Um debate necessário sobre remuneração no setor da restauração

Na semana passada, propus um desafio à nossa academia no sentido de promover a investigação científica para compreendermos se as empresas cabo-verdianas são ou não competitivas, ao ponto de oferecerem remunerações adequadas, proporcionais, justas e competitivas aos seus funcionários. Uma reflexão que pareceu-me particularmente pertinente no atual contexto, em que a mobilidade profissional da mão-de-obra é amplamente discutida em vários fora, sendo o fator remuneração um dos impulsionadores deste fenómeno de mobilidade profissional.

Um dado interessante que partilhei no referido post prende-se com o emprego no setor privado. Observamos que, em 2023, as empresas empregavam cerca de 93.010 indivíduos e apresentavam uma faturação total que ascendeu a 355 milhões de contos, o que equivale a aproximadamente 3 mil milhões de euros. Concluí, com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e no relatório do Banco Mundial, que 50% dos empregos no setor privado estão concentrados em médias e grandes empresas, o que corresponde a aproximadamente 47.000 indivíduos.

Na semana passada, tive a oportunidade de dialogar com operadores económicos da ilha do Sal e constatei que um dos grandes hotéis da ilha fixou o salário mínimo entre 35 a 40 mil escudos; constatei também que alguns grandes chefes de cozinha já auferiam salários de 3 dígitos. Estes factos demonstram claramente que há espaço para melhorias neste domínio. Aliás, o Produto Interno Bruto (PIB), na ótica do rendimento, indica que o peso da remuneração dos empregados (fator trabalho) se situa, desde 2015, entre 35% a 40%. Este dado já evidenciava a existência de margem para melhoria nas remunerações.

Este post visa essencialmente propor-vos uma reflexão sobre o setor da restauração e, em particular, sobre a exequibilidade da lei da gorjeta em Cabo Verde. Vou trazer alguns números e dados do setor, por exemplo, o contributo deste setor no PIB, o volume de negócios e a quantidade de mão-de-obra empregada. Importa esclarecer que não estou a propor a imposição de tal lei, mas sim a promover uma reflexão sobre o tema, considerando oportuno abrir um debate, tendo em conta que o setor da restauração emprega um número significativo de pessoas e está intimamente ligado à cadeia de valor do turismo, que tem contribuído consideravelmente para o crescimento do nosso PIB (em mais de 25%) e tem tido um crescimento exponencial.

Em alguns estados dos Estados Unidos da América, por exemplo, é prática comum deixar uma gorjeta de 20%. Alguns analistas estimam que o valor total das gorjetas naquele país ronde os 40 mil milhões de dólares, o que equivale a mais do dobro do orçamento da NASA. Por outro lado, em países como o Reino Unido, aplica-se uma taxa de gorjeta de 11%. Nos Estados Unidos, o valor elevado das gorjetas justifica-se principalmente pelo facto de os salários praticados nos restaurantes serem extremamente baixos, sendo a gorjeta considerada uma parte essencial e complementar do rendimento dos funcionários. Contudo, há casos, como o de alguns restaurantes em Nova Iorque, que decidiram abolir a gorjeta, argumentando que houve uma melhoria significativa nos salários dos seus colaboradores. O Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou, durante a campanha eleitoral, um vasto conjunto de ideias destinadas a tornar a vida mais acessível, lançou uma série de incentivos fiscais específicos, incluindo a eliminação de impostos federais sobre gorjetas, benefícios da Segurança Social e pagamento de horas extraordinárias. Por outro lado, em países como Singapura e Japão, a gorjeta é vista como uma ofensa, uma vez que os salários no setor da restauração são considerados adequados.

A Realidade Cabo-verdiana: Gorjeta como Prática ou Obrigatoriedade?

Em Cabo Verde, é comum deixar gorjetas em restaurantes, mas será que esta prática é generalizada? Será necessária uma lei para fixar um percentual obrigatório, especialmente quando muitos restaurantes remuneram mal os seus funcionários? Qual seria esse percentual adequado à nossa realidade? Muitos têm, por exemplo, o hábito de deixar gorjeta sempre que jantam ou almoçam num restaurante. No entanto, será que todos os clientes o fazem? Ou será necessária a imposição de uma lei para garantir que os funcionários do setor recebam um complemento ao seu salário? Isto, considerando os salários baixos, rígidos e pouco flexíveis.

