Ator tinha 87 anos e lutava contra um cancro dos intestinos, desde 2018
Morreu o ator Brasileiro Luís Gustavo, este domingo, aos 87 anos. O ator lutava contra um cancro nos intestinos desde 2018 e terá morrido em casa.
A informação está a ser avançada pela imprensa Brasileira.
O ator deu a vida ao personagem Beto Rockfeller (1968), na novela da TV Tupi, que inovou a linguagem do gênero. A sua estreia na Globo foi em 1976.
Dentre os personagens mais marcantes do artista estão o costureiro Ariclenes Almeida/Victor Valentin em “Ti Ti Ti” e Vanderlei Mathias, o Vavá, no programa “Sai de Baixo”, ambos da TV Globo.
Fez diversas novelas, como “Anjo Mau” e “Duas Vidas”, em 1976, “Te Contei?”, em 1978, “Elas por Elas”, em 1982, “Ti-Ti-Ti”, em 1985, “O Salvador da Pátria”, em 1989, “Mico Preto”, em 1990, “O Mapa da Mina”, em 1993, “O Beijo do Vampiro”, em 2002, “Começar de Novo”, em 2004, “O Profeta”, em 2006, “Três Irmãs”, em 2008″, “Cama de Gato”, em 2009, “A vida da gente”, em 2011, “Joia Rara”, em 2013, e “Êta Mundo Bom!”, em 2016.
Também participou de “Malhação”, em 2012, e do seriado “As Cariocas: A Invejosa de Ipanema”, em 2010. Fez ainda “Xuxa Especial de Natal – no Mundo da Imaginação”, em 2003.
Complexo de Cumbre Vieja, em La Palma, registra há dias série de terremotos
O vulcão, na Ilha Espanhola de La Palma, entrou este domingo em erupção, depois serem registados milhares de sismos na região durante mais de uma semana. Na zona, próxima de Las Manchas, é visível uma enorme coluna de material vulcânico, divulgou a Efe.
O local onde se deu a erupção não é habitado, confirmou o Presidente das Canárias, Ángel Víctor Torres.
O Cumbre Vieja de La Palma é um dos complexos vulcânicos mais ativos das Ilhas Canárias, sendo o responsável por duas das três últimas erupções nas Ilhas, o vulcão San Juan (1949) e o Teneguía (1971).
O Instituto Geográfico Nacional e o Instituto Vulcanológico das Canárias registaram desde 11 de setembro um acumulado de milhares de pequenos sismos na periferia do Cumbre Vieja, com epicentros a mais de 20 quilómetros de profundidade que, progressivamente, foram ascendendo à superfície.
Desde o início da semana a Ilha encontrava-se em alerta amarelo devido ao risco de erupção vulcânica na zona (nível 2 de 4).
Esta manhã, as autoridades começaram a evacuar as pessoas com problemas de mobilidade nas localidades dos Municípios de El Paso, Los Llanos de Aridane, Villa de Mazo e Fuencaliente.
Desde que há registos históricos, La Palma foi cenário de sete das 16 erupções vulcânicas registadas naquele Arquipélago.
Posição é do PCA da companhia, Nuno Pereira, sublinhando que a chegada do segundo avião é a prova disso
O segundo avião do grupo BestFly a operar em Cabo Verde, chegou ontem ao País, antecipando a concentração da operação na companhia TICV “nos próximos dias”.
De acordo com Nuno Pereira, a BestFly veio para ficar em Cabo Verde e a chegada dessa nova aeronave veio provar isso.
O segundo avião chega ao País com a designação comercial “BestFly Cabo Verde by TICV, para garantir o objetivo de retomar as ligações domésticas da TICV o mais rápido possível, segundo o PCA da BestFly. “No fundo o que vai fazer é complementar a operação e fazer um processo de transição de operação emergencial que tínhamos até ao momento para a operação normal entre as Ilhas de Cabo Verde”, disse Nuno Pereira.
A aeronave ATR72-600, com capacidade para 72 passageiros, veio de Toulouse, França, e resulta de um leasing operacional, “puro e simples” como disse a mesma fonte em declarações à rádio pública, sublinhando que o grupo BestFlay está a contribuir para modernização dos transportes aéreos em Cabo Verde através dessa aeronave de nova geração.
