Sindprof promete fiscalizar cumprimento das promessas do PAICV para valorização da classe docente

Posição do Sindprof está vertida numa publicação feita ontem, terça-feira

O Sindicato Democrático de Professores (Sindprof) garantiu que irá acompanhar e fiscalizar atentamente a implementação das medidas prometidas pelo PAICV para a valorização da classe docente, após a vitória do Partido nas eleições legislativas de 17 de maio, defendendo que a melhoria das condições dos professores é essencial para uma educação de qualidade e para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Numa publicação divulgada nas redes sociais, o sindicato destacou várias propostas apresentadas pelo PAICV na sua plataforma eleitoral, entre elas a reclassificação automática dos professores que obtenham novos graus académicos, num prazo máximo de 90 dias, a criação de uma nova grelha salarial e o aumento gradual dos salários dos docentes do ensino básico e secundário até atingir a cifra-base de 108 mil Escudos mensais.

O Sindprof sublinhou ainda medidas ligadas à formação contínua dos professores em competências digitais, metodologias ativas e ambientes virtuais de ensino, bem como a implementação de planos de formação para docentes de línguas estrangeiras e a análise das reivindicações dos professores aposentados antes da publicação do PCFR.

O sindicato reafirmou, por outro lado, a continuidade da luta em defesa dos direitos e da dignidade da classe docente, manifestando abertura para o diálogo com o novo Governo sobre outras reivindicações consideradas prioritárias, como a situação dos professores aposentados, a valorização das educadoras de infância e outras matérias relacionadas com a carreira docente.

Presidente da CCS aponta sete “prioridades urgentes” para transformar Cabo Verde num País “mais desenvolvido, com empregos e menos pobreza”

Marcos Rodrigues defendeu esta manhã, numa publicação feita na sua conta pessoal no Facebook, um conjunto de sete “prioridades urgentes” que considera fundamentais para transformar Cabo Verde num País “mais desenvolvido, com empregos e menos pobreza”

Na reflexão partilhada nas redes sociais, o Presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, sustenta que o próximo ciclo governativo deve apostar em reformas estruturais capazes de impulsionar a economia nacional, reduzir desigualdades e criar oportunidades para os jovens, apontando áreas estratégicas como transportes, emprego, educação, energia, turismo e governação.

Entre as prioridades destacadas pelo líder empresarial está a resolução definitiva dos transportes interilhas, defendendo que “nenhum País arquipelágico se desenvolve sem mobilidade eficiente”. Para isso, propõe a modernização dos barcos e aviões interilhas, horários fixos e confiáveis, redução dos preços das viagens, melhoria dos portos e aeroportos e a criação de um sistema integrado entre o transporte marítimo e aéreo. Segundo Marcos Rodrigues, estas medidas facilitariam o turismo, o comércio, a circulação de trabalhadores e o acesso à saúde e educação, além de incentivar investimentos nas ilhas menos desenvolvidas.

Outra aposta considerada essencial é a criação de empregos através da industrialização leve e da economia digital. O Presidente da CCS defende que Cabo Verde deve reduzir a dependência quase exclusiva do turismo e investir em centros tecnológicos, outsourcing, call centers, programação, pequenas indústrias, transformação do pescado e produção local. Na mesma linha, sugere a criação de zonas económicas especiais, incentivos fiscais e apoio às startups jovens, com o objetivo de gerar empregos qualificados.

Marcos Rodrigues também considera que a educação e a formação profissional devem tornar-se uma prioridade nacional. Na sua visão, muitos jovens concluem os estudos sem preparação prática para o mercado de trabalho, pelo que o Governo deve reforçar o investimento em escolas técnicas, formação profissional moderna, ensino digital, línguas estrangeiras, energias renováveis, turismo especializado, mecânica e construção.

No combate à pobreza, o responsável empresarial defende uma abordagem centrada no desenvolvimento local e no apoio às famílias. Entre as medidas propostas estão o apoio a pequenos agricultores e pescadores, microcrédito para pequenos negócios, criação de cooperativas, investimento em habitação social, melhoria do saneamento e da água, além de programas direcionados para mães solteiras e jovens desempregados. O foco, afirma, deve estar na criação de rendimento sustentável nas comunidades.

