Jacinto Santos condena ataque do PAICV a Carlos Veiga e acusa Partido de se afastar do sentimento nacional

O antigo Presidente da Câmara Municipal da Praia, Jacinto Santos, reagiu de forma dura às declarações do líder parlamentar do PAICV, Clóvis Silva, dirigidas ao ex-Primeiro-Ministro Carlos Veiga, classificando-as como “ignóbil, cobarde, inusitado e deslocado”

A posição de Jacinto Santos surge em protesto direto às declarações proferidas por Clóvis Silva, líder da bancada parlamentar do PAICV, durante a sessão solene e comemorativa do Dia da Liberdade e Democracia, na Assembleia Nacional. As declarações de Clóvis Silva visaram diretamente a figura política de Carlos Veiga, uma personalidade central na história democrática de Cabo Verde.

Para o antigo Edil da Capital, o ataque representa não apenas uma falta de respeito pessoal, mas também um desrespeito institucional e histórico contra Carlos Veiga, homem que liderou o MpD no processo de mudança de regime em 1990/1991, culminando na transição democrática e tornando-se o primeiro Primeiro-Ministro eleito democraticamente no País, a 13 de Janeiro de 1991.

Jacinto Santos considera que, ao assumir esta postura, o PAICV “autoisolou-se” e demonstrou estar em “dissintonia” com o sentimento nacional.

“Foi ignóbil, cobarde, inusitado e deslocado o ataque à pessoa e ao político Carlos Veiga feito líder parlamentar do novo PAICV. O PAICV auto isolou-se e esteve em dissintonia com o sentimento nacional! Muito mau, feio, desrespeitoso e cobarde!”, escreveu na sua conta pessoal do Facebook.

PR apela à elevação democrática e à participação cívica nos 35 anos do 13 de Janeiro

José Maria Neves afirmou que a democracia Cabo-verdiana “não foi outorgada, mas arduamente conquistada”

O Presidente da República, José Maria Neves, afirmou hoje que a democracia Cabo-verdiana “não foi outorgada, mas arduamente conquistada”, defendendo a elevação democrática e uma participação cívica “ampla, esclarecida e consciente”.

O Chefe de Estado discursava na Sessão Solene do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, na Assembleia Nacional, que assinala os 35 anos da consolidação do regime democrático em Cabo Verde. Na ocasião, destacou o caráter pacífico e exemplar da transição democrática, atribuindo-a à maturidade cívica do povo Cabo-verdiano.

José Maria Neves considerou que datas como o 13 de Janeiro, o 20 de Janeiro e o 5 de Julho são patrimónios nacionais e devem ser comemoradas com dignidade, sem disputas partidárias sobre a sua paternidade histórica.

Defendeu que a democracia se fortalece com o confronto de ideias feito com elevação, consensos e respeito pelo adversário político.

Apontando para o ano eleitoral de 2026, apelou a processos eleitorais pacíficos, transparentes e inclusivos, sublinhando que a participação reforça a legitimidade democrática, enquanto a abstenção a fragiliza.

O Presidente alertou ainda que a democracia não se esgota no voto, mas deve traduzir-se em dignidade humana, através do combate à pobreza, às desigualdades e da promoção da justiça social. Defendeu o reforço da confiança nas instituições, com base na ética, transparência e prestação de contas, e pediu atenção especial à juventude, nomeadamente à Geração Z, como pilar de uma democracia inclusiva e preparada para o futuro.

13 de Janeiro. Austelino Correia apela à união nacional na defesa da democracia

Presidente da Assembleia Nacional convocou toda a sociedade Cabo-verdiana a proteger e consolidar a democracia, durante a Sessão Solene que assinalou os 35 anos do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia

Austelino Correia, apelou hoje à mobilização de toda a sociedade Cabo-verdiana, independentemente de ideologias, filiações partidárias, crenças religiosas ou posições sociais, para a defesa e consolidação da democracia no País.

O apelo foi feito durante a sua intervenção na Sessão Solene comemorativa do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, que assinala os 35 anos da instauração do regime democrático pluralista em Cabo Verde.

Na ocasião, Austelino Correia saudou os Cabo-verdianos residentes no País e na Diáspora, felicitando-os por uma conquista que considerou coletiva e pertencente a todos. Sublinhou que o 13 de Janeiro de 1991 representou mais do que a realização de eleições pluripartidárias, simbolizando a afirmação plena da soberania nacional aliada à soberania inalienável de cada cidadão, na continuidade da independência alcançada a 5 de Julho de 1975.

