Mau tempo persiste em Portugal. Chuva intensa, inundações e resposta das autoridades

Mais um dia dos efeitos de tempestades em Portugal. Kristin seguido do Leonardo continuam a criar dissabores

Esta quinta-feira, 5, Portugal continua a enfrentar condições meteorológicas adversas associadas à depressão Leonardo, com chuva intensa, ventos fortes e risco continuado de inundações em várias regiões do País. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu avisos meteorológicos que mantêm grande parte do território sob alertas devido às precipitações persistentes e à agitação marítima.

Desde o início desta vaga de mau tempo, que sucede a outros sistemas depressivos como a tempestade Kristin, as autoridades têm registo de milhares de ocorrências relacionadas com inundações, quedas de árvores e movimentos de massa, sobretudo nas zonas da Grande Lisboa, Setúbal e Oeste.

A situação já teve consequências trágicas: um homem na casa dos 60 anos perdeu a vida depois de ser arrastado pela corrente enquanto conduzia numa área inundada no município de Serpa, no sul do Portugal

As equipas de emergência, incluindo a Proteção Civil, a GNR, bombeiros e outros serviços, continuam mobilizadas em todo o território, com operações de resposta a incidentes e monitorização das zonas mais vulneráveis. As autoridades reforçam os apelos à população para que mantenha cuidados redobrados junto a linhas de água e siga as orientações de segurança.

O mau tempo tem também causado constrangimentos no transporte, cortes de energia em áreas afetadas e condicionamentos em infraestruturas públicas, levando autarquias e serviços locais a manterem planos de contingência em vigor.

Meteorologistas alertam que as condições deverão manter-se instáveis nos próximos dias, pelo que o risco de chuva forte e ventos persistirá, exigindo vigilância contínua por parte das populações e das autoridades.

Governo reforça investimentos em estradas, artesanato e turismo em Santa Catarina do Fogo

Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, cumpriu esta quarta-feira uma agenda de trabalho no Município

Durante a visita, o Chefe do Governo procedeu ao descerramento da placa da obra Patim–Salto–Cova Figueira e assinou o contrato de empreitada para a asfaltagem do anel rodoviário Patim–Salto–Cova Figueira, um investimento avaliado em cerca de 750 mil contos.

Segundo Ulisses Correia e Silva, a obra responde a um compromisso antigo e representa um ganho significativo para a mobilidade, a economia local e o setor do turismo.

“Estamos a cumprir um compromisso assumido. Trata-se de uma estrada esperada há muitos anos, fundamental para a mobilidade das pessoas, a circulação, a economia da Ilha e para os próprios condutores”, afirmou.

O Primeiro-Ministro sublinhou ainda que a asfaltagem e requalificação da via irão melhorar o escoamento de produtos, reduzir custos de transporte, valorizar os veículos e tornar a Ilha mais atrativa para visitantes.

No mesmo quadro, foram assinados vários protocolos com a Câmara Municipal, incluindo acordos na área do artesanato, com o objetivo de criar melhores condições para mulheres e jovens exporem e comercializarem os seus produtos.

Foram igualmente firmados protocolos para a construção de sanitários públicos, considerados essenciais para reforçar os circuitos turísticos, incluindo na localidade de Chã das Caldeiras.

UCS destacou que a assinatura dos protocolos garante financiamento imediato e arranque rápido dos projetos, reforçando o compromisso do Governo com o desenvolvimento sustentável da Ilha do Fogo.

Publi-reportagem. Balanço 2021/2025. BVC – 5 anos, 5 marcos

Damos à estampa uma publi-reportagem que reporta os últimos 5 anos de gestão da Bolsa de Valores de Cabo Verde, com foco em 5 marcos

A Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) assinala, em 2025, cinco anos de mandato do seu Conselho de Administração, coincidindo igualmente com cinco anos de implementação do Plano Estratégico 2021–2025. Este período representa um ciclo particularmente relevante na história do mercado de capitais cabo-verdiano, marcado por uma forte dinâmica de modernização institucional e tecnológica, pelo reforço da presença pública da Bolsa e, sobretudo, pela consolidação do mercado de capitais como instrumento estratégico de financiamento da economia e de mobilização de poupança.

