Sobe para 43 o número de mortos nos ataques na Nigéria

Último balanço dava conta de 15 mortos

O número de mortos em dois ataques de homens armados no noroeste da Nigéria subiu para 43, de acordo com um novo balanço divulgado na noite de quarta-feira pelas autoridades locais.

O último balanço dava conta de 15 mortos. Bandos criminosos, conhecidos localmente como “bandidos”, têm vindo a aumentar a frequência e intensidade dos ataques nas zonas central e noroeste do País mais populoso de África nos últimos meses.

No domingo à noite, dezenas de atacantes invadiram as cidades de Illela e Goronyo no estado de Sokoto, cujo Governo atualizou para 43 o número de mortos dos ataques.

“Este não é um número baixo. É muito triste. Este incidente afeta-nos muito”, afirmou o governador local, Aminu Waziri Tambuwal, citado numa declaração.

As forças de segurança Nigerianas têm vindo a realizar ofensivas aéreas e terrestres em campos de bandidos no vizinho estado de Zamfara, epicentro da violência, desde setembro.

Os bandidos, em fuga das operações militares em Zamfara, criaram campos perto da fronteira com o Níger, nomeadamente em Sokoto, de onde têm lançado ataques às comunidades.

Em outubro, os bandidos abriram fogo num mercado em Goronyo, matando 43 comerciantes. O incidente aconteceu poucos dias depois de um ataque a outro mercado, na comuna de Sabon Birni, na qual 19 pessoas foram mortas.

Ainda que os bandos criminosos não tenham até agora dado indicações de que tenham quaisquer reivindicações ideológicas, existem preocupações crescentes sobre a infiltração de ‘jihadistas’ nesses grupos.

 

São Vicente. Homem em prisão por agredir sexualmente sua própria filha

Crimes vinham sendo cometidos desde 2017, até à presente data. Vítima tem hoje 17 anos

As autoridades Judiciais de São Vicente aplicaram como medida de coação, prisão preventiva a um homem de 38 anos, suspeito de ter agredido sexualmente a sua própria filha.

De acordo com informações da Polícia Judiciária, o suspeito, residente em Ribeirinha vinha violentando a sua filha desde 2017 até a presente data.

A vítima, hoje com 17 anos, vinha sendo agredida sexualmente desde os 13 anos.

O homem foi detido, no passado dia 12 deste mês, fora de flagrante delito, a mando do Ministério Público.

Quem também ficou em prisão preventiva é um suspeito de 31 anos, por alegadamente ter cometido crime de VBG contra a sua companheira.

O suspeito, residente em Alto Casa D’água, em Monte Sossego, foi detido no dia 10 do corrente mês, também a mando do Ministério Público.

 

 

Rapper Young Dolph morto a tiro aos 36 anos

O rapper Norte-americano foi assassinado a tiro, esta quarta-feira, no Tennessee

Dolph estava à porta de uma loja de bolachas na sua cidade natal, Memphis, no Tennessee, quando foi baleado mortalmente. O atirador está em fuga, a ser procurado pelas autoridades.

“A trágica morte a tiro do artista rap Young Dolph serve como um lembrete da dor que o crime violento traz consigo”, reagiu o Presidente da Câmara de Memphis, Jim Strickland, em comunicado.

Young Dolph, que cantava sobre vida de rua, gangues e tráfico de droga, já tinha sobrevivido a outros tiroteios. Em setembro de 2017, foi baleado depois de uma discussão num hotel de Los Angeles. E antes, em fevereiro desse ano, o seu carro tinha sido atingido mais de 100 vezes – incidente que inspiroui a música “100 shots” (100 tiros).

 

Governo não vai deixar as empresas à sua sorte

Garantia é do Primeiro-Ministro e foi deixada à margem da abertura da FIC. Ulisses Correia e Silva garante, por outro lado, que o agravamento de impostos não vai afetar bens básicos e que as famílias mais vulneráveis terão a “devida compensação”

Em 2022 Cabo Verde vai precisar de fazer “algum agravamento” fiscal porque o País “não pode” continuar a endividar-se. O sublinhado é do Primeiro-Ministro, à margem da inauguração da 24.ª edição da Feira Internacional de Cabo Verde, ontem na Cidade da Praia.

