Baía de Nossa Senhora da Luz, em São Domingos com cara nova

Essa intervenção beneficia diretamente cerca de 1135 famílias e empregou cerca de 168 pessoas

A Câmara Municipal de São Domingos inaugurou este sábado, as obras de requalificação urbana e Ambiental de Baía Nossa Senhora da Luz.

Financiado no âmbito do programa de atenuação do mau ano agrícola, em cerca de 6 mil contos, a obra beneficia um total de 1135 famílias e empregou 168 pessoas.

A cerimónia de inauguração foi presidida pelo Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, contando com as presenças do Presidente da Assembleia Municipal, Vereadores, eleitos Municipais, e da população local, que segundo a Edillidade, demonstrou um “grande júbilo” com a obra entregue.

O investimento consiste essencialmente no calcetamento de ruas e colocação de mobiliários urbanos e uma pequena praceta.

Numa publicação na sua página de rede social Facebook, a Edilidade afirma existir um conjunto de obras previstas para Baía, destacando-se desde logo, a reabilitação da Igreja de Alcatrazes em curso e que “brevemente” começará a tão esperada obra de requalificação urbana de Covão de Santana e que irá mudar completamente a localidade de Baía.

Maritza Rosabal avalia positivamente início do ano letivo 

Ano letivo começou tranquilamente e sem grandes sobressaltos, avalia a Ministra que confirma 129.072 alunos no pré-escolar e no básico, e 27.379 no secundário

Em entrevista ao OPAÍS.cv, a Ministra da Educação, Maritza Rosabal, admite que há, ainda, um “longo caminho” a se percorrer, mas deixa claro que “o caminho faz-se caminhando” e que a cada conquista, surgem novos desafios.

Maritza Rosabal mostra-se satisfeita com os resultados conseguidos neste início de ano letivo, e destaca o regresso das crianças que estavam excluídas do sistema educativo.

Na conversa com o nosso Jornal, a governante aceitou tocar em diversos aspetos da vida educativa, das reformas em curso e dos ganhos e desafios alcançados até agora.

Iniciamos pela questão dos agrupamentos escolares, dos manuais e, de forma geral, do início do ano letivo 2019/2020.

De acordo com a Ministra, o ano letivo iniciou tranquilamente e sem grandes sobressaltos no sistema educativo onde a projeção dos efetivos aponta para 129.072 alunos no pré-escolar e no básico, 27.379 no secundário e com um largo corpo de docentes nestes dois últimos níveis. No básico, 3.733 e no secundário 1.779.

Em duas semanas de aulas, a única crítica dos pais encarregados de educação dos alunos do básico tinha que ver com a falta do manual de matemática do 2.º ano que, entretanto, veio a ser produzido e colocado, esta semana, no mercado. Uma situação que a tutela diz ser próprio da postura das pessoas. “Às vezes somos muito imediatistas e constantemente temos uma postura de ataque e de apontar o dedo a outrem”, avalia a Ministra para quem a produção de materiais em Cabo Verde tem evoluído de forma “super-positiva”. É que, conforme explica, há alguns anos produzia-se no País apenas 34 títulos, do 1.º ao 7.º ano de escolaridade, e destes 20 eram produzidos em Portugal, desde a elaboração dos textos, edição e impressão.

Quanto aos autores Cabo-verdianos, somente 14 títulos os possuíam. “Os direitos de autoria eram de Portugal e não podíamos mexer nos textos. Mas agora temos 42 títulos”, compara a governante para mostrar a necessidade de ajustes que hoje se faz no sistema.

A tutelar da pasta da Educação diz haver, atualmente, uma modificação completa e a todos os níveis. Mudanças, afiança, que desafia o Ministério e o próprio País a criarem condições para a produção nacional. “Estamos a criar competências nacionais numa área em que realmente estamos com muita dificuldade. Temos já uma equipa de autores nacionais e para o secundário vamos começar o processo de desenvolvimento curricular, porque não dispomos de materiais a nível nacional para esse grau de escolaridade. Havemos, para isso, de lançar o concurso para a produção”, declarou.

Por outro lado, ajunta, há esforços no sentido de criar competências para a edição dos manuais a nível nacional, o que pode, considera, alimentar um novo nicho de trabalho e reduzir os custos de edição e produção. Apesar da rapidez na edição e da maior capacidade das gráficas estrangeiras na produção dos manuais, reconhece a Ministra que as nacionais têm, até este momento, prestado um “bom serviço” e em termos de custos, não há muita diferença.

De recordar que o fundo para todo o processo de edição e produção de manuais é de 70 mil contos.