Ao longo destes cinco anos, a BVC reforçou a sua visibilidade nas várias plataformas institucionais e de comunicação, intensificou iniciativas de capacitação e de educação financeira e promoveu projetos estruturantes com parceiros nacionais e internacionais. Estes desenvolvimentos contribuíram para uma maior aproximação ao público, para o fortalecimento da confiança dos investidores e para a diversificação das fontes de financiamento disponíveis para empresas, municípios e outros agentes económicos.

É neste enquadramento que se realiza o presente balanço, com o objetivo de destacar resultados concretos, evidenciar os impactos alcançados e partilhar uma visão de continuidade e de aprofundamento do trabalho desenvolvido.

Para o efeito, a BVC apresenta cinco marcos estratégicos que, em conjunto, ilustram a transformação do mercado de capitais nacional e a ambição institucional para o futuro.

1.º marco — Plataforma Blu-X e Parceria com o PNUD

Um dos avanços mais estruturantes deste ciclo foi a criação e a consolidação da plataforma Blu-X (www.blu-x.cv), um instrumento inovador que materializa a modernização do mercado de capitais cabo-verdiano e amplia o acesso ao investimento sustentável, assente numa forte componente digital, institucional e estratégica.

A Blu-X é uma plataforma digital de listagem e negociação de instrumentos financeiros sustentáveis, concebida para atuar de forma regional e promover títulos temáticos, como blue bonds, green bonds, social bonds e sustainability bonds. A sua criação respondeu a uma necessidade clara: dotar o país de uma infraestrutura moderna, alinhada com as melhores práticas internacionais, capaz de atrair investidores nacionais, da diáspora e internacionais, enquanto apoia os emitentes na diversificação das suas fontes de financiamento.

Este projeto teve início em 2021, no âmbito de uma parceria estratégica entre a Bolsa de Valores de Cabo Verde e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), num contexto marcado pelos desafios do desenvolvimento sustentável e pelo impacto económico da pandemia da COVID-19. Em particular, a economia azul, enquanto vetor estratégico para Cabo Verde, Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento, exigia instrumentos financeiros capazes de apoiar projetos sustentáveis, reforçando simultaneamente a resiliência económica e a autonomia financeira do país.

No quadro do exercício estratégico Cabo Verde Ambição 2030, do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) e do Quadro Nacional Integrado de Financiamento (INFF), a Blu-X foi identificada como uma solução com elevado potencial para a mobilização de recursos financeiros sustentáveis, não apenas a nível nacional, mas também regional e internacional. A parceria com o PNUD foi formalizada através de três instrumentos de cooperação, nomeadamente as Letters of Agreement.

O primeiro acordo, assinado em março de 2021, permitiu lançar as bases técnicas, institucionais e operacionais da Blu-X. Desde então, foram realizadas sete emissões sustentáveis — uma blue bond, duas green bonds, três social bonds e uma sustainability bond — totalizando cerca de 4,5 mil milhões de escudos cabo-verdianos (aproximadamente 40,6 milhões de euros).

Este desempenho assume particular relevância num contexto em que o financiamento sustentável se afirma como prioridade global. Recorde-se que o Banco Mundial estimou que Cabo Verde necessita de investir cerca de 140 milhões de dólares por ano até 2030 para cumprir metas climáticas e de sustentabilidade, reforçando a importância estratégica da Blu-X como instrumento concreto de mobilização de recursos.

Face aos resultados alcançados, foi celebrado, em setembro de 2022, um segundo acordo de financiamento, com o objetivo de consolidar os ganhos obtidos, aprofundar ações de capacitação técnica e reforçar a integração do mercado de capitais na agenda nacional de desenvolvimento sustentável.

Mais recentemente, em dezembro de 2025, foi assinado um terceiro acordo, orientado para a expansão regional da plataforma, o reforço das suas capacidades técnicas e digitais, a harmonização regulatória com padrões internacionais e a afirmação de Cabo Verde como um polo inter-regional de financiamento sustentável.

2.º marco — Dual Listing SOL na Bolsa de Luxemburgo (LuxSE)

Um marco significativo na trajetória de internacionalização do mercado de capitais de Cabo Verde foi atingido a 22 de novembro de 2023, com a sessão de apresentação e listagem de um Blue Bond emitido pelo International Investment Bank (iib) na Securities Official Listing (SOL) da Bolsa de Valores de Luxemburgo (LuxSE), um dos mais importantes centros financeiros e de dívida sustentável a nível global.

