BCV emite moeda de 200 escudos para homenagear os Tubarões Azuis

A moeda terá como elementos centrais o tubarão-azul, jogadores em ação, adeptos em celebração, a bandeira nacional e referências ao mar e à condição arquipelágica do País. O lema escolhido é “Tubarões Azuis – Nôs orgulho, Nôs conquista”

O Governo autorizou o Banco de Cabo Verde a emitir uma moeda comemorativa de 200 escudos em homenagem aos Tubarões Azuis, celebrando a inédita qualificação de Cabo Verde para o campeonato do mundo de Futebol de 2026.

A medida consta do decreto-regulamentar n.º 3/2026, publicado na terça-feira, e prevê a emissão de até 24.250 moedas com curso legal.

Segundo o executivo, a iniciativa pretende perpetuar um dos maiores feitos da história do desporto nacional e homenagear os valores de determinação, resiliência e trabalho de equipa demonstrados pela Seleção cabo-verdiana.

A moeda terá como elementos centrais o tubarão-azul, jogadores em ação, adeptos em celebração, a bandeira nacional e referências ao mar e à condição arquipelágica do país. O lema escolhido é “Tubarões Azuis – Nôs orgulho, Nôs conquista”.

O diploma prevê ainda a produção de versões especiais para colecionadores em ouro, prata e cuproníquel, com tiragens limitadas.

Além da celebração desportiva, o Governo destaca que a iniciativa visa também sensibilizar para a conservação do tubarão-azul, espécie considerada vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

Greve geral em Portugal afeta transportes, saúde e escolas

A paralisação foi convocada em protesto contra o pacote de alterações à legislação laboral proposto pelo Governo, que prevê a revisão de mais de uma centena de artigos do Código do Trabalho

A greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN) provocou esta quarta-feira fortes constrangimentos nos transportes, saúde, educação e administração pública, em protesto contra a proposta de reforma da legislação laboral.

A paralisação foi convocada em protesto contra o pacote de alterações à legislação laboral proposto pelo Governo, que prevê a revisão de mais de uma centena de artigos do Código do Trabalho.

Os maiores impactos registaram-se nos transportes, com supressão de comboios, interrupções no metropolitano de Lisboa e cancelamentos e atrasos de voos. Na saúde, hospitais e centros de saúde funcionaram com serviços mínimos, enquanto várias escolas encerraram devido à adesão de professores e assistentes operacionais.

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que o objetivo da greve é travar medidas que, segundo os sindicatos, fragilizam os direitos dos trabalhadores.

Por sua vez, o Governo defende que a reforma é necessária para modernizar o mercado de trabalho e aumentar a competitividade da economia portuguesa.

Trata-se da segunda greve geral realizada em menos de seis meses em torno da reforma laboral, num debate que deverá prosseguir na Assembleia da República.

Última hora. PR nomeia Francisco Carvalho como primeiro-ministro após audições aos partidos

A nomeação corresponde à designação do líder do partido vencedor das eleições legislativas para iniciar o processo de formação do novo executivo, constituindo uma etapa prévia à investidura formal

O Presidente da República, José Maria Neves, nomeou hoje o deputado eleito e líder do PAICV, Francisco Carvalho, como novo primeiro-ministro e vai ter a missão de formar o novo Governo.

A decisão foi tomada na sequência das audições realizadas aos partidos com assento parlamentar, nomeadamente, o PAICV, o MpD e a UCID, em cumprimento das disposições constitucionais.

A nomeação corresponde à designação do líder do partido vencedor das eleições legislativas para iniciar o processo de formação do executivo, constituindo uma etapa prévia à investidura formal.

Após esta fase, Francisco Carvalho deverá avançar com a composição do Governo, que será posteriormente nomeado e empossado, após a instalação da Assembleia Nacional, conforme determina a Constituição da República.

Até à tomada de posse do novo executivo, o Governo cessante mantém-se em funções, assegurando a continuidade da ação governativa.