De realçar que a Associação das Agências de Viagens e Turismo de Cabo Verde também congratulou-se com a chegada desse novo avião, considerando ser esta uma “boa notícia” para aviação comercial doméstico.
Sendo filho de emigrante cabo-verdiano, desde princípios dos anos setenta do século vinte, mas também emigrante, dada a minha condição de trabalho, já lá vai para mais de 16 anos, enquanto consultor internacional, entre os Estados Unidos e um conjunto de países africanos, sobretudo onde também reside uma importante diáspora cabo-verdiana, estou em condições de afirmar, com propriedade, que essa condição me permite fazer um juízo de valor, sobre os impactos na nossa vasta e dispersa diáspora, das políticas públicas promovidas pelos dois (2) mais importantes candidatos (Dr. Carlos Veiga e Dr. José Maria Neves), enquanto ex-Primeiros Ministros, à presidência da república, nas eleições presidenciais de 17 de Outubro próximo. Por uma questão de facilidade de leitura, resumiria, no quadro seguinte, algumas medidas de política por eles desenvolvidos:
Número
Dr. Carlos Veiga, 1991-2000
Dr. José Maria Neves, 2001-2016
Obs.
1
Atribuição de direito de votar e ser eleito nas eleições legislativas e presidenciais
Nenhuma medida adicional nessa matéria
Durante 15 anos (1975-1990), enquanto o país esteve sob a liderança do PAIGC/CV/Pedro Pires, não havia esse direito e os emigrantes eram tratados de estrangeirados
2
Supressão das autorizações de saída e da obrigatoriedade dos com dupla nacionalidade de pedirem vistos para entrarem no seu próprio país
Manteve essa medida
3
Direito a dupla e plurinacionalidade aos emigrantes, seus filhos e netos
Nenhuma medida adicional nessa matéria
4
Facilidade de Investimento Directo dos Emigrantes
Nenhuma medida adicional nessa matéria
5
Atribuição de bolsas estudo para formação superior, média e profissional aos jovens cabo verdianos e descendentes na diáspora africana, pela primeira vez, na história de Cabo Verde
Reforçou essas medidas
6
Atribuição de subsidio de pensão social aos idosos cabo-verdianos na diáspora africana, pela primeira vez na história de Cabo Verde
Reforçou essas medidas
7
Direito de se levar para Cabo Verde, uma viatura para uso familiar e todo o recheio da casa, sem pagar direitos aduaneiros
Nenhuma medida adicional nessa matéria
Só por esta tabela, se pode concluir quem é mais amigo da diáspora. Ou seja, os dois candidatos a PR nas eleições que se avizinham, devem ser avaliados não só por aquilo que fizeram, enquanto PMs, mas também por aquilo que propõem fazer, caso um deles for eleito PR. Das apresentações públicas das respectivas candidaturas e no que à diáspora diz respeito, vimos a do Dr. Carlos Veiga, muito alicerçada naquilo que é a essência da nação cabo-verdiana, a qual ultrapassa as nossas fronteiras e é congregadora das vontades de todos e de todas os/as cabo-verdiano (a)s, independentemente do ponto do globo em que se encontram, e, a do Dr. José Maria Neves, insistindo, nos países por onde tem passado, no apelo à não colocação de todos os ovos no mesmo balaio, referindo-se à necessidade, segundo ele, de ter um PR de côr política diferente da do Governo saído das eleições do dia 18 de Abril passado, sem nenhuma fundamentação técnica plausível.
Em 2011, aquando das eleições presidenciais desse ano, e, enquanto PM, fazia sentido, segundo ele, apoiar o candidato do seu partido, por ele escolhido e que saiu derrotado, face ao actual inquilino do Palácio do Plateau, o Dr. Jorge Carlos Fonseca. Nessa altura, colocar todos os ovos na mesma cesta era tudo normal. Temos que ser sérios na política, e, essa insistência só lhe desacredita aos olhos do eleitorado cabo-verdiano.
A apresentação das linhas mestras da sua candidatura que ele vem fazendo, está eivada de uma confusão de papéis entre os poderes e as competências de um PR e de um PM, plasmados na Constituição da República que ele não votou em 1992, enquanto deputado do PAICV na oposição, na altura. Quem não se revê na Constituição do seu país, não pode ser um bom Presidente. Quem confunde, propositadamente, os papéis dos dois órgãos do poder, para poder enganar os menos informados não dá confiança. Quem insulta, em plena marcha dos seus poucos apoiantes, num dos bairros de Lisboa, uma senhora, só pelo facto desta ter dito que ele tem contas a prestar para com os cabo-verdianos, não dá confiança e se revela um autêntico arruaceiro e um anti-democrático.
