Quando a realidade desmente a propaganda do caos

Mais uma vez, os factos falam mais alto do que a propaganda.

A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de confirmar aquilo que todos os que vivem e trabalham em Cabo Verde sentem no dia a dia: o país cresce, estabiliza e inspira confiança internacional.

Enquanto o PAICV e o seu atual líder procuram, com discursos inflamados e aliados digitais, criar uma imagem de colapso e desordem, as principais instituições internacionais elogiam o desempenho económico e a boa governação do país.

O FMI não é um órgão político, nem uma agência de comunicação do Governo — é uma entidade técnica e independente que avalia com rigor os números e as políticas. E o que diz o FMI? Que Cabo Verde apresenta crescimento robusto, inflação controlada, dívida em queda e finanças públicas sólidas.

É um retrato que contrasta violentamente com a narrativa de caos alimentada pela oposição, que tenta denegrir o país sempre que não está no poder.

A verdade é que Cabo Verde tem sido exemplo de estabilidade e responsabilidade, mesmo em tempos globais difíceis, com guerras, choques de energia e inflação a atingir economias muito maiores.

O FMI reconhece o mérito do Governo e do povo cabo-verdiano — não apenas pela disciplina orçamental, mas também pela visão reformista e compromisso com o futuro.

Os números não mentem: 7,3% de crescimento em 2024, 5,2% previstos para 2025, inflação de apenas 2%, superavit fiscal e dívida pública a descer.

Enquanto isso, quem grita “caos” e “colapso” fica refém de uma retórica vazia e sem dados.

A política pode viver de palavras, mas o desenvolvimento vive de resultados — e os resultados estão à vista de todos.

O país está a crescer, a criar confiança, a atrair investimento e a garantir estabilidade.

Por isso, é tempo de dizer com clareza: não há caos, há progresso; não há desgoverno, há responsabilidade; não há falência, há futuro.

Cabo Verde segue no rumo certo — e isso incomoda quem vive do pessimismo e da desinformação.

EDEC confirma perturbação na rede elétrica em Santiago na noite passada

Falha provocou cortes de energia nalguns Municípios

A EDEC confirmou a ocorrência de uma perturbação na rede elétrica da Ilha de Santiago, que provocou cortes de energia nalguns Municípios de Santiago, na noite de ontem.

De acordo com a empresa, o incidente registou-se por volta das 19h30, devido a uma falha na rede de média tensão. A avaria afetou o fornecimento de energia nos Municípios de São Domingos, São Lourenço dos Órgãos e em várias localidades da zona norte da Capital.

A EDEC informou ainda que as suas equipas técnicas intervieram de imediato para resolver a ocorrência, assegurando a reposição gradual do serviço.

Portugal. Sete concelhos vão ficar sem eletricidade no domingo devido a trabalhos na rede

Corte vai afetar freguesias de Lisboa, Oeiras, Sintra, Tomar, Faro, Lagos e Olhão

A E-Redes anunciou que várias freguesias de Lisboa, Oeiras, Sintra, Tomar, Faro, Lagos e Olhão ficarão sem fornecimento de eletricidade no domingo, 9 de novembro, entre as 5h e as 11h, devido a trabalhos de manutenção na rede de distribuição.

A operadora informou que as interrupções são necessárias para garantir a continuidade e qualidade do serviço, permitindo ligações, reparações e conservação de infraestruturas.

A E-Redes sublinha que estas ações visam também corrigir situações de potencial insegurança e prevenir avarias na rede elétrica.

A crónica contradição do JMN!

O grande problema de JMN é simples – e crónico: tudo aquilo que ele defende hoje, tudo o que apresenta como moral, correcto ou exemplar, ou que deve ser feito, é precisamente o contrário daquilo que ele próprio fez no passado. Mas, JMN sabe disso e vai-se navegando até onde pode. A outra questão é que ele fala demais e entra em polêmicas, que qualquer Presidente da República com um pouco de bom senso evitaria.

Isto, para um político, é devastador.

Passará a vida inteira prisioneiro das suas próprias contradições.

Foi por isso  – e por muito mais  – que desde o início percebi que a Presidência da República de JMN não podia dar certo. Não havia como! É que um bom Presidente da República é aquele que constrói pontes e não agita fogueiras! Ele fala de tudo, até de um simples processo disciplinar numa instituição do Estado!

Conhecendo-lhe o carácter, a trajetória, os apetites e as birras, as suas frustrações e rancores, bastava observar os primeiros sinais.

E quando surgiram os crimes do 310, tudo ficou claro: JMN acabou.

Mesmo que venha a vencer um milhão de eleições no futuro, ele acabou.

