Quando São Vicente Precisa, o PAICV Vira as Costas

O Orçamento Municipal de 2026 é mais do que um conjunto de números. É o retrato de uma ilha que se recusa a ficar de joelhos. São Vicente foi testada por uma tempestade sem precedentes. As águas arrasaram ruas, casas e sonhos. Mas, ao contrário do que muitos poderiam esperar, a Câmara Municipal respondeu com trabalho, coragem e sentido de missão. Este orçamento representa a força de um povo que escolheu levantar-se, reconstruir e seguir em frente.

Cada linha deste plano traduz o compromisso com a vida real das pessoas: famílias que perderam as suas casas, pequenos comerciantes que viram os seus negócios submersos, jovens que continuam a acreditar num futuro melhor na sua terra. A autarquia propõe isenções fiscais para aliviar o peso das perdas, reforça o programa de habitação social e retoma com determinação o “Isdá Compô bô Casa”. Investe na requalificação urbana, na recuperação de escolas, na mobilidade, no ambiente, na transição energética e na criação de infraestruturas mais resistentes. Tudo isto é feito com o mesmo espírito que nos une enquanto sanvicentinos, a determinação de não desistir.

Por isso, causa profunda estranheza ver o PAICV anunciar que votará contra este orçamento. Na única altura em que São Vicente mais precisa de união, o partido da oposição escolhe virar as costas à ilha. Vota contra o reerguer da nossa terra, contra o apoio às famílias desalojadas, contra os investimentos que devolvem dignidade às comunidades e contra os recursos que podem restaurar o brilho e a vitalidade da cidade.

O que se esperava era solidariedade e sentido de responsabilidade. Em vez disso, o PAICV prefere negar a São Vicente o apoio que tanto merece, apenas porque não é ele a liderar o trabalho. Mas São Vicente é maior do que isso. A Câmara Municipal pode não poder contar com a oposição, mas pode e vai contar com o seu povo.

Os mindelenses provaram mais uma vez que sabem dar as mãos quando é preciso. Contamos com os parceiros institucionais, com o Governo, com as organizações da sociedade civil e com a nossa diáspora, que nunca nos falha. A Câmara Municipal seguirá firme, lado a lado com quem acredita que o futuro se constrói com trabalho, coragem e esperança.

Este orçamento é um pacto entre a autarquia e o povo sanvicentino. Um compromisso com a reconstrução, com a justiça social e com o direito de todos a viver numa ilha mais forte, mais bela e mais preparada. Quando São Vicente precisa, São Vicente está presente. Já o PAICV, infelizmente, não pode dizer o mesmo.

Oficiais de Justiça! Primeiro-Ministro assina e envia para promulgação o novo PCFR

Cumprindo promessa assumida, Governo aprovou  Decreto-Lei que estabelece o novo Estatuto e o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) do Pessoal Oficial de Justiça

Informação foi confirmada hoje, com a assinatura do diploma e subsequente envio para promulgação pelo Presidente da República.

O documento, aguardado há vários anos pelos profissionais do setor, representa uma reconfiguração estrutural na valorização das carreiras no sistema judicial, incluindo progressões, categorias, grelhas salariais e aferição de responsabilidades. Trata-se de uma reivindicação histórica de trabalhadores que se têm considerado “pilares silenciosos” da máquina da justiça cabo-verdiana.

Segundo fonte governamental, o novo Estatuto procura, não apenas responder ao desfasamento remuneratório existente, mas reforçar a eficiência, profissionalização e estabilidade dentro dos tribunais e serviços judiciais, considerados estratégicos para o funcionamento do Estado de Direito.

“A promessa foi cumprida. O diploma segue agora para o Presidente da República para promulgação”, sublinhou a mesma fonte.

Com esta aprovação, o Executivo considera encerrada uma das mais importantes etapas de reforma na Justiça dos últimos anos, reforçando a ideia de previsibilidade, mérito e reconhecimento da função.

Civis mortos. Papa apela esforço dos políticos para “cessar o fogo”

Leão XVI falava este domingo durante a oração do Angelus

O Papa lembrou este domingo os civis mortos pelas guerras em todo o mundo, apelando a um esforço dos responsáveis políticos para “cessar o fogo”.

“Nos últimos dias, rezamos pelos falecidos, entre os quais, infelizmente, muitos foram mortos em combates e bombardeamentos, apesar de serem civis, crianças, idosos e doentes. Se se deseja realmente honrar a sua memória, é necessário cessar o fogo e empenhar-se nas negociações”, disse Leão XVI, desde a janela do apartamento pontifício, no Vaticano, após a recitação da oração do Ângelus.

