Governo não têm poupado esforços para oferecer uma Justiça mais rápida e de qualidade – MpD

Apesar das profundas mudanças introduzidas a partir dos anos 90, o Partido reconhece que o funcionamento da Justiça enfrenta desafios sem precedentes e continua sendo uma das preocupações centrais dos poderes políticos

O Presidente do Grupo Parlamentar do MpD, afirmou hoje que embora a situação em que Cabo Verde se encontra neste momento a viver uma das maiores crises pós pandemia, aliada à situação da seca e da guerra na Ucrânia, o Governo de Cabo verde “não se tem poupado a esforços” no sentido de oferecer aos Cabo-verdianos uma Justiça “rápida e de qualidade”.

Paulo Veiga, que fazia uma declaração política no Parlamento, durante o debate de Situação da Justiça, reconheceu que apesar das profundas mudanças introduzidas a partir dos anos 90, o funcionamento da Justiça enfrenta desafios sem precedentes e continua sendo uma das preocupações centrais dos poderes políticos.

No entanto, ele regozijou-se com processos alcançados e os ganhos conseguidos neste setor, destacando a inauguração do novo Campus da Justiça, considerado como um investimento do Governo que aposta no aumento da dignidade da Justiça, na melhoria das condições do seu funcionamento, com mais salas de audiência, maior segurança e eficiência dos serviços.

Na ocasião, Paulo Veiga referiu sobre as reforma implementadas neste setor, e apontou os dados dos relatórios que dão conta que as pendências tendem a reduzir-se, situando-se em 17% nos últimos 5 anos, o que significa uma diminuição em mais de 2 mil processos, o mesmo também apontou que foram resolvidos 57% dos casos, ou seja, de 13.565 processos entre os 23.725 tramitados, o que segundo o mesmo, demonstra a “vontade dos magistrados em encontrar soluções para a questão das pendências do País.

“Estas importantes reformas irão continuar, apesar de sabermos que a fase de recuperação pós-pandemia e pós conflito na Ucrânia irá confrontar Cabo Verde com a necessidade de fazer, já neste ano parlamentar que ora se inicia, opções de fundo, escolhendo caminhos seguros que nos reconduzam à senda do crescimento económico e estabilidade social”, afirmou.

Na mesma ocasião, o líder parlamentar referiu sobre dois aspetos que considera “essenciais” para a qualificação da democracia e aprofundamento do Estado de Direito, o primeiro prende-se com a necessidade imperiosa de se prestar maior atenção à salvaguarda do Segredo de Justiça, e o segundo aspeto respeita ao fato de que, depois de mais de 22 anos após a sua consagração na Constituição, o direito fundamental dos cidadãos e das empresas a uma tutela jurisdicional efetiva para defesa dos seus direitos e interesses legítimos face à Administração, previsto no artigo 245.º e) da Constituição, não tem sido cumprido mais vezes do que é aceitável.

“É imperativo, assim, que o Governo e a Assembleia Nacional tomem a iniciativa de produzir e aprovar uma nova lei de Justiça administrativa e um novo regime sobre o silêncio da Administração, que estejam em completa conformidade com os princípios e normas constitucionais aplicáveis”, referiu.

Cerca de 70 meninas na Brava vacinadas contra Vírus do Papiloma Humano

Delegado de Saúde da Ilha considera que a adesão tem sido “boa”

O processo de vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano, HPV, que iniciou a 16 de agosto, ainda sob a orientação do antigo Delegado de Saúde da Brava, já abrangeu, até esta data, cerca de 70 crianças. A Delegacia de Saúde continua a trabalhar numa estratégia para fazer a divulgação e sensibilizar os pais e encarregados de educação para vacinarem as suas filhas.

Conforme uma notícia da Agência Inforpress, os dados divergem um pouco, isto porque, anteriormente as orientações eram para ser vacinadas as meninas na faixa etária dos 10 e 14 anos, mas com as novas diretrizes devem aguardar até completarem os 14 anos.