O legado ficou manchado, lacrado, irreversível.

Ele vive hoje num auto-cerco do qual nunca mais sairá  – por mais truques, encenações, acrobacias ou vitórias que tente colecionar.

O que ele fez é único na nossa história – e irreparável. É uma nódoa grande, visível, no lençol branco da República!

Acabou, José.

“Caso TCV”. Primeiro-Ministro apela à prudência e defende apuramento dos factos

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, reagiu pela primeira vez ao processo disciplinar instaurado à Diretora da Televisão de Cabo Verde (TCV), manifestando serenidade e sentido de Estado perante o caso que envolve a suspensão da dirigente sem salário por 45 dias

Em declarações à Comunicação Social na última quinta-feira, o Chefe do Governo apelou à objetividade e à prudência no debate público, sublinhando que, até ao momento, “falta ser provado e comprovado” que o caso constitua uma violação da liberdade de Imprensa.

Segundo UCS, o assunto deve ser analisado com base em factos concretos e não em perceções, sobretudo, políticas. “O enquadramento que eu conheço é que se trata de uma relação laboral entre uma entidade patronal, o Conselho de Administração da RTC, e uma Diretora. Estamos a falar de uma jornalista que estava a exercer o seu trabalho enquanto jornalista”, afirmou.

Reforçando o valor absoluto da liberdade de Imprensa, o Primeiro-Ministro advertiu, contudo, para a necessidade de distinguir entre eventuais conflitos laborais e verdadeiros atentados à liberdade jornalística. “Devemos ter o devido cuidado para saber se, efetivamente, a motivação do processo disciplinar é cercear a liberdade de alguém”, frisou.

O Chefe do Governo defendeu ainda que a apuração dos factos deve envolver entidades independentes, para além das partes diretamente envolvidas, lembrando que a AJOC, enquanto sindicato representativo dos jornalistas, “tem o seu próprio posicionamento” no caso.

UCS deixou claro que apenas com base em provas concretas o Governo poderá intervir de forma mais incisiva. “Se houver a prova e a comprovação de que a motivação do processo disciplinar foi cercear a liberdade de imprensa, ou a liberdade do jornalista, ou o livre exercício da profissão (…), outras intervenções poderão ser feitas”, concluiu.

Bubista divulga convocatória para torneio internacional nos Emirados Árabes Unidos

Competição, que reúne as seleções de Cabo Verde, Irão, Egito e Uzbequistão, servirá como preparação para o Campeonato do Mundo de 2026. Seleção nacional estreia-se no dia 13 de novembro frente ao Irão

O Selecionador nacional, Bubista, anunciou a lista de convocados dos Tubarões Azuis para o Al Ain International Cup, torneio que se realiza no Dubai durante a janela internacional de novembro.

A competição, que reúne as seleções de Cabo Verde, Irão, Egito e Uzbequistão, servirá como preparação para o Campeonato do Mundo de 2026, após a histórica qualificação dos cabo-verdianos em outubro passado.

Cabo Verde estreia-se no dia 13 de novembro frente ao Irão. O vencedor disputa a final no dia 18, enquanto o perdedor jogará pelo terceiro lugar no dia 17.

Lista dos convocados

Guarda-redes
Bruno Varela (Al-Hazm, ARA), Josimar Dias “Vozinha” (Chaves, POR), Márcio da Rosa (Montana, BUL).

Defesas
Edilson Borges “Diney” (Al Bataeh, EAU), Ianique Tavares “Stopira” (Torrense, POR), Kelvin Pires “Djack” (SJK, FIN), Ricardo Santos (Swansea City, ING), Sidny Lopes Cabral (Estrela da Amadora, POR), Steven Moreira (Columbus Crew, EUA), Wagner Pina (Trabzonspor, TUR), David Moreira (Sporting CP, POR).

Médios
Álison Tavares (Beitar Jerusalem, ISR), Deroy Duarte (Ludogorets, BUL), João Paulo Fernandes (FC Othell, ROU), Jamiro Monteiro (Pavolei, HOL), Laros Duarte (Puskás Akadémia FC, HUN), Kevin Pina (Krasnodar, RUS), Telmo Arcanjo (Vitória SC, POR).

Avançados
Dailon Livramento (Casa Pia, POR), Garry Rodrigues (Apollon Limassol, CHIP), Hélio Varela (Maccabi Tel Aviv, ISR), Nuno da Costa (Başakşehir, TUR), Ryan Mendes (Al Nasr, EAU), Willy Semedo (Anorthosis, CHIP), Alésio da Cruz (Atlétic MG, BRA).