Entretanto, Ulisses Correia e Silva garante que o seu Governo não vai deixar as empresas abandonadas à sua sorte. Com isto prometeu um Estado parceiro, ao lado das empresas e observou que em havendo dificuldades nas empresas é sinónimo de dificuldades no emprego.

“Precisamos garantir que este País cresça a sua economia e possa gerar empregos com empresas”, apontou em entrevista à TV pública.

O ano de 2022 vai continuar a ser de alguma dificuldade, mas encarando os problemas de frente, UCS aponta para a necessidade de se criar “condições de sustentabilidade”, mas avisa que são medidas transitórias. “2022 vai continuar a ser um ano difícil mas são medidas necessárias para podermos recuperar, relançar e fazer crescer novamente a economia do País”.

Quanto à lay-off que termina em dezembro ou as Moratórias que cessam em março do próximo ano, o Governo garante que haverá outras compensações. Vários hotéis estão a reabrir e os empregos estão a ser retomados, congratulou o PM que garante não deixar as empresas à sua sorte.

Quanto a agravamento de impostos, o PM garante que não vai afetar bens básicos e que as famílias mais vulneráveis terão a “devida compensação”.

“O IVA não vai afetar bens básicos tipo arroz, cereais, trigo, medicamentos, livros escolares estarão isentos”, garantiu UCS que assegura que alguns produtos que estavam isentos na Taxa de Direito de Importação, cuja proposta é aplicar 5%, “também não abrange bens essenciais”.

E o PM lembra haver “outas medidas” de compensação relativamente a bens como água e eletricidade, nomeadamente, a redução do IVA.

PM inaugura hoje Embaixada de Cabo Verde na Nigéria

UCS afirma que objetivo é reforçar a presença diplomática Cabo-verdiana na comunidade regional, já que a referida embaixada também representa o País junto da CEDEAO

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva inaugura hoje a Embaixada de Cabo Verde na Nigéria, que representa também o País junto da CEDEAO.

De acordo com o Chefe do Governo que falava em declarações reproduzidas pela RCV, o objetivo é reforçar a presença diplomática Cabo-verdiana na comunidade regional.

“Vai permitir melhor proximidade, de estarmos por dentro dos dossiês, por dentro daquilo que são as decisões e influenciar também. É Cabo Verde com uma presença mais ativa e mais forte”, disse UCS.

O Governo oficializou em janeiro deste ano a criação de uma Embaixada na Nigéria, justificada com a importância daquele País e para ser “mais interventivo” nas decisões da CEDEAO. Cabo Verde justifica a medida com a “necessidade de se garantir uma melhor cobertura diplomática na sub-região Oeste Africana” e assim “assegurar uma mais eficaz proteção dos interesses nacionais”.

Para as autoridades nacionais, a Nigéria é “estratégica” para qualquer País da África Ocidental, face “ao seu peso político e económico” na sub-região e por ser o Estado-sede da CEDEAO de que o nosso País é membro.

Recorde-se que de acordo com um despacho, do então Presidente da República, de 6 de outubro, Belarmino Monteiro Silva foi o nomeado Embaixador de Cabo Verde ma Nigéria, para exercer a função em comissão de serviço, com residência em Abuja.

 

FIC com 125 empresas

Feira foi inaugurada ontem e decorre até ao dia 20, na Capital Cabo-verdiana

Um total de 125 empresas estão presentes nas edição 2021 da Feira Internacional de Cabo Verde, inaugurada ontem pelo Primeiro-Ministro.

A Administradora da FIC, Angélica Fortes, fala numa feira “rica” em termos de setores da economia “porque praticamente todos os setores estão aqui representados”. Ela dá conta ainda de uma edição “especial (…) uma feira enriquecida”.

Nesta 24.ª FIC participam 125 empresas, organizadas em 230 stands que ocupam cerca de 3.700 metros quadrados de área coberta e 2 mil metros quadrados no exterior do pavilhão, em Achada Grande Frente, na Cidade da Praia.

Cabo Verde ocupa 63% de presença na FIC, seguida de Portugal com 23%. Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Áustria e Mauritânia são outros países cujas empresas fazem-se presentes nesta edição que regressa à Capital Cabo-verdiana.