Quanto aos agrupamentos escolares, Rosabal defende que eram necessários e lembra que 2017/2018 foi o primeiro ano de reorganização de toda a rede educativa. Uma decisão ainda criticada, sobretudo por pais e encarregados de educação que se queixam das longas distâncias percorridas pelas crianças para assistir às aulas. Todavia, advoga a Ministra da Educação, “os agrupamentos escolares eram necessários” e explica que o contexto demográfico do País obrigou à criação desta rede de escolas cujo principal propósito é garantir o acesso à educação e oportunidade igual para todos.

“Temos que mexer a rede tradicional e criar novas configurações, aproveitando as novas potencialidades e capitalizando os recursos de modo a garantir uma educação para todos”, diz Maritza Rosabal, para quem a escola não tem que estar necessariamente à porta de casa. Justifica ainda que os agrupamentos têm uma gestão pedagógica que permite a inclusão das crianças. Aliás, o regresso das crianças às escolas é uma das razões que motiva e dá satisfação à Ministra, pese embora os desafios que ainda persistem. “Desejaríamos não estar a falar dos desafios, mas cada conquista implica um novo desafio. Acho que temos melhorado e a minha maior satisfação tem que ver com o retorno das crianças que tinham abandonado o sistema educativo, por alguma razão ou outra, mas, também, o crescimento das equipas, do trabalho dos docentes, das equipas de gestão das escolas, do seu comprometimento, e isso nos traz satisfação. Temos ainda um longo caminho a percorrer, mas o caminho faz-se caminhando”, concluiu.

Escola Básica de Achada Grande Trás vai ser transformada em Centro de Cuidado

Informação foi avançada ao OPAÍS.cv pela Ministra da Educação. Na segunda-feira haverá um encontro para se definir passos a dar para materializar o projeto

A antiga Escola Básica de Achada Grande Trás, na ilha de Santiago, vai ser transformada em um Centro de Cuidados para Idosos e Crianças. A modificação da infraestrutura deve ficar concluída em novembro

Segundo a Ministra, aquela Escola Básica foi desativada em setembro passado e há um mês vem servindo como esconderijo para delinquentes. O Governo, entretanto, já tem um destino para a referida infraestrutura, que vai ser transformada num Centro de Cuidados para Idosos e Crianças.

Na segunda-feira, 14, garantiu a Ministra, haverá um encontro entre o seu Ministério e a Câmara Municipal da Praia para se fazer “a ponte” com o Centro de Saúde que fica ao lado “e pensámos que vai ser um equipamento social importante para a comunidade”.

De acordo com Maritsa Rosabal, esta medida faz parte de uma política que “estamos a fazer” para que as infraestruturas sejam aproveitadas para o bem da comunidade e o “nosso grande desafio é, precisamente, ter um sistema de cuidados para apoiar as famílias”, justifica a governante.

Depois da desativação da escola e do encontro com a Câmara Municipal, o próximo passo será o projeto e a modificação da escola para adaptá-la às novas funções. Toda a gestão, garantiu a Ministra está a ser feita de forma descentralizada. “A Câmara tem a sua equipa municipal e juntos faremos o projeto. Tudo o que precisávamos era desativar a escola. Já o fizemos em setembro, e agora vamos fazer o cronograma de atuação para modificar e utilizar convenientemente o espaço”, acrescentou.

Festival Contos e Narração Oral assinala Dia Nacional da Cultura

As atividades desenvolvidas assinalam o Dia Nacional da Cultura. A abertura aconteceu este sábado, 12

As atividades são desenvolvidas pela Gil Produções, em parceria com a Biblioteca Nacional e o Ministério da Cultura. Objetivo é abrir as portas da Biblioteca Nacional, promover a leitura e fazer com que as estórias escritas sejam contadas e cheguem aos cantos e recantos de Cabo Verde. Para isso, 17 jovens de várias ilhas e Concelhos do País são formados durante estes dias, para depois contarem estórias sobre a vida e obra dos nossos autores às crianças e a todos quantos gostam de ouvir.

Para além de promover a história e a cultura de Cabo Verde, os contadores de estória, segundo o promotor da iniciativa Gil Moreira, têm a oportunidade de melhorar, através da leitura e da expressão oral, a sua vertente comunicacional.

O Festival arrancou este sábado, na Cidade da Praia, com uma série de atividades como formação e Jornadas do Conto em Cortejo. As atividades desenvolvidas assinalam o Dia Nacional da Cultura, que tem como patrono o Jornalista, Poeta e Escritor, Eugénio Tavares.

