Cabo Verde no centro das atenções no Festival Métis, em França

Festival arrancou no dia 22 de junho e termina a 10 de setembro

Desde 22 de junho, decorre, em França, o Festival Métis Plaine Commune, com varios artistas da Lusofonia.

O festival termina a 10 de setembro, mas neste mês de julho, Cabo Verde estará no centro das atenções, nos grandes parques do Sena-St Denis. É que a Morna, a Coladeira e outros estilos tradicionais da música Cabo- verdiana vão subir ao palco, durante vários dias do mês em curso.

Teófilo Chantre é o primeiro a subir ao palco. Será já no dia 4 pelas 16h00 no Parc régional de la Butte Pinson, Villetaneuse.

Seis dias depois, no dia 10, será a vez de Tito Paris e Cremilda Medina subirem ao palco com “Nôs Morna” às 19h30m, no Parc de la Liberté. No dia seguinte, 11, o palco será reservado a Lucibela, que fecha assim o leque dos artistas de Cabo Verde no Parc départemental Georges Valbon, La Courneuve.

PM celebra 5 de Julho com comunidade Cabo-verdiana nos EUA

De 2 a 6 do corrente mês, o Chefe do Governo vai estar na terra do Tio Sam, com uma intensa agenda. Ulisses Correia e Silva, que vai acompanhado do Ministro das Comunidades, vai levar uma mensagem de confiança e de esperança

O Primeiro-Ministro vai celebrar os 46 anos da Independência de Cabo Verde, com a comunidade Cabo-verdiana, nos Estados Unidos de América.

Ulisses Correia e Silva vai estar na terra de Tio Sam, entre os dias 2 e 6 de julho, acompanhado do Ministro das Comunidades, Jorge Santos.

O ato central das comemorações do Dia da Independência será em Brockton, MA.
O Chefe do Governo irá levar uma mensagem de “muita confiança” e de reforço da resiliência devido ao contexto de pandemia, assim como de renovadas esperanças no futuro de Cabo Verde.

De realçar que o Governo da X Legislatura assumiu no seu programa de governação, dar centralidade à Diáspora porque entende que as comunidades são uma extensão das Ilhas do ponto de vista identitário, cultural, económico e de conhecimento.

O Governo reforçará uma diplomacia especifica para as comunidades Cabo-verdianas residentes no exterior devendo ir para além do que tem sido tradicional, para traduzir-se em ações as políticas nos domínios económico, cultural, do conhecimento e de projeção e notoriedade do País no mundo.

Nos EUA, o Chefe do Executivo terá uma agenda cheia, com um conjunto de visitas às Associações e Organizações da Comunidade Cabo-verdiana naquele País, contatos com autoridades locais, entre os quais o Mayor de Boston e participação no evento de angariação de fundos para compra do espaço Cape Verdean Museum no Estado de Providence.

PR considera de “muita gravidade” saída de Arlindo Teixeira do País

Jorge Carlos Fonseca acrescenta que este caso deve ser investigado e averiguado com “muito rigor”, e apurar as responsabilidades, devendo os responsáveis serem sancionadas, porque a culpa “não pode morrer solteira”

O Presidente da República considera de “muita gravidade” a saída de Arlindo Teixeira de Cabo Verde, se tratando de uma pessoa que estava em prisão domiciliária, e que não podia deixar o País.

Jorge Carlos Fonseca, disse que a culpa “não pode morrer solteira”, e defendeu os responsáveis devem ser sancionados, por isso pede uma “averiguação e investigação” com rigor o “mais breve possível”.

“Entendo que este é um tipo de averiguação e verificação que deve ser feita, além do rigor, com o mais expedito possível, o que quer dizer que essas responsabilidades devem ser apuradas no mais breve espaço de tempo”, precisou.

Para o Chefe de Estado, está-se perante um fato que causa “alguma perplexidade”, já que o mesmo estava obrigado, pela Justiça, a permanecer na sua habitação, pelo que Arlindo Teixeira ter-se-á furtado à vigilância das autoridades.

Covid-19. Padre Fidalgo exorta jovens a aderirem à vacinação

Superior do Capuchinhos em Cabo Verde observa estar “provado que lá onde uma grande parte da população já foi vacinada, o número de contágios regrediu de modo muito palpável”

O Padre António Fidalgo de Barros, atual Ministro Provincial dos Capuchinhos em Cabo Verde, apela toda a Sociedade a aderir à campanha de vacinação para se imunizar da Covid-19. Ele exorta particularmente os jovens a darem “adesão em massa” a esta causa, e observa que “está provado que lá onde uma grande parte da população já foi vacinada, o número de contágios regrediu de modo muito palpável”.