A transformação de Cabo Verde numa potência de energias renováveis surge igualmente entre as prioridades apresentadas. Marcos Rodrigues entende que o elevado custo da energia pesa fortemente sobre famílias e empresas e defende a aceleração dos investimentos em energia solar, energia eólica, armazenamento energético e dessalinização com energia limpa. Para o empresário, uma energia mais barata reduziria os custos de produção, os preços da eletricidade e a dependência de combustíveis importados.

No setor do turismo, o presidente da CCS propõe uma modernização do modelo atual, com o objetivo de espalhar os benefícios económicos por todas as ilhas. Entre as áreas a desenvolver, aponta o turismo cultural, histórico, desportivo, ecológico, musical e gastronómico, defendendo ainda maior apoio aos pequenos hotéis, restaurantes e negócios locais, para que “o dinheiro do turismo fique mais no País”.

A sétima prioridade apresentada passa pela melhoria da governação, transparência e eficiência do Estado. Marcos Rodrigues defende a redução da burocracia, digitalização dos serviços públicos, combate à corrupção, aceleração da justiça económica, facilitação de investimentos e maior transparência nos concursos públicos. O empresário defende ainda um maior envolvimento da Diáspora Cabo-verdiana no investimento e no desenvolvimento nacional.

iibGroup renova parceria com bolsas Chevening e garante vaga para Cabo Verde

Além do financiamento, o iibGroup compromete-se a acompanhar os estudantes selecionados, integrando-os em iniciativas do grupo e promovendo o seu desenvolvimento profissional

O iibGroup renovou a sua parceria com o programa Chevening, garantindo a atribuição de uma bolsa de estudo para Cabo Verde no âmbito de um pacote que inclui ainda Djibuti e Etiópia.

A formalização da parceria para Cabo Verde ocorreu esta segunda-feira, 18, em Lisboa, com a assinatura de um protocolo entre a embaixadora do Reino Unido em Portugal e Cabo Verde, Lisa Bandari, e o presidente do iibGroup, Sohail Sultan.

Durante a cerimónia, Sohail Sultan destacou o impacto das bolsas Chevening na formação de jovens líderes, sublinhando que a renovação da parceria reforça o compromisso do grupo em promover o desenvolvimento inclusivo e sustentável através da capacitação de talentos.

Por sua vez, Lisa Bandari considerou que o programa Chevening constitui uma experiência transformadora, permitindo acesso a educação de nível mundial e a uma rede global com mais de 60 mil ex-alunos, incluindo líderes em diversas áreas.

Segundo a diplomata, a continuidade da parceria permitirá que mais um estudante Cabo-verdiano tenha acesso a esta oportunidade, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso à educação e potenciar talentos no País.

O programa Chevening, financiado pelo Governo do Reino Unido, destina-se a candidatos com forte desempenho académico e potencial de liderança, oferecendo apoio financeiro para estudos de pós-graduação em universidades Britânicas.

Além do financiamento, o iibGroup compromete-se a acompanhar os estudantes selecionados, integrando-os em iniciativas do grupo e promovendo o seu desenvolvimento profissional.

As candidaturas às bolsas encontram-se atualmente em fase de análise.

Tubarões Azuis iniciam tour nacional antes da caminhada rumo ao Mundial

A equipa cumpre hoje agenda na Ilha de São Vicente

A Seleção nacional de futebol inicia hoje, em São Vicente, um tour pelas ilhas do Arquipélago, marcando o arranque da preparação para os próximos compromissos internacionais.

O primeiro dia de atividades decorre na Cidade do Mindelo, com um passeio pelas principais ruas e espaços emblemáticos, incluindo a Rua de Lisboa, Rua de Praia e a Praça Estrela, agendado para as 11h00.

Durante a tarde, às 16h30, a Seleção realiza um treino aberto ao público no Centro de Estágio, permitindo maior proximidade com os adeptos. Já às 19h00, está prevista uma atividade cultural no Terminal de Cruzeiros do Porto Grande.