Segundo o INE, na rubrica “População Empregada segundo Ramo de Atividade (%)”, a área de alojamento e restauração representa 9,7% do total da população empregada, o que equivale a 18.474 indivíduos, num total de 190.471 pessoas empregadas em 2023. Este é um número considerável, especialmente tendo em conta o crescimento exponencial do setor do turismo, que atingiu cerca de 1,2 milhões de visitantes em 2024 com projeções de mais empregos neste setor nos próximos anos. No VIº Recenseamento Empresarial 2022 (RE 2022), existiam aproximadamente 2198 empresas no setor de alojamento e restauração, com um volume de negócios de 35 milhões e 688 mil contos, o que equivale a 324 milhões de euros. Entretanto, não consegui encontrar na base de dados do INE a desagregação entre alojamento e restauração, acreditando que este último tenha um peso considerável no total do volume de negócios apresentado pelo INE.

Exequibilidade: A Gorjeta como Complemento Salarial

Imagine-se que uma pessoa gasta 10 mil escudos num restaurante. Seria viável pagar uma gorjeta de 500 escudos, o que equivaleria a 5% do valor total? Estaria essa pessoa, que gastou 10 mil escudos, disposta a pagar os 5%? É exequível propor uma taxa de 5% sobre o valor consumido? Estaríamos ou não em condições de criar uma lei que estabelecesse este percentual, com o objetivo de melhorar as condições de vida dos trabalhadores do setor, especialmente considerando que há resistência em ajustar os salários por parte dos promotores do setor? Aplicar uma taxa entre 3% a 5% estaríamos a canalizar para esse grupo de trabalhadores qualquer coisa entre 9 milhões a 16 milhões de euros a uma classe que é mal remunerada e que recebe muito mal dos seus empregadores.

Acredito que esta medida poderia contribuir para melhorar a distribuição de rendimentos, reduzir as desigualdades e acelerar a redução da pobreza em Cabo Verde, considerando que um grupo expressivo de indivíduos labutam neste setor e são muitas vezes mal remunerados. Questões que carecem de respostas, se eu fosse deputado nacional, não hesitaria em estudar mais a fundo o assunto.

Importa sublinhar que não estou a propor a implementação de uma lei da gorjeta em Cabo Verde, mas sim a promover um debate sobre a exequibilidade de tal medida. Como referi anteriormente, há países onde a gorjeta é obrigatória e outros onde é considerada uma ofensa. Nos países onde a gorjeta é vista como ofensa, o setor da restauração remunera adequadamente os seus funcionários. Cabo Verde encontra-se numa encruzilhada: será que a gorjeta pode ser uma solução para melhorar os salários no setor da restauração, ou devemos concentrar-nos em exigir que os empresários ajustem as remunerações de forma justa e competitiva?

Entretanto, caso um dia seja equacionada a implementação de tal lei, e considerando que qualquer imposto ou taxa gera distorções — neste caso, com impacto direto da redução do consumo, o Governo que for implementa-lo poderia avaliar a sua exequibilidade, tendo em conta forte expansão do setor do turismo e, consequentemente, da restauração, bem como o aumento da capacidade de arrecadação do IVA e da base tributaria, com aumento do potencial de receitas. Uma possível compensação passaria pela redução do IVA em 3% neste setor, em contrapartida à introdução da lei, evitando assim penalizar o consumo e sem criar encargos adicionais para o consumidor final, considerando que as receitas do Estado seriam compensadas com aumento potencial de receitas devido a forte expansão do setor ancorado ao crescimento do turismo em Cabo Verde.

Brasil. Bolsonaro vai a julgamento por tentativa de golpe de Estado

Supremo Tribunal Federal aceita denúncia do Ministério Público 

O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro decidiu, por unanimidade, transformar o ex-presidente Jair Bolsonaro em réu por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A acusação baseia-se na reunião de 5 de julho de 2022 com embaixadores, onde Bolsonaro alegadamente espalhou desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o ex-presidente usou o cargo e a estrutura do Estado para minar a confiança nas urnas electrónicas e fomentar um ambiente propício a um golpe. A defesa nega as acusações e alega que o encontro teve carácter institucional.