Este evento representou um passo decisivo na projeção internacional dos instrumentos financeiros emitidos em Cabo Verde, reforçando a credibilidade, a transparência e a atratividade dos títulos sustentáveis cabo-verdianos junto de uma ampla comunidade de investidores institucionais internacionais.

3.º marco — Parceria estratégica com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD)

O terceiro marco corresponde ao reforço da cooperação internacional através da parceria estratégica com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), materializada no desenvolvimento de projetos estruturantes com impacto direto na eficiência, liquidez e sofisticação do mercado de capitais cabo-verdiano.

Em outubro de 2021, a BVC submeteu ao Capital Market Development Trust Fund um projeto de desenvolvimento do mercado de capitais, aprovado e financiado pelo BAD no montante de 350 mil dólares norte-americanos.

O projeto aprovado visava dotar Cabo Verde do primeiro Master Plan do mercado de capitais para um horizonte de 10 anos, bem como implementar mecanismos fundamentais para o bom funcionamento do mercado secundário, nomeadamente o Market Maker, o Bond Calculator e o REPO.

4.º marco — Crescimento da capitalização bolsista

O quarto marco estratégico prende-se à evolução da capitalização bolsista, um indicador-chave que reflete simultaneamente a dimensão do mercado, a confiança dos investidores e o desempenho dos ativos cotados.

Durante este ciclo, a BVC alcançou um feito histórico ao atingir e ultrapassar, pela primeira vez, o patamar de 100 mil milhões de escudos (cerca de 906 milhões de euros). Nos últimos cinco anos, a capitalização bolsista tem vindo a ultrapassar, de forma consistente, os 50% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde.

5.º marco — Dinamização dos mercados (Primário e Secundário)

Os últimos cinco anos constituem, de forma inequívoca, o período mais dinâmico da história da BVC em termos da sua atividade principal, servindo de ponte entre agentes excedentários e deficitários e proporcionando um palco seguro, eficiente e transparente para a negociação de valores mobiliários.

No Mercado Primário, entre 2021 e 2025, excluindo os Leilões do Tesouro, registaram-se 34 operações de financiamento a empresas e municípios através da emissão de obrigações, correspondentes a um montante global de cerca de 20 mil milhões de escudos (aproximadamente 181 milhões de euros). Este período representa mais de 40% do número total de emissões e do montante emitido desde o início pleno das atividades da BVC, em 2005.

De referir, ainda, que 2025 destacou-se como o ano em que se atingiu o maior montante de sempre de emissões obrigacionistas para empresas e municípios, no valor total de cerca de 8,7 mil milhões de escudos.

Importa salientar que, antes de 2021, apenas dois municípios haviam recorrido ao mercado de capitais. Entre 2021 e 2025, quatro novos municípios passaram a utilizar a Bolsa como fonte de financiamento: São Domingos, Mosteiros, Ribeira Grande de Santo Antão e Boa Vista.

No Mercado Secundário, os resultados são igualmente satisfatórios. O número de transações registadas nos últimos cinco anos corresponde a cerca de 42% do total de transações realizadas desde 2005, destacando-se 2024 como o ano mais dinâmico de sempre.

Apesar destes progressos, a BVC reconhece que o mercado ainda se encontra abaixo do seu potencial, estando em curso iniciativas para aumentar significativamente a sua liquidez e profundidade, nomeadamente o projeto Market Maker.

Mensagem Final do CA

Assinalar cinco anos de mandato do Conselho de Administração e cinco anos de execução do Plano Estratégico 2021–2025 é, acima de tudo, reconhecer um percurso consistente de transformação. Um percurso marcado pela modernização tecnológica, pela integração da sustentabilidade no financiamento, pelo reforço das parcerias internacionais e pela melhoria dos indicadores de mercado.

Mas o principal desta partilha de resultados com o país é reforçar a confiança no mercado de capitais e reafirmar o compromisso da BVC com um mercado mais moderno, mais acessível, mais transparente e alinhado com as prioridades de desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.

Manutenção nas redes provoca corte de eletricidade em Santo Antão

Interrupção está prevista para esta quinta-feira, 5, afetando as localidades de Casa de Meio, Lagedos, Cabouco de Silva e Catano

A EDEC informou que serão realizados trabalhos de conservação e manutenção nas redes elétricas na Ilha de Santo Antão, o que vai provocar corte no fornecimento de energia nesta quinta-feira, 5.