Entretanto, embora considere que a adesão tem sido “boa”, continua alertando para a importância desta vacina, que visa baixar a taxa de morbimortalidade por cancro do colo do útero.

Governo e Câmara da Boa Vista acordam resolver processo de realojamentos das famílias 

Acordo foi ontem assinado, em Sal Rei, pelos Ministros da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social e das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, e o Autarca da Ilha

O Governo e a Câmara Municipal da Boa Vista assinaram ontem, um memorando de entendimento, enquadrado no Programa de Realojamento das Famílias residentes nos assentamentos informais daquela Ilha.

Este memorando reúne as condições necessárias para resolver todos os casos pendentes e segundo a Edilidade, até dezembro finalizar o processo de realojamento das famílias do bairro de Boa Esperança.

De 2017 a esta data, conforme a Autarquia, houve um aumento considerável de barracas no bairro, no entanto, as entidades não descartam a possibilidade de agir de forma coerciva, caso a situação exigir.

“Se não saírem e aceitarem as alternativas oferecidas, o Governo tem que atuar coercivamente e avançar com o processo de demolição”, advertiu o Ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social.

Por sua vez, a Ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, apontou que com os dados atualizados até 2022, houve um acréscimo de mais de 172 famílias a residir nas barracas e acrescentou que há um total de 150 casos que carecem de intervenção urgente, como resistência das famílias em deixar as barracas alegando desagrado com a tipologia disponível ou com o preço de renda, e outros que preferem terrenos e quase 50 não estão abrangidas pelo programa.

No entanto, tanto a Câmara Municipal, como o Governo, apelam ao engajamento da população para que o processo continue a decorrer de forma pacifica, dentro do quadro programado.

Cabo Verde e Portugal assinam protocolo de cooperação no domínio da habitação   

Acordo vai ser assinado à margem da visita da Secretária de Estado da Habitação de Portugal a Cabo Verde

A Secretária de Estado da Habitação, de Portugal, Marina Gonçalves, cumpre uma visita de trabalho, a Cabo Verde, hoje e amanhã, 29, a convite da Ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva.

Nessa visita, prevê-se a assinatura de um Protocolo de Cooperação entre Cabo Verde e Portugal, no domínio da Habitação.

A governante Portuguesa, também vai estar presente, a convite do Governo, na inauguração da estrada da Ribeira dos Picos, no Concelho de Santa Cruz, amanhã, 29.

Proposta de Lei que estabelece Estatuto da Pessoa Idosa aprovada no Parlamento 

Aprovação na generalidade, aconteceu ontem, quinta-feira

A proposta de lei que estabelece o Estatuto da Pessoa Idosa, que visa reforçar as políticas sociais das instituições do Estado, relativamente aos idosos e garantir uma velhice saudável e digna, foi aprovada por unanimidade ontem, 27, durante a segunda sessão plenária de outubro, a decorrer desde quarta-feira.

A Secretária de Estado para a Inclusão Social, Lídia Lima, que fazia apresentação deste Estatuto, referiu sobre um conjunto de medidas que o Governo desde a IX legislatura, tem vindo a adotar para reforçar as medidas públicas para os grupos mais vulneráveis e com isso garantir o crescimento sustentável do País.

De entre essas medidas, Lídia Lima destacou a criação do Plano Nacional de Cuidados, no qual afiançou terem sido formados muitos cuidadores apontando que têm cerca de 224 cuidadores formados em Cabo Verde, no momento, têm o desafio de formar mais formadores.

“Temos o desafio de contratar mais formadores, uma vez que essa necessidade já é sentida no seio dos idosos que vivem nos diferentes Concelhos, temos os desafios de reforçar os financiamentos para as associações que trabalham na área de cuidados, de reforçar também a fiscalização intensificação nos equipamentos sociais que acolhem os idosos de inovar em termos de projetos de acolhimento para idosos, inovar os modelos de funcionamento dos lares de idosos”, disse.