O Sacerdote que agora em julho termina o seu consulado à frente dos Capuchinhos, e que já recebeu as duas doses de vacina contra a Covid-19, elogia os esforços das autoridades nacionais que nos últimos dias decidiu alargar a vacinação a cidadãos “a partir dos 18 anos”.

“Leio agora a notícia muito boa de que, em Cabo Verde, as pessoas a partir dos 18 anos já podem inscrever-se para a vacinação contra a Covid-19”, escreveu numa publicação na sua conta na rede social Facebook.

FCF forma treinadores escalões jovens

Curso será ministrado pelo treinador licenciado com nível UEFA Pro, Pedro Figueiredo

A Federação Cabo-verdiana de Futebol, FCF, realiza de 6 a 10 de julho, na Cidade da Praia, uma formação para treinadores dos escalões jovens de todas as regiões desportivas do País. O objetivo dessa ação de formação, de acordo com informação da FCF, é capacitar os treinadores que irão trabalhar com as seleções dos escalões de formação, de forma permanente.

A escolha desses treinadores foi feita pelas associações regionais, de acordo com o perfil definido pela Direção Técnica da Federação.

Durante a formação vai ser apresentado o projeto “Centros Tubarão Azul”, e do programa constam, para além de sessões práticas, temas como perfil de treinador, metodologia de treinos, futebol: fases, momentos, etapas, modelo de jogo, análise do adversário e como planear um estágio.

O curso será ministrado pelo treinador licenciado com nível UEFA Pro, Pedro Figueiredo, que é também Diretor Técnico da FCF.

Invisuais sem acesso a livros e documentos didáticos em formatos acessíveis

Os deficientes visuais em Cabo Verde não têm, ainda, acesso a livros e documentos didáticos em formatos acessíveis para facilitar os seus estudos, pelo que necessitam de auxílios de outrem para estudar

Uma realidade que mudaria com a ratificação do Tratado de Marraquexe, em 2018, que visa a garantia do acesso à bibliografia mundial em formatos acessíveis, no entanto, o acesso a materiais de caráter pedagógico é “muito limitado”, adiantou Carlos Monteiro, que se formou em direito com auxílio de colegas, já que não existem livros em formatos acessíveis para os deficientes visuais.

Nos últimos tempos, prosseguiu, tem havido algumas publicações de obras acessíveis, porém não há, ainda, bibliografias para fins pedagógicos, mas realçou que com a ratificação do Tratado de Marraquexe abre-se portas para esta possibilidade.

Após todo o esforço para se profissionalizar, outro desafio recorrente na vida dos deficientes visuais é lidar com o preconceito que dizem haver ainda no mercado de trabalho, que, segundo Carlos Monteiro, está “bem assente” na Sociedade, contudo continuarão a lutar pela inclusão, de modo a atingirem seus objetivos. “Se formos ver quantas pessoas com deficiência visual entraram no mercado de trabalho nos últimos anos, chegamos à conclusão de que há esse preconceito sim. É claro que se fala muito da inclusão, mas acho que estamos a caminhar (…), e vamos continuar a lutar, a gritar para atingir os nossos desafios, porque se formos ver ontem era impossível de estudar, hoje já estamos a concluir os nossos estudos”, sustentou Monteiro.

Por outro lado, o Presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Cabo Verde, ADEVIC, Marciano Monteiro, fez uma retrospetiva “positiva” sobre esta matéria, justificando-se pelo fato de que antes as pessoas com deficiência visual não tinham acesso à escolarização, contudo, ressaltou que enfrentam ainda alguns obstáculos, nomeadamente o preconceito.

Dos demais desafios, acrescentou, os recursos financeiros e os recursos humanos, tendo afiançado que há necessidade de capacitar técnicos, sobretudo os professores, para estarem preparados para responderem às demandas das pessoas com deficiência visual.

A ADEVIC, assegurou, tem vindo a trabalhar no sentido de ultrapassar estes desafios.

Para se fazer face ao preconceito, segundo este responsável, há necessidade de dar continuidade às ações de sensibilização e demonstrar que as pessoas com deficiência visual têm potencial para contribuir para o desenvolvimento do País.

Neste sentido, Monteiro apelou às instituições públicas e privadas e à Sociedade em geral para continuarem a trabalhar para que as pessoas com deficiência possam beneficiar das mesmas oportunidades dos demais cidadãos.

