Reino Unido proíbe voos de 6 países Africanos com receio da nova variante

Os países a integrarem a ‘lista vermelha’ são a África do Sul, Namíbia, Lesoto, Botswana, Eswatini e Zimbábue. Segundo especialistas, esta variante é “a pior identificada até agora”

O Reino Unido vai adicionar seis países Africanos à ‘lista vermelha’ da Covid-19, proibindo temporariamente os voos, devido ao risco associado à nova variante detetada na África do Sul e considerada a “pior até agora”

Avariante B.1.1.529 tem “um número extremamente elevado” de mutações que podem evitar a resposta imunitária criada pela infeção ou vacinação, alertam os especialistas do Reino Unido, citados pela Sky News.

O Secretário da Saúde, Sajid Javid, divulgou, através da rede social Twitter, que a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido está “a investigar a nova variante” e que “são necessários mais dados”, mas que neste momento estão a ser tomadas “precauções”.

“A partir do meio-dia de sexta-feira, seis países Africanos serão adicionados à ‘lista vermelha’, os voos serão temporariamente proibidos e os viajantes do Reino Unido deverão ficar em quarentena”, pode ler-se.

Os países a integrarem a ‘lista vermelha’ são a África do Sul, Namíbia, Lesoto, Botswana, Eswatini e Zimbábue.

Sajid Javid alertou que a nova variante detetada na África do Sul “pode ser mais transmissível que a Delta” e acrescentou que “as vacinas atualmente no mercado podem ser menos eficazes”.

Segundo especialistas, esta variante é “a pior identificada até agora”.

O virologista do Imperial College London, Tom Peacock, definiu as mutações como “verdadeiramente terríveis”, mas salientou que os casos ainda são poucos. Segundo noticia a BBC, ainda não foi confirmado nenhum caso desta nova variante no Reino Unido. E há apenas 59 casos confirmados até agora, identificados na África do Sul, Hong Kong e Botswana.

Praia. MP manda deter dois suspeitos de crimes de VBG

Os dois arguidos têm 27 anos. Um reside em Ribeira Grande de Santiago e o segundo, um taxista, residente na Praia

O Ministério Público ordenou a detenção de dois indivíduos do sexo masculino, todos com 27 anos, suspeitos da prática de crimes de VBG, segundo informações avançadas pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo a mesma fonte, um dos arguidos reside em Ribeira Grande de Santiago, e o outro, que é taxista de profissão mora na Cidade da Praia.

Os dois estão sendo indiciados de três crimes cada de Violência Baseada no Género, VBG.

O Tribunal da Comarca da Praia proibiu os dois arguidos de contatar e de aproximar da residência das ofendidas.

 

Alemanha soma mais de 76 mil novos casos de Covid-19

A incidência de novos casos atingiu o valor recorde

A Alemanha somou, nas últimas 24 horas, mais 76.414 casos e notificou 357 mortes.

No total, desde o início da pandemia, o Instituto Robert Koch contabilizou 5.650.170 infeções por Covid-19 e 100.476 óbitos.

Um registro voltou a bater um novo recorde e é agora de 438,2 casos por 100 mil habitantes, a sete dias – para efeitos de comparação, no dia anterior o valor era 419,7 e há uma semana 340,7.

O RKI informou o número de pessoas que se recuperaram na sexta-feira em 4.775.300.

Orçamento para deslocações. PM desmistifica e leva oposição às cordas

Apenas 13% é a parte gasta pelo Governo, dos 600 mil contos. Ulisses Correia e Silva colocou tudo em pratos limpos, deitando por terra a ideia de que os mais de 600 mil contos em deslocações seria só do Governo. Assembleia Nacional tem quase dobro do montante destinado ao Executivo

O Primeiro-Ministro fez hoje uma intervenção na parte final da sessão plenária, sobre o Orçamento Geral do Estado, para esclarecer alguns pontos da proposta, considerado por muitos Deputados como “brilhante”.