ARME garante que suspensão do mecanismo evitou aumentos mais elevados nos combustíveis

Sem a suspensão do mecanismo de atualização mensal, os preços seriam significativamente mais elevados, podendo atingir cerca de 175,90 Escudos por litro na gasolina e 153,30 Escudos no gasóleo normal

A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) esclareceu a atualização dos preços máximos de venda dos combustíveis, em vigor desde 1 de junho de 2026, sublinhando que a medida adotada pelo Governo permitiu conter aumentos mais acentuados.

Segundo a entidade, os novos preços refletem um acréscimo médio de 4,36% face ao mês de maio, respeitando os limites de ajustamento definidos na legislação em vigor. O gás butano manteve-se inalterado.

Entre os valores praticados, destacam-se a gasolina a 163,20 Escudos por litro e o gasóleo normal a 137,10 Escudos por litro.

A ARME explica que, sem a suspensão do mecanismo de atualização mensal, os preços seriam significativamente mais elevados, podendo atingir cerca de 175,90 Escudos por litro na gasolina e 153,30 Escudos no gasóleo normal.

Com a aplicação da medida, foi possível reduzir o impacto no consumidor, com descidas estimadas de 12,70 Escudos por litro na gasolina e 16,20 Escudos no gasóleo normal.

A entidade reguladora acrescenta que, entre abril e junho, a variação média acumulada dos preços rondou os 14%, quando poderia atingir cerca de 40% sem a intervenção.

Por fim, a ARME reforça que a suspensão do mecanismo de fixação foi determinante para mitigar os efeitos das oscilações dos mercados internacionais e proteger os consumidores.

MpD alerta para fragilidades dos bombeiros após incêndio em Ponta Belém

Deputados do MpD e eleitos municipais visitaram a zona de Ponta Belém, onde constataram os prejuízos provocados pelo recente incêndio

Deputados do Movimento para a Democracia (MpD) e eleitos municipais defenderam o reforço urgente dos bombeiros municipais da Praia, na sequência de uma visita à zona de Ponta Belém, afetada por um incêndio de grandes proporções.

Durante a visita, comerciantes atingidos relataram dificuldades para retomar as suas atividades e afirmaram estar ainda a contabilizar os prejuízos causados pelo fogo.

O Deputado Luís Carlos Silva sublinhou a necessidade de medidas imediatas de apoio aos afetados e criticou a capacidade de resposta dos bombeiros municipais, defendendo um serviço mais moderno e ajustado à dimensão atual da cidade.

Segundo o parlamentar, os danos poderão ultrapassar os 12 mil contos já anunciados pela Câmara Municipal da Praia para apoiar as rabidantes e requalificar o mercado, tendo em conta que há outros prejudicados além dos inicialmente identificados.

No terreno, enquanto decorrem trabalhos de limpeza, persistem dificuldades, como a falta de eletricidade num talho local. Um comerciante estrangeiro, que perdeu o seu negócio após o incêndio que destruiu o edifício onde operava, também defendeu o reforço dos meios de socorro.

De acordo com informações recolhidas no local, o incêndio terá consumido cerca de 80% das bancas de roupa e afetado ainda habitações nas imediações, agravando o impacto social e económico da ocorrência.

Última hora. UCID contesta escolha de Francisco Carvalho para primeiro-ministro e alerta Presidente da República para “suspeitas incompatíveis com o cargo”

O líder da UCID, João Santos Luís, manifestou-se esta quarta-feira contra a indicação de Francisco Carvalho para o cargo de primeiro-ministro, alegando que as suspeitas de crimes relacionadas com o seu desempenho enquanto presidente da Câmara Municipal da Praia são incompatíveis com o exercício da mais alta função executiva do país

A posição foi transmitida ao Presidente da República, José Maria Neves, durante a ronda de auscultações aos partidos com assento parlamentar, realizada antes da formalização da escolha do futuro chefe do Governo.

