Presidente Francês infetado com Covid-19

Emmanuel Macron esteve reunido ontem com Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa

O Presidente Francês, Emmanuel Macron, foi diagnosticado com Covid-19, um dia depois de ter almoçado com o Primeiro-Ministro Português, António Costa.

Macron vai ficar em isolamento durante os próximos sete dias, anunciou o Palácio do Eliseu, a residência oficial do Presidente Francês, revelando que o Chefe de Estado Gaulês apresentou sintomas da doença.

O Presidente Francês “vai continuar a trabalhar e assegurar as suas atividades à distância”, acrescenta a mesma nota, que não diz quando começaram os sintomas ou quando Macron fez o teste, adianta o JN.

O diagnóstico foi conhecido um dia depois de o Primeiro-Ministro Português, António Costa, ter estado em Paris para um almoço de trabalho com o Presidente Francês, com a preparação da Presidência Portuguesa da União Europeia como tema principal.

PM toma pulso da situação das Forças Armadas

Ulisses Correia e Silva efetua uma visita ao Estado Maior das Forças Armadas

O Primeiro-Ministo visita eata quinta-feira, 17, o Estado Maior das Forças Armadas, com o objetivo de tomar pulsos da situação das Forças Armadas, principalmente neste momento de pandemia, em que contribuiram amplamente com forte colaboração nos mais diversos cenários de apoio a instituições e à população.

De acordo com informações remetidas ao OPAÍS.cv, Ulisses Correia e Silva vai ainda conhecer de perto os reais desafios que as Forças Armadas enfrentam no sentido de garantir a operacionalidade e prontidão às demandas presentes e futuras.

O PM será recebido pelo Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Major-General Aníldo Morais, e vai também inteirar-se do funcionamento de outras estruturas militares na Cidade da Praia.

De realçar que o atual Governo tem investido “fortemente” nas Forças Armadas, diaponibilozando mais meios e recursos, e na melhoria das suas condições de vida e trabalho, nomeadamente, na aprovação do estatuto dos Militares, com impacto no aumento dos seus salários, condições para a promoção de militares no ano de 2020, mas também na qualificação através de ações de formação.

Governo mantém “mesma postura” com todas as Autarquias

Garantia é do Ministro de Estado, da Família e Inclusão Social que ontem reuniu-se com os Autarcas nacionais

Fernando Elísio Freire foi claro e reiterou que o Governo vai relacionar-se igualmente com todas as Câmaras Municipais, saídas das eleições de 25 de outubro último.

Num encontro com os Presidentes, ocorrido ontem na Cidade da Praia, à margem do IX Congresso da ANMCV, no dia anterior, o Ministro pode lhes explicar os programas governamentais, nomeadamente, o Rendimento Social de Inclusão, o Rendimento Emergencial, municipalismo dos serviços sociais e sistema de cuidados, que, conforme elucidou o Ministro, são projetos do Governo, que vem sendo materializados em parceria com as Câmaras Municipais nos 22 Municípios.

Elísio Freire referiu-se a questões “muito importantes” tratadas durante a reunião com os Autarcas. “Mantermos sempre a mesma postura com todas as Câmaras Municipais”, vincou, falando de abertura para um “bom relacionamento institucional” porque conforme observou “o que importa é que as populações se sintam servidas pelos poderes públicos e muito mais no momento difícil da Covid-19”.

O Ministro avançou que o Governo vai continuar o programa de cadastramento de todas as pessoas, através do Cadastro Social Único, garantindo a continuação dos projetos, tendo em conta que faltam 4 meses para o fim do primeiro mandato.

Guiné-Bissau. Dissolução do Parlamento na ordem do dia

Presidente da República reúne hoje, quinta-feira, o Conselho de Estado, isto depois de receber o Presidente da Assembleia Nacional Popular e os Partidos com representação parlamentar

A dissolução do Parlamento e a marcação de eleições antecipadas na Guiné-Bissau está na ordem do dia. O Presidente da República mantém a sua agenda de auscultar os vários atores políticos do País para tomar uma decisão.

