Núncio apostólico apela ao compromisso com o bem comum em São Vicente

Dom Waldemar Sommertag exortou os São-vicentinos a inspirarem-se no exemplo do Santo Padroeiro, sublinhando que cada cidadão deve assumir o seu papel na construção de uma convivência pacífica

O Núncio Apostólico em Cabo Verde, Dom Waldemar Sommertag, apelou hoje, no Mindelo, para que os fiéis e os cidadãos assumam as suas responsabilidades na comunidade e trabalhem para o bem comum. O Núncio presidia a solene Eucaristia em honra a São Vicente, hoje assinalado.

Antes da Missau que reuniu centenas de pessoas na Igreja da Paróquia de São Vicente, em Monte Sossego, o Embaixador da Santa Sé exortou os São-vicentinos a inspirarem-se no exemplo do Santo Padroeiro, sublinhando que cada cidadão deve assumir o seu papel na construção de uma convivência pacífica.

“O importante é assumir as próprias responsabilidades e não atribuí-las sempre aos outros”, afirmou, destacando que esta mensagem se aplica aos domínios religioso, social e político, com especial enfoque nos responsáveis pelo bem comum.

O representante do Papa em Cabo Verde realçou ainda a importância da união e da integração, defendendo que as celebrações devem servir para unir e não para dividir, fortalecendo o sentimento de pertença à comunidade.

Referindo-se à Diocese do Mindelo, que visita pela terceira vez, Dom Waldemar Sommertag manifestou satisfação pelo crescimento da Igreja local e pelo maior envolvimento dos fiéis.

Para a tarde está agendada a sessão solene, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, presidida pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, que inclui homenagens aos parceiros da Edilidade no período pós-passagem da tempestade Erin, ocorrida a 11 de agosto.

Cabo Verde introduz três novas vacinas no Programa Nacional de Vacinação

As três novas vacinas introduzidas no calendário nacional são contra o rotavírus, pneumococo e a vacina combinada hexavalente. As vacinas serão distribuídas gratuitamente em todas as estruturas de saúde pública do País

Três novas vacinas contra o rotavírus, pneumocócica e hexavalente, passaram a integrar, a partir de hoje, o calendário do Programa Nacional de Vacinação (PNV) em Cabo Verde, reforçando a proteção das crianças contra doenças graves e evitáveis. As vacinas serão distribuídas gratuitamente em todas as estruturas de saúde pública do País, garantindo maior acesso e equidade às famílias.

O lançamento oficial foi feito pela coordenadora do Programa Alargado de Vacinação (PAV), Ivanilda Santos, que destacou tratar-se de “mais um passo histórico” na proteção da saúde infantil, com as vacinas a ficarem disponíveis nas estruturas de saúde a partir de fevereiro.

Segundo a responsável, a introdução inclui duas novas vacinas e a substituição da pentavalente pela hexavalente, que passa a proteger contra seis doenças numa única aplicação, reduzindo o número de injeções e aumentando a adesão das famílias ao programa.

A vacina contra o rotavírus previne gastroenterites graves e diarreias agudas em crianças, enquanto a pneumocócica protege contra doenças como pneumonia, meningite e otite. Já a hexavalente combina imunização contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e haemophilus influenzae tipo B.

A vacinação reforçada terá início a 2 de fevereiro em todas as estruturas de saúde do País. A iniciativa conta com o apoio de parceiros internacionais, com destaque para a Unicef, e visa reduzir custos para as famílias, diminuir hospitalizações e reforçar o compromisso de Cabo Verde com a saúde pública e a prevenção.

Cabo Verde mantém taxas de cobertura vacinal superiores a 95%, consolidando o PAV como referência na sub-região Africana e a nível internacional.

 

Última hora/CAN Andebol. Cabo Verde vence Marrocos e assume liderança do Grupo D

Seleção nacional venceu hoje a congénere de Marrocos por 33-28

A Seleção nacional de andebol de Cabo Verde venceu hoje a congénere de Marrocos por 33-28, no seu segundo jogo da fase de grupos, assumindo a liderança do Grupo D da competição.

Depois de se estrear com uma vitória frente à República do Congo, por 34-28, a equipa Cabo-verdiana voltou a demonstrar solidez e eficácia, somando o segundo triunfo consecutivo na prova.