Segundo o comunicado, a interrupção está prevista para o período entre 08h00 e 18h00, afetando as localidades de Casa de Meio, Lagedos, Cabouco de Silva e Catano.

A AEDEC apela à compreensão da população pelos eventuais transtornos causados, assegurando que os trabalhos visam melhorar a qualidade e a fiabilidade do serviço elétrico na Ilha.

Filho de Muammar Kadhafi morto em ataque armado na Líbia

Com 53 anos, Seif al-Islam era considerado o herdeiro político do regime do pai, deposto e morto em 2011

Seif al-Islam Kadhafi, filho do antigo líder líbio Muammar Kadhafi, foi morto na terça-feira, na Cidade de Zintan, no oeste da Líbia, após um ataque levado a cabo por quatro homens armados e mascarados.

A informação foi confirmada pelo seu advogado, Khaled al-Zaidi, e por um assessor político, embora as autoridades ainda estejam a investigar as circunstâncias do homicídio.

Com 53 anos, Seif al-Islam era considerado o herdeiro político do regime do pai, deposto e morto em 2011 durante a Primavera Árabe. Desde então, a Líbia permanece mergulhada numa crise política e de segurança, marcada por rivalidades entre milícias armadas e instabilidade prolongada.

Ligações aéreas internas impulsionam aumento do tráfego aeroportuário

Movimento de aeronaves e passageiros nos aeroportos nacionais registou um crescimento de 16% em 2025. O aumento está associado aos investimentos do Governo na melhoria das ligações internas e à abertura de novas rotas por companhias Europeias

O movimento de aeronaves e passageiros nos aeroportos nacionais registou um crescimento de 16% em 2025, com destaque para o tráfego entre ilhas, que aumentou 34%, ultrapassando as 820 mil passagens, segundo dados da Agência de Aviação Civil (AAC).

Apesar do crescimento do mercado doméstico, o tráfego internacional continua a dominar, representando 76% do total, com 2,6 milhões de passagens, sobretudo nas ilhas do Sal e Boa Vista, refletindo a expansão do setor turístico.

O aumento está associado aos investimentos do Governo na melhoria das ligações internas e à abertura de novas rotas por companhias Europeias. Após Cabo Verde ter atingido o recorde de 1,2 milhões de hóspedes em 2024, o objetivo passa por reforçar a conetividade para distribuir melhor o fluxo turístico pelas ilhas.

No âmbito da concessão aeroportuária atribuída ao grupo Vinci em 2023, estão em curso investimentos nos quatro aeroportos internacionais e três aeródromos domésticos, incluindo obras de modernização das pistas, melhorias nos terminais e medidas de sustentabilidade ambiental e eficiência energética.

Responsabilidade e Moderação: exigências do Governo e deveres da Oposição

Num mundo marcado por guerras, crises económicas e instabilidade global, a política exige mais do que promessas fáceis: exige equilíbrio, sentido de Estado e respeito pelas instituições democráticas.

Responsabilidade, equilíbrio e moderação são, sem dúvida, pilares essenciais de qualquer Governo sério. Mas é preciso dizê-lo com igual clareza: essas mesmas virtudes são igualmente — ou até mais — exigíveis à Oposição, em especial ao maior partido da oposição, que ambiciona governar e apresentar-se como alternativa credível ao país.

Num contexto mundial marcado por guerras, conflitos armados, instabilidade geopolítica, crises energéticas e incerteza económica, a exigência de moderação, equilíbrio e ponderação torna-se ainda mais imperativa. Os tempos que vivemos não são compatíveis com discursos exaltados, aventuras políticas ou líderes em permanente conflito com instituições e pessoas. Exigem serenidade, sentido de Estado e capacidade de decisão responsável.

É precisamente neste quadro que importa sublinhar um dado essencial: o atual líder do Governo demonstrou, ao longo de 10 anos de governação, equilíbrio, moderação e responsabilidade, conduzindo o país em momentos particularmente difíceis, enfrentando e superando crises graves, como a pandemia da COVID-19, a crise inflacionista global e os impactos económicos e sociais decorrentes de guerras e tensões internacionais, sem nunca pôr em causa o Estado de Direito democrático nem o funcionamento normal das instituições.