Ulisses Correia e Silva arrasou o PAICV com alguns esclarecimentos sobre o OGE em matéria de deslocações.

O Partido da Oposição tem partilhado a ideia de que os mais de 600 mil contos para deslocações, inserido no OGE2022, seria só para o Governo, ou seja, que o Governo vai gastar só em deslocações dos seus membros mais de 600 mil contos, em 2022. Tudo falso.

Na sua intervenção, o PM esclareceu que a Assembleia Nacional tem um total de despesas com deslocação de 140.197 contos, Gabinetes do Governo, com Primeiro-Ministro, Ministros e Secretários de Estados, tem uma despesa com deslocação no valor de 85.625 contos, Presidência da República, 15.644 contos, Justiça 25.914, Segurança/Defesa 25.448 contos, Saúde 75.814, Educação 58.949, incluindo ainda outras funções de regularização.

Ulisses Correia e Silva afirmou ainda que só a Assembleia Nacional, para deslocações dos Deputados, tem quase o dobro do montante destinado ao Governo. “Não estou a dizer que 140 mil contos de gastos com deslocações no Parlamento, não são necessários, Deputados têm de exercer as suas funções, têm de ter visitas aos seus círculos”, disse, sublinhando ainda que acha que os 15 mil contos da Presidência da República “é até insuficiente”.

O Chefe do Governo precisou ainda que qualquer leitura diferente, no sentido de passar a imagem que o Governo gasta mais de 600 mil contos com deslocações é “uma inverdade, é uma manipulação grosseira de dados e uma intensão negativa no sentido de manchar a imagem da classe política, e do Governo”.

Hoje o Parlamento iniciou o debate sobre o OGE que continua amanhã, sexta-feira.

Confira na integra a intervenção do PM no video da peça.

 

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LÍNGUA CABO-VERDIANA: Oficialização e Alupec

Essa de tentar dividir os cabo-verdianos entre os que defendem e os que não defendem a valorização da língua cabo-verdiana é uma tolice! O cabo-verdiano é cabo-verdiano, antes do mais, por falar e viver a língua cabo-verdiana como nenhuma outra. Duvido que haja quem de senso que não queira a valorização daquilo que é seu e que o identifica!

Da minha parte, desde há muito tomei consciência da importância da minha língua materna na minha identidade como pessoa, sobretudo quando fui estudar em Portugal. Não era por acaso a grande diferença de estado de espírito quando estava entre colegas cabo-verdianos ou colegas portugueses, pois a falar crioulo sentia-me como peixe na água e a falar português nada mais que um simples nadador.

Vem isso a propósito das recentes reações sobre a nossa língua, na comunicação social e nas redes sociais, suscitadas pelo discurso bilingue do novo Presidente da República na tomada de posse e da notícia da intenção do Governo de iniciar a experiência do ensino da língua cabo-verdiana na escola.

Essas reações só vêm demonstrar o quão importante é a língua para a comunidade e justificar a necessidade de se disponibilizar todas as informações e todos os esclarecimentos sobre as medidas que lhe digam respeito!

Pessoalmente, fico dividido entre vários sentimentos. Primeiro, de contentamento, por ver que há alguma movimentação no sentido de se atender ao preceito constitucional que obriga o Estado a promover a oficialização da língua cabo-verdiana. Segundo, de alguma perplexidade, por não ter conhecimento de já se ter resolvido a questão da padronização da língua a ponto de alguns estarem a exigir já a sua oficialização! A não ser que se contente apenas com o facto de haver já uma proposta de alfabeto, ainda que seja apenas um dos requisitos para a padronização da língua! E isso pressuporia a assunção definitiva do Alupec, apesar de não ser consensual!

Concernente à oficialização da língua cabo-verdiana, tem-se dito que a padronização deverá considerar todas as variantes do crioulo. Por mais voltas que eu dê à cabeça, não consigo vislumbrar uma solução para essa equação, tendo em conta a profundidade das diferenças entre as variantes existentes! Diferentemente do caso português, em que as variantes se reduzem praticamente às diferenças na pronúncia, as variantes do crioulo diferenciam-se tanto na sintaxe como na morfologia. Veja-se, por exemplo: “N´ ca sta bai gossi” (Santiago); “Mi n´ de bá grinhassim” (Santo Antão).