Com este resultado, Cabo Verde lidera o Grupo D e entra no último jogo da fase de grupos em posição favorável. A Seleção nacional encerra esta etapa da competição no dia 24 de janeiro, frente ao Benim.

São Vicente celebra hoje 564 anos de história, identidade e resiliência

As comemorações incluem uma eucaristia solene, com início às 10h00, presidida pelo Núncio Apostólico de Cabo Verde, Waldemar Stanislaw Sommertag, que se encontra em visita ao Arquipélago. A sessão solene comemorativa está marcada para as 16h00 e vai ser presidida pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva

A Ilha de São Vicente comemora hoje 564 anos de história, identidade e resistência, assinalando mais de cinco séculos marcados pelo trabalho do seu povo, pela riqueza cultural, pelo espírito criativo e pela capacidade de reinvenção ao longo do tempo.

Numa nota divulgada pela Câmara Municipal, é destacado que São Vicente se afirmou, ao longo dos séculos, como a capital cultural de Cabo Verde e uma referência nacional nas artes, na música, no desporto, no turismo e na dinâmica urbana, mantendo uma trajetória de crescimento e evolução com os olhos postos no futuro.

O Município recorda ainda que o último ano foi particularmente desafiante, sobretudo na sequência das fortes chuvas de 11 de agosto de 2025, provocadas pela Tempestade Erin, que causaram danos significativos na cidade e em várias comunidades. Apesar disso, sublinha-se que esses momentos difíceis evidenciaram a união, a solidariedade e a resiliência do povo Sanvicentino.

“Hoje celebramos não apenas a data, mas a coragem, a esperança e a força de quem faz desta Ilha um lugar único para viver, criar e sonhar”, refere a nota da Autarquia.

As comemorações do 564.º aniversário incluem uma eucaristia solene, com início às 10h00, presidida pelo Núncio Apostólico de Cabo Verde, Waldemar Stanislaw Sommertag, que se encontra de visita ao Arquipélago. A sessão solene comemorativa está marcada para as 16h00 e vai ser presidida pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva.

Janira Hopffer Almada declarou morte ao PAICV

Significa isto que o PAICV de Aristides Pereira, Pedro Pires, Aristides Lima, José Maria Neves, da própria JHA e de Rui Semedo foi, oficialmente, declarado morto no dia 21 de janeiro de 2026, um dia após o Dia dos Heróis Nacionais e do aniversário do assassinato de Amílcar Cabral.

Isto é histórico.

E importa sublinhar: não foi Francisco Carvalho, foi Janira Hopffer Almada, no Parlamento, quem assinou politicamente o atestado de óbito do PAICV.

O antigo PAICV está morto. Morto pela própria Janira. O que estamos a criar é um novo partido.

Qualquer observador atento da política caboverdeana sabe interpretar este gesto como uma profunda traição aos históricos e à própria identidade do PAICV.

E convém lembrar: não é a primeira vez que Janira Hopffer Almada (e família) protagoniza actos desta natureza.

Após a derrota do PAICV em 1991, o seu pai tornou-se Deputado Independente na Assembleia Nacional, um acto que Pedro Pires classificou, na altura, como uma profunda traição.

Mais tarde, em 2001, revoltada com a falta de apoio ao seu pai, a própria Janira manteve contactos com dirigentes do MPD e comprometeu-se a apoiar Carlos Veiga nas eleições presidenciais contra o histórico do PAICV, Pedro Pires.

Na política, a traição tem custos.

E não são custos irrisórios. Em 2011, o JMN voltou a negar apoio a seu pai, David Hopffer Almada.

A declaração de morte do PAICV também terá consequências, inevitavelmente.

Morto o PAICV, impõe-se a pergunta central:

quem vai votar no “novo PAICV” no dia 17 de maio de 2026?

Quem vai votar no partido de Janira Hopffer Almada e Francisco Carvalho?

O que está em causa é gravíssimo — não apenas para um partido, mas para a memória política, histórica e simbólica da democracia caboverdeana.

A Janira, sabe-se, sempre viu Francisco Carvalho como uma pessoa fraca, pouco competente e uma figura manipulável ao gosto dela. Ela sempre foi assim.