O que se observa, porém, é o contrário. A atual liderança da oposição tem seguido um caminho marcado pela irresponsabilidade discursiva, pela radicalização política e por um confronto permanente com as instituições do Estado, algo profundamente preocupante numa democracia constitucional.

Não é sinal de equilíbrio democrático um líder da oposição declarar ter um “entendimento de aço” do partido único, atacar sistematicamente a justiça e o Ministério Público, deslegitimar juízes e procuradores, ou tratar o Estado de Direito como um obstáculo político. Isso não é fiscalização democrática — é erosão institucional.

Também não é sinal de responsabilidade prometer voos internacionais diretos para uma ilha que não dispõe de aeroporto internacional, nem lançar propostas tecnicamente irrealizáveis dentro de uma legislatura, apenas para alimentar expectativas eleitorais. Isso não é visão estratégica — é ilusionismo político.

Mais grave ainda: essa liderança vive em conflito permanente — com militantes do próprio partido, com dirigentes históricos, com órgãos de soberania, com a comunicação social e com instituições independentes do Estado. Um projeto político que está em guerra com tudo e com todos não é um projeto de governação; é um fator de instabilidade.

É precisamente neste quadro — interno e internacional — que se torna evidente a diferença entre estilos de liderança. Não temos visto moderação, equilíbrio nem ponderação no atual líder da oposição. Temo-las visto, apesar das dificuldades internas e externas, no atual líder do Governo, que tem mantido uma postura de respeito pelas instituições, responsabilidade na condução da coisa pública e compromisso com o Estado de Direito democrático.

Por isso, é intelectualmente desonesto tentar inverter a realidade e acusar apenas o Governo de promessas fantasiosas, quando quem hoje mais banaliza o discurso político, normaliza o ataque às instituições e flerta com soluções autoritárias é precisamente a oposição radicalizada.

A crítica ao Governo é legítima e necessária. Mas a oposição também tem deveres democráticos: dever de verdade, dever de responsabilidade, dever de respeito pelas instituições e dever de apresentar propostas exequíveis. Quando falha nesses deveres, deixa de ser alternativa e passa a ser risco.

Cabo Verde não precisa de discursos exaltados, nem de delírios messiânicos, nem de líderes em conflito permanente com o Estado. Precisa de estabilidade institucional, seriedade política e sentido de Estado — no Governo e na Oposição.

Defender a democracia não é apenas criticar quem governa.

É também recusar líderes que brincam com o povo, atacam a justiça, prometem o impossível e flertam com o autoritarismo.

Responsabilidade, moderação e equilíbrio não são opcionais.

São exigências democráticas — para todos.

Campanha para a 2.ª volta das eleições presidenciais em Portugal marcada pelo mau tempo

A segunda volta das eleições presidenciais em Portugal, agendada para domingo, dia 8, entre António José Seguro e André Ventura, decorre num contexto de forte instabilidade meteorológica

A campanha oficial começou no final de janeiro e prolonga-se até 6 próximo, último dia antes do período de reflexão. No terreno, no entanto, a persistência das condições de mau tempo, incluindo impactos da tempestade Kristin e avisos de chuva e vento fortes associados à depressão Leonardo, tem dificultado a realização de ações de campanha presenciais, deslocações e encontros com eleitores em várias regiões do País. Meteorologistas apontam para chuva intensa, vento forte e risco de inundações nos próximos dias, prolongando o cenário adverso até ao domingo eleitoral.

A Comissão Nacional de Eleições já admitiu que o mau tempo pode levar à alteração pontual de locais de voto em alguns Concelhos mais afetados, aconselhando os eleitores a confirmarem antecipadamente onde irão votar no dia 8. Em casos excecionais, se a situação de calamidade impedir a abertura de secções de voto, a lei prevê a possibilidade de adiamento da votação nesses locais para o domingo seguinte, embora até ao momento não exista nenhuma decisão concreta nessa direção.

Apesar dos desafios climáticos, as autoridades eleitorais e instituições públicas garantem que estão a ser tomadas medidas para assegurar que a votação decorra na data prevista, mantendo o empenho em proteger o direito de voto dos Portugueses.

Os agora negacionistas da nossa liberdade

“Classes suspeitas”

Volta e meia somos bombardeados com narrativas simplistas de pessoas, umas, ditas figuras públicas, outras, ditos analistas políticos ou especialistas, sem falar em dirigentes, militantes e figuras destacadas dos partidos da atual oposição, a negarem a existência de liberdade em Cabo Verde, essa preciosa conquista do povo cabo-verdiano com o advento do “13 de janeiro” e aprovação da Constituição da República de 1992.