A intervenção manifestou ainda o “sincero apreço” do Pontífice por todos aqueles que, “a todos os níveis, estão empenhados em construir a paz nas diferentes regiões marcadas pela guerra”.

Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa mostrou-se “próximo das populações das Filipinas atingidas por um violento tufão”.

“Rezo pelos falecidos e suas famílias, pelos feridos e desalojados”, declarou.

Pelo menos 142 pessoas morreram e 127 estão desaparecidas na sequência da passagem do tufão Kalmaegi pelo centro das Filipinas, na última semana.

Entretanto, a tempestade tropical Fung-wong ganhou força e foi hoje classificado como um supertufão, ao aproximar-se das Filipinas, anunciou o serviço meteorológico do país.
Leão XIV recordou também que a Igreja Católica na Itália celebra a jornada de ação de graças.

“Assuno-me à mensagem dos bispos para incentivar um cuidado responsável com o território, o combate ao desperdício alimentar e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis”, afirmou.

Rui Costa venceu eleições no SL e Benfica

Presidente reeleito obteve 65.89% dos votos

Rui Costa venceu eleições no SL e Benfica com uma fasquia de 65.89% dos votos, contra Noronha Lopes que ficou pela margem dos 34%.

O Presidente reeleito já apelou à união de todos os sócios, assumindo que é tempo de materializar os projetos. “É tempo de união. A vontade dos sócios aponta o caminho.

Saímos deste ato fortalecidos e impulsionados pela força e energia”.

Rui Costa diz que sai determinado desta eleição no clube. “Seremos exigentes com todos os que fazem deste clube o maior do mundo”, disse.

Nestas eleições, o Benfica bateu recorde de participação, 93 mil eleitores.

“Caso TCV”. Suposto Conselho de Redação reúne-se à socapa, sem conhecimento do Presidente

Presidente do órgão, o Diretor da RCV, desconhecia a reunião e não participou

Inativo há cerca de quatro anos, o Conselho de Redação da Televisão de Cabo Verde (TCV) foi recentemente “reativado” por um grupo de jornalistas que, segundo várias fontes, estariam alinhados com o PAICV. O movimento teria como principal objetivo sair em defesa da Diretora da TCV, atualmente alvo de um processo disciplinar por alegadas irregularidades na sua atuação à frente da televisão pública.

O episódio levanta sérias dúvidas quanto à legitimidade e à transparência das ações deste Conselho, que não possui mandato em vigor. Apesar disso, o grupo divulgou um comunicado em nome do órgão, manifestando solidariedade para com a dirigente visada, no que parece uma clara tentativa de condicionar a atuação da administração da RTC.

O que causa maior estranheza segundo as nossas fontes é o facto de o Presidente do próprio Conselho de Redação, o Diretor da RCV, Marcos Fonseca, não ter sido informado da realização da reunião e, por conseguinte, não ter participado. A situação configura uma irregularidade grave e fragiliza ainda mais a credibilidade do alegado “Conselho”.

Fontes internas confirmam que Marcos Fonseca desconhecia por completo o encontro, o que reforça a perceção de que um grupo restrito de jornalistas decidiu agir à margem das normas e dos estatutos em vigor.

A manobra, interpretada por alguns observadores como uma tentativa de instrumentalização dos órgãos editoriais da RTC, evidencia o clima de tensão e disputa interna pela liderança da empresa pública de Comunicação Social.

Roubo de energia na origem das perturbações no fornecimento elétrico em Santiago

Situação de roubo deu-se na zona de São Pedro, Cidade da Praia

A EDEC confirmou este sábado que o roubo de energia, registado na zona de São Pedro, está na origem das interrupções no fornecimento elétrico ocorridas na noite de sexta-feira, na Ilha de Santiago. A situação continua a afetar o normal funcionamento do serviço durante o dia de hoje.

De acordo com uma nota oficial da empresa, as equipas técnicas identificaram que a avaria resultou de danos provocados num cabo de Média Tensão na zona de Boncoio, em São Pedro, Cidade da Praia. O incidente causou perturbações no abastecimento de energia, afetando sobretudo os Municípios de São Domingos, Órgãos e várias zonas do norte da Cidade da Praia.

A EDEC assegura que as suas equipas atuaram de imediato, realizando inspeções e intervenções para restabelecer o serviço de forma segura e progressiva.

A empresa volta a condenar de forma categórica este tipo de práticas ilícitas, que comprometem a continuidade do serviço e colocam em risco as infraestruturas elétricas. Por isso, apela à colaboração da população na denúncia de situações suspeitas junto das autoridades competentes.