Quanto aos livros em formatos acessíveis, o Presidente da ADEVIC destacou as melhorias “pouco palpáveis”, contudo ressalvou que com a ratificação do Tratado de Marraquexe, os caminhos estão abertos para uma nova possibilidade, porém, sublinhou, que há necessidade de trabalhar mais, principalmente na sua divulgação.

Por sua vez, a Curadora da Biblioteca Nacional, Matilde Santos, assegurou que o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Biblioteca Nacional tem levado a cabo algumas ações para a implementação de bibliotecas inclusivas.

Para este desiderato, ressaltou, já realizaram algumas ações, nomeadamente a coleção de obras disponíveis em braille, com destaque para as obras infantis.

No que tange a obras didáticas em formatos acessíveis, Matilde Santos, afirmou que a ratificação do Tratado de Marraquexe em 2018 é um passo dado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas que tem feito tudo para cumprir esse tratado.

No entanto, admitiu que ainda “há muita coisa por fazer”, garantindo que, não obstante as adversidades continuarão a trabalhar no sentido de dar acessibilidade a todos, pelo que acredita que a médio prazo conseguirão “novos avanços” nesta matéria.

Edil da Capital tranca portas e impede reunião de Vereadores

Acusação é de próprio Vereadores do PAICV, na Autarquia da Praia

Seis Vereadores da Câmara Municipal da Praia foram impedidos hoje de fazer uma reunião extraordinária, acusando o Presidente Francisco Tavares de ter “trancado” a porta de acesso à sala de reuniões, avança a Agência Inforpress.

Em declarações à Imprensa, o Vereador da Infraestruturas e Transporte, Samilo Moreira, esclareceu que os Vereadores marcaram uma reunião para discutir, em decorrência da última reunião ordinária, o fato de o Presidente ter decidido atribuir pelouros “à margem da lei” a alguns Vereadores, inclusive do MpD, na Oposição.

“Após a nossa contestação, o Presidente marcou uma reunião extraordinária para hoje e como não recebemos a convocatória de acordo com a lei, que exige a maioria dos Vereadores, convocamos este encontro” explicou Samilo Moreira, referindo-se ao artigo 91 n.º 3 dos Estatutos dos Municípios.

Uma outra razão para a convocatória, segundo Moreira, eleito pelo PAICV, é a colocação de aparelhos GPS nas viaturas dos Vereadores “sem consentimento” destes, fato que o ele classifica como “perseguição”.

“O que acontece é que chegamos aqui e encontramos a porta trancada e ninguém nos atende, portanto os Vereadores foram bloqueados, para não terem o acesso à Câmara Municipal da Praia”, acusou Moreira.

No entanto, este considerou que Francisco Carvalho já decidiu que a Autarquia “é presidencial e não colegial” e “não tem acatado as decisões, mesmo tomadas pela maioria dos Vereadores”.

Perante esta situação, e se ela persistir, Samilo Moreira avançou que, de acordo com os Estatutos, pretendem chegar “até às últimas consequências”, sem, no entanto, especificar os passos seguintes.

Os Jornalistas tentaram ouvir o Presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, que se encontrava na sala da presidência, mas este recusou-se a prestar qualquer declaração.

Última hora: Parlamento ainda não levantou imunidade a Deputado Amadeu Oliveira

Pedido para levantar imunidade de Amadeu Oliveira, enquanto Deputado da Nação não seguiu trâmite legal

Ao que OPAÍS.cv apurou, ao em vez da Procuradoria Geral da República, entidade com competência para solicitar levantamento da imunidade dos Deputados da Nação, o pedido foi formulado por uma Juiza, pelo que a Comissão Permanente do Parlamento não aprovou o pedido.

Entretanto, enquanto decorria a referida reunião, chegou um outro pedido a solicitar autorização para prender Amadeu assim que regressar a Cabo Verde. Sabe OPAÍS.cv que este assunto não foi discutido nesta reunião devendo ser analisado nula próxima reunião da Comissão Permanente.

Amadeu Oliveira já confirmou que vai regressar ao País, tendo confirmado sua presença na sessão solene do 5 de Julho.

Na Praia não temos Presidente de Câmara

Depois de mais de 6 meses da tomada de posse ainda o Presidente Francisco Carvalho não tem a mínima noção de como gerir o maior município do país.

É grave e triste quando vemos um Presidente da Capital a falar dos problemas da CMP, e constatarmos que o homem não tem a mínima ideia do que vai fazer, do que é ser presidente da Praia.