Para hoje, Umaro Sissoco Embaló vai reunir-se com o Conselho de Estado, mas antes recebe o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, e os Partidos com representação parlamentar. Já tinha recebido uma delegação da CNE.

A Guiné-Bissau vive alguma tensão política, apesar disto, o Parlamento nacional aprovou ontem o Orçamento do Estado para 2021, num processo que não contou de grande boa parte de Deputados do PAIGC, à exceção dos 5 Deputados que já tinham votado a favor do programa de Governo de Nuno Nabiam.

É preciso celebrar a Diáspora – PM

Chefe do Governo fala de uma Diáspora de “sucesso” em vários setores e não esqueceu do Cabo-verdiano, que no Rio Tejo, salvou um homem da morte, no passado sábado, 12

Ulisses Correia e Silva elogiou o papel da nossa Diáspora e considerou que “é preciso” celebrar a 11.ª Ilha, que segundo ele é de “sucesso”, nos mais diversos setores, desde a música, dança, no desporto, na ciência, investigação, academia, negócios e na política. Mas Ulisses não esqueceu o Cabo-verdiano que no sábado, 12, teve uma ação benevolente para com um homem que estava inanimado no Rio Tejo. Celebrar, diz ele, “na bravura como é o caso do Cabo-verdiano José Brito residente em Portugal, reconhecido tanto por nós como em Portugal, como um Herói”, referiu.

O Primeiro-Ministro lembra que a nossa Diáspora “contribui para a notoriedade e a afirmação” de Cabo Verde no mundo e para a economia do País. “Uma diáspora diversificada que integra a primeira, a segunda e a terceira geração unidas pela cultura; uma diáspora de trabalhadores que contribuem para os países onde residem”, reforçou.

O PM enaltece “acima de tudo”, uma nossa Diáspora “livre”, que segundo observou “não precisa” de um Governo paternalista, “mas sim de um Governo que a reconheça, acarinha-a e cria condições com políticas para que possam investir em Cabo Verde e participar como parte integrante da nação”.

Ao encerrar o debate sobre Diáspora e Desenvolvimento, o PM considerou que as medidas que o seu Governo tem vindo a implementar de modernização “são importantes” na vida dos nossos cidadãos que residem nos diversos países do estrangeiro, bem como às suas famílias e descendentes, “aproxima-os” do País e “dignifica-os” na relação com a administração Cabo-verdiana.

UCS agradeceu a participação da nossa comunidade emigrada e reconheceu os apoios ao País através das remessas que segundo observou “têm evoluído positivamente” mesmo em tempos de pandemia da Covid-19. Os emigrantes demonstraram “mais uma vez um forte sentido de solidariedade e de confiança na sua relação com o País”, elogiou.

GAO elogia Cabo Verde pela resposta política em tempos de pandemia

Missão do Grupo de Apoio Orçamental decorreu, este ano, de forma virtual, entre os dias 7 e 11 últimos

O GAO elogiou o Governo de Cabo Verde pela resposta política dada em tempos de pandemia e incentiva as autoridades nacionais a continuarem a implementar políticas para proteger os pobres e os mais vulneráveis durante a crise.

O elogio foi feito durante a missão, este ano realizada de forma virtual, entre os dias 7 e 11 últimos, em que os membros do GAO reconheceram que as ações políticas “rápidas e resolutas” tomadas pelo Governo “foram fundamentais” para proteger vidas e meios de subsistência. “A implementação de políticas durante este período tem sido favorável à estabilidade macroeconómica”, reconhece o Grupo, para quem a “persistência” da pandemia da Covid-19 desencadeia “ameaças sem precedentes” ao progresso social e económico em Cabo Verde, “agravando significativamente” as perspetivas económicas.

A crise provocada pela Covid-19, reconhece o GAO, “contrariou” os esforços nacionais de consolidação fiscal, tendo abrandado as reformas do Setor Empresarial do Estado, criando “grandes necessidades” de financiamento, e aumentou “significativamente” a dívida pública em 2020.