O PAICV, vencedor das eleições legislativas do passado dia 17 de maio, com maioria absoluta, foi o primeiro partido a ser recebido pelo chefe de Estado. A delegação foi liderada por Francisco Carvalho, que classificou o encontro como um procedimento institucional normal no quadro do processo de formação do novo Governo.

À saída da audiência, o líder do PAICV mostrou-se tranquilo e satisfeito com o desfecho eleitoral, afirmando estar focado na concretização do projeto político apresentado aos cabo-verdianos.

Francisco Carvalho disse encarar o momento com serenidade e confiança, sublinhando que o principal objetivo passa por implementar o programa “Cabo Verde para Todos”, legitimado pelo voto nas últimas eleições.

Na sequência das audiências, o PR recebeu uma delegação do MpD, segunda força política mais votada.

O vice-presidente do partido, Luís Filipe Tavares, revelou que o Presidente da República informou o MpD da intenção de indigitar Francisco Carvalho para liderar o próximo Executivo.

Segundo Luís Filipe Tavares, o MpD concorda com a decisão, considerando que esta está em conformidade com a tradição democrática cabo-verdiana e com os resultados expressos nas urnas. O dirigente manifestou ainda confiança de que a transição governativa decorrerá dentro da normalidade constitucional.

A posição divergente surgiu da UCID, último partido parlamentar a ser ouvido por videoconferência, a partir de São Vicente. O presidente dos democratas-cristãos transmitiu ao chefe de Estado a oposição do partido à escolha de Francisco Carvalho para primeiro-ministro.

A UCID sustenta que o cargo exige total ausência de suspeitas judiciais e considera preocupante que um cidadão sob investigação relacionada com o exercício de funções públicas possa assumir a chefia do Governo. João Santos Luís afirmou que a responsabilidade pela decisão recai agora sobre o Presidente da República, que foi informado da posição do partido.

O líder da UCID foi mais longe e defendeu que Francisco Carvalho deverá levantar voluntariamente a imunidade política caso venha a assumir funções governativas, de forma a responder perante a justiça sempre que necessário e garantir transparência perante os cidadãos.

João Santos Luís criticou ainda o recurso ao termo “indigitação”, argumentando que o procedimento não está expressamente previsto na Constituição da República e defendendo que a posse dos deputados deve anteceder qualquer passo relacionado com a formação do Governo.

Edy Tavares eleito Melhor Defensor da Endesa League pela 6.ª vez consecutiva

O poste do Real Madrid somou 33 pontos na votação conjunta de treinadores e especialistas, mantendo-se como o único jogador a vencer o galardão desde a sua criação, em 2020-21

O internacional Cabo-verdiano Edy Tavares foi distinguido como Melhor Defensor da Endesa League 2025-26, reforçando o seu domínio na competição espanhola, onde conquista o prémio pelo sexto ano consecutivo.

O poste do Real Madrid somou 33 pontos na votação conjunta de treinadores e especialistas, mantendo-se como o único jogador a vencer o galardão desde a sua criação, em 2020-21.

De acordo com os dados divulgados, o impacto defensivo de Tavares continua a ser determinante, com o Real Madrid a sofrer menos pontos quando o jogador está em campo e os adversários a registarem menor eficácia na zona interior.

Na presente temporada, o atleta voltou a destacar-se com médias elevadas de desarmes de lançamento e bloqueios, consolidando-se como uma das principais referências defensivas da liga.

Tavares continua ainda na perseguição ao recorde histórico de bloqueios da Endesa League, aproximando-se dos 738 desarmes registados por Fran Vázquez.

Seleção nacional inicia preparação nos EUA com treino em Connecticut

Os Tubarões Azuis chegaram ontem a Boston, após uma viagem de cerca de oito horas desde Lisboa

A Seleção nacional de futebol realiza hoje o primeiro treino em solo Norte-americano, no estado de Connecticut, em preparação para o jogo particular frente às Bermudas, agendado para sábado, 6 de junho.

Os Tubarões Azuis, chegaram ontem a Boston, após uma viagem de cerca de oito horas desde Lisboa.