Este Estatuto, de acordo Lídia Lima, prevê atribuição de claras responsabilidades a família à Sociedade, aos poderes públicos para efetivação dos direitos dos idosos através da promoção da cultura do respeito pela pessoa idosa e pelos seus valores, assim como também prevê reforçar a atuação dos poderes públicos na sensibilização das famílias no apoio às organizações que trabalham com idosos e garantir a divulgação de informações sobretudo aquilo que tem haver com processo de envelhecimento.

O referido Estatuto ora aprovado, de acordo com a Secretária de Estado, teve a contribuição dos Concelhos Superiores da Magistratura Judicial, do Ministério Público, do Ministério da Saúde e de muitas organizações da Sociedade civil que trabalham com a terceira idade e de pessoas e personalidades individuas que têm estado a trabalhar nesta matéria no País.

Nessa mesma sessão parlamentar, os Deputados da Nação também aprovaram na generalidade a proposta de lei que estabelece o regime jurídico da comercialização, importação, distribuição e produção de plásticos de utilização única.

Covid-19. Há 6 novos casos positivos

Os casos ativos hoje estão em 30

Nesta quinta-feira, 27, o boletim epidemiológico reportou 6 novos casos positivos, todos na Cidade da Praia. Nas últimas 24 horas foram recolhidas 61 amostras.

Quanto aos recuperados foram reportados 7, sendo 6 na Cidade da Praia e 1 em Tarrafal de Santiago.

O País passa a contabilizar 30 casos ativos 61.950 casos recuperados, 410 óbitos, 46 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 62.445 casos positivos acumulados.

PJ detém funcionário público acusado de crime de burla informática no sal

O arguido também está a ser acusado do crime de peculato, e de apoderar-se, indevidamente, da empresa onde trabalhava, mais de dois milhões de Escudos para uso em proveito próprio

Um homem de 32 anos de idade foi detido na manhã de hoje, pela Polícia Judiciária, na localidade de Ribeira d’Ose, na Ilha do Sal, pela prática de um crime de peculato em curso real com um crime de burla informática.

De acordo com informações da própria PJ, o detido, enquanto funcionário público, no exercício das suas funções, apoderou-se, indevidamente, da empresa onde trabalhava, mais de dois milhões de Escudos para uso em proveito próprio.

Depois de ouvido em Tribunal, ele ficou interdito de sair da Ilha e do território nacional.

Chiquinho BL em nenhum momento esteve certificado para efetuar viagens entre São Vicente e São Nicolau

IMP repõe verdade, entretanto navio D. Tututa voltou a navegar, ligando São Vicente a São Nicolau e Sal

A autoridade marítima explica que o cancelamento de viagens da Cabo Verde Interilhas, CVI, entre São Vicente e São Nicolau não tem nada a ver com autorização das autoridades competentes relativamente a este navio.

O Instituto Marítimo Portuário, IMP, emitiu hoje um comunicado informando que o navio Chiquinho BL, em nenhum momento esteve certificado para efetuar viagens entre São Vicente e São Nicolau.

Conforme a autoridade marítima, a empresa dos transportes marítimos, em nenhum momento efetuou as diligências pelo IMP para comprovar que o navio cumpre com os parâmetros de segurança e de estabilidade para efetuar nessa linha, nesse sentido, a autoridade marítima esclarece que a autorizações das autoridades relativamente a este navio não tem nada a ver com o cancelamento das viagens.

“O cancelamento das viagens entre São Vicente e São Nicolau não tem rigorosamente nada a ver com a autorização das autoridades competentes relativamente ao Chiquinho BL”, refere o IMP.

Ontem, a CVI informou que a viagem São Vicente/São Nicolau, e depois para o Sal, tinha sido cancelada por razões operacionais, no qual garantiram que fariam a reposição da viagem no navio Chiquinho BL assim que fosse autorizado pelas autoridades competentes.

A CVI ainda avançou no mesmo comunicado que a empresa submeteu o pedido de autorização para circulação do referido navio na Ilha de São Nicolau, há mais de um ano.