Nota-se que o roubo de energia não só prejudica a rede elétrica e a qualidade do serviço prestado, como também representa um perigo para a segurança pública.

Governo vai criar novo espaço provisório para o mercado de peixe

Medida decorre “em estreita concertação com a Câmara Municipal de São Vicente” e visa garantir melhores condições de trabalho tanto para as peixeiras como para os artesãos

O Governo, em articulação com a Câmara Municipal de São Vicente, vai identificar e criar um novo espaço provisório para o mercado de peixe do Mindelo, com o objetivo de preservar o espaço cultural dos artesãos no Quintal das Artes.

A informação foi avançada pelo Ministro do Mar, Jorge Santos, que explicou que a decisão surge após um processo de auscultação junto dos artesãos que desenvolvem as suas atividades naquele espaço.

Segundo o Governante, a medida decorre “em estreita concertação com a Câmara Municipal de São Vicente” e visa garantir melhores condições de trabalho tanto para as peixeiras como para os artesãos.

“Após um processo de auscultação junto dos artesãos que desenvolvem as suas atividades no referido espaço, e tendo em conta a necessidade de garantir condições adequadas e dignas para a comercialização do pescado e para o exercício do artesanato, concluiu-se que a coabitação entre os dois setores – artesanato e venda e tratamento do pescado – não seria a solução mais apropriada”, explicou.

Assim, os artesãos permanecerão no Quintal das Artes, enquanto o Governo e a CMSV trabalham em conjunto na definição de um novo local destinado especificamente ao setor do pescado, que funcionará de forma provisória até à conclusão das obras de reorganização do mercado de peixe de São Vicente.

O novo espaço será socializado com as peixeiras, antes do anúncio público da sua localização.

Dois homens em prisão preventiva por tráfico de droga no Sal

Na operação, a PJ apreendeu 2,02 gramas de haxixe e uma balança de precisão

O Tribunal da Comarca do Sal decretou prisão preventiva a dois homens, de 30 e 46 anos, suspeitos de tráfico de droga, detidos em flagrante pela Polícia Judiciária (PJ).

Os suspeitos foram apanhados durante uma operação da Brigada de Investigação do Crime de Tráfico de Estupefacientes (BICTE) do Departamento de Investigação Criminal do Sal (DICS), realizada no cumprimento de um mandado de busca e apreensão autorizado pelo tribunal.

Na operação, a PJ apreendeu 2,02 gramas de haxixe e uma balança de precisão, considerados elementos relevantes para o processo.

Após o primeiro interrogatório judicial, o Tribunal aplicou prisão preventiva como medida de coação.

Cabo Verde sta sâbi pa tudo cau ki nu anda!

Essa agressividade que tomou conta do Estado e das suas instituições  – em especial dos órgãos de comunicação social, com destaque para a TCV  – tem uma explicação simples: as sondagens não trouxeram boas notícias para o Francisco Carvalho.

Disse há dias que Francisco Carvalho está a cair  – e caiu mais de 11 pontos! E mais: entre várias causas dessa queda está a agressividade do discurso, promessas exageradas e não críveis e falta de preparo para desempenhar o cargo de primeiro-ministro!

É  exactamente isso que explica a agressividade do Francisco e do José Maria Neves. Sobretudo os últimos ataques do JMN ao governo do Ulisses Correia e Silva.

Nós temos acompanhado as oscilações de cada um dos autores políticos com rigor e muita seriedade. E, por isso mesmo, este é o momento certo para descolarmos ainda mais. É hora de acelerar com o pé direito no acelerador, unidos em defesa da nossa democracia e das conquistas que alcançámos. Ir falar com o eleitorado cara a cara nas suas localidades. Precisamos de desmontar ainda mais as máscaras de ferro do Francisco Carvalho.

O contacto directo com as populações não é um trabalho simples, mas é o único que transmite afecto, proximidade e explicação directa.

Não podemos deixar cair a democracia.

Conquistamos muito progresso desde a independência. Não permitiremos recuos ao passado. Estamos melhores hoje porque os governos do MpD e do Paicv, cada um do seu jeito, fizeram crescer e desenvolver Cabo Verde.

O populismo é contra Cabo Verde, é vigorosamente contra o Paicv e frontalmente contra o MPD!

Essa é que é a verdade! A verdade objectiva!