Paciente com cancro terminal curado com terapia pioneira

Homem de 62 anos deverá ter alta do hospital neste sábado

Um paciente diagnosticado com cancro terminal foi curado e deverá ter alta do hospital neste sábado, após se submeter a um tratamento genético inédito, realizado por médicos da Universidade de São Paulo, no Brasil.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, Vamberto Castro, de 62 anos, realizou um tratamento com um método desenvolvido no País que usa células alteradas em laboratório para combater um linfoma grave, quando já respondia a tratamentos convencionais no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

O paciente foi autorizado para se submeter ao tratamento com as chamadas células CAR-T, ainda em fase de pesquisa.

Os médicos responsáveis pelo procedimento explicaram que a terapia celular faz com que as células T, tipo de célula do sistema imunológico, do paciente sejam alteradas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerígenas ou tumorais.

Cerca de 20 dias após o início do procedimento, os exames de Vamberto Castro comprovaram que as células cancerígenas desapareceram.

Requalificação de Orla Marítima de Porto Ribeira da Barca constitui a primeira etapa

Garantia é do Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, no ato de inauguração das obras, ontem em Ribeira da Barca, interior de Santa Catarina

UCS afirmou que a concretização deste investimento de cerca de 27 mil contos, carateriza-se como uma primeira etapa, anunciando que encontra-se em curso mais projetos, nomeadamente, o Plano de Ordenamento da localidade, por forma a tornar Ribeira da Barca numa “grande centralidade” turística de Santa Catarina.

Segundo o Chefe do Governo “este grande investimento”, traduz-se na criação de mais qualidade para a população, como um grande benefício para as crianças, mais atracão para os visitantes, representando, ainda, “um grande valor” para a comunidade, visto que facilita mais turismo, consequentemente mais investimentos.

O investimento, acentuou o PM, surge através de uma “nova relação” entre o Governo central e as Câmaras Municipais, utilizando o Fundo de Turismo na aplicação de investimentos “úteis, bom e que muda” o panorama das Cidades, Vilas e localidades, reforçou durante a sua intervenção.

Na ocasião, UCS anunciou outros projetos para Santa Catarina, e que envolve outros parceiros nacionais, como a União Europeia e o PNUD, nomeadamente, na procura de soluções para as mulheres que vivem da apanha de areia.

As obras da frente marítima inauguradas ontem, sexta-feira, 11, vai desde a zona de Lém Rocha ao Polivalente, que contempla equipamentos desportivos, nomeadamente, fitness park, parque infantil, duas passagens aéreas para facilitar a circulação de pessoas e viaturas na época das chuvas.

Vice PM considera que a tecnologia é a oportunidade para Cabo Verde

Olavo Correia intervinha na conferência sobre “Cabo Verde: desafios do futuro”, promovida pela Agência Lusa, na Cidade da Praia

De acordo com o vice Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, se se olhar para Cabo Verde deve-se “olhar, obrigatoriamente de fora para dentro, porque olhando de dentro para fora é um mundo de pequenos problemas, de obstáculos e delimitações, e olhando de fora para dentro é um ninho de oportunidades”.

Esta mesma ideia foi também partilhada pela empresária Angolana, Isabel dos Santos, que há anos investe em Cabo Verde, ela que afirma que há uma “mudança positiva” da forma que se “constata que País está em movimento”.

Certo é também, sublinha, é que o Arquipélago se encontra “num período económico bom”, já que é a “janela do mundo para a África” e que pode se tornar na “porta de entrada da África para o resto do mundo”. Para que isso aconteça, é preciso ainda muito trabalho, sugeriu.

Já o Ministro das Finanças, observou que a tecnologia é por definição a oportunidade de fazer com que pequenos países se transformem em grandes países. É neste País que o Governo quer transformar Cabo Verde, um País desenvolvido que virá a ter “grandes marcas empresariais”.

O vice Primeiro-Ministro apela para que todos trabalhem para que haja uma livre circulação de capitais, bens e principalmente de pessoas no espaço da CPLP, pois segundo o mesmo são elas que fazem a diferença. “Dar a livre circulação aos talentos é fazer com que o País cresça”, precisou.

Cabo Verde precisa trabalhar em parcerias “e não numa cooperação baseada em caridades ou ajudas públicas”. É que conforme explicou Olavo Correia, a África não precisa da caridade Europeia, mas sim da criação de “um quadro de parcerias para que tenhamos empresas a operar em Cabo Verde”, com jovens Cabo-verdianos e a exportar para o mundo.

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Governo investe mais de 100 mil contos na energia em Ribeira dos Engenhos

Primeiro-Ministro anunciou energia elétrica na comunidade e em cerca de 340 habitações. Com este novo investimento, Santa Catarina vai atingir 95% de cobertura energética

Foi lançado ontem, ao início da tarde, o projeto de eletrificação da Ribeira de Engenhos, em Santa Catarina, uma importante obra que visa levar energia àquelas comunidades e suas habitações.