Com a aceitação da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução, onde serão colhidas provas e ouvidas testemunhas.

Este é um dos casos mais emblemáticos que envolvem o ex-presidente e poderá ter profundas repercussões políticas no Brasil.

Itália. Autocarro turístico cai de ponte para o rio em Turim

Motorista morreu e três pessoas ficaram feridas

Um autocarro turístico caiu esta quarta-feira à tarde de uma ponte na Piazza Vittorio Veneto para o rio Pó, em Turim, Itália.

Segundo o La Stampa, o motorista morreu e três transeuntes ficam feridos, tendo sido atingidos quando a viatura começou a derrapar.

Segundo uma testemunha ocular, o motorista estava coberto de sangue e as equipas de socorro estiveram 20 minutos a tentar reanimá-lo, mas sem sucesso.

As causas do acidente ainda não são conhecidas.

IFAB oficializa novas regras para futebol

0

Guarda-redes terão 8 segundos para largar a bola. Também foram implementadas medidas que permitem às federações ter autonomia para decidir se as decisões do VAR possam ser anunciadas aos espetadores

O International Board (IFAB), organismo responsável pelo livro das leis de jogo do futebol, já oficializou as novas regras para o desporto-rei a partir da próxima época.

A mais revolucionária passa por estabelecer um limite de oito segundos para o guarda-redes ter a bola nas mãos. Caso esse tempo seja ultrapassado, será pontapé de canto.

Até agora, os guardiões podiam agarrar a bola durante seis segundos, caso contrário, seria livre indireto, mas esta regra raramente era aplicada pelos árbitros. A partir de 2025-26, o árbitro contabilizará os últimos cinco segundos, à semelhança daquilo que acontece no futsal e, caso esse tempo seja excedido, será assinalado um pontapé de canto a favor da equipa adversária.

Também foram implementadas medidas que permitem às federações nacionais ter autonomia para decidir se as decisões do VAR possam ser anunciadas aos espetadores e se só o capitão poderá falar com o árbitro.

Empoderar a mulher Cabo-verdiana é um compromisso inadiável

Afirmação é da Deputada do MpD Lúcia Passos durante o debate parlamentar sobre “Políticas Públicas para a Mulher Cabo-verdiana”

A Deputada do Grupo Parlamentar do MpD eleita pelo Círculo Eleitoral de Santiago Sul, Lúcia Passos, destacou, durante o debate parlamentar sobre “Políticas Públicas para a Mulher Cabo-Verdiana”, os avanços significativos alcançados na promoção da igualdade de gênero e no empoderamento feminino em Cabo Verde, mas alertou para desafios estruturais que ainda persistem.

Lúcia Passos iniciou sua intervenção sublinhando o papel fundamental das mulheres no progresso social, político e económico do País desde a independência, reforçando que a mulher Cabo-verdiana tem sido a espinha dorsal da sociedade. “Reconhecer o seu papel e função histórica é um dever, protegê-la é uma obrigação e empoderá-la é um compromisso inadiável”, afirmou.

No balanço das políticas públicas implementadas, a Deputada destacou a transversalidade da perspetiva de gênero nos programas governamentais, a introdução do Orçamento Sensível ao Gênero, bem como programas de inclusão produtiva e financiamento direcionado às mulheres.

Entre as iniciativas de maior impacto, citou a criação do Plano Nacional de Cuidados, que “formalizou a profissão de cuidadores, beneficiando principalmente mulheres, e a massificação do acesso à água canalizada, que aliviou a carga de trabalho feminino em comunidades mais vulneráveis”.

A Parlamentar também salientou os avanços no setor da saúde, com a vacinação contra o HPV, que atingiu uma cobertura de 99% entre crianças de 10 a 14 anos, tornando Cabo Verde referência no Continente Africano.

No combate à violência baseada no gênero, a Deputada enalteceu a implementação do Fundo de Apoio às Vítimas de VBG, a criação de casas de abrigo e o reforço dos mecanismos de prevenção e assistência.