No rescaldo da pandemia, os Parceiros exortam as autoridades Cabo-verdianas a “recriar as condições” para uma recuperação equitativa, sustentável e liderada pelo setor privado, assegurando ao mesmo tempo o regresso à sustentabilidade fiscal.

“Apesar do risco de sobre-endividamento externo e total ser elevado, a dívida pública é avaliada como sustentável”, avalia o Grupo de Apoio na sua análise.

Quanto ao setor do turismo, paralisado devido à Covid-19, o GAO teve oportunidade de constatar que as autoridades preveem uma perda “de até” 500 mil turistas para 2020, o que corresponde a uma redução de cerca de 70% nas receitas totais esperadas do setor.

Os parceiros reconhecem o “profundo impacto” da pandemia e os novos desafios que o contexto atual apresenta para o funcionamento diário das instituições de Formação Técnica e Profissional e dos serviços de inserção profissional. Por conseguinte, o GAO “elogia o empenho contínuo” das autoridades na criação de condições para o aumento do emprego e melhoria da empregabilidade e “encoraja” o Governo a prosseguir os esforços para assegurar que estes serviços públicos “vitais” sejam reforçados de uma forma sustentável e inclusiva.

CV Telecom apoia Andebol Cabo-verdiano no mundial da modalidade

Acordo foi firmado ontem na Cidade da Praia. Seleção nacional compete no Egito, entre 13 e 31 de janeiro

A maior operadora de telecomunicações nacional, a Cabo Verde Telecom, associa-se à Seleção nacional de Andebol, na missão mundial Egito 2021, prova que arranca no dia 13 de janeiro próximo.

A nossa equipa nacional mobilizou mais um apoio de peso, fato que deixa satisfeito o Presidente da Federação. Nelson Martins regozija-se com mais esta parceria e enaltece a forte dinâmica em torno da Seleção de Andebol.

A missão Egito não é apenas do andebol Cabo-verdiano “mas sim de Cabo Verde”, observou, por sua vez, o Presidente do Instituto do Desporto e Juventude, para quem se está a unir expetativas, esforços e o “alinhamento institucional”, acreditando, por isso que Cabo Verde vai conseguir um “excelente resultado” resultante desta parceria.

O nosso País vai competir nas Cidades de Cairo e Alexandria, numa prova que decorre entre os dias 13 e 31 de janeiro.

Covid-19. EUA com mais de 3.700 mortos em 24 horas

Esta é a terceira vez que os Estados Unidos registam mais de três mil mortes diárias numa semana. O anterior máximo em 24 horas foi em finais de abril, no pico da primeira vaga

Os Estados Unidos registaram na quarta-feira um pesado balanço de mais de 3.700 mortos devido à Covid-19 e mais de 250 mil casos, num só dia, indicou a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

O País está a confrontar-se há mais de um mês com um aumento dos casos da doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 e cerca de 113 mil pessoas estão atualmente hospitalizadas devido à covid-19, de acordo com dados do Ministério da Saúde Norte-americano.

Nas últimas 24 horas, as autoridades sanitárias Norte-americanas registaram 3.784 óbitos e 250.458 casos de Covid-19, o que eleva para para 307.076 mortos e 16.931.636 contágios o balanço total desde o início da pandemia, de acordo com os últimos dados.

Esta é a terceira vez que os Estados Unidos registam mais de três mil mortes diárias numa semana. O anterior máximo em 24 horas foi em finais de abril, no pico da primeira vaga.

Também os contágios estão em alta há duas semanas, tendo a barra dos 200 mil casos sido ultrapassada em 11 dos 14 últimos dias.

Imprensa Livre (republicado)

Cabo Verde tem sido elogiado, por todo o mundo, como um exemplo de democracia, e tem ficado sempre bem posicionado nos rankings de prestigiadas instituições internacionais, tais como os Repórteres Sem Fronteiras, a Democracy Index, entre outras.