Pelas contas do PM, 1.700 pessoas, e um total de 340 casas terão energia elétrica nas suas casas e a iluminação pública chegará à Ribeira dos Engenhos. Estima-se a conclusão do projeto em cerca de 10 meses.

Ulisses Correia e Silva está confiante em como este investimento levará “benefícios” à Ribeira dos Engenhos, benefícios que irão repercutir na melhoria da “qualidade de vida” dos moradores.

Mais de 100 mil contos vai ser investido no quadro deste projeto e conforme assinalou o PM, a preocupação do seu Governo é atingir os 100% de taxa de cobertura.

Em 2017, recordou, Santa Catarina tinha uma cobertura de cerca de 88%, situando-se “abaixo da média nacional”, mas investimentos realizados nos últimos anos permitiu eletrificar várias localidades. Com a conclusão deste projeto na Ribeira dos Engenhos, o Município vai atingir uma taxa de cobertura na ordem dos 95%.

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Bispo de Santiago visita reabilitação da Igreja de Nossa Senhora da Luz

Cardeal Arlindo Furtado esteve em São Domingos e mostrou- se satisfeito com o andamento dos trabalhos e pela sua minuciosidade

O Cardeal Dom Arlindo Furtado visitou ontem, sexta-feira, as obras em curso de reabilitação da Igreja de Nossa Senhora da Luz, em São Domingos, tendo sido recebido pelos representantes do IPC, ICV, Ministério das Infraestruturas e pelo Edil de São Domingos.

Dom Arlindo Furtado que se fez acompanhar da Comissão Diocesana para Reabilitação do Património Religioso, inteirou-se do andamento das obras e mostrou-se satisfeito com o que viu e lhe foi informado.

As obras daquela Igreja iniciaram-se há cerca de um mês, e a equipa liderada pela empresa vencedora do concurso apresentou ao Bispo, o ponto da situação das obras, bem como as possíveis modificações que a obra sofrerá. “Até o momento retirou- se o arranjo e anexo exterior criado nos finais da década de 80. Este passará a conter apenas o piso inicialmente criado, revestido por uma faixa de pedra calcária e o restante basalto” explicou a referida empresa, acrescentando que removeu-se também o antigo revestimento da Igreja que será agora substituída por argamassa e cal.

Entre outras modificações, além da reabilitação integral do edifício, prevê-se a reabilitação em torno dele e criação de canteiros à volta da Igreja.

A também conhecida “Igreja de Alcatraz”, é um espaço de “peregrinação por excelência”, e integra a lista dos edifícios contemplados para reabilitação no âmbito do Plano Nacional de reabilitação do património histórico e religioso, traçado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do IPC, e é financiada inteiramente pelo Governo, através do PRRA, em cerca de 18 mil contos.

Autarca anuncia novos investimentos para Ribeira da Barca

O investimento realizado em Ribeira da Barca serve para dar oportunidade a todos e gerar negócios. A ideia é defendida pelo Presidente da Câmara Municipal, Beto Alves, que falava durante a inauguração da orla marítima, ocorrida ontem, na presença do PM e da população local

Beto Alves assinalou que a comunidade vivia, na sexta-feira, um dia “diferente”, com esta importante obra que no seu entender serve para atrair mais turistas para a zona. O Autarca aproveitou para alertar particularmente a juventude da zona a aproveitar o investimento e tirar mais rendimento do mesmo.

“Este investimento é para criar mais oportunidade, mas também para tornar o espaço mais aprazível, para dar a todos o gosto de visitá-lo, melhorar a qualidade de vida, igual oportunidade para todos os Munícipes do Concelho, mas também gerar mais negócios”, realçou.

O Presidente da Edilidade adianta que o investimento serve também para valorizar o Porto da comunidade, tendo em conta a sua importância para Santa Catarina e que a queda da última chuva serviu para confirmar a importância desta obra. Beto Alves fez referência a mais investimentos para a população de Ribeira da Barca, nomeadamente, a construção de uma Delegação Municipal, como forma a descentralizar os serviços, a instalação de uma caixa multibanco, obras no campo de futebol, de entre outras. Anunciou ainda o projeto de reabilitação de casas, em parceria com o Governo, em que Ribeira da Barca está contemplada. Recordou, entretanto, que a zona já teve várias habitações reabilitadas.

Quanto ao projeto de alternativa de apanha de areia, o Autarca disse que se encontra em curso, devidamente tratado, com o engajamento de parceiros, como forma a ter uma solução estruturante.