Este tour pelas ilhas prolonga-se até 24 de maio e pretende reforçar o contacto com o público nacional antes da fase internacional de preparação.

Após esta etapa, a equipa segue para Portugal, onde defronta a Servia num jogo particular marcado para 31 de maio, no Estádio do Restelo.

A preparação encerra nos Estados Unidos, com um amigável frente às Bermudas, em Connecticut, antes do arranque da competição.

No Mundial, Cabo Verde integra o Grupo H e terá como palco cidades como Atlanta, Miami e Houston.

A estreia está marcada para 15 de junho, em Atlanta, frente a Espanha. Segue-se o confronto com o Uruguai, a 21 de junho, em Miami, e, por fim, o duelo com a Arabia Saudita, em Houston.

Bubista vê grupo equilibrado e quer Cabo Verde na próxima CAN

O Selecionador nacional considerou exigente o grupo de Cabo Verde nas eliminatórias da CAN 2027, mas garantiu que a equipa vai trabalhar para assegurar a qualificação

Após o sorteio realizado esta terça-feira, que colocou Cabo Verde no Grupo K, juntamente com Ruanda, Libéria e Mali, Bubista sublinhou que a qualificação “é sempre difícil, independentemente do adversário”.

O técnico reconheceu que a Seleção do Mali surge como a mais forte do grupo, destacando-a como cabeça de série e uma equipa “poderosa”. Ainda assim, considerou que Ruanda e Libéria são adversários mais próximos do nível de Cabo Verde, embora igualmente difíceis.

“Vamos trabalhar para marcar presença na próxima CAN, depois de termos falhado a última edição. É importante estarmos lá”, afirmou.

Bubista destacou ainda como aspeto positivo o facto de a Seleção não ter de enfrentar viagens longas durante a fase de qualificação, o que poderá facilitar a gestão física da equipa ao longo da competição.

Os jogos das eliminatórias estão previstos para arrancar em setembro de 2026, com a Seleção Cabo-verdiana a iniciar, assim, a sua corrida rumo ao maior palco do futebol Africano.

 

Para além da presença eleitoral: os desafios invisíveis dos partidos emergentes

Muitos analistas, observadores políticos e cidadãos tendem, por vezes, a interpretar a fragilidade ou a menor visibilidade de certos partidos apenas como resultado de “falta de estratégia”, “má comunicação” ou “ausência de trabalho político”. No entanto, essa leitura nem sempre considera as condições concretas em que muitos partidos, sobretudo os da oposição e os emergentes, tentam afirmar-se politicamente.

A política não acontece no vazio. Um partido sem acesso ao poder, sem uma estrutura de financiamento efetiva, sem uma máquina profissional permanente e cujos dirigentes ainda precisam manter empregos normais, enfrenta limitações enormes. E essas limitações raramente entram na análise pública. É fácil perguntar: “Por que só aparecem em períodos eleitorais?” Mais difícil seria perguntar: “Como manter presença constante quando os dirigentes dividem a vida entre trabalho, sobrevivência económica e atividade partidária?” Muitos dirigentes vivem uma rotina quase impossível. Trabalham o dia inteiro; tentam preservar a própria estabilidade profissional; enfrentam instituições que nem sempre veem com bons olhos um envolvimento político mais ativo; e, ainda assim, precisam carregar o peso organizacional do partido.

A política exige tempo, mas a sobrevivência económica também. Mesmo manter uma sede partidária ativa já representa um enorme desafio para muitos partidos emergentes. Há despesas constantes com renda, eletricidade, água, internet, deslocações, materiais básicos de funcionamento e organização administrativa. São custos comuns para qualquer estrutura, mas que se tornam pesados quando não existe financiamento estável nem uma base financeira sólida. Sem recursos humanos remunerados, meios técnicos, estrutura territorial coesa e capacidade financeira, muitos partidos acabam inevitavelmente por concentrar a sua ação nos períodos eleitorais, porque é nesses momentos que existe maior visibilidade, mobilização e espaço mediático.