Um dos pilares essenciais da democracia é a Imprensa Livre, feito este só alcançado no nosso País com a aprovação da Constituição da República de 1992 e das demais leis ordinárias de Imprensa, após a queda do regime de Partido Único.

Contudo, é perceptível que o conceito de Imprensa Livre, infelizmente, ainda não foi devidamente interiorizado por muitos cidadãos, sendo visível que alguns não estão confortáveis com o conceito e, pior, desconhecem os fundamentos e as balizas que regulam a liberdade de imprensa em Cabo Verde e no mundo.

Infelizmente, pode perceber-se, ainda, alguma confusão por parte de alguns cidadãos, uns por puro desconhecimento, outros por razões simplesmente inconfessáveis, no que concerne à avaliação dos diferentes Órgãos de Comunicação Social existentes no País e, pior, fazendo uma grande confusão entre Órgãos Públicos e Órgãos Privados.

Se aos primeiros, os Públicos, é exigida a equidistância, pela simples razão de terem a concessão de um serviço público, que é financiado pelo Estado, ou seja, pelo erário público, que é a contribuição de todos nós, já os Privados podem, naturalmente, ter as suas próprias linhas editoriais, escolhendo os valores e princípios a defender, sendo que o único compromisso destes últimos é com a verdade.

Na grande América do Norte, temos, por exemplo, a poderosa CNN, claramente próxima dos ideais dos Democratas, ao passo que a cadeia televisiva FOX NEWS, sem qualquer titubeio, alinha com os ideais dos Republicanos.

Vimos isso ainda muito recentemente, durante as disputadas eleições presidenciais de 2020.

Por aquelas bandas isso é perfeitamente normal, mas por cá…nem tanto.

Em Cabo Verde, uma Sociedade ainda menos preparada nestas coisas da Liberdade, persiste uma vã tentativa de achincalhamento dos Órgãos Privados, por estes serem próximos de uma ou outra ideologia.

OPAIS.cv, Expresso das Ilhas, Terra Nova, A Nação, Santiago Magazine, ASemana, etc., apenas para citarmos alguns exemplos, são Órgãos Privados. A estes cabem a definição das suas linhas editoriais, balizadas, como é óbvio, nas leis da Imprensa Livre vigentes em Cabo Verde.

Faria, por exemplo, algum sentido que o jornal Terra Nova defendesse valores contrários ao Cristianismo, ou mesmo ideias marcadamente ateístas?

É claro que não, mas nem por isso há a tentativa de vilipendiação desse Órgão, acusando-o de parcialidade e quejandos, sabendo que o nosso Estado é laico e pluralista.

Todos os Órgãos de Imprensa, Públicos ou Privados, estão hoje, nos termos da lei, sob o crivo da Autoridade Reguladora e há também os Tribunais, completamente autónomos, para, em caso de necessidade, dirimir algum conflito que possa existir, ligado a questões de honra, defesa do bom nome, calúnia, etc..

Vem isto a propósito de sucessivas investidas de milícias digitais bem identificadas, próximas do PAICV, contra o jornal OPAÍS.cv, com acusações peregrinas e até levianas, diríamos.

Essas milícias, ressabiadas e incomodadas com as verdades que reportamos quotidianamente, tentam, então, denegrir, maldizer e até acusar-nos sem qualquer fundamento. Debalde.

Ora, OPAÍS.cv tem uma linha editorial clara, expressa no nosso Manifesto Editorial, regras e linha essas que perseguimos com convicção, não desviando, por um único momento, destes nobres ideais.

Desde que chegamos, em abril de 2018, ocupámos um espaço que nenhum outro Órgão ocupou.

Cada um sabe de si.

A nós cabe a nossa missão e dela não nos desviaremos um milímetro sequer, faça chuva ou faça sol.

