Vítimas de acidente na estrada de Tarrafal de Monte Trigo evacuadas para São Vicente

Duas pessoas sofreram ferimentos graves num acidente ocorrido este domingo

As duas vítimas do acidente de viação ocorrido este domingo na estrada de Tarrafal de Monte Trigo, em Santo Antão, foram evacuadas para o Hospital Batista de Sousa (HBS), na Ilha de São Vicente, devido à gravidade dos ferimentos.

O acidente envolveu um veículo ligeiro que transportava dois ocupantes, únicos envolvidos na ocorrência. Numa primeira fase, os feridos foram assistidos e encaminhados para os serviços de saúde no Porto Novo, mas, após avaliação clínica, foi determinada a sua transferência para São Vicente para cuidados médicos mais especializados.

De acordo com as informações disponíveis, o veículo seguia em direção à Cidade do Porto Novo quando se despistou e capotou. As causas do acidente ainda não são conhecidas.

As autoridades competentes estão a acompanhar o caso, estando a investigação em curso para apurar as circunstâncias em que ocorreu o sinistro.

Ulisses Correia e Silva volta a defender consenso nacional sobre datas históricas

Primeiro-Ministro e líder do MpD, defendeu ontem, sábado, a necessidade de um entendimento definitivo em Cabo Verde em torno das datas históricas do País, sublinhando que marcos como a Democracia, a Liberdade e a Independência Nacional não devem ser partidarizados nem colocados em confronto político

As declarações do Chefe do Governo e Presidente do MpD foram feitas no quadro das celebrações do Dia da Liberdade e da Democracia, assinaladas em São Vicente, ocasião que serviu também para um apelo direto às lideranças partidárias no sentido de se ultrapassarem divergências e se promover um consenso nacional sobre a valorização da história Cabo-verdiana.

UCS vinca que o 13 de Janeiro, data que marca a instauração da democracia pluralista em Cabo Verde, é um marco “importantíssimo” da história nacional, a par do 5 de Julho, Dia da Independência Nacional, assumindo que são datas estruturantes da identidade do País, pelo que não devem ser usadas como instrumentos de combate político, nem para gerar fraturas sociais.

“Estamos a falar de um marco importantíssimo da história de Cabo Verde: Democracia e Liberdade. A par da independência são duas datas que marcam a história da nação Cabo-verdiana, não devem ser partidarizadas, não deve-se criar fraturas sociais nem colocar em confronto as datas”, sustentou.

O líder partidário, rejeitou qualquer lógica de confronto entre o 13 e o 20 de Janeiro, “nem muito menos fazer a confrontação” com o 5 de Julho.

O Chefe do Governo mostrou-se crítico em relação a decisões que, no seu entender, contribuem para a polarização em torno das datas históricas, apontando como exemplo o cancelamento da tradicional Corrida da Liberdade, realizada desde 2010 no dia 13 de Janeiro. Para o Primeiro-Ministro, a interrupção de uma iniciativa com esse simbolismo, associada à promoção de um evento alternativo noutra data, representa uma opção que não contribui para o espírito de união e entendimento nacional.

“Fica muito complicado entender algumas decisões, como cancelar a Corrida da Liberdade que é uma tradição que já vem desde 2010, coincidentemente e bem, e foi concebido assim para acontecer no 13 de Janeiro e de repente há um apagão porque alguém que é Presidente da Câmara e Presidente do PAICV resolve não fazê-lo, e resolve fazer em confrontação uma outra corrida, a de 20 de Janeiro, não numa perspetiva inocente, mas fazer combate de datas”, lamentou.

O Chefe do Governo reforçou que não está em causa a realização de múltiplas iniciativas ou celebrações, mas sim a intenção por detrás das decisões. “Podem haver todas as corridas, mas fica muito mal tomar decisões desse tipo”, disse.

Com este posicionamento, UCS reiterou a importância de preservar a Democracia e a Liberdade como património coletivo dos Cabo-verdianos, defendendo que o respeito pelas datas históricas deve estar acima de interesses partidários e servir como fator de coesão nacional.

Mais de dois milhões de escudos em prémios: Corrida da Liberdade promete ser a maior edição de sempre

Já são conhecidos os prémios da Corrida da Liberdade – Edição Especial dos 35 anos da Liberdade e da Democracia, e os números falam por si: mais de dois milhões de escudos serão distribuídos aos atletas, numa das maiores bolsas de prémios alguma vez associadas a uma prova desportiva popular em Cabo Verde.