Há ainda um outro fator raramente discutido de forma transparente: o financiamento político também depende da perceção de viabilidade. Enquanto um partido não conquista representação parlamentar, presença institucional ou demonstra força eleitoral consistente, muitos potenciais financiadores preferem manter distância. Em muitas sociedades prevalece uma lógica simples: “ver para crer”. Poucos empresários, apoiantes ou investidores políticos querem associar recursos a estruturas vistas como pequenas ou sem garantia imediata de crescimento. Não necessariamente por falta de simpatia ideológica, mas porque o financiamento político também é influenciado por cálculo, prudência e expectativa de retorno político. Isso cria um ciclo difícil de quebrar. Sem recursos, o partido tem pouca capacidade de expansão; sem expansão, tem pouca visibilidade; sem visibilidade, atrai poucos financiadores; e sem financiadores, continua limitado. Ou seja, muitas vezes o problema não é simplesmente falta de estratégia. É falta de massa crítica, de meios e de reconhecimento político suficiente para gerar confiança externa. Existe uma diferença importante entre gerir um partido já consolidado e tentar construir uma alternativa política praticamente do zero.

Os partidos estabelecidos contam com redes antigas, estruturas locais, presença mediática consolidada, acesso institucional, quadros profissionalizados e financiadores que já reconhecem utilidade política no apoio a determinadas forças. Já os partidos emergentes precisam primeiro provar que conseguem sobreviver. Precisam demonstrar resistência antes de receber confiança. Precisam mostrar crescimento antes de atrair investimento político. E fazem isso, muitas vezes, sustentados apenas por militância voluntária, sacrifício pessoal e dirigentes que dividem a vida entre emprego, família e atividade partidária. Por isso, reduzir a maior aparição em períodos eleitorais apenas à “falta de estratégia” é uma leitura simplista e incompleta. Em muitos casos, trata-se de partidos que tentam construir presença política com recursos mínimos, num ambiente onde quase tudo favorece as estruturas já consolidadas. Nem toda fragilidade política nasce da incompetência. Às vezes, nasce simplesmente da dificuldade de construir algo novo sem meios, sem proteção e sem tempo suficiente para respirar fora da luta diária por melhores condições de vida.

Mais do que luto, é hora de luta

Na ressaca de mais umas eleições legislativas, em que a grande vencedora foi a abstenção, importa, antes de mais, felicitar o vencedor destas eleições, Dr. Francisco Carvalho, desejando-lhe sucessos no exercício das altas responsabilidades que o povo cabo-verdiano lhe confiou.

O povo expressou, de forma soberana e legítima, a sua escolha. Em democracia, cabe-nos respeitar a vontade popular e continuar a contribuir, com sentido de responsabilidade, para o bem comum.

O meu partido, o MpD, do qual sou dirigente há 13 anos e militante há 20, teve um resultado aquém das expectativas, colocando um ponto final num ciclo de 10 anos de governação. Nesse período, o partido perdeu cerca de 40 mil eleitores, enquanto a oposição ganhou pouco mais de 2 mil novos votos. Estes números devem merecer de todos nós uma reflexão profunda, séria e responsável.

Muitos acreditaram, erradamente, que o crescimento do MpD seria feito à custa dos desiludidos do PAICV. Não foi isso que aconteceu. E essa realidade deve servir-nos de lição para o futuro.

A hora não é de procurar culpados nem desculpas para a derrota. Também não é momento de luto. É, acima de tudo, hora de luta.

Hora de lutar pelo reforço e aperfeiçoamento da nossa democracia.

Hora de lutar por um MpD mais forte, mais próximo das pessoas, mais mobilizador, mais moderno, mais renovado e mais coeso, capaz de enfrentar os enormes desafios que o país tem pela frente.

Ser oposição em democracia é tão digno quanto estar no poder. O povo deu-nos a incumbência de fiscalizar a governação do país, defender os interesses nacionais e construir, desde já, uma alternativa credível para os próximos cinco anos.

É preciso arrumar a casa, reencontrar a nossa capacidade mobilizadora e abrir um novo capítulo no MpD, com novas energias, novas ideias e novas lideranças preparadas para os desafios desta nova fase da vida nacional.