Mais de 40 candidaturas ao Mestrado em Economia Azul e Circular no ISCEE

Aulas iniciam na segunda-feira, 26. Mestrado é de dois anos, sendo o primeiro composto por 12 unidades curriculares

A primeira edição do Mestrado em Economia Azul e Circular, promovido pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE), em parceria com o Ministério do Mar, já contabiliza 42 candidaturas, evidenciando o forte interesse nacional por uma formação avançada numa área estratégica para o desenvolvimento de Cabo Verde.

A informação foi avançada pelo Presidente do ISCEE, José Lopes, durante o ato oficial de apresentação do mestrado, realizado ontem, no Mindelo. Segundo o responsável, o curso arranca na próxima segunda-feira, dia 26, com abrangência a nível nacional.

De acordo com José Lopes, o mestrado “visa capacitar” o capital humano cabo-verdiano nas áreas da Economia Azul e Circular, preparando quadros qualificados para responder às exigências atuais e futuras do desenvolvimento económico sustentável do País.

O curso tem a duração de dois anos. O primeiro ano letivo é composto por 12 unidades curriculares, enquanto o segundo é inteiramente dedicado à elaboração da dissertação, com orientação técnica assegurada por docentes altamente qualificados.

A equipa pedagógica integra professores doutorados, com reconhecida idoneidade técnica a nível nacional e internacional. Cinco das 12 unidades curriculares serão lecionadas por docentes provenientes de prestigiadas universidades estrangeiras, nomeadamente a Universidade de Coimbra, a London School of Economics e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no Brasil, reforçando a dimensão internacional e a excelência académica do programa.

O lançamento oficial do mestrado contou com a presença do Ministro do Mar, Jorge Santos, que destacou a importância simbólica e estratégica da iniciativa. Citado numa nota do seu Ministério, o governante sublinhou que o início do mestrado representa “a afirmação clara” da visão do Governo, “não apenas do presente, mas sobretudo do futuro”, refletindo um compromisso firme com o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, assente na formação de excelência.

Segundo Jorge Santos, este mestrado resulta de uma parceria “sólida e estratégica” entre o seu Ministério e o ISCEE, criada para viabilizar uma oferta formativa inovadora e alinhada com as prioridades nacionais da economia do mar.

O Ministro garantiu ainda que o Ministério do Mar está a mobilizar ativamente instituições públicas e privadas para aderirem ao programa, reforçando o seu impacto e alcance a nível nacional.

Ulisses Correia e Silva inaugura iluminação da pista do Aeroporto de São Filipe a 4 de fevereiro e muda para sempre a mobilidade aérea no Fogo

A inauguração da iluminação da pista do Aeroporto de São Filipe, marcada para 4 de fevereiro, representa um salto estrutural decisivo na conectividade aérea da Ilha do Fogo e foi anunciada ontem, no Parlamento, pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva. Início das operações noturnas e regulares, entretanto, deverá ainda aguardar o licenciamento da AAC

Trata-se de um investimento estratégico com impacto direto na mobilidade, no turismo, na economia local e na qualidade de vida dos Foguenses, ao permitir operações aéreas após o pôr do sol, algo até agora impossível.

Mais voos, mais flexibilidade, menos constrangimentos

Com a nova iluminação, a pista passa a ter maior disponibilidade operacional, abrindo espaço para:

  • Aumento do número de voos diários, com horários mais flexíveis;
  • Redução significativa de cancelamentos e constrangimentos operacionais;
  • Melhor resposta a situações de emergência médica e logística.

Mas o impacto vai além da operação aérea.

Fim da obrigatoriedade de pernoita na Praia

Um dos ganhos mais relevantes prende-se com os passageiros em trânsito. Com a pista iluminada, deixa de ser inevitável pernoitar na Cidade da Praia sempre que um voo para o Fogo não possa ocorrer durante o dia.

Isso significa:

  • Menos custos para os passageiros;
  • Mais conforto e previsibilidade nas deslocações interilhas;
  • Maior eficiência para companhias aéreas e para o sistema nacional de transportes.

Na prática, o Fogo deixa de estar condicionado à luz do dia, aproximando-se dos padrões de operação dos principais aeroportos do País.

Um investimento com retorno económico e social

A infraestrutura agora inaugurada tem um efeito multiplicador:

  • Reforça a atratividade turística da Ilha, permitindo melhor gestão de fluxos;
  • Dinamiza a economia local, com impactos positivos no comércio, hotelaria e serviços;
  • Reduz assimetrias regionais, integrando o Fogo de forma mais plena na rede nacional de transportes.