À chegada, a equipa foi recebida por dezenas de Cabo-verdianos, num ambiente de grande euforia no aeroporto. No exterior, outros adeptos aguardavam a passagem dos jogadores, mas o autocarro seguiu por um percurso alternativo, impedindo o contacto direto com os atletas.

Apesar disso, os adeptos mantiveram o clima de festa, com muita música e batucada, celebrando a presença da seleção em solo Norte-americano.

A equipa nacional inicia agora os trabalhos de preparação em Connecticut, onde vai afinar detalhes para o encontro amigável com as Bermudas, marcado para o próximo sábado.

O que é verdadeiramente o acordo SOFA?

– Estatuto do Pessoal dos Estados Unidos (EUA) na República de Cabo Verde –

(Status of Forces Agreement)

NOTA: um humilde contributo para um melhor esclarecimento da opinião pública sobre o que é o SOFA (um mero Acordo de Estatuto e no que consiste), de que o mesmo não é (1) nem um acordo militar (2) nem um acordo de defesa e segurança, a fim de evitar conceitos distorcidos de “base militar em Cabo Verde” e “fantasmas/psicoses/alarmismos” de perda da nossa soberania.

O SOFA é um acordo celebrado entre os Governos de Cabo Verde (CV) e dos EUA, sobre o Estatuto a conceder ao Pessoal dos EUA estabelecido no território da República de Cabo Verde, na prossecução de objetivos de defesa e segurança comum.

Tal estatuto acordado versa, sobretudo, sobre privilégios, isenções e imunidades a conceder ao staff dos EUA (militar, policial, administrativo ou outro) presente em Cabo Verde no âmbito do cumprimento de acordos de defesa e segurança comuns, que, ao que tudo indica, virão a ser estabelecidos futuramente pelos dois países, ou que já estejam estabelecidos.

Portanto, pelo que se pode ver, e vamos demonstrar mais adiante, o SOFA não é i) nem acordo de cooperação militar ii) nem acordo de defesa e segurança, como andam a pensar, equivocadamente, salvo o devido respeito, muito boa gente neste país tais como líderes de partidos da oposição, juristas, deputados, jornalistas, escribas, dirigentes partidários, cidadão anónimo, militares, de entre outros.

Ora,

Por força do disposto no artigo I do acordo SOFA, tal estatuto se aplica ao Pessoal e Contratantes dos EUA que estejam temporariamente em CV no âmbito de:

  1. visitas de navios;
  2. formação;
  • exercícios;
  1. atividades humanitárias e outras, acordados entre os dois países.

Nos termos do artigo II, nº1 e 2 do citado acordo entende-se:

  1. Por Pessoal dos EUA, membros das forças armadas dos EUA e empregados civis do Departamento de defesa daquele país;
  2. Por Contratantes dos EUA, empresas e firmas não cabo-verdianas, assim como os respetivos que não sejam nacionais de CV, contratados pelo Departamento de Defesa dos EUA (doravante DDEUA).

Em obediência ao disposto no seu artigo III, nº1, o acordo SOFA consiste, em primeiro lugar, na concessão ao Pessoal dos EUA de privilégios, isenções e imunidades à semelhança dos que gozam o pessoal administrativo e técnico de uma missão diplomática, como prevê a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 18 de abril de 1961.

Pelo que, a fim de evitar mais equívocos, convém esclarecer que este ACORDO DE ESTATUTO não foi assinado, nem tem fundamentos, no essencial, na mencionada Convenção de Viena. Apenas faz este acordo uma remissão, no seu artigo III/1, para a referida Convenção, no que respeita ao conteúdo dos privilégios, isenções e imunidades a serem concedidos ao pessoal dos EUA, que são, mais coisa menos coisa, os mesmos de que gozam o pessoal administrativo e técnico de uma missão diplomática.

Sendo que, tais privilégios, isenções e imunidades se encontram previstos na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 18 de abril de 1961, nos seus artigos 37/2 e 29 a 35, conjugados e por remissão.