“O Governo tem reforçado as ações de combate à Violência Baseada no Gênero abrangendo a sensibilização, a prevenção, a sinalização, o atendimento, a assistência à vítima e a proteção”, destacou.

Lúcia Passos alertou que, apesar dos avanços, ainda há desafios na participação política feminina, na equidade salarial e no combate à violência de gênero. Defendeu, assim, a revisão da Lei da Paridade, da Lei da Violência Baseada no Gênero e da Lei de Microfinanças, como medidas essenciais para fortalecer a proteção e a igualdade de oportunidades para as mulheres cabo-verdianas.

A Deputada concluiu exortando o Governo a manter o compromisso de construir um Cabo Verde mais inclusivo, garantindo que as mulheres tenham um papel ativo na definição de políticas públicas que promovam a independência económica, a proteção social e a equidade de gênero, assegurando que “nenhuma mulher fique para trás”.

Primeiro-Ministro realça impacto das políticas públicas na vida das mulheres

Durante o debate parlamentar sobre “Políticas Públicas para a Mulher Cabo-verdiana”, Ulisses Correia e Silva reforçou o compromisso com a igualdade de género, com especial enfoque na redução da pobreza feminina, na eliminação da violência baseada no género e na promoção da participação política e profissional das mulheres

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, destacou hoje, durante o debate parlamentar sobre “Políticas Públicas para a Mulher Cabo-verdiana”, um conjunto de medidas implementadas pelo Governo para promover a igualdade de gênero e o empoderamento feminino no País.

Entre as iniciativas citadas, Ulisses Correia e Silva realçou a redução de encargos com a educação e a formação profissional, que beneficia diretamente muitas famílias chefiadas por mulheres.

O Primeiro-Ministro destacou que a gratuidade das inscrições e propinas no ensino básico e secundário, onde as meninas são maioria, “tem sido uma medida relevante”.

“No ensino secundário, para cada 100 rapazes matriculados, há 120 meninas. Além disso, a isenção de pagamento da formação profissional para jovens de famílias mais pobres tem beneficiado maioritariamente mulheres”, destacou.

O Chefe do Governo também ressaltou a criação da profissão de Cuidadores, através do Plano Nacional de Cuidados aprovado em 2017, que tem gerado oportunidades de trabalho para mulheres em creches, jardins infantis, centros de dia, lares para idosos e serviços de cuidados a pessoas com deficiências.

Na habitação, “os investimentos em reabilitação de moradias, construção de casas sociais e acesso a água, eletricidade e casas de banho e taxa social de água e energia, têm beneficiado milhares de famílias, em sua maioria chefiadas por mulheres”.

No combate à violência baseada no gênero, Ulisses Correia e Silva destacou a implementação do Fundo de Apoio à Vítima de Violência Baseada no Gênero, a expansão de Centros de Apoio à Vítima e a criação de casas de abrigo.

“O Governo também estruturou gabinetes de atendimento em todas as unidades policiais e implementou um sistema de avaliação de riscos das queixas de VBG, permitindo medidas preventivas mais eficazes. Outra medida importante foi a aprovação do Plano de Ação da Coordenação Nacional das Redes de Prevenção e Combate aos Abusos e Exploração Sexuais de Crianças”, disse.

Na saúde, o PM destacou que a isenção da taxa moderadora beneficiou 446 mil pessoas em 2023, muitas delas mulheres.

Adiantou ainda que a vacinação contra o HPV, introduzida em 2021, tem sido um “passo crucial” para a prevenção do câncer do colo do útero. “Em breve, o INPS passará a comparticipar nos custos com rastreios do câncer da mama e do colo do útero, reforçando o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce”, revelou.

Outras medidas anunciadas pelo Primeiro-Ministro, incluem a ampliação da licença de maternidade de 60 para 90 dias e a introdução da licença parental de 3 para 10 dias úteis. “Também foi aprovada a extensão do subsídio de doença para crianças internadas em hospitais, permitindo assistência familiar até os 12 anos de idade”, enfatizou.

Na esfera política e empresarial, salientou que a Lei da Paridade, aprovada em 2019, “permitiu avanços na presença feminina em cargos de liderança”.