A corrida, marcada para 13 de janeiro, vai muito além da competição. Celebra a liberdade, a democracia, a superação individual e o espírito coletivo, premiando o mérito até ao 10.º lugar em várias categorias, num claro sinal de inclusão e valorização do esforço desportivo.

Prémios para várias categorias e todos os níveis

A organização contempla um leque alargado de participantes, com prémios distribuídos nas seguintes categorias:

  • Seniores
  • Veteranos
  • Paralímpico
  • Paralímpico cadeirantes
  • Jovens

Os valores atribuídos, conforme a tabela oficial de prémios, garantem compensações financeiras significativas para homens e mulheres, reforçando a atratividade da prova e o reconhecimento do desempenho atlético.

Desporto, inclusão e cidadania

Ao integrar categorias paralímpicas e jovens, a Corrida da Liberdade afirma-se também como um evento inclusivo, que promove igualdade de oportunidades, participação cidadã e valorização do desporto como ferramenta de coesão social.

Informações práticas

  • Data: 13 de janeiro
  • Concentração: 8h00
  • Local: Largo do Estádio da Várzea

🔗 Inscrição – Corrida:
https://forms.gle/ArV7geA1VrovXiKy5

🔗 Inscrição – Caminhada:
https://forms.gle/v3NocjUVErnT6oZt6

Um convite à participação

Correr na Corrida da Liberdade é competir, mas é sobretudo celebrar uma data maior da história nacional, num ambiente de festa, desporto e cidadania ativa. Com prémios expressivos, organização estruturada e um forte simbolismo histórico, a edição especial dos 35 anos promete mobilizar atletas, famílias e toda a comunidade.

No dia 13 de janeiro, a liberdade também se corre. 🏃‍♂️🏃‍♀️🇨🇻

Travadores com possibilidade de chegar à liderança do campeonato

Encarnados, em caso de vitória, podem alcançar o campeão, Boavista, que empatou na sexta-feira

A equipa dos Travadores tem uma oportunidade clara de chegar à liderança do campeonato regional de futebol de Santiago Sul, quando este domingo defrontar o Relâmpago, em partida referente à 9.ª jornada da competição. Um triunfo permitirá aos Travadores igualar o líder provisório, o Boavista, que não foi além de um empate na ronda.

Na mesma jornada, após o encontro dos Travadores, entram ainda em campo as formações da Académica e dos Unidos do Norte, num jogo que também poderá influenciar a classificação geral.

Os jogos deste fim-de-semana já trouxeram vários resultados relevantes. No sábado, a Ribeira Grande venceu de forma categórica o Benfica por 3-0, enquanto Sporting e Desportivo empataram sem golos. Na sexta-feira, o campeão em título, Boavista, cedeu igualmente um empate a zero frente ao Vitória, tal como aconteceu no duelo entre Celtic e Bairro, que terminou sem qualquer golo.

À condição, o Boavista lidera a tabela classificativa com 21 pontos. Os Travadores surgem na segunda posição, com 18 pontos e menos um jogo disputado, enquanto o Desportivo ocupa o terceiro lugar, com 17 pontos. A jornada promete, assim, mexer com o topo da classificação e aumentar a competitividade na luta pelo primeiro lugar.

Vitória de Guimarães vence Taça da Liga em Portugal

Primeira Taça da história do clube foi conquistada ontem, sábado, ante o Sporting de Braga

O Vitória de Guimarães conquistou ontem, sábado, a Taça da Liga, alcançando assim o primeiro título desta competição na história do clube. Num encontro marcado pelo equilíbrio e pela forte rivalidade minhota, a equipa Vimaranense levou a melhor frente ao Sporting de Braga e escreveu uma página memorável no seu percurso desportivo.

A final, disputada num ambiente intenso dentro e fora das quatro linhas, ficou marcada pela organização tática do Vitória e pela eficácia nos momentos decisivos do jogo. O Braga tentou assumir a iniciativa em vários períodos da partida, mas encontrou pela frente um adversário sólido defensivamente e determinado em aproveitar as oportunidades criadas.

Ao longo do encontro, as duas equipas protagonizaram um duelo competitivo, com ocasiões de golo para ambos os lados e grande entrega dos jogadores. No entanto, foi o Vitória de Guimarães quem conseguiu ser mais eficaz, garantindo a vantagem necessária para levantar o troféu no final da partida.