OPAÍS.cv

O nosso projeto é baseado em custos reduzidos – Mário Almeida: CV Connect Services

A Cabo Verde Connect Services, CVCS, é a mais nova companhia que opera voos internacionais para o Arquipélago, e esta semana inaugurou ligações entre Lisboa e a Ilha do Sal, operados pela SATA

Este voo inaugural dá mote para uma entrevista com o Diretor Comercial da companhia que detalhou os objetivos da CVCS. Mário Almeida diz mesmo que a pandemia, que desde março afeta Cabo Verde, veio mostrar-lhes a “importância” do projeto. “Este é o tempo que a gente tem que acreditar para podermos sair desta onda”, adianta, observando que querem sair “desta onda com nova visão”.

Categórico, este gestor vai dizendo que este é também um tempo que lhes faz “perder a visão antiga” sendo que a CVCS é uma empresa “exatamente para trazer esta nova visão, visão centrada num todo e não apenas num só. Precisamos de todos”, vaticina.

Quanto a voos, a CVCS garante ligar Praia e Sal a Lisboa e Paris. Quanto a São Vicente, há dois voos pontuais justificada pela época festiva, mas a companhia compromete-se, após estudos e contatos em curso, anunciar novas ligações com aquela Ilha, tudo indica lá para o Verão, ou seja, de junho em diante.

Neste momento, há duas conexões por semana, entre Lisboa e a Cidade da Praia, uma ligação Praia/Paris e Paris/Praia e dois voos Lisboa/Sal.

A boa notícia é que com a chegada da CVCS, os preços das passagens aéreas despencaram para mínimos nunca antes visto. Operando nos aeroportos do Sal, Praia e São Vicente “acabamos por igualar os preços nas 3 gateways, servindo a todos”, enfatiza o nosso entrevistado

 

OPAÍS.cv – Como é que nasce este projeto da Cabo Verde Connect Services?

Mário Almeida – A Cabo Verde Connect Services nasce de um conjunto de conversas tidas com a AAVT, os seus dirigentes e das nossas diversas deslocações a Cabo Verde, no âmbito de um outro projeto que também temos em Cabo Verde, que é de consolidação aérea junto das agências de viagens e nós, a partir dali começamos a perceber que era necessário ter alguma solução aérea para a mobilidade, permitindo que qualquer uma das Ilhas estivessem ligadas ao mundo através das 3 principais gateways, Lisboa, Paris e Boston, e internamente através das gateways Praia, Sal e São Vicente.

A nossa ideia é que chegando a qualquer uma destas Ilhas, a meio da tarde consegue-se ir a qualquer outra Ilha. É assim que nasce este projeto.

Interessante que começam a operar em tempos de crise provocada pela pandemia da Covid-19. À partida isto demonstra que estão dispostos a desafiar todos os tipos de obstáculos para porem a empresa de pé e a voar?

Sim, é engraçado o tempo.

Na verdade, este projeto iniciou em 2018. Em 2019 era para termos colocado o projeto de pé, no entanto atrasou por diversas razões e a Cabo Verde Connect Services, apesar de estarmos em pandemia, veio a mostrar-nos a importância do nosso projeto.

Quando acontece a pandemia, vimos diversos países ficarem fechados, com a grande diferença que Cabo Verde, se ficar sem transportes aéreos, fica isolado.

a CV Connect Services é uma empresa exatamente para trazer esta nova visão, visão centrada num todo e não apenas num só. Precisamos de todos

Nós participamos em algumas operações para transportar pessoas que estavam em Cabo Verde e nalgumas operações de transporte de medicamentos e isto tudo veio a dar-nos mais força que na verdade era necessário o projeto. Este é o tempo que a gente tem que acreditar para podermos sair desta onda. Saindo desta onda com nova visão. Este é também um tempo que nos faz perder a visão antiga e a CV Connect Services é uma empresa exatamente para trazer esta nova visão, visão centrada num todo e não apenas num só. Precisamos de todos.

O vosso mercado é a conexão internacional…

Sim. Internamente opera a TICV e nós temos os horários dos voos internos e se chegar a Cabo Verde a meio da tarde e sair a meio da tarde, permite às pessoas chegarem ou à Praia, ao Sal ou São Vicente e depois continuar a sua viagem.