A oficialização da língua não se cinge à sua estatuição na lei. Ela implica a obrigação das instituições do Estado à sua utilização, o que só é possível com a padronização. Se cada um de nós cidadãos, sampadjudo ou badio, pode ter a liberdade de escolher a variante que entender para o seu uso pessoal, o Estado, a entidade abstrata que representa todos os cidadãos, tem que utilizar a língua padrão obrigatoriamente. Portanto, não se entende que possa haver oficialização sem padronização!

Mas isso é lá com eles, os especialistas! Da nossa parte resta torcer para que haja uma luz na resolução dessa intrincada questão para que venhamos a ter um padrão para a nossa língua materna, condição para a sua plena oficialização.

Entretanto, as minhas verdadeiras reservas têm a ver, desde sempre, com o Alupec, o alfabeto proposto para a escrita do crioulo, por duas razões fundamentais:

1ª – Não respeita a história da língua cabo-verdiana

A língua é o primeiro património cultural e identitário de uma nação e, como tal, detentora de uma história.

O nosso crioulo é uma língua que se formou da relação entre falantes de português, com o seu alfabeto latino, e falantes de várias línguas africanas, sem alfabeto.

A necessidade de se escrever em crioulo terá surgido no século XIX com os poetas cabo-verdianos, particularmente os compositores de morna, recorrendo-se essencialmente ao alfabeto português. Para os fonemas crioulos inexistentes em português, convencionaram usar o dígrafo “dj”, o trígrafo “tch” e o grafema “n’”. Desses, apenas se mantém o “dj” no Alupec, substituindo os restantes respetivamente por “tx” e “N”.

É com base nesse alfabeto herdado, embora não formalizado, que se escreve em crioulo há mais de um século e que escrevo as letras das minhas composições desde os 17 anos de idade e, confesso, sem as dificuldades que agora se inventam para justificar o Alupec!

2ª – Não respeita a coabitação com a língua portuguesa

Propor para a língua cabo-verdiana um alfabeto diferente do português – língua que continuará a ser oficial e a exigir o dever de ser conhecida e utilizada – obriga os cabo-verdianos a escreverem de maneira diferente palavras iguais ou semelhantes, uma vez que a base lexical do crioulo é o português. Muitas palavras com exatamente o mesmo som e o mesmo significado passam a ser escritas de forma diferente em 50% ou mais! Exemplos: casa/kaza; crise/krize; constituição/konxtituisão, exagero/izajeru, etc. E não é por acaso que já se nota alguma confusão na escrita do português, com utilização do “k”!

E tudo isso com o argumento de economia e simplicidade, porque o Alupec se baseia no princípio fonológico de associar a cada som uma letra. Contudo, contrariamente ao que se pretende fazer crer, o Alupec não garante inteiramente esse objetivo, e as exceções não são poucas! Vejamos alguns exemplos de exceção à regra:

– Os dígrafos, duas letras para um som (“nh”, “lh”, “dj”, “tx”);

– Uma mesma letra para sons diferentes (“m” – em “manda-m”; “n” – em “nen”; N isolado e maiúsculo – em “N gosta di Natal”);

– Letras diferentes para um mesmo som (“m” e “n” – em “perdoa-m/perdon”; “i” e “y” – em “sin y não”);

– Deseconomia em casos de palavras com o mesmo som, mas mais letras (fixo/fiksu; nexo/neksu), etc.