Com este triunfo, o clube de Guimarães celebra um momento histórico, reforçando o seu estatuto no futebol Português e oferecendo aos seus adeptos uma conquista inédita. A Taça da Liga junta-se agora ao palmarés do Vitória, coroando uma campanha consistente e marcada por ambição, trabalho coletivo e espírito de superação.

No final do jogo, a festa fez-se sentir entre jogadores, equipa técnica e adeptos, que celebraram juntos um título há muito desejado e que ficará para sempre na memória do clube.

13 de Janeiro de 1991: Liberdade, democracia e responsabilidade histórica

O 13 de janeiro de 1991 não é apenas uma data simbólica. É o dia em que o povo de Cabo Verde, pela primeira vez em plena liberdade, escolheu democraticamente o seu destino. Nesse momento histórico, Cabo Verde rompeu com o regime de partido único e afirmou, de forma clara e inequívoca, o pluralismo político, a alternância democrática e a soberania popular.

Foi nesse dia que o povo cabo-verdiano escolheu o Movimento para a Democracia (MPD) como expressão política da liberdade conquistada e como instrumento da transição pacífica para um Estado de Direito democrático. Essa escolha não foi circunstancial: foi consciente, estruturante e fundadora da democracia cabo-verdiana.

Décadas depois, o significado profundo do 13 de Janeiro permanece plenamente atual.

Vivemos tempos exigentes, marcados por instabilidade internacional, fragilização das democracias e pelo ressurgimento de discursos que relativizam a separação de poderes, a autonomia das instituições e o pluralismo político. É precisamente nestes contextos que a memória democrática deixa de ser apenas evocação histórica e passa a ser dever cívico.

Apoiar hoje o MPD e Ulisses Correia e Silva é honrar o espírito do 13 de Janeiro de 1991. É reafirmar a escolha feita pelo povo quando disse não ao pensamento único e sim à liberdade, à democracia constitucional e ao equilíbrio entre os poderes do Estado.

Ulisses Correia e Silva deu provas claras, tanto na governação local como na nacional, de respeito pela Constituição, pela independência do poder judicial, pela autonomia do poder legislativo e pela responsabilidade do poder executivo. A sua liderança assenta na serenidade institucional, no diálogo democrático e na convicção de que governar não é dominar, mas servir.

Em contraste, a atual oposição liderada pelo PAICV, sob a liderança de Francisco Carvalho, revela sinais preocupantes para a saúde da democracia. O fraco desempenho governativo na Cidade da Praia, os conflitos internos recorrentes e, sobretudo, a assunção pública de um “entendimento sólido e de aço” de matriz de partido único não podem ser relativizados nem normalizados.

Esse tipo de visão política é incompatível com a democracia plural conquistada em 1991. Confundir o poder executivo com o judicial ou o legislativo, desvalorizar os mecanismos de controlo democrático e subordinar as instituições à lógica partidária não é uma divergência ideológica legítima — é uma ameaça ao Estado de Direito.

O 13 de Janeiro de 1991 ensina-nos que a democracia não é irreversível. Constrói-se, protege-se e renova-se todos os dias. Cada geração tem a responsabilidade de defender as instituições que herdou, para que a liberdade não se transforme em discurso vazio nem em nostalgia sem conteúdo. Apoiar o MPD e Ulisses Correia e Silva, hoje, é mais do que uma opção política conjuntural. É um ato de fidelidade histórica à data que fundou a nossa democracia, à escolha livre do povo cabo-verdiano e à defesa intransigente do pluralismo, da separação de poderes e da dignidade da política.13 de Janeiro conta.

A liberdade conta.

A democracia conta.

E a escolha consciente do povo continua a contar.

Iliseu Cardoso promete impugnar eleições na FCF

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Candidato vencido alega não ter havido imparcialidade dos órgãos responsáveis pela eleição na Federação

O candidato vencido às eleições para a presidência da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), Iliseu Cardoso, anunciou a intenção de impugnar o processo eleitoral, alegando falta de imparcialidade por parte dos órgãos responsáveis pela organização do escrutínio.

Iliseu Cardoso, que encabeçou a lista A, afirmou que a eleição realizada este sábado, 10, não decorreu de forma transparente.

Em declarações à Imprensa, após a divulgação dos resultados que deram vitória à candidatura de Mário Semedo, o candidato derrotado defendeu que a razão está do lado da sua lista.