Primeiro-Ministro anuncia linha de crédito de nove milhões de contos de apoio à retoma económica

Essa linha será lançada já no próximo ano. Ulisses Correia e Silva falava na abertura da FIC, onde anunciou também a revisão do Código Laboral para a melhor produtividade

O Primeiro-Ministro anunciou ontem que o Governo vai lançar já no próximo ano uma linha de crédito, no valor de nove milhões de contos, para apoiar a retoma económica no País. “Tive o prazer de anunciar que medidas de apoio às empresas e ao investimento vão ser reforçadas: 9 milhões de contos de linhas de crédito para a retoma económica; criação de Fundo de Impacto para apoio às MPME’s; reforço da capacidade de intervenção da Pro Capital, da Pro Empresa e da Pro Garante para operações de capital de risco, assistência técnica e garantias, no montante total de 30 milhões de Dólares”, anunciou o Chefe do Governo.

Segundo UCS, serão ainda avançados o programa Operacional do Turismo com um investimento de 50 milhões de Euros nos próximos 5 anos; o Programa de apoio à indústria transformadora nacional, o Programa de seguro de Crédito à exportação, implementação em janeiro do próximo ano, da Lei de Garantias de Registo de Bens Móveis; implementação no próximo ano da Janela Única de Comércio Externo; Operacionalização do regime de insolvências e recuperação de empresas em situação de stress financeiro e o Programa de promoção de fusões e aquisições para estimular e incentivar a realização de operações financeiras de fusões e aquisições.

UCS, que falava na abertura da FIC, perante centenas de empresários, nacionais e internacionais, anunciou ainda a revisão do Código Laboral, para uma melhor produtividade. “Vamos ter de mexer no Código Laboral, sim, para flexibilizar, mas para introduzir maiores níveis e melhores níveis de produtividade no trabalho”, vincou, anunciando ainda que para além disso, serão feitas várias reformas, com especial incidência nos transportes aéreos e marítimos, na gestão dos aeroportos e dos Portos marítimos, na segurança social, na modernização e digitalização da administração pública e na melhoria do Doing Business.

O País, disse, está a viver “momentos difíceis, mas é transitório”.

A economia mundial, perspetiva, irá recuperar e a economia Cabo-verdiana também. “Numa perspetiva de médio e longo prazo, privilegiamos investimentos em transformações estruturais que tornem a economia mais resiliente e mais diversificada. E o setor privado terá um papel relevante nessas transformações: transição energética, viabilização da agricultura, transformação digital e a economia digital, desenvolvimento da economia azul, o turismo mais diversificado e desconcentrado, a dinamização da indústria”, precisou. O Governo, vincou, está confiante porque há sinais positivos, como retoma Turismo, que trouxe a reabertura dos hotéis, retorno ao emprego, crescimento IDE e procura externa de Cabo Verde e importantes investimentos privados em curso no turismo, na saúde, na aquacultura.

De realçar que só em 2020, em meio da pandemia, foram aprovados novos projetos privados no valor superior a 1.200 milhões de Euros.

Covid-19. Alemanha regista novo valor máximo com mais de 65 mil casos

A incidência também continua a subir, tendo o País registado 336,9 casos por 100 mil habitantes

Nas últimas 24 horas, a Alemanha registou um novo máximo, tendo notificado mais de 65 mil novos casos (65.371) por Covid-19. O País registou ainda mais 264 mortes, segundo os dados revelados esta quinta-feira pelo Instituto Robert Koch.

A incidência cumulativa a sete dias continua a aumentar, fixando-se hoje nos 336,9 casos por 100 mil habitantes. Para efeitos de comparação, no dia anterior tinham sido registados 319,5 e há uma semana 249,1.

Desde o início da pandemia, o País totaliza 5.195.321 casos de infeção e 98.538 óbitos.

Resultados da COP26 ficaram “muito aquém das expetativas iniciais”

Afirmação é do Ministro da Agricultura e Ambiente. Gilberto Silva reconhece, entretanto, alguns avanços nos temas de negociações

A Conferência Mundial do Clima, COP26, que aconteceu em Glasgow, na Escócia, terminou no dia 13 de novembro, e é chegada a hora de se fazer o balanço, da participação de Cabo Verde na Cimeira.

O Ministro da Agricultura e Ambiente considerou que os resultados ficaram “muito aquém das expetativas iniciais”, não obstantes alguns avanços conseguidos.