A verdadeira intenção de JMN, caso fôr eleito PR, é ser um foco de conflito e tensões permanentes com o actual Primeiro Ministro, Dr. Ulisses Correia e Silva, fazendo desgastar a imagem do governo por este liderado, e, por essa via, fazer ressuscitar, em 2026, o moribundo PAICV, de que foi líder, até bem pouco tempo. Neste momento, face aos desafios do pós COVID-19, Cabo Verde precisa, mais do que nunca, de uma estabilidade política e institucional, para se poder materializar o Programa do actual Governo, sufragado nas urnas, nas eleições legislativas de Abril último.
Quem está em melhores condições de conferir tranquilidade, unidade e coesão da nação, para enfrentar com sucesso, esses desafios, é o Dr. Carlos Veiga, o qual não só foi co-autor da actual Constituição, mas também por ser um homem com um profundo conhecimento das medidas de reforma da justiça, da administração pública, da economia e das políticas para a diáspora cabo-verdiana.
O desempenho do Dr. Carlos Veiga, enquanto Embaixador de Cabo Verde nos Estados Unidos, de 2016 a 2019, foi marcado, de entre outras coisas, por uma prática de profunda amizade cultivada entre ele e a comunidade cabo-verdiana aqui radicada, pelo quase estancamento da repatriação de cabo-verdianos em conflito com a lei deste país, por ter promovido, junto do Governo de Cabo Verde, um programa de acolhimento, no país, daqueles que tiveram o azar de serem repatriados, da celebração do acordo SOFA entre os dois governos, da descentralização e da melhoria dos serviços consulares a várias cidades americanas, com maior concentração de cabo-verdianos, etc.
Fig. 1-Fase Final de Acabamentos do Restuarante Portão de Nós Ilha, do Empresário Churo da Cidade Velha em Brockton, Massachusetts, Estados UnidosFig. 2-No Emblemático Café Sunset, do Empresário Zé, em Brockton, Massachusetts, Estados Unidos
A candidatura do Dr. Carlos Veiga, no país e na diáspora, tem recebido um apoio crescente, de uma grande parte de cabo verdianos e cabo-verdianas, de vários quadrantes sociais, de várias gerações de emigrantes e de todas as ilhas do arquipélago, o que pressupõe que ele poderá obter, para além de Cabo Verde, uma grande vitória, também na diáspora, no dia 17 de Outubro de 2021. Por isso, o meu voto, nesse dia, é no Dr. Carlos Veiga! Força, Doctor. Estamos juntos!
Jogo está marcado para as 18h00 ante a Seleção do Quénia
Cabo Verde estreia-se hoje no Afrobasket’2021 em feminino, que decorre nos Camarões, frente à Seleção do Quénia.
O jogo está marcado para as 18 horas de Cabo Verde.
A nossa Seleção é uma das 12 a participar nessa maior prova Africana da modalidade e está integrada no grupo A, juntamente com as equipas nacionais dos Camarões e Quénia.
Amanhã, segunda-feira, Cabo Verde irá defrontar as anfitriãs, Camarões, terminando assim a fase de grupos. Para esses jogos, Zola convocou Jade Leitão, Indira Évora, Analeesia Fernandes, Joseana Vaz, Arlia Almeida, Monalisa Mendes, Jessica Vaz, Juvelina Bento, Vandell Andrade, Aylin Pires, Ornela Livramento e Tchumamai.
De realçar que esta é a sugunda participação consecutiva da nossa Seleção nessa prova.
Comunicação de Ulisses Correia e Silva está marcada para às 10h00
O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, fala amanhã, segunda-feira, 20, ao País sobre a política de água e energia, em Cabo Verde.
A informação foi avançada hoje na pagina oficial do Primeiro-Ministro da rede social Facebook.
O tema energia tem dado muito que falar nos últimos dias, com o anúncio do aumento de até 37%, a partir de 1 de outubro.