O Presidente da Assembleia Nacional destacou os ganhos alcançados ao longo das últimas três décadas e meia, apontando melhorias significativas nas condições de vida da população, o reforço das instituições democráticas e o reconhecimento internacional de Cabo Verde como um exemplo de democracia, liberdade e estabilidade política.

Apesar dos progressos, reconheceu a existência de desafios estruturais, como a necessidade de melhorar a qualidade da educação e da formação, reforçar a conetividade interna, resolver os constrangimentos nos transportes marítimos e aéreos, combater o défice habitacional e assegurar investimentos contínuos no sistema de saúde.

Austelino Correia alertou também para sinais que considerou preocupantes de fragilização da democracia, como abusos de autoridade, confusão de papéis institucionais e ataques às instituições, advertindo que tais práticas minam a confiança dos cidadãos, descredibilizam a classe política e enfraquecem o Estado de direito democrático.

No encerramento da sua intervenção, defendeu que o 13 de Janeiro deve ser encarado como a renovação de um pacto com as gerações passadas, um compromisso com o presente e uma responsabilidade para com o futuro. Apelou para que os 35 anos da democracia sirvam de inspiração não para a autocomplacência, mas para uma maior exigência na qualidade da democracia, na justiça das políticas públicas e na integridade das instituições.

UCID defende democracia com equilíbrio de poderes e foco na vida dos cidadãos

Na Sessão Solene dos 35 anos da democracia, o Deputado e Líder da UCID alertou para os riscos da concentração de poder e das desigualdades persistentes, defendendo um parlamento mais equilibrado, participativo e centrado nas necessidades reais dos Cabo-verdianos

João Santos Luís defendeu hoje que a democracia Cabo-verdiana deve ir além das instituições e dos processos eleitorais.

O Presidente da UCID sublinhou a necessidade de um parlamento mais equilibrado, capaz de promover o diálogo, a fiscalização e a participação ativa dos cidadãos.

Segundo o Parlamentar, a maturidade democrática mede-se pela capacidade de distribuir o poder e não de o concentrar, advertindo que maiorias esmagadoras, embora legais, tendem a empobrecer o debate político e a afastar os cidadãos da vida pública.

João Santos Luís destacou ainda que a democracia não pode coexistir com pobreza, desigualdades profundas, corrupção ou uso indevido dos recursos públicos, defendendo políticas responsáveis e instituições verdadeiramente ao serviço do interesse nacional.

Para o Líder da UCID, o próximo passo da democracia Cabo-verdiana não passa apenas pela alternância entre dois blocos políticos, mas pelo reforço do equilíbrio de poderes, com uma oposição forte que contribua para melhores leis, maior fiscalização e governação centrada no cidadão.

PAICV apela à vigilância permanente para preservar a democracia em Cabo Verde

Líder da bancada parlamentar do PAICV defendeu, na Sessão Solene dos 35 anos do 13 de Janeiro, que a liberdade e a democracia são conquistas diárias que exigem compromisso coletivo e respeito pelas instituições

O Deputado do PAICV e Líder da bancada parlamentar, Clóvis Silva, alertou hoje que a liberdade e a democracia em Cabo Verde exigem vigilância permanente e compromisso coletivo. A declaração foi feita durante a Sessão Solene que assinalou os 35 anos do 13 de Janeiro.

Na sua intervenção, Clóvis Silva afirmou que a democracia Cabo-verdiana é uma conquista diária e sublinhou que a transição democrática resultou de uma decisão soberana dos dirigentes da época, e não de imposições externas.

Para o PAICV, a democracia não se mede apenas pelo exercício do voto, mas também pela capacidade de combater a pobreza, a corrupção e as desigualdades sociais.

O Líder da bancada parlamentar destacou ainda que a alternância pacífica do poder e o respeito pelas instituições constituem pilares fundamentais do regime democrático, defendendo um compromisso partilhado entre Governo, oposição, sistema judicial, sociedade civil e cidadãos.

Clóvis Silva afirmou que o 13 de Janeiro é mais do que uma data histórica, representando um apelo permanente à defesa da liberdade, da justiça e da democracia, em benefício das atuais e futuras gerações de Cabo-verdianos.