De acordo com Gilberto Silva a assunção da meta de 1,5ºC não foi atingida nesta COP, tendo em conta os compromissos apresentados pelos principais países emissores de gases de efeitos de estufa, que contribuem para o aquecimento global e a temperatura média do planeta no final do século que será aumentada em 2,4 graus.

Conforme disse o governante, “isto é muito mau para o planeta”, principalmente para um pequeno País insular como Cabo Verde. “A meta estabelecida em 2009 na COP 15, em Copenhaga, de disponibilização de 100 bilhões de Dólares para o financiamento climático até 2020 passou nesta COP para 2025, o que dificulta a aceleração da ação climática”, acrescentou.

Outro aspeto a lamentar é o facto de não ter havido um consenso em como as perdas e danos resultantes das mudanças climáticas nos países devem entrar no pacote de financiamento global.

Cabo Verde participou também em várias reuniões de negociações e eventos à margem da COP26, e sempre posicionou a favor das iniciativas globais sobre a declaração sobre a floresta e o uso de terra, a declaração sobre a emissão zero de veículos e a declaração sobre a agenda inovadora do clima.

Não obstantes dos aspetos menos conseguidos, na Cimeira, disse Gilberto Silva, houve avanços nas negociações, como por exemplo na matéria do financiamento climático, e Cabo Verde como um País Arquipelágico ganhou com essa medida. Além disso, outro ganho é que o pacote do livro de regras do Acordo de Paris que já foi concluído.

“Foi finalmente definido o quadro de transparência que constitui a espinha dorsal do acordo de Paris, ou seja, o mecanismo que permite os países apresentarem da mesma forma os respetivos relatórios de transparência para que se possa avaliar se os recursos alocados foram efetivamente aplicados na ação climática”, reforçou.

Na COP26, houve ainda consenso entre as partes na eliminação progressiva do uso do carvão par fins energéticos e na eliminação dos demais combustíveis fósseis.

 

Pandemia- Cisne negro- A nova ordem económica mundial

A Covid -19 causou a maior crise sanitária e económica. A pandemia, infelizmente, na fase inicial prescreveu a regra do jogo, até porque não existia uma literatura, até então, sobre o mesmo, assim sendo, obrigou o mundo inteiro com o “fique em casa”

Assim sendo, os governantes, a nível mundial, tiveram que abrir os cordões para dar sustentabilidade ao fenómeno “fique em casa”, ou seja, aumento de liquidez na economia ou expansão monetária. Entretanto, esses incrementos nunca estiveram em sintonia com a produtividade ou produção, aliás, este estava em declino, sobretudo, porque não havia mão de obras disponíveis, e por consequente deparamos hoje com impactos nocivos no que toca os níveis de preços – Inflação.

Na verdade, o SARS –COV -2 demonstra ser uma espécie de câncer que deixa sequelas ou que finge ser vencida e depois recrudesce. A título de exemplo, devido a Covid -19 o mundo enfrenta a maior crise logístico de últimos tempos, o custo para enviar ou transportar um contêiner da China para a costa oeste dos EUA teve um aumento estratosfera conforme o gráfico infra. (https://www.bbc.com/portuguese/geral-58454798)

Fonte: farmenews.com.br

E, como a cadeia produtiva tornou-se muito interligada os preços estão a sofrer aumentos significativos em todo mundo. Ou seja, além dos preços dos bens e serviços estão a aumentar por causa da expansão monetária, o aumento do mesmo também tem sido engendrado pela crise logística. Desta feita, podemos assegurar que a pandemia, é, sim, a nova ordem económica mundial e a causa e efeito pela inflação ressonante e sem precedentes que o mundo enfrenta.

No entanto, terminado o capítulo SARS –COV -2, o mundo também está a ser massacrado com o choque do petróleo, típico de tempestade mais – que – perfeita, causando uma crise energética global. Visto que, com o aumento do preço da energia, o fator de produção mais pertinente, provocada pelo choque do petróleo, toda a cadeia de suprimentos será impactada, o que nos leva a uma inflação galopante e de longo prazo segundo as previsões dos analistas.

Assim, a inferência que podemos tirar é que estamos perante a uma nova onda de coronavírus – a inflação.