Porém, a diferença mais revolucionária do Alupec em relação ao alfabeto português é a supressão da letra “c”, uma das consoantes mais frequentes, e a sua substituição pela letra “k”, uma consoante praticamente inusual em português! Aqui, o argumento normalmente utilizado é o presumível simbolismo africano da letra “k”, fazendo lembrar os poetas crioulos africanistas da época revolucionária. A verdade é que essa associação de “k” a África não encontra respaldo nem na história, nem na realidade contemporânea. Segundo se sabe, “k” é uma letra de origem grega que praticamente perdeu utilidade nas línguas latinas. Também é sabido que as línguas africanas mães do crioulo não tinham alfabeto e estarão ainda em processo de alfabetização, seguindo uma referência que curiosamente não dispensa a letra ”c”!

Apesar das exceções à regra referidas acima, não há dúvida de que o Alupec é um sistema de escrita económico e simples, qualidades importantes e atrativas que poderão justificar, em parte, o nível de aceitação que já atingiu, ainda que longe de se considerar consensual. Porém, nem sempre o mais simples é mais vantajoso. A mente humana pode preferir a simplicidade, mas é com a complexidade que se desenvolve. Basta ver que nenhum dos países mais avançados precisaram de dispensar o alfabeto herdado de base etimológica para se desenvolverem! Outrossim, no nosso caso de poder haver futuramente duas línguas oficiais, sempre seria mais um alfabeto (Alupec), ainda que mais simples, a acrescentar à obrigatoriedade de um outro menos simples (alfabeto português), o que de modo nenhum se poderia considerar simplificação da situação!

Uma franja significativa do povo cabo-verdiano tem manifestado a sua rejeição ao Alupec, uns com razões fundamentadas, outros por incompreensão do que realmente se propõe. No meu caso, as reservas estribam-se fundamentalmente nas duas razões acima referidas: o facto de não respeitar a história da língua cabo-verdiana e o de poder contrariar a boa coabitação com a língua portuguesa que não deixará de ser cooficial.

O Alupec é, até ao presente, a única proposta tecnicamente elaborada para a escrita do crioulo, mas não quer dizer que seja a única possível. Se desde há muito tempo fomos e somos capazes de escrever o crioulo com o alfabeto de base etimológica herdado dos nossos antepassados, custa-me acreditar que não se possa trabalhar uma proposta tecnicamente fundamentada nessa linha. Talvez esteja a faltar um pouco de ousadia de outros especialistas para contrariar a tola ideia de que “quanto mais desportuguesada a língua cabo-verdiana, melhor”!

Como diz o outro, “História é História!”

https://www.youtube.com/watch?v=BHFqevcGOE0

Covid-19. Cabo Verde com dois novos casos e dois recuperados

O País passa a contabilizar 46 casos ativos, 37.927 casos recuperados, 349 óbitos, 16 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 38.347 casos positivos acumulados

Nesta quinta-feira, 25, Cabo Verde registou duas novas infeções por Covid-19 em 376 amostras analisadas, e dois recuperados.

Os novos casos foram reportados em São Vicente e Maio.

Já os recuperados foram registados na Praia e Porto Novo.

Semelhanças vulcânicas abordadas em cimeira entre Canárias e Cabo Verde

A informação foi avançada pela embaixadora da Espanha em Cabo Verde, Maria Dolores Rios Peset, indicando que a reunião vai decorrer na segunda-feira e contará com a presença do Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva

As semelhanças vulcânicas vão ser um dos assuntos abordados na cimeira entre Cabo Verde e Canárias, que acontece na segunda-feira no Arquipélago Espanhol.

A informação foi avançada pela embaixadora da Espanha em Cabo Verde, Maria Dolores Rios Peset, indicando que a reunião vai decorrer na segunda-feira e contará com a presença do Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva.

No mesmo dia, o chefe do Governo vai ter uma reunião de alto nível com o Presidente das Canárias, e viaja para a Ilha de Furteventura, já que Cabo Verde é o convidado de honra da Africagua 2021, uma feira sobre água e energias renováveis em África, mas promovida pelas Canárias a cada dois anos.