Mas tal negação nunca a fazem com base em factos concretos de repressão das liberdades constitucionalmente consagradas, e em número suficiente, que a pudesse tornar credível e aceitável.

Curioso, mas que também não deixa de ser sintomático, é que há três “classes suspeitas” a tentarem espalhar essa absurda negação, são: (i) os autodeclarados apartidários, os que se dizem neutros/sem partido, mas de neutralidade mal encenada a ponto de facilmente se perceber quais as suas omitidas cores políticas, na sua esmagadora maioria paicevistas mal disfarçados; outra classe (ii) são  dirigentes, militantes e figuras destacadas dos partidos da atual oposição com representação parlamentar; e uma terceira classe a que chamo (iii) “ressentidos”, algumas pessoas que chegaram a pertencer às fileiras do MpD, uns até membros fundadores, mas por um descontentamento qualquer, legitimo ou não, ou por desavenças partidárias outras (que acontece em todos as forças) deixaram de militar nesse partido e passaram, ainda que não declaradamente, mas mal disfarçadamente, para o outro lado da barricada, pois basta estar atento para se perceber que hoje defendem posições muito chegadas ao atual maior partido da oposição.

No entanto, por mais paradoxal que pareça, boa parte desses agora negacionistas  vêm, de há vários anos, a usufruir com frequência, de longos tempos de antena nos órgãos de comunicação social do Estado (TCV e RCV), como analistas, comentadores, debatedores, entrevistados…; publicam artigos de opinião em jornais, redes sociais, blog´s e outros; são chamados a participarem em conferências, a proferirem palestras etc., e em todas essas situações emitem livre e abertamente críticas, até com alguma dureza e acusações fortes, em relação ao partido no poder, seus dirigentes e ao governo, sem que tenham sido em nenhum momento alvos de qualquer tipo de represálias, tanto é que nunca se queixaram nem fizeram alarido, o que é já em si uma prova da liberdade em que vivem.

Muitos dos agora negacionistas da nossa liberdade, há que reconhecer, deram valiosos contributos na conquista e consolidação da liberdade em que vivemos nos últimos 35 anos, pelas funções partidárias, políticas, governamentais, sociais, cívicas, de entre outras, que exerceram no passado.

Contudo, de 2016 para cá, estranha e contraditoriamente, vêm negando tal facto, ou seja, que vivem num país livre, cuja liberdade ajudaram a conquistar e a consolidar. Analisando bem, esta negação só tem por detrás desesperada conveniência eleitoralista em favor sobretudo do PAICV, força política do qual, como já vimos, fazem parte – uns declaradamente, outros, mal disfarçadamente -, sem falar dos “ressentidos” que também defendem posições muito próximas das defendidas por esse partido.

Tentam, em vão, fazer crer à opinião pública que o cabo-verdiano passou a ser oprimido (!!!), sem liberdade, precisamente a partir de 2016, ainda segundo eles, data em que o MpD tornou a ascender ao poder, o que já em si denota tratar-se claramente de narrativas de conveniências partidárias.

Para ver se essa narrativa “pega”, repetem-na com frequência sobretudo em situações de maior impacto mediático, como nas comemorações do “13 de janeiro”, também em artigos de opinião, nas redes sociais, em programas de rádio e tv etc.

Mais sintomático ainda é que os autodeclarados apartidários, de 2001-2016, com o PAICV no poder, essa “classe” pura e simplesmente não existiu, sendo que, e sorrateiramente, só a partir de 2016 é que essas pessoas travestiram dessa mal encenada neutralidade. Por se tratar de paicevistas mal disfarçados, é óbvio que só podem estar, sob capa de falsos neutros, ao serviço dessa força política.

Quanto aos “ressentidos”, as suas posições de “combate ao MpD”, que já vêm de longe, acirraram-se neste segundo mandato do Governo, o que deixa pressupor, pelo menos é o que transparece, algum sentimento de revanchismo na base dessa negação, “ressentimentos” partidários antigos de que muitos nunca se libertaram.