A iluminação da pista não é apenas uma obra técnica: é um instrumento de desenvolvimento, de coesão territorial e de equidade no acesso à mobilidade.

Um marco para o Fogo

Com esta inauguração, o Fogo entra numa nova fase da sua história aeroportuária, ganhando autonomia operacional, previsibilidade e capacidade de crescimento.

A partir de 4 de fevereiro, o Fogo passa a voar mais alto, e também depois do pôr do sol.

CAN 2026. Marrocos vence Benim e junta-se a Cabo Verde na liderança do grupo

Cabo Verde e Marrocos jogam na 2.ª jornada

A seleção de Marrocos venceu o seu jogo de estreia da CAN de Andebol, ao bater de forma expressiva o Benim por 29-10, em jogo referente à 1.ª jornada da fase de grupos, disputado esta quarta-feira em Kigali, Ruanda.

Tal como a Seleção Nacional de Cabo Verde, que triunfou frente à RD do Congo por 34-28, Marrocos soma os primeiros dois pontos na tabela classificativa, colocando ambas as equipas lado a lado na liderança do grupo após a jornada inaugural.

Já RD do Congo e Benim ocupam o fundo da tabela, ainda sem qualquer ponto conquistado nesta primeira ronda da competição.

A segunda jornada, marcada para amanhã, quinta-feira, promete fortes emoções. Cabo Verde defronta Marrocos, num duelo que se antevê intenso e altamente competitivo, colocando frente a frente as duas seleções vencedoras da estreia. No outro encontro do grupo, RD do Congo e Benim medem forças em busca dos primeiros pontos na prova.

A CAN 2026 de Andebol decorre até 31 de janeiro, em Kigali, Ruanda, reunindo as principais seleções Africanas e servindo igualmente como competição de apuramento para as provas mundiais da modalidade.

Guiné-Bissau marca eleições gerais para 6 de dezembro de 2026

Decisão consta do Decreto Presidencial n.º 02/2026 e baseia-se na Carta Política de Transição, aprovada em novembro de 2025

O Presidente da República de Transição da Guiné-Bissau, Major-General Horta Inta-A, decretou a realização das eleições Legislativas e Presidenciais para o dia 6 de dezembro de 2026.

A decisão consta do Decreto Presidencial n.º 02/2026 e baseia-se na Carta Política de Transição, aprovada em novembro de 2025, que enquadra juridicamente o atual período de transição no país.

No decreto, o Chefe de Estado assegura que estão a ser criadas as condições necessárias para a realização de eleições livres, justas e transparentes, consideradas fundamentais para a normalização da vida política nacional.

A medida foi adotada após auscultação do Alto Comando Militar e do Conselho Nacional de Transição, entrando em vigor de forma imediata, reafirmando o compromisso das autoridades de transição com o calendário político e a devolução do poder aos órgãos eleitos.

Conselho das Finanças Públicas considera que OE 2026 respeita regras orçamentais

CFP destaca que o défice global se mantém em 0,9% do PIB, enquanto o saldo corrente primário permanece superavitário em 3,84%. A dívida pública, segundo o Conselho, continua a apresentar uma trajetória descendente

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) concluiu que o Orçamento do Estado para 2026, aprovado pela Assembleia Nacional, respeita os princípios e regras orçamentais consagrados na Lei de Bases do Orçamento do Estado, não introduzindo novos riscos orçamentais, com exceção da regra do limite de endividamento da administração central.

De acordo com a nota técnica emitida pelo CFP, a análise ao documento final do OE 2026 indica que não foram introduzidas alterações suscetíveis de comprometer o enquadramento orçamental definido pela Lei n.º 55/IX/2019, de 1 de julho, ressalvando apenas o disposto no artigo 14.º, relativo ao limite de endividamento da administração central.

O CFP destaca que o défice global se mantém em 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o saldo corrente primário permanece superavitário em 3,84%. A dívida pública, segundo o Conselho, continua a apresentar uma trajetória descendente.

Assim, o Conselho das Finanças Públicas considera que o Orçamento do Estado para 2026, com a ressalva identificada, cumpre as regras e princípios orçamentais em vigor, sem gerar novos riscos para a sustentabilidade das finanças públicas.