União Europeia reforça compromisso com o desenvolvimento sustentável de Santo Antão

Nova Embaixadora da União Europeia em Cabo Verde efetuou uma visita de dois dias à Ilha de Santo Antão para conhecer de perto os projetos apoiados pela EU na região

A União Europeia destacou, esta quinta-feira, 6, os investimentos em curso no Porto de Porto Novo, realizados no âmbito da iniciativa Global Gateway, sublinhando o papel de Cabo Verde como parceiro estratégico e “de confiança” para o desenvolvimento sustentável da Ilha de Santo Antão.

A informação foi avançada durante a visita da nova Embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sylvie Millot, à Ilha de Santo Antão — a sua primeira desde que assumiu funções —, onde percorreu os três municípios para conhecer de perto os projetos financiados pela UE.

Segundo a Embaixadora, o investimento no Porto representa “um projeto que vai melhorar a vida das pessoas, criar mais empregos e gerar novas oportunidades”, reforçando a importância das infraestruturas marítimas para a economia e para a mobilidade regional.

Durante a visita, Sylvie Millot destacou ainda o contributo da União Europeia para a promoção do turismo sustentável em Santo Antão, apontando os projetos Terras Vivas e EcoRaízes como exemplos de sucesso.

Estas iniciativas, segundo a Embaixadora, demonstram “como o amor pela terra pode transformar a vida das pessoas”, ao valorizarem as trilhas ecológicas, capacitar guias locais e promover produtos agrícolas e culturais, bem como preservar áreas protegidas e o património natural em zonas como a Cova, Ribeira da Torre e Vale do Paul.

A UE recordou também que tem sido “um parceiro de confiança” de Santo Antão, destacando o apoio à construção da estrada Janela/Porto Novo, obra que “mudou o dia a dia das pessoas residentes e visitantes” e que reflete a continuidade do compromisso Europeu com o desenvolvimento sustentável e a coesão territorial de Cabo Verde.

Ulisses Correia e Silva reforça convergência entre missão do Governo e ação social da Igreja

Primeiro-Ministro visitou esta quinta-feira, 6, a Paróquia de São Filipe, na Cidade da Praia, a convite do pároco local

Durante a visita, o Chefe do Governo sublinhou que o centro paroquial multifuncional representa “um exemplo inspirador de como a Igreja pode abrir as suas portas à comunidade”, promovendo formação, inclusão, saúde, música e valores.

Ulisses Correia e Silva mostrou-se “profundamente impressionado” com o avanço das iniciativas implementadas, que resultam de uma colaboração estreita entre o Governo e a comunidade local, sobretudo das mulheres, cujo empenho e mobilização de recursos foram determinantes para o sucesso do projeto.

O Primeiro-Ministro destacou ainda a importância estratégica da Paróquia de São Filipe, que liga zonas urbanas e interiores da Cidade da Praia, e considerou que o projeto da nova Igreja Matriz “merece atenção especial”, pela sua relevância como futuro património religioso, comunitário, turístico e histórico.

“A expansão da comunidade exige proximidade, missão social, educação para os valores e promoção da paz e solidariedade. É nisso que acreditamos. E é essa a convergência entre o trabalho da Igreja e a missão do Governo”, concluiu.

Fundo Autónomo de Pescas vai mudar de figurino e integrar associações de pescadores

Anúncio foi feito pelo Ministro do Mar no encerramento do Congresso da APESC, realizado no âmbito do Cabo Verde Ocean Week

O Fundo Autónomo de Pescas (FAP), atualmente gerido por um único gestor, vai mudar de figu-rino e passar a integrar associações de pescadores na sua estrutura. O anúncio foi feito pelo Ministro do Mar, Jorge Santos, ontem, durante o encerramento do Congresso da APESC, que decorreu ao longo de dois dias, no quadro do Ocean Week,.

O governante confirmou que o Governo já aprovou a nova configuração do Fundo em sede do Conselho de Ministros, e que a respetiva publicação em Boletim Oficial deverá ocorrer nos próximos dias.

Segundo Jorge Santos, o novo modelo do FAP representa “uma reforma decisiva”, cujo principal objetivo é garantir maior eficácia e transparência na gestão e no financiamento do setor das pescas.

“A partir de agora, o Fundo será uma instituição autónoma, com capacidade para gerir o seu próprio crédito e com um conselho em que a APESC passará a ser membro”, revelou o Ministro.

O titular da pasta do Mar anunciou ainda outros avanços importantes, nomeadamente no domínio do estatuto do marinheiro e no reforço da proteção social dos marítimos, medidas que classificou como sendo de “grande alcance”.