Segundo a embaixadora, durante a cimeira os responsáveis dos dois Arquipélagos vão abordar as relações de cooperação, com destaque para as muitas coisas em comum. E uma delas é o facto de terem vulcões ativos, como é o caso do da Ilha do Fogo, que esteve em erupção entre finais de 2014 e início de 2015, e atualmente continua em erupção o vulcão de ‘Cumbre Vieja’, na Ilha de La Palma.

“A relação não são somente as coisas culturais, comerciais, mas sobretudo geográficas também, a proximidade é muita em todos os sentidos”, enfatizou a diplomata Espanhola.

Os Arquipélagos vulcânicos das Canárias e de Cabo Verde, ambos próximos à costa Africana, estão separados por menos de 1.500 quilómetros, mantêm fortes relações de proximidade, nomeadamente ao nível económico.

Os dois Arquipélagos já assumiram anteriormente que pretendem retomar as reuniões de alto nível, que não se realizam desde o início da pandemia de Covid-19.

A anterior cimeira entre o Governo de Cabo Verde e o Governo Regional das Canárias aconteceu em janeiro de 2018.

 

Basquetebol. Cabo Verde vai estreiar-se na fase de qualificação para mundial

Seleção Nacional joga amanhã com a Nigéria na Cidade de Benguela, em Angola

Cabo Verde estreia-se amanhã, sexta-feira, 26, em Benguela, na fase de qualificação para o Mundial de basquetebol sénior masculino, no jogo contra a Nigéria

A nossa Seleção chegou a Angola na semana passada, cumpriu cinco dias de estágio em Luanda e ontem deslocou-se à Cidade que irá acolher a qualificação.

O ambiente no seio do grupo é bom, garantiu Danielson Miranda, técnico-adjunto da seleção nacional, à RCV.

“O grupo está bem, está unido. Ontem tivemos um longo atraso na nossa viagem de Luanda para Benguela mas, enquanto estivemos nas boas instalações do aeroporto pudemos descansar. Chegámos já de noite, fizemos logo os testes [despiste covid-19] e estamos preparados para o embate de amanhã com a Nigéria”, declarou.

A Seleção realizou esta manhã o primeiro treino no palco do jogo, no Pavilhão de Matrindindis.

Cabo Verde está no Grupo A, com Nigéria, Mali e Uganda.

 

Dezenas de pessoas beneficiadas com cirurgia em São Nicolau

Uma equipa do HAN deve regressar à Ilha do Chiquinho, dentro de três meses para outras sessões de cirurgias e consultas

Uma equipa constituída por um médico cirurgião, uma anestesista e uma enfermeira, todos do Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia, terminou ontem quarta-feira, uma missão à Ilha de São Nicolau, onde realizaram várias consultas e cirurgias, beneficiando dezenas de pessoas daquela Ilha.

A informação é avançada ao OPAÍS.cv, pelo Delegado de Saúde da Ribeira Brava, Élvio Pereira. Segundo explicou, a equipa chegou à Ilha na segunda-feira, e logo na terça-feira realizou entre 8 e 9 cirurgias de vários tipos, nomeadamente hérnia, hemorroide e extração de lipoma.

Na quarta-feira, realizaram entre 6 e 7 cirurgias de mesmo tipo.

A missão beneficiou a população de toda a Ilha, que considerou de grande valia a deslocação dessa equipa para a Ilha, uma vez que muitas pessoas não têm a possibilidade de sair da Ilha para fazer cirurgias fora da Ilha.

Segundo o médico Élvio Pereira, a ideia é que a cada três meses a mesma equipa se desloque à Ilha, para atender as pessoas.

Esta é a segunda missão realizada em São Nicolau, após inauguração da Unidade de Pequenas Cirurgias na Ilha.

OGE2022 é um instrumento para impulsionar a retoma económica

Posição é assumida pelo Governo, considerando que o País irá crescer até 6% em 2022. OGE elege ainda a resposta sanitária e o desenvolvimento integrado da Saúde, como uma grande prioridade

O Parlamento está a debater o Orçamento Geral do Estado, OGE, para 2022, e o Governo disse que é um instrumento para impulsionar a retoma económica, apresentado num contexto “super difícil” e de elevados riscos.