Dispõe os artigos V,VII,IX e XI do Acordo SOFA (para os quais remetemos), que os privilégios e isenções a serem concedidos ao pessoal dos EUA consistem em (pode haver mais algum que nos escapa):

  1. Aceitar com válidas todas as licenças profissionais e cartas de condução emitidas ao pessoal dos EUA, pelos serviços competentes daquele país;
  2. Isentar do pagamento de quaisquer impostos ou outros tributos todo o pessoal dos EUA e o DD EUA;
  • Isentar o pessoal dos EUA e o DDEUA de inspeção, licença ou outras restrições, direitos aduaneiros, impostos ou outros tributos na importação, exportação e utilização em CV de qualquer bem pessoal, equipamento, mantimento, material, tecnologia ou serviços relacionados com as atividades abrangidas pelo acordo SOFA
  1. Livre circulação em CV de navios e veículos operados pelo DDEUA, sendo que tais veículos são isentos de pagarem portagens de trânsito terrestre;
  2. Isentar os navios e aeronaves propriedades do DDEUA do pagamento de taxas de aterragem, de estacionamento ou portuárias, taxas de pilotagem, de transbordo e de outros encargos portuários em instalações que sejam propriedade de CV;
  3. Isentar as aeronaves propriedade do DDEUA do pagamento de taxas de navegação, sobrevoo, terminal ou afins, quando se encontram em CV.

Ainda, nos termos do artigo III, nº2 do acordo, sendo o pomo da discórdia sobre a constitucionalidade ou não deste estatuto, o Governo de Cabo Verde autoriza os EUA a exercer jurisdição penal sobre o pessoal dos EUA durante a sua permanência no território cabo-verdiano, o que consubstancia uma imunidade penal à luz da lei cabo-verdiana, ou seja, e numa linguagem bem simples, se algum elemento do pessoal dos EUA cometer um crime em CV ELE SERÁ JULGADO POR UM TRIBUNAL DOS EUA, NAQUELE PAÍS E À LUZ DA LEI DO MESMO PAÍS.

Outra questão geradora de alguma polémica, é a prevista no artigo XII, nº1, do acordorenúncia à demanda -, que estabelece o seguinte:   “As Partes renunciam a todas e quaisquer demandas entre si (excepto as resultantes de direitos contratuais) por danos, perdas ou destruição de propriedade da outra parte, ou por lesão ou morte de pessoal das forças armadas ou pessoal civil de qualquer das Partes, decorrentes do desempenho das suas funções oficiais no âmbito das actividades ao abrigo do presente acordo.(sublinhado e negrito são nossos).

Da leitura deste ponto do acordo, concluo que, a renúncia recíproca a demandas acordada entre as Partes (Governos de CV e dos EUA), e nos casos aí previstos, tal renuncia só se deve verificar em situações, como aí bem explícitas, decorrentes do desempenho das suas funções oficiais no âmbito das actividades ao abrigo do presente acordo. Portanto, numa atividade, militar, policial ou outra, levada a cabo no âmbito da prossecução dos objetivos de defesa e segurança comum dos dois países. O que vale dizer que caso não for numa situação dessa natureza, a renúncia acordada entre os Governos de Cabo verde e dos EUA não tem validade, aí o lesado já pode demandar ao lesante.

Mas, por força do estabelecido no mesmo artigo XII, agora no seu nº2, quando tais danos, perdas, destruição, lesão corporal ou morte envolve terceiros (entende-se, os que não sejam nem Estado de CV nem Estado dos EUA), portanto, particulares (tanto pessoas singulares como também pessoas coletivas), os direitos destes à demanda da reparação dos prejuízos que lhes forem causados, estão salvaguardados, ou seja, podem apresentar as suas reclamações às autoridades das forças armadas dos EUA, e para o efeito serão encorajados pelo Governo de CV.

À luz ainda do artigo X, nº1, do acordo SOFA (estatuto), pode o DDEUA adquirir, sem quaisquer restrições no que respeita a escolha do contratante ou fornecedor, materiais, mantimentos, equipamentos e serviços (incluindo de construção) a empreender no território de CV.