Ambicionam chegar no mercado doméstico ou está fora de questão nesta primeira fase?

Nesta primeira fase está fora de questão. Neste momento o foco é estabilizar e permitir a ligação internacional, mas como o projeto, tudo tem a ver com a mobilidade e com o turismo, talvez mais tarde podemos vir a ter uma parceria ou criar uma companhia doméstica para satisfazer o mercado interno que gira entre as Ilhas para que se possa criar a mobilidade e economia nas diversas Ilhas com os turistas.

o foco é estabilizar e permitir a ligação internacional

E com o TICV têm uma boa parceria que permite aos vossos passageiros apanhar a conexão para as restantes Ilhas?

Neste momento não temos nenhuma parceria.

Aparelho que realizou voo Lisboa/Sal, na segunda-feira, 15.

Nesta fase estão a voar com aparelhos da SATA no quadro de uma parceria com a Azores Airlines. Calculo que a vossa pretensão é ter aparelhos próprios.

Isto depende. O nosso projeto é baseado em custos reduzidos, ou seja, nem sempre ter aviões próprios significa o melhor para a mobilidade. O projeto nasce para aglutinar tudo o que já existe e que pode ser aproveitado, como é o caso da parceria que fizemos com a SATA.

O nosso objetivo é ligar Cabo Verde ao mundo então fomos à procura dos parceiros. Compro neste, compro noutro, reúno tudo e distribuo com controle total dos custos.

Parceria semelhante com a que têm com a SATA poderá ser desenvolvida com outras companhias?

Com qualquer companhia aérea que nós pudermos ter estes princípios, nós o faremos, até porque temos uma facilidade, temos parceiros que são parceiros IATA, o que permite qualquer transação entre nós e a companhia aérea.

O que fazemos é discutir o que queremos para um todo e depois distribuímos o todo de forma simples e de modo a beneficiar toda a cadeia de valor.

Pode nos quantificar o número de voos e para que aeroportos operam?

Iremos operar dois voos por semana, entre Lisboa e a Cidade da Praia, um às quartas-feiras e outro às sextas-feiras, este com regresso aos domingos a Lisboa. Depois da Praia para Paris temos um voo por semana. Faz Praia/Paris aos sábados e Paris/Praia aos domingos.

Temos dois voos para o Sal, a partir de Lisboa aos sábados e às segundas-feiras.

São Vicente temos um voo por semana e São Vicente é um caso particular, iniciamos a operação apenas agora nesta época natalícia, tendo em conta que é fundamental manter as 3 gateways servidas, porque se nós queremos a competitividade é preciso mobilidade nos 3 pontos. Se apenas mantivermos a mobilidade na Praia e/ou no Sal vai fazer-se com que São Vicente tenha sempre preços mais altos. Operando nos 3 aeroportos acabamos por igualar os preços nas 3 gateways, servindo a todos.

Operando nos 3 aeroportos acabamos por igualar os preços nas 3 gateways, servindo a todos

Servimos São Vicente neste momento porque é altura que achamos que a Ilha precisa de mais voos. São dois voos pontuais no dia 22 dezembro e 5 de janeiro, depois retomaremos São Vicente assim que terminarmos os estudos/contatos com operadores turísticos, DMC’s, o mais tardar no Verão, a partir de junho.

Os voos de e para Cabo Verde são operados com aparelhos A320 e A321 da SATA, o A321 usamos nas ligações com Paris e das segundas-feiras com o Sal.

Tem sido falado de voos da SATA para Cabo Verde, mas na verdade são voos da CV Connect, com aparelhos da SATA.

Sim, são voos da Cabo Verde Connect operados pela SATA. Qual é a diferença? A diferença é que quando somos nós os promotores do voo tudo é controlado. Negociamos com a SATA, sabemos o custo do início até ao fim, definimos as regras tarifárias, os horários e isso permite que o controle não seja meramente da companhia aérea que muitas vezes poderá haver flutuações normais que é o modo de vida das companhias aéreas e passou a ser à nossa maneira que é uma visão global do que é necessário. É por isso que temos uma estreita relação com as agências de viagens, porque são elas que estão no terreno e conseguem atingir o cliente.