“A acrescentar à crise da pandemia, o mundo vive uma crise energética com impacto no aumento dos preços dos combustíveis e da eletricidade em Cabo Verde e uma crise de aumentos de preços internacionais nos produtos agrícolas, matérias-primas, transportes, com pressões inflacionistas que impactam a alta de preços em Cabo Verde, País fortemente importador”, observou Ulisses Correia e Silva, precisando por outro lado que as perspetivas para o crescimento económico mundial entre 2021 e 2022 são positivas.

O Primeiro-Ministro acrescentou que existem incertezas ao nível do controle da pandemia, mas que apesar disso, as projeções mais recentes do FMI, a economia mundial deverá crescer cerca de 6% em 2021 e 4,9% em 2022. Em Cabo Verde, referiu, “a retoma económica faz-se em clima de incerteza e com fortes restrições nas finanças públicas”.

“Neste ano de 2021, estimativas apontam para um crescimento económico entre 6,5 e 7,5%. Para 2022, a  previsão é de 6%. Mesmo que se concretizem, o crescimento económico não será ainda suficiente para compensar a contração registada em 2020. Significa que em 2022, o País estará ainda com menos riqueza do que tinha em 2019”, indicou, contudo lembrou que há já sinais positivos, como a retoma do turismo com a reabertura dos hotéis, voos charters, cruzeiros e retorno ao emprego com especial incidência nas Ilhas do Sal e da Boa Vista, crescimento do IDE, a confiança no País e importantes investimentos privados em curso no turismo, na saúde e na aquacultura.

A retoma económica, na ótica do Governo, vai ter que ser feita acompanhada da retoma do percurso da consolidação orçamental, diminuição do Défice Orçamental, diminuição da Dívida Pública e agravamento da carga fiscal ao nível do IVA e das Taxas Aduaneiras.

“Uma medida de incidência temporária que vários países têm estado a adotar em consequência da crise da pandemia da Covid-19, o aumento do limite da dívida interna – três vezes chumbado pelo PAICV neste Parlamento”, lamentou UCS, sublinhando que isso não deixa outra alternativa senão recorrer ao agravamento do IVA para financiar os desequilíbrios provocados pela contração económica e por despesas excecionais para a proteção sanitária, empresarial e social.

Saúde

O OGE 2022 elege a resposta sanitária e o Desenvolvimento Integrado da Saúde, como uma grande prioridade, isso porque “salvar vidas, proteger a saúde e criar as condições de confiança para o relançamento da economia estão na primeira linha de prioridades”, do Governo, disse o Chefe do Executivo.

UCS adiantou que existem riscos e incertezas quanto ao comportamento da pandemia da Covid-19, contudo o País, continuará o seu combate, com o reforço de recursos humanos, de capacidades laboratoriais, realização de testes, garantia do acesso da população a medicamentos e vacinas.

No quadro do Desenvolvimento Integrado da Saúde, precisou o PM, o OGE 2022 investe na capacitação e especialização dos profissionais de saúde; na abordagem integrada para a vigilância, prevenção e combate de doenças; na promoção da saúde e reforço de prestação de atenção primária; na assistência medicamentosa; na implementação do Sistema de Informação Sanitária; na isenção da taxa moderadora de saúde; e em infraestruturas e equipamentos do Sistema Nacional de Saúde.

Em 2022, garantiu “teremos a conclusão do Bloco Ambulatorial do Hospital Batista de Sousa; conclusão do Centro de Terapia Ocupacional Ribeira da Vinha; a conclusão do Bloco Operatório do Centro de Saúde de Sal – Rei; a conclusão do Centro de Saúde da Assomada; a elaboração do projeto da Nova Maternidade e Pediatria do Hospital Baptista de Sousa e; a montagem da estratégia de financiamento para a construção do Hospital Nacional da Praia.

O OGE 2022 em discussão no Parlamento é estimado em 73 mil milhões de Escudos, representando uma diminuição de 2% face ao de 2021.