Ainda à luz do mesmo artigo, agora no seu nº2, o DDEUA fica isento do pagamento de impostos ou outros tributos na aquisição de bens e serviços no âmbito de atividades abrangidas, de defesa e segurança comum.

Assim, deixamos exposto, no essencial, o conteúdo do SOFA (em nosso entender), QUE É NADA MAIS NADA MENOS QUE UM ESTATUTO ACORDADO DE CONCESSÃO DE PRIVILÉGIOS, ISENÇÕES E IMUNIDADES A SEREM CONCEDIDAS PELO GOVERNO DE CABO VERDE AO PESSOAL DOS EUA (MILITAR, POLICIAL, ADMINISTRATIVO OU OUTRO) QUE ESTIVER PRESENTE NO NOSSO TERRITÓRIO NO ÂMBITO DE ACTIVIDADES DE PROSSECUÇÃO DE OBJECTIVOS DE SEGURANÇA E DEFESA COMUM.

Fica aqui esta minha humilde colaboração no sentido de ajudar a um melhor esclarecimento da opinião pública, acerca do conteúdo do Acordo de Estatuto SOFA, celebrado entre Cabo Verde e os EUA, e ratificado pelo Presidente da República de CV, matéria muito falada e debatida nas últimas semanas, a fim de evitar conceitos distorcidos de base militar em Cabo Verde e “fantasmas/psicoses” de perda de soberania.

Paulo Veiga é a escolha certa para liderar o MpD, reúne condições para unir o partido, reconectar as bases e construir um futuro de sucesso

Num momento particularmente importante para o futuro do Movimento para a Democracia (MpD), torna-se fundamental escolher uma liderança capaz de unir, mobilizar e preparar o partido para os grandes desafios políticos que se avizinham. É neste contexto que manifesto o meu apoio à candidatura do Dr. Paulo Veiga à liderança do MpD.

Paulo Veiga distingue-se pela sua frontalidade, coragem política e capacidade de assumir posições claras e inequívocas perante os militantes e perante o país.

Ao longo do seu percurso, demonstrou que sabe promover a continuidade quando ela se justifica, mas também tem a capacidade de introduzir a necessária rutura quando as circunstâncias o exigem, colocando sempre os interesses do partido e de Cabo Verde acima de quaisquer conveniências pessoais ou conjunturais.

A sua forma direta de comunicar, a proximidade com os militantes e a sua reconhecida capacidade de diálogo fazem dele um líder agregador, capaz de unir diferentes sensibilidades dentro do MpD. Num período em que é essencial reforçar a coesão interna e revitalizar a ligação entre a direção e as bases, Paulo Veiga reúne as qualidades necessárias para promover essa reconciliação e fortalecer a confiança dos militantes no projeto político do partido.

Paulo Veiga representa igualmente os valores da simplicidade, da humildade e da autenticidade. Num contexto nacional em que os cidadãos exigem maior proximidade dos seus dirigentes, ele encarna uma liderança acessível, serena e comprometida com os problemas reais das pessoas. A sua visão política assenta na escuta, na participação e na valorização dos quadros e militantes, independentemente da sua posição ou responsabilidade dentro da organização.

Estou convicto de que Paulo Veiga possui a capacidade de relançar o MpD para os desafios autárquicos de 2028 e para as eleições legislativas de 2031, mobilizando energias, renovando a esperança e consolidando o partido como a principal força política de Cabo Verde. A sua liderança poderá representar um novo ciclo de unidade, dinamismo e confiança, capaz de fortalecer o MpD e prepará-lo para continuar a servir o país com competência e sentido de responsabilidade.

Por todas estas razões, acredito que Paulo Veiga é a escolha certa para liderar o MpD nesta nova etapa da sua história, reunindo as condições necessárias para unir o partido, reconectar as bases e construir um futuro de sucesso para a nossa organização política e para Cabo Verde.