“Não houve imparcialidade por parte da comissão eleitoral”, afirmou.

Segundo Iliseu Cardoso, a sua candidatura interpôs vários processos ao longo do processo eleitoral, mas os respetivos acórdãos só foram conhecidos na manhã deste sábado, poucas horas antes do início da votação, o que, no seu entender, comprometeu a equidade do ato eleitoral.

A FCF foi a votos este sábado, tendo Mário Semedo sido reeleito Presidente com sete votos, contra cinco.

Concessão dos aeroportos. Primeiro-Ministro destaca “ganhos visíveis”

Ulisses Correia e Silva destacou que concessão da gestão aeroportuária constitui “uma medida de política acertada”, com resultados visíveis. Há perspetivas de impacto ainda maior

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que a concessão da gestão aeroportuária à Cabo Verde Airports constitui “uma medida de política acertada”, com ganhos já visíveis e perspetivas de impacto ainda mais significativo no futuro.

Falando este sábado na ilha do Sal, por ocasião do encerramento da primeira fase da modernização dos aeroportos nacionais, o Chefe do Governo destacou os investimentos realizados, estimados em cerca de 80 milhões de euros. Segundo sublinhou, estas intervenções irão colocar Cabo Verde “num outro patamar”, ao nível da segurança operacional, organização, eficiência e conforto dos terminais de passageiros, bem como no aumento da oferta comercial e na melhoria da sustentabilidade energética, hídrica e ambiental.

“Definimos como objetivo posicionar Cabo Verde como plataforma aérea e destino turístico competitivo. Este é um objetivo partilhado entre o Governo e a concessionária CV Airports”, afirmou.

Relativamente ao novo pacote de investimentos, o Primeiro-Ministro destacou as intervenções estruturantes previstas para os aeroportos do Sal, da Cidade da Praia, da Boa Vista e de São Vicente.

“Há motivos para celebrarmos o presente e reforçarmos a confiança no futuro próximo. As perspetivas são boas no turismo e no aéreo negócio, que ganhará um aumento de valor com a privatização da Cabo Verde Handling”, pontuou.

Chefe do Governo testemunha conclusão da primeira fase de modernização dos aeroportos nacionais

Segunda fase prevê investimentos adicionais de 142 milhões de Euros

O Chefe do Governo testemunhou, este sábado, dia 10, na Ilha do Sal, a conclusão da primeira fase do processo de modernização dos aeroportos nacionais, na sequência da concessão à VINCI Airports, formalizada em julho de 2022, por um período de 40 anos.

Na ocasião, um responsável da VINCI destacou tratar-se de um “momento crucial” tanto para o País como para a Cabo Verde Airports, sublinhando o sucesso da primeira fase dos investimentos realizados nas infraestruturas aeroportuárias nacionais.

Importa referir que, nesta fase inicial, foram aplicados cerca de 80 milhões de Euros em diversos aeroportos e aeródromos do Arquipélago, com o objetivo de reforçar a segurança, a eficiência operacional e a qualidade dos serviços prestados aos passageiros.

A segunda fase do projeto contempla um novo pacote de investimentos no valor aproximado de 142 milhões de Euros, a ser executado ao longo de um horizonte de três anos, visando dar continuidade ao processo de modernização e consolidação do setor aeroportuário nacional.

EFAT e FC Porto lançam escola Dragon Force em Cabo Verde

A nova escola dará continuidade ao trabalho já desenvolvido pela EFAT na Cidade da Praia e terá como foco a identificação e valorização do talento jovem Cabo-verdiano

A Associação Escola de Futebol Achada Grande Trás (EFAT) e o FC Porto formalizaram uma parceria para a criação da escola de futebol Dragon Force by FC Porto em Cabo Verde, um projeto dedicado à formação desportiva e humana de crianças e jovens.

Conforme um comunicado da Associação, a nova escola dará continuidade ao trabalho já desenvolvido pela EFAT na cidade da Praia e terá como foco a identificação e valorização do talento jovem Cabo-verdiano, aliando o treino futebolístico à transmissão de valores como disciplina, rigor, respeito e espírito de equipa. O acordo prevê ainda a formação contínua de treinadores locais segundo a metodologia oficial do FC Porto.

Esta iniciativa integra a estratégia de expansão internacional da Dragon Force, passando Cabo Verde a fazer parte da rede global de escolas do clube português.