Faz uma reunião com empresários que têm construído a nova cidade da Praia e estamos a falar de obras que Cabo Verde inteiro reconhece, em todas as áreas de intervenção, não leva a sua vereadora das finanças, diga-se de passagem, a gota de água que a obriga a confirmar a suspensão de mandato como vereadora, para só concluir no fim que a CMPraia deve a esses empresários.

O grande problema do atual presidente é a dívida da CMPraia. Não presta a minima atenção no desmoronar da sua equipa de vereadores preferindo dar uma ajudinha para a queda da CMP, com a remodelação apressada e sem nexo, eliminando 2 vereadores que por sinal queriam simplesmente serem ouvidos e trabalhar.

Não teve a paciência em analisar os relatórios da CMP dos anos anteriores para ver que essas dívidas sao assumidas e do conhecimento de instituições ligadas a essas problemáticas.

Mas sejamos claros, ai se a CMP não tivesse dividas? Qualquer país, ou câmara no mundo, sem dívidas é sinónimo que não faz nada.

O senhor FC Vai perder tempo e fazer perder tempo a pessoas que trabalham, numa reunião para chegar à triste conclusão que a tem dívidas, mas sem mostrar como resolver essas dívidas e recomeçar com as mais de 30 obras paralisadas desde que se sentou no gabinete da presidência.

Vem com a história de cofre vazio, faltando a verdade, descaradamente aos praienses, em vez de procurar alternativas de gestão.

Desbarata todas as formas que a CMPraia tinha de arrecadar receitas com uma política populista, simplesmente para apoiar e arrecadar votos para a sua presidente JHA e o resultado todos sabemos, levam uma derrota dura e clara e agora não sabe o que fazer.

Mente de forma infantil e quando confrontado por jornalistas, a resposta é um sorriso maroto, querendo dizer que não pode mas, … o evidente é que ele não sabe pois não compreende nada de gestão camarária ficando mais uma vez na teoria de conspiração.

No entanto esconde que herdou um projeto financiado pela UE, com apoio da cidade de Madrid, de 3,5 milhões de euros, que está parado por incompetência desta equipa camarária que em vez de trabalhar, passa o tempo a perseguir os técnicos e trabalhadores, com despedimentos, transferências e prateleiras, (hoje grande parte dos técnicos estão sem norte nem sul, sentados á espera do fim de contrato para irem para casa). E essa perseguição hoje até já chegou a 2 vereadores eleitos pelo seu partido.

Que desminta que herdou um projeto na área de ambiente, saneamento e governação local de cerca de 385 mil contos e que está na prateleira por incompetência da atual equipa camarária.!!

Que ouça a chanceler alemã quando diz:
“Os presidentes não herdam problemas. Supõe-se que os conheçam de antemão, por isso se elegem, para corrigir tais problemas. Culpar aos predecessores é a saída fácil e medíocre”.

Mãos à obra pois você foi eleito para trabalhar e não para ganhar de graça e passear pela Europa, trazendo projetos já negociados pela anterior equipa camarária e pior a insinuar que é seu trabalho senhor Presidente.

Novo regime do seguro de acidentes de trabalho adiado por mais um ano

Decisão consta num decreto-lei publicado ontem. Novo regime deveria entrar hoje em vigor, mas devido a crise provocada pela pandemia, optou-se por adiá-lo

O novo regime do seguro de acidente de trabalho nas empresas foi adiado por mais um ano, de acordo com o decreto-lei publicado ontem.

Governo o Governo alegou que os custos para as empresas e a crise económica provocada pela pandemia de covid-19, ditaram esse adiamento.

Segundo, a Agência Lusa, as regras deste novo diploma deveriam ter entrado em vigor em 1 de janeiro de 2021, para “permitir que todas as entidades empregadoras, os trabalhadores e as instituições ligadas ao regime se pudessem familiarizar com as alterações introduzidas”, mas acabaria por ser alterado em dezembro, já então devido à pandemia, passando a prever a entrada em vigor em 1 de julho de 2021.

“No entanto, o País, assim como toda a economia mundial, continua a ressentir-se dos impactos causados pela Covid-19, dificuldades que limitam a efetivação do regime em menção. Importa lembrar que o novo regime aprovado traz custos e encargos adicionais que, no contexto de pandemia, tornam-se impossíveis de praticar”, lê-se na nova alteração ao diploma.

Essa alteração passa a prever a entrada em vigor do novo regime apenas em 1 de julho de 2022, alegando o Governo a necessidade de “não colocar em causa os postos de trabalho existentes, os rendimentos das famílias e o tesouro das entidades empregadoras”.