13 de Janeiro. MpD diz que democracia não se relativiza e exige instituições fortes

Líder Parlamentar do MpD alertou para tentativas de descredibilização da justiça e do Estado de Direito

Celso Ribeiro discursava na Sessão Solene evocativa do 13 de Janeiro de 1991, data que classificou como um “marco simbólico, estruturante e inapagável” da história nacional, sublinhando que Cabo Verde se afirmou como “um caso exemplar em África” ao transformar a alternância política em normalidade democrática e o conflito em debate público assente no respeito pelas regras.

“A democracia não se relativiza. Os seus valores são universais. Defende-se. Protege-se. Exige instituições fortes, separação efetiva de poderes e cidadãos vigilantes”, declarou.

No plano político, Celso Ribeiro manifestou “forte preocupação” com o que considera serem “ataques recentes à democracia”, acusando o Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, de colocar em causa o Estado de Direito, através de “ataques inqualificáveis” ao Ministério Público e à justiça.

Segundo o Líder Parlamentar do MpD, o “novo PAICV e o seu líder” têm adotado atitudes e ações que, no seu entender, são contrárias à Constituição e às leis da República, tentando intimidar magistrados e descredibilizar instituições fundamentais do Estado.

Para o orador, criticar decisões judiciais é legítimo, mas advertiu que existe “uma linha que não pode ser ultrapassada”, quando a crítica se transforma em suspeição sistemática e mina a confiança dos cidadãos nas instituições.

“A lei não veste cores partidárias. A justiça é, e deve continuar a ser, igual para todos”, frisou, alertando para os riscos da politização da justiça e para derivas populistas e autoritárias que, segundo disse, ameaçam os valores conquistados com o 13 de Janeiro.

Celso Ribeiro destacou ainda os ganhos sociais e económicos alcançados nas últimas décadas, apontando a redução significativa do desemprego e da pobreza, o crescimento económico acima da média da África Subsaariana e a consolidação de um Estado social estruturado.

De acordo com os dados apresentados, a taxa de desemprego desceu de 15% em 2016 para 7,5% em 2025, enquanto a pobreza absoluta passou de 35,5% em 2015 para 25% em 2023, com a pobreza extrema reduzida para 2,3%.

“O País está melhor, com a economia a crescer, o desemprego e a pobreza a diminuir, a dívida pública e a inflação em queda e o turismo a ultrapassar a fasquia de um milhão de visitantes”, afirmou, atribuindo os resultados ao crescimento económico, às políticas ativas de emprego, à inclusão social e à gestão equilibrada das finanças públicas.

O dirigente apontou 2025 como um ano de resiliência e afirmação nacional, destacando a qualificação histórica de Cabo Verde para o Mundial de Futebol de 2026 como símbolo de unidade, esperança e orgulho nacional, a par de outros sucessos no desporto e da afirmação internacional do País como um Estado sério, previsível e credível.

Relativamente ao futuro, afirmou que 2026 será um ano decisivo, marcado por eleições e pela inauguração do Monumento à Liberdade e à Democracia, que considerou um legado de memória e responsabilidade para as gerações futuras.

Na parte final da intervenção, Celso Ribeiro homenageou os protagonistas do 13 de Janeiro de 1991, com destaque para o antigo Primeiro-Ministro Carlos Veiga, e prestou tributo à memória do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, José Filomeno Monteiro, sublinhando que “Cabo Verde só avança com liberdade, diálogo, instituições fortes e respeito pela democracia”.

Milly Brito e Djaty Miranda vencem Corrida da Liberdade na Cidade da Praia

Atletas foram o mais velozes, destacando-se pela resistência física e pelo elevado nível competitivo demonstrados ao longo de todo o percurso

O atleta Milly Brito, natural da Ilha de São Nicolau, venceu esta terça-feira, na Cidade da Praia, a Corrida da Liberdade, prova organizada pelo Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ), integrada nas comemorações dos 35 anos das primeiras eleições multipartidárias em Cabo Verde.

Na distância dos 13 quilómetros, o atleta foi o mais veloz, destacando-se pela resistência física e pelo elevado nível competitivo demonstrado ao longo de todo o percurso.

“Uma sensação indescritível”, confirmou o atleta que se diz “extremamente feliz” com a conquista.

No feminino, a atleta Djaty Miranda, proveniente da Ilha do Fogo, sagrou-se grande vencedora da prova.

Pelos resultados alcançados, ambos arrecadaram, o prémio monetário de 200 mil Escudos.