“O estatuto é fundamental porque formaliza a atividade dos marítimos, estabelece a idade mínima para o trabalho a bordo, define o regime laboral e garante proteção social”, explicou Jorge Santos, sublinhando tratar-se de “um passo decisivo” tanto para a marinha mercante como para o setor das pescas.

O Congresso da APESC decorreu entre quarta e quinta-feira, integrando o programa oficial da Semana do Mar, que encerra hoje com o Ocean Summit, em parceria com a Fundação Carlos Albertino Veiga, a decorrer durante a manhã no Porto de Cruzeiros de São Vicente. O ato de encerramento oficial está agendado para as 16h00, no mesmo local.

Estado de direito, golpes constitucionais e jornalismo de sarjeta

Cá estou eu novamente…nestas noites densas de estudos, redescoberta & reflexão.

E faço sempre, claro, um milagroso intervalo. Para pensar em voz alta.

Há que abrir as janelas do mundo!

E lá vem, então, a notícia da estranha INTERFERÊNCIA do sr. José Maria Neves num processo disciplinar interno da TCV.

O dr. Neves, como já expliquei tantas vezes, é um ABSURDO AMBULANTE.

Não consegue perceber o significado de (ser) PR numa democracia constitucional e num Estado de direito moderno.

Há criaturas assim.

Res exquisita!

Esse rebento curioso da JAAC-CV tem, ainda, a cabeça jacobina nos anos 1980, em que o seu partido, herdeiro de um assaz provinciano marxismo-leninismo, se julgava a “força dirigente da sociedade e do Estado”.

O PAICV seria, para eles, a vanguarda revolucionária que “liberta” o povo definitivamente do obscurantismo.

Arre!

Pela força patética da ignorância, José Maria Neves transformou-se, vá lá, no novo e deslumbrado Luís XIV africano do século XXI.

L, État, c’est moi.

Para além de atribuir, criminosamente, salários inconstitucionais à sua namorada, ainda instrui processos disciplinares, avalia desabridamente a ilicitude dos factos, pondera sanções, e toma unilateralmente a decisão final!

Esse reizinho de trazer-por-casa é supinamente ridículo!

Não tem igual.

É todavia o mesmo José Maria Neves que, muito recentemente, num outro miserável e gravíssimo CRIME contra a Constituição e o Estado de direito democrático, fazia publicamente a APOLOGIA DA DITADURA e do regime totalitário que vigorou nestas ilhas de 1975 a 1990.

O dr. Neves abandalhou a República e envergonha sobremaneira o Estado de Cabo Verde.

Já cometeu, no mínimo, cerca de 10 crimes graves contra o Estado de direito constitucional.

Sistematicamente, com a precisão de um relógio suíço, viola alegremente a actual Constituição da República e desrespeita, sem pensar duas vezes, o solene juramento que prestou, em 2021, perante a Assembleia Nacional.

Nunca se viu nada assim em Cabo Verde.

É um néscio político irrecuperável.

No entanto, há por aí uma franja de “jornalistas” cabo-verdianos (ou serão meros ACTIVISTAS POLÍTICOS?) que apoia servilmente a atitude tresloucada, absurda, mesquinha e inconstitucional de José Maria Neves.

E julgam-se os maiores!

A ignorância faz milagres.

Essa gente não tem, pois, a mínima noção da deontologia profissional.

Por lei, a OBRIGAÇÃO FUNDAMENTAL de qualquer jornalista sério é defender, galhardamente, a objectividade, o rigor institucional e os princípios básicos do Estado de direito democrático.

É esta a FIDÚCIA, a obrigação irrecusável.

Ou julgam que estamos na Coreia do Norte ou na antiga URSS?

O jornalismo não se confunde com a Dezinformatsiya.

Exige, pelo contrário, um compromisso firme com a Liberdade, a Justiça e o “governo das leis”.

Pôr-se acriticamente ao lado do triste José Neves é sufragar um “jornalismo” de sarjeta, que anda, quixotescamente, na contramão da Constituição vigente e dos seus valores superiores, que são resumidamente a dignidade da pessoa humana e, no seu sentido material-axiológico, o primado da lei.

O valor incomensurável do jornalismo é a PROCURA DA VERDADE e da decência republicana. Under the justice.

Só assim se constrói uma República de homens e mulheres livres.

Foi o que fez, por exemplo, Émile Zola no século XIX, escrevendo páginas gloriosas que salvam, ainda e sempre, a face da humanidade.

Quando é que a nossa malta sairá da sarjeta e da indignidade por opção?

Ou ainda acreditam, lembrando o presidente Aristides Pereira, que “não há jornalistas, mas apenas militantes do partido, o PAIGC-CV, destacados nos vários órgãos da comunicação social”?!