Dos dirigentes, militantes e figuras destacadas dos partidos da oposição, por sua vez, não seria de esperar algo diferente, pois era espectável a assunção de uma narrativa negacionista, nessa e noutras matérias, mesmo que falaciosa como é o caso, por expressa e declarada conveniência, reafirmamos, eleitoralista.

Soa por demais evidente que os argumentos das “classes suspeitas” não se baseiam nas suas convicções, mas sim no claro propósito de pintar de negro o partido no Poder – o MpD -, seus dirigentes e o Governo, alimentando a ténue esperança de que criar no seio do povo/eleitores o espetro da opressão, ainda que falso, como é o caso, pode trazer votos ao PAICV e a UCID, partidos concorrentes do MpD nas próximas eleições legislativas.

Os agora negacionistas da nossa liberdade defendem as suas falácias sempre com os mesmos argumentos: (i) de que se tem “medo de falar”, de criticar o poder instalado – eleito democraticamente -, porque, e ainda segundo eles, pode-se ser alvo de represálias, e (ii) ainda que, também segundo eles, não há liberdade de imprensa em Cabo Verde.

Aliás, é percetível que para essas “classes” ser livre se resume (!!!) meramente à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, como se não existissem mais liberdades consagradas na Constituição da República, de que gozamos no nosso dia a dia.

Sucede que nunca indicam que tipos de represálias as pessoas correm o risco de sofrer, ou então, que já tenham sofrido, e muito menos, de dar exemplos concretos em numero suficiente de casos de repressão de cidadãos por terem criticado o governo ou o partido no poder, em ambientes entre amigos, nas ruas, nas redes sociais, em artigos de opinião nos jornais ou em blog ´s, em análises, comentários ou entrevistas nos órgãos de comunicação social, no Parlamento, nas Assembleias Municipais, nas Conferências etc.

Se represálias policiais, criminais, disciplinares, físicas, familiares, profissionais, patrimoniais ou de outra natureza.

Voltando a “tese” da alegada inexistência de liberdade de imprensa em Cabo Verde, os únicos argumentos que utilizam para a sustentar é quando se questiona o desempenho – sobretudo a imparcialidade ou a deontologia profissional – de um ou outro jornalista no exercício da função, ou então, quando um jornalista é alvo de um processo disciplinar ou criminal por certas práticas também no exercício da função. Acham, de forma simplista, que por essas razões não há liberdade de imprensa em Cabo Verde (!!!), ou seja, no entender deles criticar o desempenho ou a postura de um jornalista ou instaurá-lo um processo disciplinar ou criminal por certas práticas no exercício da função, está-se a coartar a liberdade de imprensa (!!!). Nada mais falacioso, despido de sentido e de razoabilidade!

Pois, num país em que o Presidente da República, o Primeiro-ministro, o Presidente da Assembleia Nacional, os Ministros, os Secretários de Estado, os Juízes, os Agentes de Autoridade, os Líderes partidários, os Diretores… são muitas vezes criticados no desempenho das suas funções; num país em que todas as classes profissionais são, por lei, suscetíveis de serem alvos de processo disciplinar ou criminal, por certas práticas, porém, para os agora negacionistas da nossa liberdade quando se trata de um jornalista, ou de um órgão de comunicação social, entendem-no como um atentado à liberdade de imprensa(???!!!), como se tratasse de uma classe e área profissional de exceção, não sujeita a críticas nem a responsabilidade disciplinar ou criminal.

É com base nesses simplismos alarmistas e desprovidos de sentido, que os negacionistas entendem não haver liberdade de imprensa no país. Mas que absurdo!

Quando os agora negacionistas falam em liberdade, fico com a sensação de que desconhecem, ou fingem desconhecer (o mais provável), o leque das Liberdades Individuais e de Participação Política e de Exercício de Cidadania que a nossa Constituição da República (ver artigo 48 e seguintes) consagra aos cidadãos cabo-verdianos.

Refiro-me, concretamente, às Liberdades Constitucionais: de associação, de expressão, de imprensa, de convocar e aderir à greve, de reunião, de manifestação, de criação de partidos políticos, de filiação partidária, de criação de sindicatos, de filiação sindical, de entrar e sair do país e emigrar sem depender de autorização de saída, de consciência, de religião e de culto, de entre outras legalmente consagradas.

Liberdades de vária natureza, relacionadas com o ser, o pertencer, o agir, o aderir, o escolher, o reivindicar, o participar, o criar, de entre outros valores intrinsecamente ligados à dignidade da pessoa humana.