Entretanto, a viagem de ontem foi reposta hoje, estando o D. Tututa a navegar, neste momento, entre São Nicolau e Sal.

Comissão Interministerial irá resolver atrasos na elaboração dos relatórios

A Comissão foi apresentada hoje. Comissão de Direitos Humanos vai continuar

Foi apresentada hoje na Cidade da Praia, a Comissão Interministerial para a elaboração de relatórios nacionais, decorrentes das convenções Internacionais de Direitos Humanos.

Para o Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, que presidiu a cerimónia, esta criação da Comissão Internacional da elaboração de relatórios irá assegurar a apresentação dos relatórios a tempo, evitando atrasos e incumprimentos.

“Precisamente para evitar qualquer situação de atraso, qualquer situação de incumprimento, temos um secretário-executivo dedicado a esta tarefa, os outros elementos vão partilhar o seu tempo porque estão afetos a outras tarefas, mas a ideia é colocar foco e fazer com que os relatórios sejam produzidos em tempo”, afirmou.

Todavia, diante dos atrasos por parte de Cabo Verde, na apresentação dos relatórios dos Direitos Humanos, o Primeiro-Ministro lançou o desafio para serem elaborados “a tempo”.

A boa nova avançada pelo Chefe do Governo é a continuidade da Comissão Nacional dos Direitos Humanos que, acompanhado da Provedoria da Justiça, estava a ser debatida a sua fusão.

“O Parlamento não deu aval suficiente em termos de votos, para se alterar o quadro existente, portanto a Comissão Nacional dos Direitos Humanos vai continuar com o figurino existente e atual”, assegurou.

Esta Comissão foi criada com o intuito de assegurar a elaboração de relatórios nacionais iniciais e periódicos, obrigatórios, decorrentes das Convenções Internacionais de Direitos Humanos e Protocolos adicionais de que Cabo Verde seja parte.

Criada pelo Governo, esta Comissão Interministerial é constituída por representantes dos Ministério das Finanças e do Fomento Empresarial, Ministério da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, Ministério das Comunidades, Ministério da Administração Interna, Ministério da Justiça, Ministério da Educação e Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

MpD diz que resultado da votação dos órgãos externos do Parlamento foi um duro golpe a Cabo Verde, Estado de Direito e às instituições

Secretário Geral fala numa tentativa de adulterar o espírito da Lei

O MpD disse hoje que o resultado da votação aos órgãos externos da Assembleia Nacional, que aconteceu ontem no Parlamento, foi um “duro golpe” para Cabo Verde, ao Estado de Direito e às Instituições da República que deviam ser suprapartidárias e equidistantes.

Luís Carlos Silva, que falava em conferência de Imprensa, esta quinta-feira, considerou a atitude do PAICV, na Oposição, como sendo uma tentativa de “adulterar o espírito da lei”, de “condicionar” os sistemas de “Check and Balance” e de “subverter” o que de mais importante existe numa democracia, que é a “vontade popular”.

O SG do MpD explicou que tanto os partidos como os parlamentares passaram os últimos meses num longo processo negocial e de tentativa de aproximação dos dados, com vista a criar um quadro de consenso para dotar o País de novos e fundamentais instrumentos para o normal funcionamento do Estado de direito, particularmente na Justiça.

“O MpD deu tudo de si na tentativa de construção deste quadro porque temos o entendimento de que o pilar central de qualquer País que ambiciona (verdadeiramente) o desenvolvimento está na credibilidade das suas instituições, pelo que é nossa obrigação, enquanto Partido no poder, dotar o País do melhor, mais robusto e credível Estado de Direito”, reforçou o político.

Na mesma ocasião, LCS reconheceu que foi um erro pensar que a maioria qualificada compreendia e compreende a importância do consenso e o valor da confiança para este processo, não só para órgãos externos de esfera da Justiça, mas também para os demais temas de maioria reforçada que têm pela frente.

Entretanto, o também Deputado da Nação deixou a garantia aos Cabo-verdianos de que o MpD vai continuar a lutar pelos mesmos valores.