A inflação é o maior problema económico que uma Nação possa enfrentar, pois, este roí o poder de compra das famílias e das empresas, empobrece o País e leva o povo, porventura, a depressão.

Todavia, analisando, internamente, estará Cabo Verde preparada para fazer frente as problemáticas supracitadas? Infelizmente, afirmo, categoricamente que não. Mas, porque digo que não? Naturalmente, porque a nossa situação macroeconómica não nos favorece.

Vamos aos fatos:

Cabo Verde possui um deficit orçamental e a dívida publica (154% do PIB) exorbitante.

Ora, como se combate o deficit e dívida pública? O primeiro, deva ser via cortes das despesas, e/ou aumento das receitas fiscais para que as contas publicas possam ser equilibradas. No meu ver, de acordo com o contexto macroeconómico, a dinâmica económica não permitiria incremento das receitas fiscais, nesse sentido, apenas nos resta cortes das despesas significativas.

Por sua vez, a dívida pública há de ser superada através do superavit primário ou crescimento do PIB, com o intuito de reduzir o rácio divida/PIB. Porem, infelizmente, pela “ironia do destino” vejo – o pouco provável. E, se me perguntarem o porquê de tanto ceticismo da minha parte, em relação ao crescimento do PIB para que possamos aumentar as receitas fiscais ou reduzir o rácio? Responderia o seguinte: aritmeticamente ou matematicamente falando é improvável, por questão da identidade do PIB, apesar de não impossível.

PIB= C+I+G+(X-I) onde:

C= consumo das famílias;

I= consumo dos privados;

G= Gastos do Governo;

(X-I) =exportações liquidas.

Desmistificando a identidade, ou as variáveis acima descritas:

Nesse contexto internacional de altas dos preços ou inflação, o poder de compras das famílias foi praticamente aniquilado, assim sendo, queda no consumo, idem para o setor privado C+I).

Por sua vez o Governo de Cabo verde, no meu ver, já não possui munições suficientes para fazer frente a crise, pois a pandemia consumiu, praticamente, todos os recursos, melhor dizendo, queda dos Gastos governamental (G) e por último, de ponto de vista lógico, com a crise logístico teremos uma acentuada queda no comércio internacional, especialmente, no que tange empresas de menor porte, em outras palavras, deficit na balança comercial (X-I) negativo.

Tendo em conta, a análise supra, em 2022 não teremos aumento do PIB necessário, ao ponto de dar sustentabilidade nas receitas fiscais e diminuição do rácio da dívida/PIB por meio da dinâmica económica.

Posto isto, o País carece de sacrifício de todos e todas, principalmente o Governo no que tange a contenção ou rigor nas despesas públicas.

Contudo, os cenários internacionais e nacionais não são animadores, porem, há que sermos antifragil para transpormos a instigação em causa – florescer ou crescer perante eventos impressíveis. urge sermos ousados para que possamos ultrapassar os impactos da crise.

Não devemos pensar em ser apenas resiliente, pois este significaria resistir ao impacto e permanecer estático e muito menos sermos frágeis, até porque estamos em contratempo, caso contrario será uma década aquém ou muito aquém das expectativas dos Cabo – Verdianos.

Pois, o vento apaga uma vela, mas energiza o fogo, dito de outra forma, veio o vento (crise) há que sermos Fogo.

Temos que ser antifragil, e para isso devemos aceitar a aleatoriedade, volatilidade a incerteza ou a crise pelo qual deparamos, porem só assim conseguiremos ordem em detrimento do pseudo – ordem. É nesse sentido que podemos prosperar ou crescer mediante a crise.

Efetivamente, na política impera aprender o mecanismo de ANTIFRAGILIDADE, para que os decisores políticos possam construir uma guia ampla e sistemática da tomada de decisões não preditiva como: a incerteza, o invisível, o opaco ou inexplicável. O objetivo passa por saber domestica – lo ou até domina – lo e por fim conquista – lo.

Por fim, destaco que quando estamos perante grandes desafios tendemos a sentir inspirado ou motivado, e com isso as nossas mentes ou pensamentos transcendem as nossas grilhetas, as nossas forças e talentos adormecidos despertam e descobriremos que somos muito mais aquilo que acreditávamos ser, ou seja, antifragil e não frágil ou sinonimo de frágil – resiliente.