Contudo, é desde já de perguntar aos agora negacionistas se no gozo da liberdade de expressão, por críticas dirigidas ao poder eleito, em ambientes entre amigos, nas ruas, nas redes sociais, em artigos de opinião nos jornais ou em blog ´s, em análises ou entrevistas nos órgãos de comunicação social, no Parlamento, nas Assembleias Municipais, nas Conferencias etc., se os cidadãos, os negacionistas incluídos, sofrem represálias por isso, e de que tipo? É que nunca indicam casos concretos em número suficiente que possa servir para sustentar a narrativa assumida.

Como já demonstrado, afirmam os negacionistas que em Cabo Verde não existe liberdade de imprensa. Mas são incapazes de indicar casos concretos e em número suficiente de interferência direta do poder político na linha editorial de qualquer órgão de comunicação social, ou de represálias a jornalistas. Negam a existência dessa liberdade meramente com base nas absurdas razões que atrás já indicamos.

É de desafiar os negacionistas a indicarem casos concretos e em número suficiente em que cidadãos são impedidos pelo poder: de criarem e pertencerem a qualquer partido político; de criarem associações sindicais e profissionais; de inscreverem-se em sindicatos ou associações; e de se reunirem e promoverem manifestação. Pelo menos, nunca chegam a indicar casos concretos como exemplo.

Os mesmos negacionistas nunca indicam casos concretos em número suficiente de qualquer cidadão que tenha sido impedido ilegal ou abusivamente de aceder a Funções Públicas ou a cargos eletivos.

É ainda de desafiar os negacionistas a apontarem casos concretos e em número suficiente que sirvam para sustentar a tese da inexistência em Cabo Verde da liberdade de consciência e de prática religiosa e de culto.

Os negacionistas nunca indicam casos concretos em número suficiente de cidadãos cabo-verdianos que tenham sido impedidos ilegal ou abusivamente de entrar e sair do território nacional bem como de emigrar.  A propósito, é de relembrá-los que hoje já não existe o espetro da famigerada Autorização de Saída, existente no regime de partido único.

No que respeita à Greve, direito constitucional de natureza laboral, desafiamos os negacionistas a demonstrarem que os trabalhadores são reprimidos ou perseguidos por gozarem esse direito. Basta ver o uso frequente dessa via de reivindicação e protesto, sobretudo desde 2016, sem sofrerem qualquer represália, aliás, caso fossem reprimidos seria um alarme social, o que não tem acontecido.

Resumindo, é assim, despido de argumentos credíveis e exemplos concretos de repressão e em número suficiente, que essas “classes suspeitas” tentam convencer a opinião pública da gritante aberração que eles alimentam de que as Liberdades Individuais e de Participação Política e de Exercício de Cidadania consagradas na Constituição da República, aprovada em 1992, não existem nem são gozadas de facto em Cabo Verde.

Caríssimos senhores, nem tudo serve de trunfo eleitoral(ista), porquenem toda aberração pega”!

Felizmente que o povo cabo-verdiano sabe, sempre em momento certo, distinguir o trigo do joio, e não embarca em estranhas e contraditórias narrativas, como é o caso, de desesperada conveniência partidária/eleitoralista das tais “classes suspeitas” – os agora negacionistas da nossa liberdade –, e valoriza o país livre em que vive desde o ano 1991.

Mau tempo agrava-se em Portugal com chuva forte, vento e diversas ocorrências

Depressão Leandro é responsável pelas novas ocorrências no País

Portugal enfrenta nesta quarta-feira, dia 4, um novo episódio de mau tempo marcado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente, vento forte e agitação marítima, que levou à emissão de avisos meteorológicos em vários distritos do continente e arquipélagos.

As autoridades têm registado dezenas de ocorrências relacionadas com queda de árvores, inundações e limpeza de vias, com mais de 121 casos só na madrugada desta quarta-feira, segundo a Proteção Civil, que continua a monitorizar a situação.

No contexto deste quadro meteorológico adverso, todos os distritos de Portugal continental estão sob avisos de chuva por vezes forte, e há receios de que as condições se agravem ao longo do dia.

As autoridades recomendam cautela à população, especialmente junto de cursos de água e zonas costeiras, enquanto equipas de emergência continuam ativas para responder aos efeitos do temporal.