidadãos.
A situação levanta questões sobre a transparência e a eficiência na gestão pública, e os moradores esperam que as autoridades atuem rapidamente para resolver o impasse, restaurando os serviços básicos e garantindo que decisões administrativas sejam tomadas com base no diálogo e no respeito à comunidade.