Ulisses Correia e Silva anuncia investimentos para capacitação de mulheres do mundo rural

São mais de 400 mil contos para implementação de projetos hidroagrícolas e ações de formação

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, anunciou hoje que o Governo vai investir mais de 400 mil contos nos próximos dois anos em projetos hidroagrícolas e ações de formação voltadas para mulheres no meio rural.

A declaração foi feita durante o debate mensal no Parlamento, que abordou as políticas públicas dirigidas às mulheres, na véspera do Dia da Mulher Cabo-verdiana.

O Chefe do Governo destacou que 65% das Unidades de Produção Informal pertencem a mulheres e que a taxa de desemprego e pobreza entre elas é mais elevada.

Para enfrentar esses desafios, Ulisses Correia e Silva ressaltou medidas como a redução de encargos com a educação e formação profissional, o acesso a água canalizada e a ampliação da rede de cuidados infantis, permitindo que mais mulheres possam trabalhar e estudar.

O PM reconheceu ainda que há diferenças salariais entre homens e mulheres, mas garantiu que o aumento do salário mínimo beneficiará principalmente as mulheres.

Bubista elogia espírito de superação da Seleção nacional

Selecionador nacional enalteceu a “resiliência e união” da equipa no triunfo, por 2-1, sobre Angola

Bubista, elogiou a “resiliência e união” da equipa na vitória por 2-1 sobre Angola, em jogo da sexta jornada do grupo D das eliminatórias africanas para o Mundial 2026.

Em declarações à página da Federação Cabo-verdiana de Futebol, o Selecionador nacional destacou a capacidade de superação da equipa, sobretudo após as duas substituições forçadas ainda na primeira parte.

“Foi uma vitória importante contra um adversário direto. Conseguimos quatro pontos com eles em dois jogos”, afirmou.

O técnico considerou este triunfo um “passo crucial” na caminhada rumo ao Mundial 2026, reforçando a posição de Cabo Verde na liderança do grupo D com 13 pontos.

Golos de Dailon Livramento mantêm Cabo Verde no caminho do Mundial

Avançado, que entrou aos 22 minutos no lugar do lesionado Alessio, foi o herói do jogo ao apontar os dois golos da Seleção nacional diante da Angola

A Seleção Cabo-verdiana de futebol venceu na terça-feira a Angola por 2-1 e manteve-se na liderança do Grupo D das eliminatórias Africanas para o Mundial 2026.

O grande destaque da partida foi o avançado Dailon Livramento do Verona da Itália, que marcou os dois golos da vitória.

O jogo começou com um imprevisto para Cabo Verde, com Alessio a sair lesionado aos 22 minutos. No seu lugar entrou Dailon Livramento, que acabaria por ser o herói da partida.

O primeiro golo surgiu aos 45+2, num rápido contra-ataque. Jovane Cabral fez um passe perfeito e Livramento finalizou com frieza para abrir o marcador.

Na segunda parte, a seleção angolana reagiu e chegou ao empate logo aos 47 minutos.

Aos 63 minutos, Dailon Livramento marcou o golo da vitória, desta vez assistido pelo lateral Vagner Pina.

Com este triunfo, Cabo Verde soma 13 pontos e continua no topo do Grupo D, enquanto Angola permanece com sete pontos.

Os Camarões chegaram aos 12 pontos após vencerem a Líbia, que tem oito. Já as Maurícias e a Eswatini empataram a três golos e contabilizam cinco e dois pontos, respetivamente.

MpD é o ‘champion’ da luta das mulheres de Cabo Verde.

Alguns factos:

1- MPD é o primeiro partido de Cabo Verde que levou mulheres para o Governo- histórico!

2-MPD é o primeiro partido que teve uma mulher como Presidente de um partido- histórico!

3-MPD é o primeiro partido de Cabo Verde que teve uma mulher como Presidente da Câmara Municipal- histórico!

4-MPD é o primeiro partido de Cabo Verde que introduziu uma lei de quota do género – histórico!

5-MPD é o partido que introduziu no país uma Constituição da República, onde se consagram normas que protegem todos os direitos das mulheres e a todos os níveis- histórico!

Querem mais? Há mais! Mas, fico por aqui.