Daqui a menos de três anos teremos eleições autárquicas, num contexto que, à partida, nos é desfavorável. Ainda assim, um partido com a história, a dimensão e a responsabilidade do MpD deve ter a ambição de recuperar várias câmaras municipais e voltar a liderar a Associação Nacional dos Municípios.

A unidade e a coesão do partido são fundamentais, mas precisam de ir muito além da retórica de ocasião. A fidelidade partidária já não é o que era há 40 anos, e a perda de 40 mil votos em 10 anos é um sinal claro de que precisamos de saber ouvir mais, compreender melhor a sociedade e voltar a reconquistar a confiança de muitos cabo-verdianos.

A nova liderança do MpD, a ser escolhida pelos militantes, terá de compreender profundamente o momento político e social que o país atravessa, olhar para o partido no seu todo e colocar o interesse coletivo acima de projetos pessoais, regionais ou de grupo.

O MpD sempre soube reinventar-se nos momentos mais difíceis da sua história. E acredito profundamente que voltará a fazê-lo. Com coragem, visão, humildade, espírito de missão e confiança nas suas bases.

O futuro começa agora.

No dia do advogado, mais do que homenagens, impõe-se reflexão, seriedade e coragem para dizer a verdade sobre o estado da justiça em São Filipe

Celebrar o advogado é também defender uma JUSTIÇA DIGNA, CÉLERE E FUNCIONAL. E é precisamente por amor à Justiça que não podemos continuar calados perante a dramática situação vivida no Tribunal da Comarca do Fogo, sobretudo no domínio cível.

UM ÚNICO JUIZ CÍVEL PARA TODO O CONCELHO DE S.FILIPE e SANTA CATARINA JÁ NÃO CONSEGUE RESPONDER À REALIDADE ACTUAL.

Não se trata de crítica pessoal ao meritíssimo magistrado em funções — que seguramente trabalha com enorme esforço, dedicação e sentido de missão — mas sim de reconhecer uma realidade estrutural que já ultrapassou todos os limites do razoável: o volume processual tornou-se humanamente impossível para um só juízo.

Há processos cíveis e ações contra o próprio Estado que entraram no Tribunal ainda no tempo em que o PAICV governava Cabo Verde. O país mudou politicamente, esse partido passou uma década inteira na oposição e agora regressa novamente ao Governo… mas muitos desses processos continuam sem sentença final, jazendo ainda nos tribunais do S.FILIPE à espera de decisão.

É impossível não refletir sobre isto.

Veja-se, por exemplo, processos complexos ligados ao anel rodoviário e a questões de propriedade em Almada, litígios de enorme relevância patrimonial e social, envolvendo cidadãos, direitos reais, responsabilidade do Estado e interesse público. Muitos desses casos atravessaram anos e anos sem solução definitiva, apesar da sua importância para as partes e para a própria credibilidade da Justiça.

Assim não podemos continuar.

JUSTIÇA TARDIA É INJUSTIÇA.

Não podemos normalizar a ideia de que um cidadão tenha de esperar dez, quinze ou mais anos para ver apreciado um conflito relacionado com a sua propriedade, o seu património, a sua família ou os seus direitos fundamentais.

S.FILIPE e SANTA CATARINA cresceram . Cresceram os litígios, os conflitos sucessórios, os processos laborais, as disputas sobre terrenos, as ações administrativas e as ações de responsabilidade civil contra o Estado. Mas a estrutura judicial permaneceu praticamente a mesma.

Por isso, neste Dia do Advogado, deixamos um apelo firme ao próximo Ministro ou Ministra da Justiça do novo Governo da República:

O FOGO PRECISA, COM URGÊNCIA E SEM MAIS ADIAMENTOS, DE UM NOVO JUÍZO CÍVEL, COM TODOS OS MEIOS HUMANOS, ADMINISTRATIVOS E TECNOLÓGICOS NECESSÁRIOS AO SEU FUNCIONAMENTO.

Não basta nomear magistrados sem criar estrutura adequada. É indispensável reforçar secretarias judiciais, oficiais de justiça, apoio administrativo, digitalização processual, equipamentos informáticos e condições dignas de trabalho.

 

Um único juiz cível, por mais competente, dedicado e trabalhador que seja, jamais conseguirá sozinho vencer o gigantesco atraso acumulado ao longo de tantos anos.