Qualquer agência de viagem em Cabo Verde e nos países da nossa Diáspora já vendem os vossos bilhetes?

Sim, qualquer agência nacional em Cabo Verde, qualquer agência internacional em qualquer parte do mundo, seja ela física, agência tradicional de loja, seja online já vende os nossos bilhetes. E esta é uma facilidade porque permitiu-nos num espaço de poucos dias ou horas chegar em todo o mundo. E isso é também importante porque democratiza a distribuição e leva a que a própria agência de viagem possa ter uma visão dinâmica dos seus custos.

Como é que funciona a vossa política de preços?

Tendo em conta o conhecimento que temos do mercado Cabo-verdiano neste aspeto, a primeira coisa que fizemos é: toda a tarifa tem uma bagagem incluída, isto porque o Cabo-verdiano viaja com a sua bagagem. Quando compra o seu bilhete já tem uma bagagem, pode comprar uma segunda, terceira, como pretender.

Toda a tarifa tem uma bagagem incluída

As nossas tarifas, mesmo as mais baixas, que começam em 180 Euros não incluem as taxas de aeroporto nem taxas de serviço das agências de viagem. Depois, toda a nossa tarifa é oneway, quando não há tarifas de 180 Euros, poderá haver uma de 220 Euros, mas no regresso o cliente pode encontrar de 180 Euros, o que quer dizer que ele pode combinar as duas tarifas para ser mais barata. Esta é uma novidade. O cliente pode fazer um percurso connosco e outro percurso noutra companhia.

Esta vossa forma de calcular os preços está a atrapalhar a concorrência. A TAP, por exemplo, desde que surgiu a CV Connect no mercado, os preços daquela companhia despencaram. Estão atentos a isto?

Sim, naturalmente.

O nosso intuito não é entrar em ‘guerras’ de preços com ninguém, mas o que propusemos é refletir os nossos custos e apresentar a melhor tarifa possível para os nossos passageiros. É esta a nossa lógica.

Acreditamos que Cabo Verde é um mercado específico e não podemos ter as mesmas regras ou conceitos que possa aplicar em outros mercados.

Os custos de viagem para Cabo Verde baixaram e isto faz parte do nosso projeto que é criar mobilidade a preços competitivos.

Cabo Verde é um mercado específico e não podemos ter as mesmas regras ou conceitos que possa aplicar em outros mercados

Como é o vosso serviço a bordo?

Servimos uma refeição, neste momento é um snack tendo em conta as contingências da pandemia. Todo o passageiro recebe um kit, com uma sandes, sumo, iogurte e água, é um kit suficiente para um voo de cerca de 3h30 a 4 de duração.

O serviço de catering é Cabo-verdiano?

Nos voos de Lisboa para Cabo Verde o serviço é feito em Portugal, mas nos voos a partir de Cabo Verde, como para Paris, o catering é nacional, tudo feito em Cabo Verde.

Esta fase inicial de operações tem sido estimuladora e gratificante?

Sim, tem sido estimuladora e gratificante. Além dos passageiros em si é gratificante quando nós, de repente, estamos a conversar todos. Estamos a conversar desde a polícia, os aeroportos, os hotéis, os DMC’s as agências de viagens, todos a conversar e à procura de uma solução, todos e cada um a fazer o seu negócio. As pessoas perceberam que todos nós juntos não devemos pensar que somos concorrentes, somos parte de uma cadeia de valores. O que nos diferencia é o nosso serviço ao cliente. E em tempos de pandemia isto é extremamente importante.

O que nos diferencia é o nosso serviço ao cliente. E em tempos de pandemia isto é extremamente importante.

Já podemos falar da criação de postos de emprego por parte da CV Connect?

Neste momento temos em Cabo Verde cerca de 10 postos de emprego direto. Desde 2019 que empregamos pessoas. E indiretamente estamos a permitir que as agências de viagens não fechem portas.