Liliana Medina, que se deslocou da Ilha de Santo Antão, e Edena Lima completaram o pódio feminino, enquanto, no masculino, Ivan Fortes, também de Santo Antão, e Bruce dos Santos, da Ilha de São Vicente, asseguraram os restantes lugares do pódio.

A Corrida da Liberdade voltou a afirmar-se como um importante momento de celebração dos valores da liberdade, da democracia e da cidadania, promovendo simultaneamente o desporto como instrumento de inclusão social, promoção da saúde e convivência entre atletas e a população da capital.

O evento contou com a presença de diversas entidades oficiais, bem como de atletas e entusiastas do atletismo nacional, consolidando-se como uma das atividades emblemáticas das comemorações do 13 de Janeiro.

Para esta edição, foram reservados mais de dois milhões de Escudos Cabo-verdianos em prémios, reforçando o incentivo à prática desportiva e à participação dos atletas.

Núncio Apostólico anuncia visita do Papa a Angola

Viagem ainda sem data deverá incluir outros países da região

O Núncio Apostólico da Santa Sé em Angola, Dom Kryspin Dubiel, anunciou na manhã desta terça-feira a intenção do Papa Leão XIV de realizar uma visita apostólica a Angola, embora ainda não exista uma data definida.

Em declarações, em Luanda, Dom Kryspin Dubiel esclareceu que o Pontífice manifesta o desejo de visitar o continente Africano, prevendo-se que Angola integre o itinerário da deslocação. Segundo o Núncio, o Papa já aceitou formalmente o convite endereçado pelo Episcopado Angolano e pelo Presidente da República, João Lourenço.

“Atualmente, encontramo-nos na fase de preparação do plano e do programa da visita do Papa Leão XIV a África. Por enquanto, ainda não dispomos de detalhes sobre a data exata nem sobre o programa”, afirmou o representante diplomático do Vaticano.

Dom Kryspin Dubiel expressou ainda a esperança de que a visita do Santo Padre constitua uma oportunidade para “redescobrir os valores que moldaram o povo angolano” e para que esses princípios possam ser partilhados com as diversas comunidades que vivem e trabalham em diferentes partes do mundo.

É 13 de Janeiro sim!

O dia da liberdade e da democracia.

O dia que as mordaças do partido único caíram por terra nas primeiras eleições pluralistas do país e o MpD encarnou a vontade popular de destituir do poder o partido déspota do famigerado Paicv.

Hoje vamos inaugurar o monumento a democracia e a liberdade, que como é óbvio não tem preço.

Mesmo assim os melícias digitais que nunca questionaram os custos do monumento a Amílcar Cabral ou o enterro dos 800 mil contos na “boca furada” – a célebre barragem de São Nicolau – continuam a sua saga destruidora e confrangedora.

É o “modus operandi” da seita e isso não vai mudar, sabendo que não conseguirão processar o obvio, por este estar intrinsicamente ligado a sua idiossincrasia ditadora.

Esse monumento a liberdade lhes propicia até à oportunidade de vilipendiar a própria democracia, pois, não está na gênese dessa gente viver e praticar o DEMOS e as suas melícias digitais a muito perderam a noção do ridículo.

Viva o 13 de Janeiro

Viva a democracia, aquela que deu vez e voz aos melicianos da seita, pois se fosse no regime do partido único estariam a ver o sol ao quadrado.

Cabo Verde regista zero mortes por VBG em 2025

Informação foi avançada pelo Ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, que classificou o resultado como uma “vitória histórica” para o País

Cabo Verde não registou, em 2025, nenhuma morte de mulheres provocada pela Violência Baseada no Género (VBG), um resultado que o Ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, classificou como uma “vitória histórica” para o País.

Segundo o Governante, manter este cenário exige um trabalho contínuo de sensibilização, prevenção, sinalização dos casos e, quando necessário, o reforço da legislação para melhorar a atuação dos serviços.

Fernando Elísio Freire sublinhou que a prevenção é o caminho mais eficaz no combate à VBG.

O Ministro destacou ainda a necessidade de avançar na igualdade de oportunidades para as mulheres, defendendo a igualdade salarial e laboral, bem como o alargamento da licença parental para 120 dias, com partilha entre pai e mãe.

Referiu igualmente a importância do cumprimento efetivo da lei da paridade, apelando ao ICIEG para reforçar a advocacia junto dos partidos políticos, de forma a garantir uma representação mínima de 40% de homens e 40% de mulheres eleitos, sobretudo em ano eleitoral.