Entretanto, recorde-se o Governo garantiu que ninguém irá pagar mais do que pagava antes da pandemia. Em conferência de Imprensa, o Ministro da Energia, Alexandre Monteiro, tranquilizou os Cabo-verdianos, precisando que o Executivo irá tomar um conjunto de medidas para proteger a população e amortecer os efeitos do referido aumento da eletricidade anunciado pela ARME.
De realçar que sobre esse aumento, a situação que se coloca é a variação, porque, conforme explicou o Ministro na altura, as descidas foram de duas etapas e o aumento foi uma etapa. “No início da pandemia houve duas reduções e o País chegou a uma taxa de eletricidade mais baixa de sempre. Com a retoma das atividades no mundo houve um ajustamento de preço e regressamos com essa atualização”, ou seja, no mês de março pagava-se uma tarifa de baixa tensão de cerca de 24 Escudos, baixou-se para 18$00 e agora passou novamente para 24$00.
Na altura ainda disse que o Governo irá tomar um conjunto de medidas para salvaguardar as famílias, indicando que essas medidas vão ser anunciadas nas próximas semanas, mesmo antes da entrada em vigor da tarifa anunciada pela reguladora.
Ora tudo indica que esta comunicação do Primeiro-Ministro agendada para amanhã, pode ser nesse sentido, de anunciar as medidas para amortecer os efeitos do aumento anunciado pela ARME.
Em segundo lugar ficou Didi, treinador de Eliézer, que o deixou passar em primeiro, e na terceira posição ficou Nélio Cruz de São Vicente
Os ciclistas da Ilha do Sal foram os grandes vencedores da taça Município do Sal. Eliézer terminou a prova em primeiro lugar, e o seu treinador em segundo. Nélio Cruz da Ilha de São Vicente ficou em terceiro.
Eliézer diz que o trabalho de equipa foi crucial nessa vitória, mas também porque são de casa e conheciam “muito bem” o terreno, e sabiam onde “atacar”. ” A tática funcionou”, disse.
Didi por sua vez, disse que deixou Eliézer passar em primeiro, porque é seu pupilo, e porque os dois trabalharam em equipa durante toda a prova e no final não valia a pena “atacar um ao outro”.
Nélio Cruz, que tinha vencido a segunda etapa no Nacional, ficou no terceiro lugar, e justificou essa posição pelo fato da pista ser plana, o que para ele foi uma desvantagem.
A competição teve lugar ontem, arrancou por volta das 9h00, em frente a esplanada Bom Dia, nos Espargos, teve uma duração de 2h30. Participaram 23 ciclistas, de São Vicente, São Nicolau, Boa Vista, Santo Antão e Sal.
Jolidee Matongo, 46 anos, foi eleito Presidente da Câmara da capital económica da África do Sul no passado dia 10 de agosto, após a morte do seu antecessor, devido à covid-19
O Presidente da Câmara de Joanesburgo, Jolidee Matongo, morreu sábado na sequência de um acidente de automóvel, pouco mais de um mês após a sua eleição, de acordo com informação oficial.
Jolidee Matongo, 46 anos, foi eleito Presidente da Câmara da capital económica da África do Sul no passado dia 10 de agosto, após a morte do seu antecessor, devido à covid-19.
O acidente, cujas circunstâncias não foram especificadas, ocorreu quando o Presidente da Câmara estava a regressar de uma campanha para encorajar o registo de eleitores no município do Soweto, no âmbito das eleições locais de 1 de novembro na África do Sul.
“Nada poderia ter preparado nenhum de nós para esta súbita perda, que roubou ao centro económico da nossa nação o seu segundo Presidente da Câmara em dois meses”, escreveu no Twitter o Presidente Sul-africano, Cyril Ramaphosa, que acompanhou Matongo ao Soweto.
Na passada quarta-feira, 15, a Seleção Nacional perdeu também por uma bola a zero
A Seleção Nacional de futebol feminino perdeu ontem por uma bola a zero com a sua congénere de Senegal, no segundo jogo amigável, realizado no centro técnico Jules Bocandé, em Dakar.
No primeiro jogo realizado na passada quarta-feira, 15, Cabo Verde também perdeu por 1-0, com as Senegalesas.