Os reflexos desse crescimento estão por todo o lado:

Nos Tubarões Azuis a brilhar no futebol mundial;

No futebol feminino no CAN;

No basquetebol e no andebol nos campeonatos mundiais;

Em Cabo Verde a presidir a Sessão Anual do Banco Mundial e do FMI;

Na eleição de cabo-verdianos no estrangeiro;

Nos recordes internacionais do nosso país;

No crescimento económico médio de 9%, que permitiu resolver, de forma histórica, os problemas dos professores, médicos, enfermeiros, polícias e funcionários públicos;

Na eliminação de 4.800 trabalhos precários da administração pública;

Na redução da pobreza que segundo o Banco Mundial situa-se em 13,3% em 2025 e a taxa de pobreza absoluta caiu 2,28%;

E na redução da taxa de desemprego para 7,5%, o valor mais baixo da história;

Na diminuição significativa da dívida pública, que ronda agora 110 ou 112% do PIB;

No combate assegurado dos efeitos da inflação mundial em Cabo Verde;

No sucesso assegurado e permanente aos inesperados danos causados pela tempestade Erin de 11 de Agosto de 2025;

No investimento forte na juventude, com 500 mil contos na formação profissional de mais de 3.500 jovens;

E no recorde inédito de 1,2 milhões de turistas que visitaram o nosso país!

No avanço considerado e prestigiado da nossa democracia e coesão social;

Na implantação de uma política de inclusão social que é apreciada e elogiada por todas as instituições internacionais e regionais e com resultados concretos. O avanço de Cabo Verde é carimbado por todas as instâncias e instituições internacionais e, para o desespero da minoria, ele é vivido pelos caboverdeanos no dia a dia.

E é este país  – com todos esses resultados  – que o PAICV quer fazer o mundo acreditar que está em caos?

Digam-me: que país do mundo não gostaria de ter um “caos” assim?

Isto não é caos  – é cegueira pelo poder!

O povo já disse e cantou de boca cheia:

Cabo Verde avançou muito e o ano 2025 é o ano de Cabo Verde!

O povo já disse e repete:

Cabo Verde está na moda!

Cabo Verde está na boca do mundo!

Cabo Verde sta sabi pa tudo cau ki nu anda!

Última Hora: Sabotagem na Chegada do grupo gerador no Porto de Vale dos Cavalheiros

Na sequencia de medidas para ultrapassar a crise enegetica na ilha, contentor enviado, semelhante a tantos outros regularmente descarregados no porto, teve de fazer duas viagens Praia–Fogo. Funcionário recusou a descarga, alegando falta de condições técnicas. Porém, a mesma grua, com capacidade para 90 t, enquanto o contentor não chega a 30 t, realizou a operação sem qualquer dificuldade, quando outro operador veio de São Vicente. ENAPOR abriu inquérito.

A chegada do grupo contentorizado de 1.500 KVA à Ilha do Fogo, anunciada esta segunda-feira pela EPEC, não foi um processo pacífico.

Segundo apurou OPAÍS.cv, o equipamento — essencial para reforçar a segurança energética da Ilha — teve de fazer duas viagens Praia–Fogo, depois de um funcionário da ENAPOR em Vale dos Cavaleiros recusar proceder à descarga, alegando que “a grua não ofereceria condições” para a operação.

Contudo, dias depois, a mesma operação foi realizada, nas mesmas condições, sem qualquer alteração técnica, por um outro operador enviado de São Vicente.

O equipamento foi descarregado de forma normal, segura, sem incidentes e já se encontra na central eléctrica da ilha do Fogo.

Esta sequência de factos corobora suspeitas de sabotagens concertadas, dirigido à empresa EPEC . Neste caso tratava-se de reforço da capacidade energética na Ilha do Fogo, num contexto nacional onde não são novas as denúncias de sabotagem à estabilidade do sistema elétrico.

Segundo fontes ligadas ao processo, a ENAPOR já abriu um inquérito interno para apurar responsabilidades, dado o impacto negativo que o atraso teve no fornecimento de energia na ilha a sair de uma recente crise energética

A EPEC/EDEC sublinha que o sistema elétrico no Fogo já se encontra estabilizado, e que o novo grupo funcionará como reserva estratégica, garantindo maior fiabilidade e continuidade do serviço à população e às atividades económicas.

Entretanto, permanece a questão central.

Se a operação era tecnicamente possível,  como ficou demonstrado, por que motivo foi inicialmente recusada?

Num país arquipélago, onde a segurança energética depende de operações portuárias eficientes e responsáveis, qualquer tentativa de obstrução deliberada representa um atentado ao interesse público.

O inquérito em curso deverá esclarecer se estamos perante  algo grave.

Respostas aguardam-se!