E aqui deixamos também uma palavra especial ao nosso colega e amigo Clóvis Silva, apontado como potencial Ministro da Justiça. Conhecendo profundamente a realidade do Fogo e sendo homem do Direito, acreditamos que não esquecerá esta causa essencial para a dignidade da Justiça cabo-verdiana.

O novo Governo terá inevitavelmente de enfrentar estes processos antigos, muitos deles herdados de ciclos governativos passados, e precisamente por isso torna-se ainda mais urgente investir seriamente na capacidade de resposta dos tribunais.

A Justiça não pode continuar a caminhar lentamente enquanto os problemas dos cidadãos envelhecem dentro dos arquivos judiciais.

Neste Dia do Advogado, renovamos o nosso compromisso com o Estado de Direito Democrático, com a independência dos tribunais, com a dignidade da advocacia e, sobretudo, com o DIREITO DOS CIDADÃOS A UMA JUSTIÇA CÉLERE, EFICAZ E HUMANA.

Porque sem Justiça funcional não há verdadeira democracia, não há segurança jurídica e não há desenvolvimento.

Feliz Dia do Advogado a todos os colegas que, apesar das dificuldades, continuam diariamente a lutar pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos de Cabo Verde.

Concerto na Praia marca lançamento do EmpowerHer Cabo Verde

A CUFA Cabo Verde, em parceria com a Associação Cultural e Desportiva Maracanã, lança o programa EmpowerHer Cabo Verde, uma iniciativa de liderança juvenil feminina integrada na Taça das Favelas, que será apresentada oficialmente esta quinta-feira, 21, na Cidade da Praia

O lançamento do programa será assinalado com um concerto beneficente no Centro Cultural Português, a partir das 17h30, com atuações da banda “O Arrepio”, das Batucadeiras Grupo Amizade e da Banda Maracanã.

Inserido no percurso da Taça do Mundo das Favelas 2027, organizada pela CUFA Global, em São Paulo, o EmpowerHer Cabo Verde aposta no desporto como ferramenta de educação, cidadania e transformação social, com especial enfoque na liderança feminina.

O principal objetivo da iniciativa é garantir a participação de uma equipa feminina Cabo-verdiana sub-18 na competição internacional, promovendo simultaneamente a inclusão social e a igualdade de género.

Inspirado na visão de formar líderes a partir das comunidades, o programa dirige-se a raparigas de zonas periféricas e rurais, utilizando o futebol como ponto de partida para o desenvolvimento pessoal e coletivo.

A iniciativa inclui ainda ações de capacitação em liderança, empreendedorismo, cidadania ativa e autonomia financeira, contando com o apoio de cerca de 20 mulheres de referência que atuarão como mentoras.

Entre as principais atividades previstas estão o lançamento de uma plataforma de crowdfunding durante o concerto, o apuramento nacional feminino da Taça das Favelas, marcado para 4 de julho no âmbito do Kumunidadi Fest, e diversas ações de mobilização e angariação de fundos até à participação internacional em 2027.

Cabo Verde no Grupo K das eliminatórias da CAN 2027

Os Tubarões Azuis vão defrontar Ruanda, Libéria e Mali

A Seleção nacional de futebol já conhece os adversários nas eliminatórias da CAN 2027, após o sorteio realizado esta terça-feira, ficando inserida no Grupo K.

Os Tubarões Azuis vão defrontar Ruanda, Libéria e Mali no Grupo K, num conjunto considerado equilibrado e de forte competitividade.

A fase de qualificação integra a caminhada rumo a CAN 2027, que será realizado no Quénia, Tanzânia e Uganda, numa edição histórica organizada pela primeira vez por três países.

Sob comando de Bubista, Cabo Verde terá deslocações a Kigali, Monróvia e Bamako, procurando também aproveitar os jogos em casa, no Estádio Nacional da Praia, para somar pontos importantes.

Os jogos das eliminatórias estão previstos para arrancar em setembro de 2026, com a Seleção Cabo-verdiana a iniciar, assim, a sua corrida rumo ao maior palco do futebol Africano.