De realçar que esses dois jogos foram iniciativas da Federação Senegalesa de futebol, no sentido de dinamizar o futebol feminino na região, que foi prontamente aceite pela Federação Cabo-verdiana. Esta é a terceira derrota de Cabo Verde ante Senegal, em três jogos disputados.
Afirmação é do artista Djam Neguin, que em entrevista ao OPAÍS.cv, no âmbito da segunda edição do projeto “SER KEL KE BO É”, disse que é preciso conhecermos melhor o tema suicídio, do ponto de vista clínico e humano, para precisamente trabalhar na prevenção. O artista precisa que é necessário falar mais sobre o assunto e apela a mais parcerias, porque deseja que o projeto siga em frente e quer levá-lo a outras Ilhas
OPAÍS.cv- Esta é a segunda edição da campanha de prevenção ao suicídio denominado: “SER KEL KE BO É”, qual é a novidade para este ano?
Djam Neguin (DN) – O projeto, este ano, fez uma aposta forte no que se refere ao trabalho com as escolas secundárias. Acreditamos que as escolas são excelentes espaços para se abrir um debate em torno da saúde Mental. Sendo os adolescentes grandes consumidores das artes em especial da música, é relativamente fácil utilizar a música para comunicar com eles, talvez de forma mais eficaz do que as formas tradicionais. Outro aspeto a ser salientado tem que ver com o fato de o projeto conseguir chegar em Assomada e na Ilha do Maio, entretanto fica o desejo e o desafio de levar o projeto a nível nacional .
Trata-se de uma iniciativa sua em parceria com Batchart, qual é o programa, para esta campanha 2021? Esta 2.ª edição arrancou no dia 10, desde então fizeram várias atividades, pode nos elencar alguns?
DN- O projeto arrancou com a distribuição simbólica de lacinhos amarelos pelas ruas do Platô, na Cidade da Praia, por voluntários. É muito importante que as pessoas entendam a importância de ter a saúde mental como uma prioridade diária. Seguiu-se com uma palestra no liceu Amor de Deus, e Escola Secundária Abílio Duarte faltando ainda os restantes liceus da Cidade da Praia e Universidades.
Vocês os dois dão a cara a esse projeto, mas há várias outras pessoas e instituições por trás, quais são os parceiros?
DN- Os nossos parceiros são essencialmente privados. Empresas privadas que se juntaram à causa. E temos apoio de um conjunto de jovens voluntários que nos assistem em algumas atividades, sem deixar de nomear também a Comunicação Social.
Que mensagem deixa à Sociedade Cabo-verdiana, sobre esse mal, que infelizmente afeta a todos, que é o suicídio?
DN-A nossa mensagem é que realmente falemos mais deste tema. Estejamos mais e mais conscientes da importância de cuidar da nossa saúde mental e zelar pela saúde dos que nos rodeiam. Que possamos ampliar a nossa empatia e entender como lidar com esta questão. O suicídio é um tabu, porque é muito mal compreendido. Precisamos de conhecer melhor este tema, do ponto de vista clínico e humano, para precisamente trabalhar na prevenção.
Como acha que o País está a trabalhar no sentido de prevenir o suicídio, sabendo que por ano registamos entre 50 a 60 casos?
DN- Ainda há muito a ser feito. Infelizmente uma pesquisa rápida pela Internet não nos demostra dados, nem informações, o que já começa por ser um sinal de que precisamos de tornar isto num debate público.
O projeto é para continuar, certo?
DN- Queremos que este projeto seja nacional. Descentralizar. Conseguir ir para todos os Concelhos, todas as Ilhas, ter um compromisso anual. Mas somos apenas 2 artistas, não podemos assumir este compromisso sozinhos. Infelizmente, nenhuma estrutura pública se associou ao projeto o que demonstra algo para nós preocupantes pois se não estamos a priorizar temas como este…
Como tem sido a aceitação por parte do público?
DN- Temos alcançado imensa gente com a difusão da música nos canais de TV e rádios, e com as nossas atividades e muito pelas redes sociais. É muito gratificante perceber que todo o esforço não foi nem está a ser em vão, e que temos de fato impactado e conseguido inclusive ajudado a solucionar casos.
Para finalizar algo a acrescentar?
DN- Apenas dizer que esperamos, honestamente, que este projeto seja algo anual, e que possamos não esperar só pelo mês de setembro, e para tal que os órgãos de gestão pública assumam o compromisso com esta causa!